Fanfics Brasil Fanfics Brasil
Cadastro
- Links Patrocinados -
- Links Patrocinados -
- Links Patrocinados -

Fanfic: Relação Extraconjugal | Tema: Rebelde


Capítulo: 552°Capitulo

4848 visualizações Denunciar






 

- Deveria ver quando seus sobrinhos estão por perto. – deu uma piscadela apontando os gêmeos. – Meu pequeno chegou aqui afirmando que você estava brincando de peão de boiadeiro com seu gatinho.

 

- Oh meu Deus que vergonha! – Maite gemeu, embaraçada. – Não foi nada disso, não aconteceu nada, foi um equivoco.

 

- E daí se tivesse acontecido? – Dulce indagou. – Sexo é uma coisa normal. Maninha, você é uma graça. – jogou água nela, que sorriu mais relaxada.

 

- Tá eu quero saber mais detalhes. Rolou oral, anal?

 

- Anal não. – Dulce suspirou, coçando a nuca. – Christopher me deixa aleijada quando inventa isso, tirando que sempre doí. – as outras duas riram. – Qual é a graça?

 

- Você não aguenta fazer anal?

 

- É claro que eu aguento, mas não gosto por que me machuca. – disse obvia. – Você gosta?

 

- Eu adoro. Te machuca por que você não relaxa e fica pensando na dor que vai sentir. Era assim comigo nas primeiras vezes, mas Poncho me explicou e a partir daí foi só prazer.

 

- Eu senti prazer na primeira vez que eu fiz, mas foi muito pouco Narrí. – ela coçou a nuca. – Não sei se é por que o pau do meu bebê é maior que o do seu. – riu.

 

- É maior que o do Poncho? – Anahí arregalou os olhos.

 

- É maior no cumprimento, a grossura é a mesma. – a ruiva sorriu lembrando-se do tamanho do pênis de Alfonso naquele tempo que os três “brincaram” juntos. – Ah não ser que o dele tenha crescido.

 

- Não cresceu não. – Anahí riu. – Mas porra, eu sempre achei o pau do Poncho imenso. Não é possível.

 

- Lamento informa-la, o pau do meu homem é maior.

 

Maite estava escandalizada.

 

- Gente? – ela perguntou, as duas se entreolharam.

 

- Qual é? – Dulce indagou. – O do Christian é maior? O do Ucker duro mede um palmo e quatro dedos. 

 

- Puta que pariu! – Anahí berrou, maravilhada.

 

- Tira o olho, sua loira piranha. – Dulce deu língua. – E você Maite, quanto mede o do Christian?

 

- E eu lá sei. – disse constrangida. – Eu nunca parei pra medir.





Dulce e Anahí gargalharam. Maite era uma graça.












Do outro lado os meninos conversavam.

 

- Fico feliz que vocês tenham voltado parceiro. – Christian disse, batendo de leve nas costas do amigo.

 

- Eu estou muito feliz. – ele sorriu observando a namorada. – Dulce é a mulher da minha vida.

 

- Enfim tomou uma atitude. – Poncho disse orgulhoso. – Tomou vergonha na cara. Já era tempo.

 

- Podia ter tomado antes, se Dulce não tivesse dito que tinha deixado de me amar e queria ficar sozinha. Se não fosse por essa mentira dela, já estávamos juntos há muito tempo, eu te garanto.

 

- E a Leila cara? Não surtou?

 

- Nem me fale, ficou histérica, mas eu não liguei, a ultima vez que dei ouvidos a uma mulher histérica você lembra o no que deu. – ele disse, se lembrando de Lorena e seus surtos psicóticos.

 

Os amigos riram.

 

- Perdi Dulce e consequentemente meus filhos estavam crescendo em um lar desfeito.

 

- Mas você sempre foi um pai muito presente. – Poncho analisou.

 

- Eu sei, mas mesmo assim, não digo só por isso. Perdi muito acreditando na Lorena, ela me apunhalou pelas costas e me fez cometer muitos erros com Dulce.

 

- O que importa agora é que vocês voltaram e vão ser muito felizes, não é? – Christian disse.

 

- Amém! – Christopher sorriu tomando gole de cerveja.

 

- E a reconciliação? – Poncho perguntou com um sorrisinho safado. – Foi quente?

 

- Digamos que pegou fogo. – ele riu, lembrando-se da noite anterior.

 

- Esse é meu garoto! – Poncho riu, dando um murinho nas costas do amigo. 

 

Foram interrompidos pelo choro de um dos gêmeos.

 

- Mamãe! – berrou choroso.

 

- O que foi meu filho? – Dulce disse do outro lado da piscina.

 

- O Gabriel furou minha boia, eu vou morrer afogado. – chorando dramaticamente. Dulce rolou os olhos e foi até ele.

 

- O que foi? – ela perguntou analisando a boia, que estava com um rasgo pequeno e secando aos poucos. 

 

- Ele mordeu e furou. – Matheus apontou o irmão.



 









- Eu mordi só um pouquinho. – Gabriel disse com a mãozinha na boca e Dulce lhe deu uma palmada forte no braço, o pequeno começou chorar. 

 

- A próxima vez que você morder alguma coisa eu vou te dar uma surra moleque! Que merda, é mordendo tudo o que vê pela frente, puta que pariu. – pegando o outro no colo. – Parece que tá passando fome!

 

- PAPAI! – o pequeno dizia aos prantos, com a mãozinha onde ela tinha batido.

 

- Por que bateu nele amor? – Christopher perguntou, da beira da piscina.
- Ele furou a boia do irmão dele, com mordidas outra vez. – disse colocando o filho sentadinho na beira da piscina.

 

- Meu filho o que a papai já falou pra você sobre morder?

 

- Não lembro. – ele disse coçando o olhinho. Dulce o pegou no colo, o tirando da boia do Ben10. – Quero ficar na piscina mamãe.

 

- Chega de piscina!

 

- Papai, eu quero piscina. – disse apelando para o pai.

 

- Tá bom de piscina meu filho. – estendendo o braço, Dulce o entregou para o pai. – Vocês já estão engelhados de tanto ficar na água. – pegou o outro no colo. – Vamos lá com o tio Poncho e o tio Christian. – caminhando com eles, até os amigos.

 

- Tio Poncho. – o pequeno disse assim que o pai o colocou no chão.

 

- Oi moleque. – moreno sorriu se agachando na altura do pequeno.

 

- Eu levei palmada da mamãe. – com biquinho.

 

- Ah, ela fez por que gosta de você.

 

- Por que gosta de mim? – Poncho assentiu. – E se ela não gostasse? Me mataria?

 

Todos riram, aqueles dois eram uma gracinha.

Mais tarde, as meninas foram buscar um lanchinho, arrumaram a mesa e colocaram um bolo e um pavê de chocolate, ambos com aparência espetacular. 

 

- Hum que delicia. – Christopher disse abraçando a ruiva por trás. 

 

- Eu quem fiz. – ela se gabou, colocando uma garrafa de Coca-Cola na mesa.

 

- Pavê de que Dulcinha? – Christian perguntou.

 

- De chocolate cunhadinho. – sentando os filhos.

 

- E pavê ou pra comer? – Poncho não pode evitar a piada manjada.



 

- Pra enfiar no cu. – a ruiva piscou. Todos riram.









 

- Tá certo. – ele disse tirando um pedaço. – A aparência tá ótima, espero que não seja só a cara.

 

- Se mata Poncho. – a ruiva riu. – Querem bolo ou pavê amores da mamãe?

 

- Quero esse preto. – Matheus apontou.

 

- Eu também, e quero “veveja”. – Gabriel disse e todos se entreolharam confusos.

 

Veveja meu filho? – Christopher perguntou, sem entender. – O que é veveja?

 

- Isso! – ele apontou a latinha na mão do pai. Todos riram.

 

- Isso é cerveja, e só adultos podem tomar. – ele explicou.

 

- Mas por quê? Eu quero tomar papai. – ele disse choroso.

 

- Não vai tomar, se você tomar isso vai ter que tomar injeção depois. – Christopher inventou, deixando o pequeno assustado.

 

- Injeção?

 

- É, quem toma cerveja tem que tomar injeção. – todos estavam se segurando para não rir. – Não

sabia? – o pequeno negou com a cabeça.

 

- Não. – disse com os olhinhos arregalados. – Mas eu não quero mais tomar papai.

 

- Ah tá. – piscou, todos riram.

O resto da tarde se passou com muita alegria e bagunça na piscina. Às seis da tarde os amigos foram embora. À noite, Christopher levou Dulce e os gêmeos para comer fora, foram a pizzaria. Mais tarde Christopher a deixou em casa e depois de muitos beijos ele volta para o seu apartamento, afinal tinha que revisar alguns papeis no dia seguinte, para que pudesse concluir um projeto.

Alguns dias depois, Dulce vai até o escritório de Christopher com os gêmeos, pois tinham combinado mais cedo que levariam os gêmeos ao cinema, e ele pediu para que ela passasse lá para economizarem tempo. Ela assim o fez.

 

- Oi Cecília! – cumprimentou a secretaria com um sorriso.

 

- Dulce! – a mulher sorriu ao vê-la. – Quanto tempo menina! – se levantou e lhe deu um abraço. – Como você está? Fiquei sabendo que você e o Christopher voltaram! – disse voltando a sentar.

 

- Pois é, nós vimos que não dava de viver longe um do outro e voltamos de uma vez. – ela sorriu.









 

- Fico feliz de verdade, há muito tempo que eu não via o meu chefe tão feliz. – ela disse verdadeiramente. – Desejo tudo de bom pra vocês!

 

- Valeu Cecília. – Dulce agradeceu. – E vocês, não vão falar com a tia Cecília? – perguntou aos pequenos, que observavam Cecília. Um deles sorriu e o outro se escondeu atrás da mãe, envergonhado. – Digam olá.

 

- Olá! – eles disseram juntos.

 

- Olá gracinhas! – ela disse com um sorriso enorme. – Como se chamam? – ela perguntou só pra ver a reação deles, afinal já sabia seus nomes.

 

- Matheus. – disse o outro saindo de trás de Dulce.

 

- Eu sou Gabriel. – disse o mais relaxado. – Meu pai tá aqui? Eu quero falar com ele.

 

- Ah, ele saiu um instantinho, mas logo está de volta. – ela piscou.

 

- Ele saiu Ceci? – Dulce perguntou confusa.

 

- Saiu Dulce, ele foi a um stand com um dos clientes, mas daqui há uns vinte minutinhos ele volta, pode ficar a vontade. – ela disse simpática. – Quer um café? Uma agua? Um suco?

 

- Não, obrigada Cecília. – ela sorriu.

 

- Eu quero veveja, mas meu papai falou que tem que tomar injeção depois e injeção doí. – Gabriel disse, ficando na ponta de pés pra olhar Cecília.

 

Dulce apenas negou com a cabeça pedindo pra ela não ligar pra o que eles diziam.

 

- É mesmo meu bem? – ela perguntou e ele assentiu. – Nossa Dulce eles se parecem demais com o Uckermann. – Cecília disse analisando.

 

- Pois é, todo mundo fala. – a ruiva sorriu observando-os. – Nossa que sono. – ela disse bocejando, seu celular tocou, olhou no visor e viu que era uma colega de trabalho e atendeu. – Fala Raiana. – pausa. – Não, a outra era do Leblon. – ela coçou a nuca. – Claro que não Raiana. – rolou os olhos, novatos eram complicados. – Você misturou os preços, esse é do Leblon, a outra que é a do Flamengo, espera um minutinho. – se levantou e tapou a boca do telefone. – Ceci, pode dar uma olhadinha nos meus anjinhos um minuto? Assunto de trabalho, e o sinal aqui tá péssimo.



 

- Claro Dulce. – ela piscou. – Segue o corredor e vai na varanda aqui do lado, o sinal é ótimo. – apontou e Dulce agradeceu se retirando.









 

- Deixa eu brincar com isso? – Gabriel pediu apontando uns rolinhos que tinham ali. Cecília assentiu, eram só rolinhos de papel, se ela precisasse usar pegaria outros no almoxarifado. O pequeno se sentou por ali e ficou jogando os rolinhos pra lá e pra cá.

 

- Você tem au au? – Matheus perguntou.

 

- Eu não, mas meu filho tem. – ela sorriu. – Eu tenho um filho da sua idade.

 

- E como é o nome do seu filho e do seu au au?

 

- O meu filho é Lucas, e o au au é Vavá. – ela disse digitando algo. – Gostou do nome?

 

- Gostei, o papai vai me dar um au au, o nome dele vai ser Onofre.

 

- Que nome peculiar. – Cecília sorriu. 

O elevador se abriu e Leila saiu, Cecília o encarou, tirando os óculos. O que aquela mulher estava fazendo ali? Leila viu que os gêmeos estavam ali e fechou a cara. Que merda.

 

- Olá! – Cecília a cumprimentou. – O que deseja senhorita?

 

- Christopher, onde está? – ela perguntou.

 

- Ele precisou sair com um cliente.

 

- Ele vai demorar? – ergueu a sobrancelha, sem muita paciência.

 

- Creio que sim. – mentiu com um sorrisinho falso.

 

- Pois não me importa, eu vou esperar. – disse olhando Cecília de rabo de olho e indo se sentar.

 

- Se quiser pode me adiantar o assunto. – Cecília disse, imaginando ser assunto profissional, pois sabia que ela não tinha mais nada com seu chefe.

 

- Não, por que não é da sua conta. – piscou. Cecília cerrou os punhos.

 

A morena desceu o olhar para o chão e viu os gêmeos se divertindo por ali. Resolveu ignorar, pra não ficar irritada, pois só de olhar para aqueles pirralhos sentia uma irritação descomunal. Resolveu ficar mexendo no seu celular pra se distrair.

 

Um dos rolinhos vai parar embaixo da cadeira de Leila. Gabriel engatinha até lá e se agacha procurando o rolinho.

 

- Menino, dá pra sair daqui? – ela disse, bufando de raiva.





O pequeno não disse nada e pegou o rolinho se afastando rapidamente. Dois minutos depois o rolinho novamente vai pra baixo da cadeira dela, dessa vez, Matheus vai buscar.










 

- Vou pegar tá? – ele disse, se abaixando, mas Leila não estava nem um pouco amigável aquele dia, e deu um pisão na mãozinha da criança.

 

Cecília arregalou os olhos e tirou os óculos pra ver se estava vendo direito. Matheus começou a chorar sacodindo a mão, agoniado.

 

- Por que fez isso com ele?! – Cecília levantou escandalizada. – Você endoidou, sua maluca?! – pegando o pequeno no colo.

 

- Ele estava me irritando. – Leila disse, com certa irritação. – Não estava vendo?

 

- Você é maluca, essa criança não estava te fazendo nada!

 

- O que está acontecendo aqui? – Dulce apareceu, e enlouqueceu quando viu seu filho chorando. – Meu filho, o que foi?

 

- A tia Leila pisou na mão dele mamãe! – Gabriel apontou.

 

Dulce se virou, completamente atônita.

 

- O que você fez com o meu filho, piranha desgraçada? – ela berrou, irada. – É verdade Cecília?

 

- É Dulce, ela pisou na mãozinha dele. – massageando a mão do pequeno, Leila engoliu o seco ao ver Dulce ficando vermelha.



 









Leila deu um passo para trás, apertando sua bolsa contra si, não esperava mesmo que Dulce estivesse por ali, e o pior foi a secretaria infeliz ter visto. Se apenas os gêmeos falassem seria sua palavra contra a deles. Parou de pensar ao sentir um murro em cheio no nariz e em seguida caiu no chão com o impacto.

 

- FILHA DA PUTA! – Dulce berrou. – QUE RAÇA DE CACHORRA ACHA QUE É PRA MACHUCAR MEU FILHO?! – a ruiva subiu em cima do corpo de Leila que estava jogado no chão, jogando a bolsa dela longe e lhe dando um tapa forte na cara.

 

- ME LARGA SUA VAGABUNDA! – Leila gritou se debatendo.

 

Os gêmeos estavam assustados e o outro também começou a chorar, com medo que Dulce morresse.

 

Cecília correu até o telefone, arrastando os gêmeos com ela, e ligou para a recepção pedindo que mandassem alguns seguranças para o andar da presidência.

 

- Mamãe. – eles choravam agarrados em Cecília.

 

- Dulce! – Cecília gritou, tinha medo de ir lá e consequentemente levar os gêmeos juntos e eles se machucarem. 

 

Dulce estava descontrolada, e Leila lhe batia do jeito que podia. Cecília não podia culpa-la, se fizessem algo assim com seu filho ela ficaria da mesma forma, de certeza.

 

- Me larga sua estupida! – Leila grunhiu.

 

Dulce lhe arranhou no pescoço com força, enquanto ela fez uma careta de dor, em seguida a ruiva lhe deu outro murro no queixo! Leila ficou por cima e conseguiu se levantar tentando escapar da ira da ruiva, mas não conseguiu, Dulce a pegou pelos cabelos estrategicamente, fazendo a morena cair de joelhos.

 

- Olha aqui pra mim, sua piranha... – Dulce disse puxando os cabelos dela e forçando-a a olhar pra si. – A próxima vez que você se aproximar dos meus filhos pra fazer que porra for você vai se lembrar de hoje. – apertando mais forte o cabelo dela e lhe dando outro tapa. Leila tentou se esquivar, para agredi-la também, mas Dulce era muito boa de briga, e era praticamente impossível medir força com ela quando estava irritada. E ela estava muito irritada.











Na verdade estava revoltada. – OLHA PRA MIM QUE EU AINDA NÃO TERMINEI! – a ruiva gritou. – Você vai se lembrar da sua cara quebrada, minha vontade é de bater sua cara nesse chão até ela ficar toda estourada, mas eu não vou fazer por que meus filhos estão aqui, e cometer um crime na frente de duas crianças não seria nada bom, senão você estaria muito mais fodida do que agora. E vai lembrar também que meus filhos tem mãe pra bater neles quando for preciso, e nenhuma puta sentida vai machuca-los! Ouviu bem?!

 

- Vai para o inferno, sua ruiva vagabunda! – Leila gemeu, não conseguia nem se mexer, sentia gosto de sangue na boca, sua cara deveria estar apavorante. Alguns homens chegaram e separaram as duas para o alivio de Leila.

 

- Me larga! – Dulce disse se debatendo.

 

- Se acalme senhorita. – o cara disse.

 

- Mamãe... – um de seus filhos disse aos prantos.

 

- Me larga! – ela repetiu. – Não vou mais fazer nada.

 

- Vicente, leva essa senhorita até a enfermaria. – apontou Leila, que estava com o nariz e o canto da boca sangrando. O outro homem a conduziu até o elevador. Quando eles saíram Dulce foi solta, e pegou seu filho no colo.

 

- Já meu filho, a mamãe tá bem. – beijando a cabecinha dele. – Tá doendo mamãe? – perguntou massageando a mãozinha dele. Maldita Leila!

 

O pequeno apenas assentiu com a cabeça, sem falar nada.

 

- Vai passar meu amor. – beijou a mãozinha dele. – Droga, onde Christopher se meteu? – bufou. – Cecília, quando seu chefe fizer a boa vontade de dar as caras, você diga que eu vim e já fui embora, tudo bem? – a mulher assentiu. – E me desculpe por isso, mas você deve entender que quando mexem com nossos filhos... – foi interrompida. 

 

- Eu sei querida, e entendo perfeitamente a sua revolta, essa mulher só pode ter problemas! Fique tranquila. 

 

- Obrigada. – Dulce sorriu de canto. – Vem Biel, vamos pra casa esperar o papai lá ok?


 









O pequeno assentiu mais calmo, seguindo a mãe. Dulce entrou no elevador com os pequenos e foi embora. Apesar de ter dado uns bons murros em Leila, nada lhe tirava a revolta de saber que aquela mulher machucou seu filho por pura maldade. Queria matar aquela vadia desgraçada! Ao chegar ao estacionamento abriu o carro e botou os filhos na cadeirinha, enquanto apertava o cinto de Matheus, que ainda estava dengoso, seu celular tocou. Suspirou ao ver que era Christopher.

 

- Ucker, onde você está? – ela disse coçando a nuca.

 

- Ah querida, me desculpa, mas acho que não dar de irmos ao cinema hoje, eu estou em um stand com um cliente e enrolou algumas coisas aqui, ainda tenho que assinar uns papeis na empresa.

 

- Ok, eu... – fechou os olhos abanando o arranhão em sua bochecha, que estava ardendo um pouco. – Não tem problema amor, resolve aí e outro dia a gente vai.

 

- Tem certeza? – ele disse preocupado, afinal tinham prometido aos gêmeos.

 

- Sim claro. – ela coçou a nuca. Resolveu não contar pra ele o acontecido afinal, ele estava trabalhando, deixaria pra conversar com ele quando ele voltasse.

 

- E os meus garotos? – ele perguntou.

 

- Estão aqui, estamos indo pra casa... Janta com a gente?

 

- Claro, assim que eu terminar eu vou pra lá.

 

- Então vou te esperar, nós precisamos conversar. – ela sorriu. – Te amo.

 

- Também te amo.

 

Os dois se despediram e desligaram. Dulce terminou de arrumar os filhos e foi embora.


Mais tarde, Christopher estaciona no estacionamento da empresa e sai do carro. Viu no relógio e já eram mais de oito horas, merda! Ativou o alarme do carro e levou um susto ao ver Leila perto do elevador do térreo.

 

- O que você está fazendo aqui hein? – ele perguntou franzindo o cenho, ela foi ao encontro dele. – Que porra é essa na sua cara? – disse vendo que o canto da boca dela estava roxo e seu rosto estava bem marcado. – Tá tudo bem?

 






Leila respirou aliviada, pelo jeito ele não sabia de nada do que tinha acontecido.

 

- Eu preciso conversar com você, Ucker. – ela disse. – Estou te esperando aqui desde as seis.

 

- Desde as seis? – ele indagou. Ela assentiu. – Olha Leila, não temos nada pra falar. Já ficou tudo muito esclarecido. – ele entrou no elevador. Leila entrou junto.

 

- É um assunto sério Ucker. – ela disse chorosa. – Está vendo minha cara? Dulce me bateu!
Christopher arregalou os olhos.

 

- Dulce?

 

- É ela me deu uma surra!

 

- E que merda você fez pra Dulce ter te batido assim? – ele disse, analisando. Conhecia Dulce e sabia que se ela fez algo, foi por que Leila lhe provocou de alguma forma.

 

- Vai saber, essa garota é descontrolada! Com certeza teve uma crise de ciúmes por que me viu chegar aqui pra conversar com você!

 

- Dulce estava aqui? – Leila assentiu. Christopher suspirou. – Eu vou conversar com ela, sobre esse assunto. Não se preocupe. – disse achando muito estranho. 

 

Dulce não era do tipo que agride outra pessoa por ciúmes, ela realmente só batia quando era provocada de alguma maneira, ele conhecia sua mulher com a palma da mão.

 

- Só isso? Vai conversar com ela? – Leila perguntou com certa irritação. 

 

- O que mais você quer que eu faça? – ele disse perplexo. – Eu nem sei o que aconteceu aqui! – o elevador se abriu e ele viu a sala vazia, provavelmente Cecília já tinha ido. Cruzou o escritório e entrou na sua sala, Leila o seguia como um cachorro.

 

- Leila, o que você veio fazer aqui hein? – Christopher perguntou, um tanto desconfortável, não queria problemas com Dulce, e ele sabia que Leila ali era um problema.



 









- Vim conversar com você Christopher! – ela disse o observando abrir a gaveta e pegar uns documentos, ele se inclinou para assina-los. – Dá pra prestar atenção em mim Christopher? Que droga! – ela grunhiu. – Não fiquei te esperando esse tempo todo pra que me ignore.

 

- O que foi? – ele a olhou. – Pode falar, eu estou ouvindo, acontece que eu preciso passar um fax, e tirando que estou muito atrasado. 

 

- Atrasado pra que? – Leila disse, sorrindo sem vontade. – Pra comer sua mulherzinha? Botar seus filhinhos na cama? Que papai exemplar. – irônica.

 

- Pode me falar de uma vez o que você quer falar? – Christopher disse, ignorando a ironia da mulher.

 

- Muito bem... Eu acho que eu estou grávida, senhor pai responsável! – ironizou.

 

Christopher deixou alguns papeis caírem com o susto.

 

- O QUE?



 









- Isso mesmo que você escutou. – Leila cruzou os braços. – Eu ando muito enjoada e minha menstruação já está atrasada há um bom tempo. – Christopher fez careta. 

 

- Não pode ser Leila. – ele bufou.

 

- Não pode ser por quê? – ela perguntou. – Nossa relação intima era bem saudável querido, e perdi as contas de quantas vezes transamos sem proteção. – Christopher passou a mão no rosto e sentou na cadeira. Não podia ser.

 

- E você tem certeza disso?

 

- Certeza eu não tenho. – ela rolou os olhos. – Mas minha mãe falou que eu estou com todos os sintomas. – sorriu. – Amanhã vou fazer um exame de sangue pra ver no que dá.

 

- Então você também pode não estar? – ele disse como se estivesse vendo uma luz no fim do túnel.

 

- Não pensa isso. – ela deu de ombros. – Eu estou sim, vamos torcer... – ele a interrompeu.

 

- Torcer? – ele arregalou os olhos. – Você só pode estar maluca. Se você estiver realmente grávida, fique tranquila por que eu vou cuidar de tudo, e vou lhe dar todo o apoio que precisar com a criança. Mas torcer pra isso acontecer já é demais, eu... – ela o interrompeu.

 

- Ucker... – ela foi até ele. – Não vê que isso é coisa do destino? Nós dois estamos predestinados, você vai ver que eu vou te fazer muito feliz e... – dessa vez ele a interrompeu, confuso.

 

- Você vai me fazer feliz? – ele disse franzindo a sobrancelha.

 

- É. – ela disse, com um sorriso enorme. – Você disse que iria me apoiar e iria voltar comigo. Não é? – mordendo o lábio.

 

- Não, espera aí. – ele riu de leve. – Você entendeu errado. Eu disse que iria apoiar você com o bebê, e eu realmente vou apoiar, não vai faltar nada a essa criança e ela terá tudo o que precisar. Mas eu não vou voltar com você por causa disso. – ele deixou claro.



 









- Christopher. – ela engoliu o seco. – Não pode me deixar assim. – ela apontou pra própria barriga. – Minha mãe não vai gostar nada. Eu não posso criar um bebê sozinha, não é justo! Eu preciso de você, será que pode esquecer essa piranha da Dulce e pensar no seu filho que vai vir?

 

- Essa piranha a qual você se dirige não criou apenas um, mas DOIS filhos, sozinha! Eu não precisei me casar com Dulce pra ser um bom pai pros meus filhos. E eu a amo demais pra perdê-la outra vez por conta disso.

 

- Então quer dizer que você vai me deixar sozinha nesse estado? – disse sem emoção.

 

- Vou apoia-la no que você precisar, mas voltar com você por esse motivo, não mesmo. – ele enfatizou.

 

- Dulce vai odiar saber que você vai ter um filho comigo. – a morena sorriu abertamente. Christopher engoliu o seco, realmente Dulce ficaria irada.

 

- Ainda não sabe se está gravida. – rebateu.

 

- Ela vai te deixar pomposo. – Leila piscou, ignorando o que ele disse.

 

- Não me importa, ela pode até terminar comigo. Mas nós dois não temos mais volta Leila. – ele negou com a cabeça, deixando Leila séria. – Me ligue pra avisar o resultado do seu exame. – ele suspirou, guardando os papéis. Aquela noticia tinha lhe deixado tenso. Se tinha algo que ele não queria agora era uma gravidez de Leila. Se pelo menos fosse Dulce. Mas Leila? Que merda.

 

- Você vai receber minha ligação querido. E eu tenho certeza que vai ser pai de novo. – ela sorriu abertamente enquanto ele passava o fax. – Imagina se eu estivesse grávida e a sua mulherzinha tivesse me feito abortar o nosso filho? – se fez de vitima. – O que você iria fazer?

 

- Por que será que eu não acredito que Dulce tenha te batido sem nenhum motivo? – ele perguntou, a encarando, ela ficou um tanto desconcertada. – Olha Leila, eu vou perguntar pra ela o que aconteceu aqui. E eu espero mesmo que não tenha acontecido nada demais. – ele disse sério.

 

Ela engoliu o seco.












- É melhor eu ir embora. – ela pegou a bolsa que estava na cadeira. – Pelo jeito você está completamente enfeitiçado por essa mulher. – negou com a cabeça. – Não entende que ela é uma cobra?

 

- Eu acho que é melhor você ir embora mesmo. – ele disse ignorando as últimas duas frases.
Leila negou com a cabeça e saiu pisando firme, ela teria que dar um jeito naquela situação. Ainda não podia acreditar que ele tinha lhe dado um fora mesmo sabendo da suposta gravidez. Merda! Estava ficando sem nenhuma opção e tinha que ser inteligente.


Dulce estava dando o jantar aos gêmeos, tinham chegado em casa há um bom tempo e ela ainda estava um pouco nervosa.

 

- Mamãe, eu não quero mais. – Matheus disse com um biquinho de choro. 

 

- Você não comeu nada meu filho. – olhando o prato dele e vendo a macarronada quase toda. – Come mais um pouquinho.

 

- Não quero. – disse começando um choro. Dulce suspirou e o pegou no colo.

 

- Meu filho, você está ardendo em febre. – ela disse preocupada, com a mão no pescoço dele. – Droga! – subiu as escadas e foi atrás de um termômetro. – Tá bebê, não mexe o braço ok? – disse após colocar o termômetro embaixo do bracinho dele.

 

Gabriel apareceu e sentou ao lado da mãe na enorme cama, pegou o controle e ligou a TV.

 

- Comeu tudo Biel?

 

- Comi. – ele assentiu. – Mãe? – Dulce o encarou. – Você deveria ter batido a cara da tia Leila no chão, eu nem ia ligar.

 

Dulce riu.

 

- Não fale bobagens. – Dulce suspirou e tirou o termômetro, se espantando. – Trinta e sete?! – o pequeno levantou a cabecinha e ela sorriu. – Vai ter que tomar memédio. – ela disse se levantando e ele fez um biquinho.

 

- Não quero. – ele disse aos prantos.

 

- Tem que tomar meu amor, senão o bebê vai ficar dodói e não vai poder brincar amanhã. – disse abrindo a gaveta da cômoda e pegando uma caixa de medicamentos.

 

- Mas é ruim mamãe. – ele disse coçando o olhinho.












- Tem gosto de morango meu filho, é gostoso. – pegando o frasco de remédio que o pediatra tinha receitado contra febre e dores no corpo. Abriu e botou uma quantidade na tampinha. – Toma.

 

- Não! – disse com birra.

 

- Matheus, eu estou falando pra tomar! – ela disse e levou a tampinha até a boca dele. – Toma. – ele tomou e fez um bico, ensaiou uma careta, mas não a fez pelo remédio ser doce. Não significada que era gostoso, mas era doce. – Viu? Não é gostoso? 

 

- Não. – ele negou com a cabeça estendendo os braços. Dulce o pegou no colo e sentou na cama, se apoiando na cabeceira. 

 

- Quero tutuca, me dá? – ele a olhou. 

 

Dulce o analisou, estava tão bom ele largando a tutuca, mas não podia dizer não com aquela carinha chorosa.

 

- Ok, mas só agora, tá filho? – ele assentiu e ela desceu a blusa e o sutiã, o pequeno começou a mamar. – Filho pega o cobertinha do seu irmão pra mamãe?

 

- Ah não... – ele fez um biquinho, com preguiça.

 

- Anda logo!

 

Ele se levantou e foi até o quarto ao lado, logo voltou com a cobertinha de Matheus. Dulce estava preocupada, ele estava muito quente.

 

- Dulce? – ouviu a voz de Uckermann, lá de baixo.

 

- Tou aqui em cima amor. – ela disse, um pouco alto pra que ele ouvisse.

 

- PAPAI! – Gabriel disse se levantando e correndo porta afora. Alguns minutos depois Christopher aparece, com Gabriel no colo.

 

- Oi princesa. – ele deu um sorriso de canto e pôs o filho em pé na cama. – O que houve? – perguntou preocupado, lhe dando um selinho.

 

- O Matt está com febre. – ela disse e ele sentou e acariciou a costinha do filho.

 

- Quantos graus? – ele perguntou, vendo quanto o pequeno estava quente.

 

- Trinta e sete. – suspirou. – Resolveu tudo lá? – ele assentiu tirando a gravata. – Amor depois nós precisamos conversar. 

 

- Sim, eu tenho algo pra falar. – disse passando a mão no rosto. Estava começando a suar frio.












Dulce assentiu, achando um pouco estranho, mas não disse nada. Depois de um tempo, Matheus já dormia agarrado em seu seio e Gabriel também cochilava ali em sua cama. Por sorte eles estavam cansados, tinham acordado bem cedo para visitarem os avós maternos e consequentemente já estavam com sono. Os dois botaram os filhos na cama e em seguida desceram pra jantar.

 

- O que houve lá na empresa? Fiquei sabendo que você e Leila brigaram. – ele disse tomando um gole de vinho.

 

- Leila machucou meu filho! – Dulce disse, sem emoção.

 

Christopher quase se engasga com o vinho. 

 

- Como é que é? – ele disse sem entender. – Como assim? O que ela fez com eles?

 

- Pisou na mãozinha do Matheus. Pode perguntar pra Cecília, ela viu. – Dulce disse com raiva.

 

- Mas por que ela fez isso com o meu filho? – ele levantou atônito. 

 

- Fazendo, por que é completamente ridícula essa mulher, ela está toda sentida por que você a largou por mim, e quer descontar nos gêmeos, mas eu desci a porrada naquela desgraçada!

 

- Leila só pode estar louca. – ele negou com a cabeça. – Como teve coragem de fazer isso com uma criança? Puta que pariu! – ele berrou revoltado.

 

- Mas fica tranquilo. – ela suspirou se levantando. – Eu já desci o cacete nela e eu espero não ver essa mulher nunca mais na minha frente. – a ruiva enfatizou, movendo o pescoço, que estava doendo um pouco. – Mas você não sabia que nós duas tínhamos brigado por isso? – ela estranhou.

 

- Não, eu não sabia.

 

- A Cecília não contou? – ela ergueu a sobrancelha. – Eu imagino que foi ela que falou não é?

 

- Não, foi Leila quem falou. – ele suspirou. – Eu cheguei à empresa e Cecília já tinha ido embora e ela estava me esperando.

 

Dulce rolou os olhos imaginando as mentiras que ela tinha inventado em cima daquele assunto. Mas preferiu não se estressar.

 

- E eu posso saber o que ela queria te esperando sozinha na empresa? – ela cruzou os braços, com insatisfação.












Ele engoliu o seco. E agora? Teria que arriscar. Respirou fundo e a pegou pela mão, apontando pra que ela sentasse outra vez.

 

- Nós precisamos conversar sério Dulce. – ele disse passando a mão nos cabelos.

 

- Fala logo Christopher. – a ruiva cruzou os braços. – Eu não gosto de enrolação.

 

- Ok. – ele assentiu. – Leila veio me dizer que pode estar grávida de mim. 

 

Dulce ficou amarela, e o encarou com a cara risonha, esperando ser uma piada, mas a expressão dele continuava séria. Para o seu desespero.

 

- Só pode ser piada não é? – ela disse séria.

 

- Eu adoraria dizer que sim. – ele suspirou. – Mas ela realmente acha que está grávida. – aproximou a cadeira, para ficar mais perto dela, viu que os olhos dela brilhavam demais, e ela parecia nervosa.

 

- Dulce... – ela interrompeu.

 

- Não precisa explicar. – ela assentiu. – Você quer ficar perto do seu filho e blá, eu já conheço essa historia. – se levantou.

 

Ele arregalou os olhos, e a impediu de sair.

 

- Não Dulce, espera aí! – ele disse a trazendo novamente e ela se sentou. – Você não entendeu, eu não vou voltar com a Leila!

 

Ela enxugou a lagrima dos olhos e mirou um dos quadros. Maldita Leila! Que mulher desgraçada!

 

- Dulce, eu te amo. – ele botou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. – Eu não quero te perder por isso. Eu não quero te perder por nada.

 

- E então? – ela disse baixinho. – O que vai acontecer agora? Eu não aguento ver a cara dessa mulher na minha frente depois de hoje! Ela machucou meu filho!

 

- Depois você me disse eu também não aguento. – ele confessou. – Não imaginei que Leila fosse capaz de fazer isso, mas ela está realmente muito mudada e não é mais a mesma pessoa que eu conheci. Enfim o problema não é esse. Se ela estiver grávida eu não posso simplesmente virar as costas. – ele explicou e Dulce mordeu o lábio. – Esse bebê também é responsabilidade minha assim como os gêmeos.



 

- Eu sei disso. – Dulce assentiu, olhando as unhas. – Não vai mesmo voltar com ela? – perguntou com um sorrisinho de leve.









 

- É claro que não meu amor. – ele beijou a mão dela. – E eu deixei isso muito claro mais cedo, se é isso que ela espera, eu só lamento. Agora temos que torcer pra isso ser apenas um equívoco, e se ela realmente estiver grávida, eu vou ter que torcer de novo, mas dessa vez pra você me aceitar com essa pequena encomenda.

 

Ela sorriu abertamente. Mal podia acreditar que ele estava novamente dispensando Leila, possivelmente grávida, pra ficar com ela. Estava orgulhosa e muito feliz.

 

- Não seja bobo! – ela deu um tapinha de leve no braço dela. – Eu te amo, como não aceitaria um filho seu? Tirando que a pobre criança não tem culpa da mãe infeliz que tem. Eu não quero essa mulher na minha casa, mas o bebê pode vir sempre que você quiser trazê-lo.

 

- Você é incrível sabia? – ele acariciou o queixo dela. – Então quer dizer que se porventura ela estiver grávida, você vai aceitar o meu filho?

 

- É, por aí. – ela assentiu e ele sorriu lhe dando um beijo demorado. 

 

Amava aquela mulher mais do que tudo no mundo. Não poderia mais viver sem Dulce e realmente ficara aliviado ao saber que ela não tinha ficado chateada com isso, realmente não era mais a menina que ele conheceu, agora era uma mulher de verdade, uma mulher incrível por sinal.

 

- Eu te amo. – ela sussurrou.

 

- Eu também te amo. – ele sorriu aliviado.

 

- Por que você não vem morar comigo? – ela perguntou cheirando o pescoço dele. – Hum?

 

- Eu só estava esperando você me convidar sabia? – ele riu lhe beijando outra vez.

 

- Isso é um sim?

 

- É claro que é. – ele disse a encarando. – Acha que eu recusaria esse convite maravilhoso?

 

- E quando vai vir? – ela perguntou.



 









- O mais breve possível. Amanhã podemos enfim levar os gêmeos ao cinema pela tarde. E na sexta nós podemos fazer a mudança, no sábado eu quero levar vocês a inauguração de um hotel fazenda de um dos meus sócios. Ah droga, na sexta não vai dar, eu preciso fazer uma viagem rápida pra Niterói. – rolou os olhos.

 

- Vai viajar bebê? – ela perguntou com biquinho.

 

- Vou meu amor, mas é coisa rápida, só vai me tomar o dia.

 

- Ah sim, mas no sábado, nós vamos para o hotel não é? – ela perguntou com sorriso animado.

 

- Claro que sim. – beijou o narizinho dela.

 

- Se você deixar eu posso ir buscar suas roupas na sexta, não vou ter nada pra fazer à tarde mesmo. – ela deu de ombros.

 

- Ok, você pode ir, me lembre de deixar a chave do apartamento pra você ir lá. – disse com um sorriso. Morar com Dulce era o que faltava para sua felicidade ficar completa. – Está muito cheirosa amor. – cheirando e em seguida beijando o pescoço dela. – Hm, os gêmeos já estão dormindo não é? – disse ficando animado.

 

- Aham. – ela mordeu o lábio, enquanto ele descia a mão e apertava um de seus seios. – Ucker, eu estou menstruada.

 

Ele fechou os olhos.

 

- Ah amor. – disse com um biquinho. – Eu já estou armado aqui. – ela gargalhou alto.

 

- Posso te dar uma mão se quiser. – ela ergueu a sobrancelha. Ele sorriu abertamente. – Vem? – levantando.

 

- Tá falando sério? - levantou atrás dela e a seguiu como um cachorro até a sala. 

 

- Muito sério. – piscou e apontou para que ele sentasse no sofá, em seguida começou a acariciar o membro dele por cima da calça. – Tira vai? – pediu, mordendo a ponta do dedo. Ele sentou no sofá com um sorrisão e tirou a calça e a cueca sem parar de olha-la, Dulce era provocante demais. Ela pegou o membro dele nas mãos e começou a acaricia-lo.

 

- Vocês homens são muito dependentes de sexo. – ela disse olhando o membro dele endurecer em suas mãos. – Me diz bebê, você conseguiria passar uma semana sem sexo?

 

- Depende. – ele disse ofegante.

 

- Depende de que?






 

- Se você pedir eu passo. – ele a encarou e ela sorriu. 

 

- E você acha que eu pediria isso?

 

- Você já pediu, não lembra? – ele sorriu e ela o encarou.

 

- Até parece que você não andou comendo a Lorena. – ela riu.

 

- Juro pelos nossos filhos que eu não comi amor. – ele fez um biquinho de choro. Ela o encarou e deu um sorriso alegre.

 

- Sério que você passou aquela semana todinha sem? – disse acelerando os movimentos das mãos.

 

- Ohh! – ele fechou os olhos. – Sim. Sim eu passei meu amor, e foi a semana mais agoniante da minha vida, nem trabalhar eu conseguia, só pensando em você. – admitiu.

 

- A culpa é sua. – ela acusou e deu um sorriso debochado. Em seguida começou a chupar o pau dele fazendo-o arquear a cabeça pra trás.

 

- Oh... – ele fechou os olhos, mordendo o lábio. – Assim Dulce. Chupa todinho. – apoiou a cabeça no sofá acariciando os cabelos dela.

 

Dulce não dizia nada, apenas chupava do jeito que só ela sabia fazer.

 

- PAPAI? – os dois deram um pulo ao ver um dos gêmeos atrás do sofá. Dulce levantou em um pulo.

 

- Meu filho! – pôs a mão na boca. – O que foi? – disse aliviada ao ver que ele estava atrás e era pequeno demais pra ter visto algo que não devia.

 

- O que vocês tavam fazendo? – ele perguntou curioso, coçando o olho.

 

- Nada demais meu filho, nós estávamos tendo uma conversinha. – ela olhou o namorado que já estava de pé e se servia de uísque tomando tudo em um gole só, completamente frustrado. – O que houve, por que você acordou? É o Matt? – o pequeno assentiu. – Deixa a mamãe ver a febre. – pôs a mão no pescoço dele e viu que a febre tinha baixado consideravelmente.

 

- Baixou amor? – Christopher se aproximou.

 

- Baixou sim. Graças a Deus. – ela sorriu acariciando os cabelinhos dele.

 

- Tô com medo do bicho papão. – o menino apontou para a escada.



 









- Não tem nada lá filho. – Christopher explicou o pegando no colo. – Onde tá dodói? – ele mostrou a mãozinha que estava com um pequeno arroxeado entre o polegar e o indicador. Estava muito irritado com Leila e a próxima vez que a visse ela iria escutar algumas coisas bem desagraveis. Quem ela pensava que era pra machucar seu filho? – Vai passar! Vamos voltar pra cama.

 

- Quero tutuca! – ela disse choroso.

 

- Já está bom de tutuca. – Dulce suspirou. – Você já tomou hoje.

 

Matheus começou um choro dramático fazendo os pais se entreolharem enquanto subiam as escadas.

 

- Dá pra ele amor. – Christopher sussurrou.

 

- Mas ele já tomou hoje Christopher, ele já estava quase largando. – disse chorosa.

 

- Mas ele ainda não largou, ele tá dengoso, você sabe como ele fica.

 

Ela estendeu os braços e pegou ele no colo, entraram no quarto dele e Dulce deitou com o filho e lhe ofereceu novamente o seio. O pequeno parou de chorar na hora e ficou enrolando o cabelo enquanto mamava. 

 

- Alguém morreu? – ele perguntou passando uma pomadinha na mãozinha do pequeno.

 

- Não seja palhaço. – ela rolou os olhos. – Tá muito roxo. – negando com a cabeça, e olhando a mãozinha dele.

 

- Quando eu ver a Leila outra vez ela vai me ouvir. – ele bufou. – Perdeu completamente a noção do perigo.

 

- Coram para as colinas e para as montanhas. – ela brincou, porém no fundo ficava feliz em saber que ele estava disposto a defender o filho.

 

- Não embaça Dulce. – ele também riu. – Esse pestinha atrapalhou meu orgasmo. – mordeu de leve a mão do filho, que já dormia. – Vou ser recompensado ou não?

 

- Não. – Dulce sorriu roendo a unha. Ele rolou os olhos. – Vamos dormir, que já está tarde e amanhã cedo temos trampo.

 

Os dois arrumaram Matheus na cama e seguida foram dormir, já que estava muito tarde e tinham que acordar cedo no dia seguinte.

Logo pela manhã a campainha tocava insistentemente, Dandara abriu a porta e Alexandra entrou com duas caixas enormes uma em cima da outra.



 









- Onde está a irresponsável da sua patroa? – a loira perguntou. – Fiquei sabendo que um dos meus anjinhos está com febre e se machucou.

 

- Ela está se arrumando senhora... – foi interrompida por Dulce, que descia com um dos pequenos no colo que ainda estava de pijama com aquelas pantufas de sapo, era uma gracinha..

 

- Alexandra querida. – disse falsamente. – Que prazer ver você tão cedo da manhã. Só que não. – riu. Alexandra rolou os olhos levantando os óculos de sol.

 

- VOVÓ! – Gabriel que estava no colo da mãe pediu pra descer e foi em direção da loira.

 

- Onw meu querido! – ela disse colocando as caixas em cima do sofá. – Como está anjinho da vovó? – deu um selinho nele. – Cadê o maninho?

 

- Tá vindo, ele tava dodói. – explicou e Alexandra sorriu.

 

- Que pena. – ela disse e viu Christopher descer com Matheus que também estava de pijama.

 

- Mãe, o que está fazendo aqui? – Christopher perguntou , confuso.

 

- Vim ver os meus netos. – disse indo até o filho e pegando o neto no colo. – Oh meu amorzinho, tá dodói?

 

- É, me pisaram. – com biquinho e mostrando a mão. Alexandra quase tem um ataque quando vê a marca roxa na mão dele.

 

- Mas como isso aconteceu? – olhou para Dulce. A ruiva ia responder, mas a sogra a corta. – Esquece, com certeza é sua culpa, como sempre! Venham meus amores, vamos abrir o presentinho que a vovó comprou.

 

- Eba! – disseram pulando.

 

Alexandra entregou as duas caixas e eles abriram com pressa, era cachorros robôs, e aquilo deveria ter custado uma nota.

 

- Como sua mãe soube? – Dulce sussurrou, arrumando a gravata dele.

 

- Ela me ligou hoje cedo, e eu disse que o Matt estava doente, ela disse que viria, mas eu não imaginei que viesse tão rápido. – encarando Alexandra que cheirava os cabelinhos de Matheus.

 

- Que ótimo. – Dulce ironizou.



 

- Disse algo Dulce, querida? – Alexandra cruzou os braços se aproximando.









 

- Não querida. – enfatizou.

 

- Olha papai, eu ganhei um au au! – Matheus disse todo alegre. – Brinca comigo?

 

- Que bom filhão! – ele piscou sorrindo. – Depois o papai brinca com vocês. – os dois assentiram.

 

- Meu filho. – a mulher acariciou os cabelos de Christopher e lhe deu um abraço. – Que saudade a mamãe estava sentindo de você. 

 

Dulce olhou estranhamente pra Dandara que riu. Em seguida insinuou que Alexandra estava louca, rodando o indicador perto do ouvido. A empregada não segurou o riso, fazendo Alexandra se virar para olhar a moça.

 

- Algum problema? – perguntou e a mulher ficou séria outra vez.

 

- Não senhora. – disse segurando o riso. – Eu, preciso cuidar do café dos gêmeos, com sua licença.

 

- Não precisa arrumar o café deles, vou leva-los comigo. – disse olhando o relógio.

 

- O que? – Dulce perguntou.

 

- Vou levar meus netos comigo pra dar uma volta e passarem o dia em minha casa. – enfatizou. – Por quê? – ergueu a sobrancelha. – Agora também quer me separar dos meus netos? Já tomou de mim meu filho adorado, agora até meus netos você quer me tomar? – disse com falsa emoção, coisa que fez Dulce rolar os olhos.

 

- Mamãe, não seja dramática. – Christopher riu.

 

- A senhora sabe que eu não misturo as coisas. – Dulce sorriu com falsidade. – Sei que é avó deles e tem o direito de acompanhar, e a proposito, não pensei que fosse querer leva-los outra vez depois da semana retrasada quando o Gabriel fez xixi no seu lençol de seda italiana, não lembra?

 

- Foi por que eu me esqueci de pedir para que lhe colocassem uma fralda. Mas eu não me esquecerei dessa vez. – ela fez um bico. – Queridos? – ela se virou para os pequenos os chamando, quando eles se aproximaram ela se agachou, ficando da altura deles. – Querem ir com a vovó hoje?



 









- QUERO! –os dois disseram juntos, sem nem pensar. Eles adoravam ir pra casa de Alexandra, lá ela os deixava fazer a bagunça que quisessem e ainda dava presentes. Tirando que adoravam o vovô Luiz.

 

- Olha Alexandra, você pode levar os gêmeos, mas depois que eles tomarem café. – Dulce cruzou os braços.

 

- Eu já disse que não precisa.

 

- E eu disse que eles vão tomar! – Dulce enfatizou. – Dandara, pode arrumar o café deles.

 

- Venham lindinhos. – ela os pegou pela mão e os levou até a cozinha, junto com os benditos robôs.
- Quem você pensa que é pra me tratar assim na frente dos meus netos?

 

- Sou mãe deles. – Dulce sorriu, abertamente. 

 

Alexandra ficou vermelha e em seguida encarou Christopher.

 

- Isso tudo é culpa sua! – ela disse ao filho. – Se tivesse arrumado uma mulher com mais classe não estaria passando por essa humilhação agora!

 

- Já chega de exagero mamãe. – ele rolou os olhos. – Será que vamos viver sempre nessa guerrinha?

 

- Até você está do lado dessa favelada? – Alexandra disse incrédula. Dulce ficou vermelha de irritação. – E você? Está achando que é alguém pelo fato do meu filho te dar todo esse luxo? Você sempre será uma mau educada, favelada.

 

- Pois eu vou demostrar a favelada que há em mim, lhe dando umas boas bolachas na cara! – indo pra cima da sogra, mas Ucker a segurou de leve.

 

- Mamãe, já chega! – Christopher berrou. – Eu não vou mais permitir que fale mal da minha mulher!

 

- Está gritando comigo?

 

- Um pouquinho. – ele disse, passando a mão no rosto e colocando Dulce atrás de si. – Dulce é minha mulher e a senhora está na casa dela, portanto eu exijo que você tenha respeito por ela e por mim. E não vou mais permitir que fale mal dela na minha presença e nem dentro dessa casa. Tem que aceitar que eu já cresci, e que não vai poder controlar minha vida sempre que quiser. Entendido?
Alexandra estava embasbacada e Dulce, mais uma vez orgulhosa.












- Como pode falar isso pra mim meu amor? – ela perguntou. – Eu sou sua mãe.

 

- E Dulce é minha mulher. – ele completou. – Portanto eu adoraria de verdade que você respeitasse a minha casa.

 

- Sua casa? – ela arregalou os olhos, ficando zonza.

 

- Sim, vou me mudar pra cá e... – não pode terminar de falar, pois Alexandra tinha desmaiado.

 

- É brincadeira... – Dulce sorriu incrédula enquanto negava com a cabeça. Que mulher mais exagerada. Christopher pegou a mãe nos braços e a deixou no sofá.

 

- Mãe? – disse batendo de leve na bochecha dela. – Princesa, pega um pouco de álcool, por favor? – pediu. 

 

Dulce rolou os olhos e foi até a cozinha atrás do bendito álcool, alguns segundos depois volta.

 

Christopher deu o álcool para a mulher cheirar e aos poucos ela vai acordando.

 

- Ai... – ela pôs a mão na cabeça. – Meu filho, diga que o que você me disse foi um pesadelo. Um terrível pesadelo.

 

- Não mesmo. – ele deu um sorrisinho amarelo. 

 

- Como me faz isso? – disse chorosa, ainda deitada. – Vou ter que aguentar essa mulher eternamente na sua vida?

 

- Por mim. – olhou Dulce e sorriu apaixonado. A ruiva também sorriu. – Vai ter que aguentar sim.

 

- Oh céus. – a mulher negou com a cabeça. – Ok. – ela se levantou. – Vou fazer esse esforço fora do comum, por você e pelos meus netos. Não vai ser fácil, mas... – Dulce a interrompeu.

 

- E por acaso acha que vai ser fácil pra eu ter que aguentá-la, sogrinha? – se aproximou e sentou no colo de Christopher que sorriu. – É claro que não, mas todo mundo tem o seu calvário. E a senhora será o meu, que legal não é?

 

- Amor... – Christopher a repreendeu com um biquinho e ela roçou os lábios de ambos, logo os dois começaram a trocar um beijo, deixando Alexandra ali com cara de tacho.

 

- Ok, já chega, eu não sou obrigada a ver isso! – ela disse, com cara de poucos amigos. – Aturar você, até que eu posso aguentar, mas ficar vendo essas cenas eu dispenso!





 










Dulce rolou os olhos, saindo do colo dele, e arrumando sua saia. Teria que aguentar a sua amada sogrinha pelo resto da vida, mesmo sabendo que nunca conseguiria se dar bem com ela, que ótimo.

 

Alexandra pensava o mesmo, teria que suportar a norinha favelada que Christopher tinha lhe arrumado.

 

Ótimo.

 

- Ainda não me contaram como Matheus se machucou. – Alexandra perguntou.

 

- Foi uma loucura de Leila. – Christopher disse. – Pisou na mão dele.

 

- Mas quem essa mulher acha que é? – Alexandra indagou. – Por que ela fez essa atrocidade com o meu anjinho?

 

- O porquê eu não sei, mas a próxima vez que eu vê-la, eu vou querer saber. – ele olhou no relógio. – Amor, eu preciso ir.

 

- Hm, ok. – Dulce lhe deu um selinho.

 

- Mamãe você vai levar eles? – Alexandra assentiu. – Ok, então amor, depois você me liga e diz o que vai querer fazer ok?

 

- Ok. – ela sorriu. – Tchau. – deu outro selinho nele.

 

Christopher se despediu da mãe e dos filhos, e depois saiu.

 

- E então sogrinha? Não vai querer tomar café comigo? – disse debochada.

 

- Você é tão engraçada. – disse a mulher, sem achar graça alguma. – Preferia comer ao lado de duas cobras peçonhentas.

 

- Já eu me conformo com uma, vamos lá. – chamou rindo.

 

Alexandra cerrou os punhos e a seguiu, teria que suporta-la, fazer o que? Tomou café com Dulce e os gêmeos e depois por fim saiu com os netos que tanto adorava. Dulce por sua vez, também foi trabalhar.


Pela parte da tarde, na empresa.

 

- Christopher, a sala já está pronta pra reunião, com o pessoal do Stand. – Cecília comunicou.

 

- Ok, Cecília, obrigado. – ele agradeceu e voltou a prestar atenção no notebook. – Ontem não tinha ninguém aqui quando Dulce e Leila brigaram certo? – ele perguntou, um pouco receoso.

 

- Não, já estava tarde. – ela sorriu. – Mas aquela mulher é completamente descontrolada. – ela negou com a cabeça. – Doeu até em mim a pisada que ela deu no seu filho.











Christopher respirou fundo. Escutou duas batidinhas na porta e suspirou ao ver que era Leila que estava parada na porta.




 

- Ih. – Cecília gemeu. – Com licença. – se retirou olhando Leila por cima dos ombros.

 

A morena a encarou e em seguida encarou Christopher.

 

- Olá! – ela cumprimentou.

 

- O que está fazendo aqui Leila? – ele disse acariciando as têmporas.

 

- Vim te convidar pra me acompanhar no médico. – ela sorriu abertamente. – Vou fazer o exame de sangue e adoraria que estivesse comigo.

 

- Eu não vou poder ir. – ele disse seco. 

 

- E por que não? – ela fechou o sorriso.

 

- Por que eu não estou com vontade de ir pra lugar algum com você. – ele foi direto.

 

- Por que está falando assim comigo? – ela perguntou perplexa.

 

- Acha pouco? – ele levantou. – Pode me explicar por que diabos você machucou o meu filho? 

 

Leila rolou os olhos.

 

- Ah, é por isso? – ela deu um sorrisinho irônico. 

 

- Eu não estou contando nenhuma piada pra você estar rindo. – ele disse sem humor. – Fala logo por que você fez isso com ele?

 

- Por que ele estava me chateando. – bufou. – Estava enchendo a minha paciência. E eu estourei, pronto!

 

- Não acredito em uma palavra do que você fala. – ele bufou. – E mesmo que ele estivesse lhe chateando não tinha por que você machuca-lo, ele é só uma criança porra!

 

- Vai ficar contra mim por causa disso? É sério?

 

- Você está completamente pirada Leila! – ele explodiu. – Eu não quero mais que se aproxime dos meus filhos! Entendeu? E se você tocar em um deles outra vez eu não sei o que sou capaz de fazer!

 

- Eu estou grávida!

 

- FODA-SE! – ele berrou. – NÃO É PRA VOCÊ TOCAR NOS MEUS FILHOS NUNCA MAIS! – vermelho.

 

- VOCÊ É UM OGRO! – ela disse começando um choro.

 

- Olha Leila, sai da minha frente. – ele pediu respirando fundo. – Sai daqui, anda. – estava se controlando ao extremo para não agredi-la.



 









- Vai se arrepender por me maltratar dessa forma, assim só está se afastando do seu filho, quando ele nascer e perguntar por você, eu vou falar sobre hoje!

 

- Eu falei pra sair. – ele disse ignorando e a encarando, dessa vez com a voz calma. – Quando você estiver certeza que está mesmo grávida, me procure que eu cuido de tudo, por enquanto eu prefiro me privar de olhar pra você.

 

Leila não disse nada, apenas saiu irritada e aos prantos. Christopher rolou os olhos e atendeu o telefone que estava tocando.

 

- Já estou descendo. – avisou. – Poncho tá por aí? – pausa. – Ótimo, depois eu quero falar com vocês dois, estou com um problemão. – ele suspirou e em seguida desligou.

 

Sim, Leila era um problema gigantesco, estava torcendo muito para essa mulher não estar prenha, se estivesse realmente ele estaria pagando todos os seus pecados.


- GRÁVIDA? – Christian berrou alguns minutos depois de terem finalizado a reunião. Christopher assentiu. – Eu não acredito!

 

- Pois é parceiro. Segundo ela tem certeza que está grávida.

 

- Eu já falei que era pra você usar camisinha cara. – Poncho negou com a cabeça.

 

- Mas ela dizia que tomava remédio, então quando eu me esquecia de usar não me preocupava. – pôs a mão na cintura.

 

- A Dulce já sabe? – Poncho perguntou.

 

- Claro. Inclusive disse que iria me apoiar caso Leila realmente esteja grávida. – abriu um sorriso simples.

 

- Sério? – os amigos sorriram. Ele assentiu.

 

- Sério. – ele se apoiou na mesa. – Mas não estou aflito por Dulce, ela já está inteirada de tudo e por ela está tudo bem, o problema é que eu não suporto mais olhar pra cara dessa garota! Ela fez um machucado enorme na mãozinha do meu filho cara. Tem noção? Nem eu bato no meu filho, ela vai bater?

 

- É complicado parceiro.

 

- Ter um filho com a Leila é o que eu menos quero no mundo, vai ser muito chato se isso acontecer, eu vou torcer muito pra isso ser um engano.

 

- E os gêmeos? Já sabem que vão ter um irmão?



 









- Enlouqueceu? – Ucker deu um pedala. – Não diga como se fosse certo por que eu ainda tenho esperança que isso seja um engano de Leila.

 

- Mas eles sabem?

 

- Não, e quando souberem não vão gostar nada hein? – deu um sorriso de canto. – Eles são ciumentos, às vezes um tem ciúme do outro, acredita?

 

- Que lindinhos. – Christian fez um biquinho. – Mas fica tranquilo cara, o importante é que a Dulce vai te apoiar e vocês não vão terminar por isso.

 

- Pelo menos isso, até por que eu não suportaria perde-la outra vez. – coçou o pescoço. – Enfim, amanhã você vai comigo pra Niterói não é?

 

- Vou sim. – Poncho concordou rodando na cadeira.

 

- Então te vejo no heliporto amanhã cedo. – suspirou. – Eu já estou indo embora.

 

- Pra onde vai?

 

- Vou buscar Dulce na casa dos pais e de lá vamos sair pra nos divertirmos um pouco.

 

- Huum. – os amigos se entreolharam maliciosamente. Christopher riu.

 

- Quem dera, ela está naqueles dias. – ele fez uma caretinha. – Só vamos nos divertir mesmo. Inocentemente. – piscou. 

 

- E então irmãos já que está tudo bem, vocês conhecem o Mário? – Christian disse.

 

- Aquele que te comeu atrás do armário? – Christopher perguntou rindo.

 

- Pois é, mas agora ele mudou de profissão e está comendo cu de adivinhão. 

 

- Que nada, ele virou arquiteto e está comendo o cu de quem se acha esperto. – deu um risinho.

 

- Espera aí, vocês são arquitetos. – Christian disse pensativo. 

 

- Se afasta, por que tem exatamente dois dias que eu não transo. – Christopher deu um sorrisinho.

 

- Sai fora cara.

 

Christopher e Poncho caíram na risada e saíram da sala de reunião falando bobagens.


Enquanto isso, em Piedade.

 

- Quer dizer que agora a piranha da Leila também inventou uma gravidez? – Anahí perguntou.

 

- Pois é. – Dulce rolou os olhos estourando uma bola de chiclete que fazia. – Mas ela tomou no cu. – piscou.

 






- Sem comentários pra essa mulherzinha. – Anahí rolou os olhos. – Mas pelo menos agora o Christopher está esperto e não fez nenhuma bobagem, como naquele tempo, com a coelha.

 

- Pois é, mas o bom é que eu tive a oportunidade de dar um soco bem dado na cara dessa puta. Pra ela aprender a nunca mais tocar na minha criança.

 

- Se eu tivesse lá eu te ajudava cachorra. – Anahí enfatizou. – Ninguém espanca meus afilhados.
Dulce riu.

 

- Ah nem sabe. – Dulce sorriu. – Christopher e eu vamos morar juntos. – disse toda alegre.

 

- Sério? – a loira riu. – Que coisa boa! Espero que dê tudo certo peito de vaca.

 

Dulce lhe deu um pedala.

 

- Engraçado. – ela riu. – Você e o Ucker são namorados e moram juntos, e Poncho e eu somos casados e moramos em casas separadas, irônico não?

 

- E como. – Dulce disse, sentando ao lado dela. – Mas você não tem vontade de juntar as trouxas com ele?

 

- Ter eu tenho, ele sempre me pergunta se eu não quero e tal, mas não sei se daria certo. Tenho medo de estragar tudo. Medo de ele descobrir que eu tenho muito mais defeitos do que eu aparento ter.

 

- Ain magrelinha. – Dulce sorriu a abraçando. – Eu sei que é um pouco estranho, mas você nunca vai saber se não tentar. Eu sempre penso, é bom nos arrependermos por algo que fizemos, do que nos arrependermos por algo que nunca fizemos. – Dulce olhou para um pôster do John Lennon que estava ali. – Eu já perdi muito tempo longe do Ucker, e não quero perder mais um minuto que seja longe dele,

mesmo que um dia a gente venha quebrar a cara por isso, eu não vou me arrepender de ter tentado.
Anahí sorriu e apoiou a cabeça no ombro de Dulce.

 

- É... – ela suspirou. – Eu acho que você tem razão. – ela sorriu. – A próxima vez que a gente falar sobre isso eu vou conversar com ele e vamos ver no que dá.

 

Dulce assentiu, fazendo outra bola com o chiclete, as duas se entreolharam pensativas.




 










- Eu amo o Poncho porra ruiva. – Anahí disse suspirando.

 

- Eu amo o Christopher porra loira. – também suspirando.

 

As duas sorriram e ficaram conversando bobagens até ouvirem uma buzina do lado de fora.

 

- É meu gato. – Dulce disse olhando a janela. Sorriu ao ver o carro de Christopher estacionado e Poncho saltar de dentro do veiculo. – E ainda te trouxe um brinde. – disse assoviando e fazendo um sinal da janela, anunciando que já ia descer.

 

- Por que você pediu pra ele vir agora? Ainda são quatro da tarde. – Anahí estranhou olhando no relógio.

 

- Por que vou levar o Ucker à um lugar? – disse calçando os sapatos. Anahí deu um sorrisinho safado.

 

- Hum, vão pro motel é? – espocou em uma gargalhada.

 

- Dá pra parar de falar sobre tudo o que envolva sexo? – mordeu o lábio. – Eu estou menstruada, droga.

 

- Vixe, e o que tem demais? – deu de ombros.

 

- Como assim? Eu não posso transar. – obvia. – E isso é tão injusto. – se levantou.

 

- Nada a ver Dulce. – ela fez uma carinha, e Dulce arregalou os olhos. – É legal ver o sangue escorrendo.

 

- Que horror sua ninfomaníaca! – fez uma careta de nojo e jogou uma almofada em Anahí. – Nojenta.

 

- É brincadeira. – Anahí suspirou. – Mas bem que eu queria experimentar.

 

- Vai trabalhar Anahí. – Dulce riu, rolando os olhos. Poncho entrou no quarto.

 

- Oi loirinha. – disse todo alegre.

 

- Oi amor! – ela sorriu. – Como me descobriu aqui? – Anahí se sentou.

 

- Dulce ligou pro Ucker e falou que você estava aqui, e como meu carro tá na revisão ele me deu uma carona. – sentou ao lado dela. – Vim te buscar pra irmos a casa da minha mãe.

 

- Ah que ótimo. – a loira deu um sorrisinho falso.

 

- Bem casal, eu estou descendo. – Dulce anunciou. – Nada de sexo no meu ex-quarto viu? – os dois riram. – Tarados!

 

Saiu rindo da cara de Anahí, afinal a loira não gostava muito de visitar a sogra. Despediu-se dos pais e da irmã e entrou no carro dele, Christopher sorriu e lhe deu um beijinho demorado.




 










- E então moça? – ele perguntou assim que partiram o beijo. – Pra onde você quer ir tão cedo?

 

- Bem. – ela suspirou. – Amanhã eu vou buscar suas roupas e automaticamente você vai se mudar pra minha casa, e vamos iniciar uma nova vida juntos.

 

- E o que isso tem haver? – ele perguntou não entendendo.

 

- Agora que nós vamos começar eu quero muito que comece bem, e nós devemos desculpas a uma pessoa. Concorda?

 

- Plenamente. – assentiu. – Quer mesmo fazer isso?

 

- É o correto. – assentiu botando o cinto. – Vamos ver a coelha doidona, você sabe onde ela está?

 

- Sei sim, eu fui visita-la algumas poucas vezes. – ele sorriu e ligou o carro.

 

Dirigiu até a clínica onde Lorena estava internada, era um pouco longe e quase não conseguem entrar para a visita, depois de muito custo conseguiram a permissão. Iam seguindo a enfermeira até onde Lorena deveria estar e Dulce olhava tudo com curiosidade, nunca tinha entrado em um lugar daqueles antes e era tudo bem diferente do que ela imaginava. Tinham brinquedos, muitos brinquedos espalhados, pessoas brincando como se fossem criança, alguns choravam, outros riam sem motivo algum, outras a olhavam estranhamente.

 

- Não se preocupem, esses são inofensivos. – a enfermeira avisou, com um sorriso. – Ali está a Lorena. – ela apontou e viram o rabo de cavalo loiro. – Podem ir, se quiser eu chamo o Adamastor, pra terem mais privacidade.

 

- Não precisa. – Christopher sorriu. – Obrigado mesmo.

 

A enfermeira sorriu e se afastou um pouco, mas da mesma forma ficando próximo caso acontecesse algum imprevisto. Os dois se aproximaram de Lorena e Dulce arregalou os olhos ao ver que ela e o outro maluco usavam orelhas de coelho e davam um beijinho de esquimó. Dulce segurou o riso.

 

- Lorena? – Christopher disse. Ela se virou e sorriu.



 









- Coelhinho! – disse dando pinotes até ele. O outro fez careta. – Desculpa bebê, ele foi meu coelhinho primeiro, mas eu te amo muito! – mandou um beijinho e voltou a olhar Christopher. – AAAA, que lindo que você está coelhinho! – disse pulando em cima dele.

 

- Obrigado Lorena. – disse a colocando outra vez no chão. – Como está?

 

- Adamastor e eu estamos completando hoje, noventa anos de casados. – sorriu apaixonada ao tal homem que também sorria abertamente.

 

- Noventa anos é um bom tempo, não é? – ela assentiu. – Trouxe alguém que quer te ver. – ele apontou Dulce, Lorena a encarou e fechou a cara.

 

- Dulce Maria? – ela fez careta. – Eu não gosto dela. – disse mexendo no paletó de Christopher. – Mas eu gosto de você. – sorriu outra vez.

 

- Dulce e eu queremos muito conversar com você. – ele explicou. – Será que você, aceitaria nos ouvir? Os dois.

 

- Bom. – ela encarou Dulce. – Tá bem. – rolou os olhos. – Dan? – chamou e o outro veio pulando até ela.

 

Dulce quase ri, mas se conteve.

 

- Eu vou ter que conversar com esses dois. – ela apontou. – Me espera ali que eu já vou tá? – deu um beijinho nele e ele se afastou, pulando. – E então? – ela pôs a mão na boca. – Não demorem muito por

que eu tenho que ver meu filho que está dormindo. – ela viu que a enfermeira estava ali perto e acenou.

 

- Não vamos demorar. – sentou e Dulce sentou ao seu lado. – Lorena, eu sei que tudo o que aconteceu há um tempo atrás não foi nada bom pra você. Eu agi mal, e sabemos que foi errado o que fizemos com você. Apesar de tudo você não merecia.

 

Ela assentiu, olhando as unhas.

 

- Bom, eu acho que isso não importa mais. – ela deu de ombros. – Você disse que não me amava. Ou você voltou a me amar e quer acasalar comigo outra vez? – ela arregalou os olhos e Christopher quase ri.

 

- Não, não é isso. – explicou prontamente. – Agora você tem o seu coelho. – insinuou o outro e Lorena sorriu assentindo e olhando pra uma arvore.



 









- Então o que vocês querem aqui? – ergueu a sobrancelha.

 

- Dulce e eu vamos começar uma nova vida, e queremos pedir perdão a você. – ele apertou a mão da ruiva. – Queremos que você nos perdoe por tudo o que aconteceu.

 

- Não foi exatamente a nossa intenção fazê-la mal. – Dulce disse, pela primeira vez ali. – Eu era uma menina imatura, e não fazia as coisas direito.

 

Lorena cruzou os braços, encarando os dois na sua frente. Tá certo que aquela relação deles tinha lhe deixado muito mal, mal mesmo. Mas eles pareciam arrependidos, e ela não gostava mais de Christopher como coelho, queria que ele fosse feliz.

 

- Bom, eu acho que você não tem mais cara de coelhinho da mamãe. – disse pensativa. Ele sorriu de leve. – O que vai acontecer se eu perdoa-los?

 

- Vai tirar um peso enorme das nossas costas. – ele sorriu.

 

- Quanto mais ou menos?

 

- Muitos quilos de culpa, e algumas toneladas de remorso. – ele enfatizou. Ela sorriu e os encarou.

 

- Eu te odiava demais Dulce Maria. – ela olhou Dulce com um bico. A ruiva encarou Christopher. – Você tomou meu primeiro coelho e isso foi muito feio. – negando com a cabeça. – Mas no fundo, ele e eu, eu e ele, sabe, nós dois? – apontou para si própria, e em seguida Christopher, Dulce assentiu. – Acho que não era pra ser. – Dulce e Christopher sorriram. – Eu os perdoo com uma condição.

 

- Qual? – os dois perguntaram juntos.

 

- Nada de relações extraconjugais. – ela pôs o dedo na boca, olhando pra eles com os olhos arregalados. – Antes que um dos dois traia o outro, sentem e resolvam sua situação. Entrem em um consenso e haja com maturidade. Se me prometerem isso, estão perdoados.

 

Christopher e Dulce se olharam impressionados, ela já não falava como louca.

 

- Lorena? – ele arregalou os olhos. Ela sorriu e pediu silêncio vendo se a enfermeira ainda estava perto.

 

- Não contem pra ninguém, por favor. – ela pediu, vendo que a enfermeira estava razoavelmente distante.



 









- Por que tá se fazendo de louca? – Dulce perguntou, perplexa.

 

- Se descobrirem eles me mandam pra casa, e eu não quero me separar do meu coelhinho. – disse encarando Adamastor de longe. – Eu gosto muito dele, e sou feliz nesse lugar, aqui eu posso ser eu mesma.

 

Os dois se entreolharam.

 

- Estava se fazendo de louca esse tempo todo? – Christopher perguntou.

 

- Não exatamente. Eu realmente não estava muito bem da cuca um tempo desses, quando eu te tirei os filhos. – apontou Dulce. – Mas de um tempo pra cá estou melhorando gradativamente, mas ninguém sabe disso viu? – ela sorriu abertamente. – Por isso, por favor... Oh não, aí vem a enfermeira. 

 

A enfermeira se aproximou de novo, ficando por ali.

 

- Está tudo bem aqui? – ela perguntou e todos assentiram. – Daqui a pouco é hora do lanche, vocês precisam ir. – ela explicou.

 

- Claro, nós já vamos nos despedir dela. – ele afirmou e a enfermeira se afastou outra vez. – Eles não sabem? – Lorena negou com a cabeça.

 

- E nem podem saber. – ela se levantou. – Não enquanto Adamastor não ficar bem. Já estou ajudando ele e tenho certeza que dentro de pouco tempo estaremos fora daqui, e vamos pra bem longe.

 

- Espero que sejam muito felizes. – Dulce disse, de certa forma feliz pela loira.

 

- Desejo o mesmo pra vocês. – ela sorriu à Dulce, talvez Christopher nunca se esqueceria daquela cena, Lorena e Dulce sorrindo sinceramente uma pra outra. – E então, vão me prometer que não terão mais relações extraconjugais?

 

Os dois se entreolharam. 

 

- Nós prometemos. – disseram juntos, com um sorrisinho de lado.

 

- Então por mim está tudo esquecido. Eu espero que vocês também me perdoem por tudo o que eu fiz de mal, eu sei que eu também não fui santa e estava um pouco louca.

 

- Por mim está perdoada. – Christopher sorriu. 

 

- Por mim também coelha... – Dulce fechou os olhos. – Foi mal, Lorena. – deu um sorrisinho amarelo. – Força do hábito.



 









- Sem problema, eu gosto que me chamem de coelha. – piscou e Adamastor se aproximou.

 

- Vamos baby rabbit? – disse a abraçando por trás. Lorena assentiu.

 

- Bem, eu estou indo agora. – apontou.

 

- Tudo de bom pra você, viu? – Christopher apertou a mão dela. – Foi uma boa esposa Baby Pink.

 

- Igualmente, Baby blue. – fez um biquinho e deu tchauzinho para Dulce, em seguida se virou e foi pulando junto com Adamastor até sumirem de vista.

 

- Uau. – Dulce disse. – Acredita nisso? – apontou.

 

- Se eu não tivesse visto, eu não acreditaria. – ele negou com a cabeça e foram caminhando até a saída. – O que eu sei é que me tirou um grande peso das costas.

 

- Dois votos. – Dulce encostou a cabeça no ombro dele. – Agora eu me sinto melhor de alguma forma. – sorriu e ele lhe deu um selinho. – Estou com fome, podemos ir comer e depois pegar um cinema? – sugeriu.

 

- O que você quiser amor. 

Os dois saíram da clinica e em seguida pararam em um restaurante japonês, pois Dulce queria comer sushi. Enquanto comiam conversaram, Christopher falou sobre Leila e Dulce ficou feliz em saber que ele tinha lhe dado um sermão pelo que tinha feito com seu filho. Falaram sobre o filme que iam ver, sobre o trabalho de ambos, sobre os gêmeos e sobre a relação. Depois que comeram foram ao cinema e escolheram um filme de terror. Assim que o filme acabou, Christopher dirigiu até a praia, lá deveria estar calmo, ótimo pra namorar.

 

- Eu adorei o passeio de hoje. – Dulce disse olhando o mar, quando já estavam sentados na beira do mesmo. 

 

- Eu adoro tudo o que envolva você. – ele lhe deu um beijinho.

 

- Amor? – ela perguntou apoiando a cabeça no peito dele.

 

- Hum? 

 

- Do que você sentiu mais falta em mim? – ela mordeu o lábio.












- Posso ser sincero? – ela assentiu. – Seu sorriso. – disse beijando os cabelos dela. Dulce sorriu com os olhos fechados. – Eu adoro quando você sorri pra mim, você sorri com todo o seu rosto, não é só com os lábios. E ver isso me faz muito bem. – explicou. Ela sorriu mordendo o lábio. – E você, o que mais sentiu falta?

 

- Dos seus olhos. – disse entrelaçando a mão dele com a sua.

 

- Meus olhos? – ele perguntou achando graça.

 

- É. – ela assentiu. – Eu adoro quando você olha pra mim com esse olhar, às vezes seus olhos brilham tanto que parecem duas estrelinhas, me olha de maneira apaixonada que me faz sentir especial. E ver isso me faz muito bem. – o imitou e ele riu de leve.

 

- Que romântico. – ele sorriu e lhe beijou. – Amo você. – olhou nos olhos dela.

 

- Eu também o amo. – cheirou o pescoço dele. – E estou muito feliz por saber que vamos ficar juntos todos os dias.

 

- E todas as noites. – ele completou e a beijou outra vez, com um sorriso enorme. Jamais seria feliz com outra mulher que não fosse Dulce. E ela pensava o mesmo, gostou muito de Matheus, mas jamais sentiria por ele o que sentia por Uckermann, aquele amor era muito fora do normal. Ficaram mais um tempinho namorando na praia e depois foram embora.


No dia seguinte Christopher foi viajar e deixou a chave de seu apartamento com Dulce, já que ela ia buscar suas roupas. Quando a ruiva saiu do trabalho, foi buscar os gêmeos na casa de Alexandra e em seguida dirigiu até o condomínio de Uckermann.

 

- Filho, fica perto da mamãe. – disse enquanto ia em direção as escadas, já que o maldito elevador estava em manutenção. – Moço eu vou interfonar pro senhor me ajudar a descer com a mala tá? – disse a um dos porteiros.

 

- Pode interfonar senhorita. – disse educado.

 

- Matheus, vem filho! – pegou a mãozinha dele.

 

- Eu não quero subir escada. – disse com um biquinho.

 

- É só até o terceiro andar, seu preguiçoso, olha seu irmão já está lá em cima. – sorriu e subiu com eles.



 









Entrou no apartamento e foi logo em direção ao quarto do namorado, pegou uma mala e se pôs a arrumar, enquanto os gêmeos ficavam vendo TV na sala e brincando por ali.

 

- Mamãe, eu posso brincar no corredor? – ouviu uma vozinha que ela não distinguiu de qual dos dois era.

 

- Mas nem pensar. – respondeu enquanto dobrava as roupas de Christopher. – Fiquem quietos aí!
Ouviu a campainha tocar e estranhou, quem seria? Bufou e foi abrir. Rolou os olhos ao ver Leila ali.

 

- O que está fazendo aqui? – ela cruzou os braços.

 

- Eu quero falar com o Christopher minha querida. – Leila disse com um sorriso falso.

 

- Christopher não está aqui. – Dulce sorriu da mesma forma, parada na porta. – O que você está fazendo aqui, atrás do meu homem? – se escorou no parapeito.

 

- Ele não está aqui? E onde ele está? Eu já fui à empresa e ele também não estava lá. Preciso falar com ele.

 

- Ele foi viajar. – Dulce rolou os olhos. – O que quer aqui?

 

- Sabe Dulce, se eu fosse você ficaria muito preocupada. – Leila sorriu, com os olhos brilhando. – Acabei de voltar do laboratório, e eu estou realmente grávida.

 

Dulce engoliu o seco. Mulherzinha infeliz. Apesar de ter ficado nervosa com a notícia não demonstrou a Leila.

 

- Que bom pra você. – disse irônica.

 

- Não vai espernear? – Leila riu. – Eu sei que você está morrendo de vontade de chorar. – fez um biquinho.

 

- Ora, por favor. – Dulce negou com a cabeça, com um olhar de tédio. – Christopher estava me enchendo o saco um dia desses pra que eu parisse outro bebê, dessa vez ele quer uma garotinha sabe? Mas ficar grávida é algo muito trabalhoso e na hora de parir dói como o diabo. E saber que você vai fazer isso por mim, é realmente muito bom. – Leila tirou o sorriso da cara.





 – Eu engordei muito quando engravidei dos meus anjinhos. – olhou os filhos que já estavam ali pelo corredor, brincando com os robôs que ganharam da avó no dia anterior. – E foi muito difícil botar meu corpo em ordem de novo, e engravidar outra vez eu dispenso. Vou torcer muito pra ser uma menina. – piscou.










 

- Cala a boca! – Leila gemeu. – Christopher e eu vamos ficar juntos. E esse bebê só vai me ajudar! Você sabe que quando meu filho nascer, Christopher não vai querer sair do meu lado, não vai querer perder nenhum momento do crescimento do bebê, o que você acha? É claro que ele vai esquecer você e esses pirralhos, você sabe que é isso que vai acontecer, e quando acontecer eu vou rir muito da sua cara Dulce. – disse com as palavras carregadas de veneno.

 

A ruiva coçou a nuca, é, realmente ela correria aquele risco, sabia que Christopher era um ótimo pai e realmente ele não deixaria Leila sozinha quando a criança nascesse, e aquilo lhe deixava de certa forma mal e enciumada. O pior de tudo era ver aquela maldita se referindo ao bebê que esperava como um objeto que ela estava usando para ter Christopher de volta.

 

- Christopher é um ótimo pai. E não tenha duvidas que essa criança terá todo o amor dele, sempre. É uma pena que você só vai ter isso. Um Christopher pai. Por que o Christopher homem, já é outra historia meu amor. Ele é meu. – disse simples. – E se a sua intenção é causar contenda usando essa criança você está perdendo o seu tempo, eu não tenho medo nem de você, quanto mais de uma criança que a única coisa que vai querer é o amor do pai. Sabe por que Leiloca? Por que eu confio no meu taco. Não preciso machucar os filhos dele pra chamar atenção, eu não preciso disso.

 

Leila estava com raiva.




















Compartilhe este capítulo:

Autor(a): ardillacandy

Este autor(a) escreve mais 7 Fanfics, você gostaria de conhecê-las?

+ Fanfics do autor(a)
Prévia do próximo capítulo

- E mais, você não tem vergonha de se referir a essa criança como um objeto? É seu filho, e não uma arma de guerra. Você não vai tirar o Christopher de mim usando essa criança. – Dulce riu. – Nossa, isso é tão anos oitenta, hoje em dia ter um filho com um cara não significa que voc ...


  |  

Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 4657



Para comentar, você deve estar logado no site.

  • lukinhasmathers Postado em 11/01/2019 - 11:38:18

    oi linda, aqui o se fã de suas históris. bom, gostei da história, no começo, mas depois teve mais relação deles com outras pessoas durante muito tempo e aí ficou chato, até que no final deu uma melhorada. poderia ter mais partes no final deles com os filhos, os gêmeos são demais kkkk

  • misterdumpet Postado em 18/07/2018 - 21:20:33

    Relembre a trajetória de Padre Guilherme. Um homem de bom coração que sempre seguiu um caminho de fé, porém pode ser acusado injustamente de pedofilia, devido a provas forjadas que foram feitas para lhe prejudicar. Para não ser preso e expulso da Igreja Católica, Guilherme terá que simular sua própria morte e assumir uma nova identidade, numa outra cidade, tendo uma esposa, num casamento conturbado e uma filha adolescente e revoltada. Mas os valores adquiridos não serão perdidos e no final das contas, em vez de Guilherme mudar, é ele que vai mudar a vida daqueles que estão ao seu redor, pois ele jamais se renderá ao DESVIO DE CONDUTA. Leia novamente esta saga em https://fanfics.com.br/fanfic/12089/desvio-de-conduta-terminada

  • miiranda Postado em 14/01/2018 - 19:05:07

    provavelmente eu já tenha lido essa história, mas cá estou eu novamente. :)

  • Srta_Olaf♥ Postado em 10/01/2018 - 16:18:28

    Amores passem na minha fic: https://fanfics.com.br/fanfic/52833/amarga-vinganca-vondy

  • Giullya Postado em 27/04/2017 - 00:29:36

    Oii,já faz uns 2 dias que terminei de ler,mais não tinha logado! Parabéns está fic eh mto boa,amei todos os capítulos! Jurei que eles ia se casar e tal Mais pelo menos ficaram juntos! Amei os gêmeos *-* que bom q a coelha liberou o caminho para o casal Vondy ficar junto!! Bjos!! <3

  • Girl Postado em 27/01/2017 - 10:16:47

    oie,poderiam dar uma passada nessa web? mt obg desde já https://fanfics.com.br/fanfic/55914/perdida-por-voce-vondy

  • AnaCantor/portillarbd Postado em 01/12/2016 - 22:08:03

    Mais uma vez em anos aqui estou relendo essa maravilha,pq a gente pode

  • biafangirl Postado em 01/05/2016 - 14:35:07

    Melhor fanfic!!! Amei demais!!!

  • janaynafarias Postado em 10/03/2016 - 20:30:58

    Amore comecei acompanhar essa fic e sinceramente amei, rir, chorei e me emocionei.Q fique foda cara.muito boa Parabéns flor maravilhosa amei.

  • brunaabcosta Postado em 13/02/2016 - 15:51:36

    Uma das melhores que já li. Parabéns!



AVISO

Ajude o Fanfics Brasil a se manter no ar. http://pag.ae/7UPKhhi9u

Doar PagSeguro

Não conseguimos todo o dinheiro necessário para pagar o DataCenter.


Últimas postagens do Blog


  • 8 dicas para se tornar um escritor de sucesso
    Fanfic é bom para passar o tempo, se desligar um pouco, ou - se você é um escritor especialmente auspicioso - ganhará uma tonelada de dinheiro. É que supostamente ganhou cerca de US$ 80 milhões, graças a 50 Tons de Cinza. Então, o que é...
  • Feliz dia do leitor
    Parabéns a todos os leitores(as) de fanfics pelo dia do leitor e principalmente aos criadores de conteúdo que proporcionam uma boa leitura. Você Conhece a Origem do Dia do Leitor? O Dia do Leitor foi criado em homenagem à fundação do jornal cearense O POVO...