fanfic
Capítulo : A noticia  

“Cantor Louis Tomlinson, da banda One Direction, foi sequestrado...”


Foi a única coisa que precisei ouvir. Coloquei minha adaga presa na coxa, eu usava uma saia preta curta de couro e um top preto colado curto (mostrava a barriga) também de couro. Usava botas de cano alto que iam até acima do joelho e tinha saltos, ela era preta e... de couro. Meu cabelo estava solto e uma espécie de venda –também de couro preto- estava sobre meus olhos. Claro que tinham dois buracos para os meus olhos, mas a “mascara” cobria o suficiente para que não soubessem minha identidade. Uma corda preta fina, porém forte estava presa em minha cintura. Na minha coxa esquerda estava uma espécie de bolso onde eu colocara curativos. Eu estava pronta para o resgate.


Fui à cozinha beber água e mais uma noticia saiu na radio.


“Esperem... Parece que os outros integrantes da boyband também estão desaparecidos...”


Coloquei o copo com força na pia. Ele quebrou com o impacto e por sorte não me cortou. Pulei o balcão com agilidade e corri para fora de casa. Entrei no meu conversível preto e acelerei indo direto para o quartel general da agencia.


Estacionei num beco escuro e saltei. Corri até o final, que não tinha saída.


-Challenge accepted, Dr. Brock. –Falei a senha e uma das pedras do muro se mecheu, revelando um verificador de digitais e som.


-Quem é? –Perguntou.


-Agente 000. Shadow. –Falei.


-Por favor, coloque sua mão no verificador para comprovarmos a sua identidade.


Fiz o que a máquina pediu e, logo após terminar a verificação, mais umas pedras se mexeram e uma passagem se abriu. Entrei e logo depois ela se fechou atrás de mim. Caminhei a passos rápidos e entrei na sala de reuniões com o urgência. Meus passos ecoando por onde eu passava.


-Agente 000? –Perguntou o Dr. Brock.


-Em carne e osso.


-Faz um tempo que não vem aqui. –Ele falou.


-Faz um tempo que ele não entra em ação. –Respondi fria, como sempre.


“Nasci” aqui... Fui criada desde pequena para não demonstrar meus sentimentos, para ser ágil, forte e resistente. O próprio Dr. Brock me treinara. Eu era uma agente privilegiada na agencia espiã.


-Ele agiu? Não há confirmações. –Ele disse sem me olhar.


-Perdoe-me dizer. Uma banda inteira está desaparecida. Faz uma semana e um anônimo postou essa foto hoje. Observe os padrões no modo como a corda amarra ele. A falta de vestimentas descentes e a fita preta na boca.


Entreguei a foto a ele e vi seus olhos se arregalarem, mas voltarem ao normal com a mesma rapidez.


-Permissão concedida contra Hijacker? –Perguntei.


-Concedida. Leve a novata. –Falou ele e assenti.


-Tem certeza?


-Sua nova parceira, desde o incidente com Jonny.


Assenti e segurei as lágrimas, sem demonstrar. Hijacker o matara da última vez que tive de detê-lo. Seu nome verdadeiro nunca foi revelado, por isso o chamamos assim. Sai da sala e fui em direção a sala de treinamento, onde todos os agentes ficavam quando estavam desocupados, exceto eu. Entrei na sala.


-Shadow. –Cumprimentou Henry.


O olhei. [N/A Essa é a Shadow N/A]


-Henry. –Parei para encara-lo. –Viu a Blade?


-Está ali. –Apontou para um canto onde uma garota treinava com algumas pequenas e redondas lâminas, lançando-as ao alvo com uma mira excelente.


Era esse o motivo do deu nome... Blade, Lâmina. Me aproximei.


-Blade.


Ela me olhou ameaçadoramente.  [N/A Sim, a Blade é ‘igual’ a Kristen Stewart N/A]


-Não tenho medo, Blade. –Falei.


-O que quer? –Falou desviando o olhar, impaciente.


-Soube do Jonny?


-Sim, seu parceiro, ele morreu, certo? –Ela falou.


-Esse mesmo. Era meu parceiro. Lembra-se de quem o matou?


-Vocês o chamam de Hijacker, pois o nome dele nunca foi revelado.


-Excelente. –Falei. –Enfim, ele atacou de novo, dessa vez com força total.


-O que eu tenho...


Levantei a mão indicando que se calasse.


-Dessa vez o infeliz sequestrou cinco de vez. E o pior é que ele sempre quer os do topo, os que chamam mais atenção. Enfim, eu não posso enfrentar ele sozinha. Bom, ele não.


-E então eu pergunto. O que eu tenho a ver com isso?


-Você agora é minha parceira. –Ela arregalou os olhos. –Mas ainda não esta bem treinada com as emoções então será ao mesmo tempo minha... Como posso falar?... Pupila?


-Aprendiz, soa melhor.


-Enfim, prepare-se, vamos dentro de meia hora.


Saí da sala de treinamento e fui comer. Saí de lá cheia, mas eu como muito sempre, estou em fome constante e isso não atrapalha meu rendimento. Logo que estava na saída, Blade me alcançou. Saímos da ‘base’ e entramos no meu lindo conversível.


-Pronta? –Perguntei.


-Pronta. –Ela respondeu e eu acelerei.


-Presta atenção, o segredo é fingir que não se importa, como aquele bando de patricinhas da escola que se acha superior. –Falei. –Enfim, você tem que manter as aparências. Blade, você pode quebrar, queimar, desmoronar, explodir de felicidade, não importa, por fora você é fria, forte e decidida. Entende o que digo?


-Entendo. Vou me esforçar. –Ela falou com um meio sorriso enquanto amarrava um pano preto no rosto.


O pano cobria desde abaixo dos olhos até o pescoço. Apenas os olhos e a testa ficaram de fora.


-Vai ser o melhor para nós, para os garotos e para milhões de fãs no mundo inteiro. –Ri sem humor enquanto dirigia na velocidade máxima, ultrapassando todos os veículos que estavam em meu caminho.


-Para onde estamos indo?


Dei uma gargalhada.


-Estamos indo para debaixo da torre do Big Ben.


-Como é que é?


-O esconderijo dele. –Sorri de lado.


-Como você sabe?


-Eu sempre sei.


-Vai bater na torre! –Ela gritou.


Bem quando estávamos chegando eu gritei:


-Hijacker live’s here!


Um som quase como um rugido de fez e a rua começou a descer, transformando-se em uma rampa para o subsolo. Entrei com o carro e assim que entrei numa ampla sala e estacionei o carro houve outro barulho e a rua voltou ao normal.


-Sai do carro, rápido! –Falei saindo e agaixando.


Ela pulou para o meu lado e abaixou. Ouvimos o som de passos e olhei por baixo do carro os pés de Hijacker. Ele observou bem o carro, viu que não tinha ninguém e saiu bufando indignado. Pouco depois me levantei. Peguei umas proteções acolchoadas e coloquei no solo da bota para não fazer barulho.


-Vamos?


-Vamos. –Ela respondeu terminando de colocar as proteções.


Levantamos e corremos para dentro. Procuramos em todas as salas. Enfim tivemos uma pista. Um grito.



Autor(a): Ana Horan S2
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