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Fanfic: Relação Extraconjugal | Tema: Rebelde


Capítulo: 553°Capitulo

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- E mais, você não tem vergonha de se referir a essa criança como um objeto? É seu filho, e não uma arma de guerra. Você não vai tirar o Christopher de mim usando essa criança. – Dulce riu. – Nossa, isso é tão anos oitenta, hoje em dia ter um filho com um cara não significa que você vai casar com ele e ser feliz pro resto da vida. Evolua querida. – apontou a própria cabeça.

 

- Você é tão baixa. – Leila sussurrou.

 

- Claro, eu só tenho 1,60. – disse com um sorrisinho debochado. – Agora se me der licença eu vou ter que voltar a fazer a mala do MEU namorado, por que sabe não é? Vamos morar juntos. – piscou e Leila arregalou os olhos. Durante três anos de namoro ele nunca a chamou pra morar com ele. Maldita Dulce.

 

- Isso não vai ficar assim Dulce, eu vou ganhar! Ou melhor, eu JÁ ganhei. – Leila enfatizou e Dulce bocejou forçadamente.

 

- Ai como esse seu papo me dá sono. – rolou os olhos. – Agora sai daqui que eu tenho mais o que fazer, depois você liga pro Christopher e diz essa grande noticia, mas agora eu tenho mais o que fazer. – disse entrando outra vez, mas depois volta. – Só uma dica, não usa salto tão alto assim, é muito perigoso no seu estado. – olhou os gêmeos. – Filho, é pra ficar perto da porta e não se aproximem da escada ok?! – ela disse entrando outra vez

 

Leila deu um chute na parede, merda, que ruiva desgraçada! Iriam morar juntos! Morar! Merda! Sua esperança era que Christopher lhe desse um fora após saber que realmente estava esperando um filho dele. Viu um dos gêmeos ali e sorriu perversa.

 

- Oi! – ela disse e eles a olharam desconfiados. – Tudo bem queridos?

 

Matheuzinho ficou com medo que ela lhe machucasse outra vez e voltou pra dentro, sem querer papo com aquela bruxa, já Gabriel era mais curioso e decidiu falar com Leila.

 

- Tudo. – ele respondeu. – Olha o que eu ganhei da minha vovó, Alex. – mostrou o cachorro robô.












- Legal. – Leila disse. – Você gosta muito da sua vovó Alex não é? – o pequeno assentiu. – Pois você tem que aproveitar, por que quando seu irmãozinho nascer ela só vai querer brincar com ele, e vai gostar mais dele do que de você.

 

- Que irmãozinho? – ele disse com os olhinhos arregalados. – Minha mamãe vai ter um bebê?

 

- Não, eu vou ter um bebê, e vai ser meu e do seu pai. – explicou, ele a olhava. – E seu pai vai gostar mais do seu irmãozinho que vai nascer, ele vai ser mais novinho e Christopher vai enjoar de vocês.

 

- E por que o papai não vai mais gostar da gente? – perguntou com um biquinho.

 

- Por que o meu filho vai precisar de atenção. E ele vai ter. – enfatizou. – Sua vovó Alex vai dar muitos presentes pra ele. E também vai esquecer de você e do seu irmão.

 

- Mentira! Você é uma bruxa! – o pequeno disse, com uma carinha feia. – Eu não gosto de você! Feia! – deu língua.

 

Leila gargalhou e negou com a cabeça indo em direção ao elevador.

 

- Não tá prestando, sua burra. – Gabriel zombou, ainda com careta. Leila deu de ombros e foi até a escada.

 

- Tchauzinho querido. – abriu a portinha. – Mande beijinhos pra sua mãe. – se virou pra descer, pobres pirralhos, nada melhor do que jogar com o psicológico dos pequenos pestinhas, e aquilo estava só começando, quando seu filho nascesse as coisas ficariam muito mais interessantes. Quando ia descer o segundo degrau a morena arregalou os olhos ao sentir seu salto entortando, ela se desequilibrou e desabou escada abaixo. Gabriel arregalou os olhos e pôs a mãozinha na boca, assustado.

 

- MAMÃE! – chamou a mãe.

 

Dulce veio correndo, completamente assustava com o grito do filho e o pegou no colo.

 

- O que foi meu filho?! – desesperada, e analisando se ele estava bem. Ele apenas apontou para a escada. Dulce o pôs no chão e rapidamente foi até lá, viu Leila desmaiada lá embaixo e desceu depressa. – Céus! – fez uma careta ao ver que ela sangrava, muito.



 

- Mamãe, ela morreu? – um dos gêmeos perguntou, lá de cima.









 

- É claro que não menino, vire essa boca pra lá! – vendo a pulsação dela, estava um pouco acelerada. A ruiva subiu as escadas outra vez e entrou no apartamento. Buscou o interfone e mais do que depressa interfonou para o porteiro, para que subisse e trouxesse consigo uma caixa de primeiros socorros, em seguida ligou para uma ambulância.

 

- Mamãe, por que a tia Leila morreu? – Gabriel perguntou.

 

- Meu filho, ela não morreu! – ela coçou a nuca. – Os dois fiquem aqui! Sentados, e se não me obedecerem vão ficar de castigo por um ano! – ela bufou, não queria que eles vissem todo aquele sangue.

 

- Tá mamãe. – eles disseram juntos e Dulce saiu outra vez, descendo as escadas e viu que o porteiro já estava ali, socorrendo a mulher, que já estava acordando.

 

- Ah, o que aconteceu? – ela perguntou, com os olhos cerrados. – Ah, que dor infernal! – grunhiu ao sentir uma pontada violenta no ventre.

 

- Você caiu da escada. – Dulce explicou, se ajoelhando ao lado dela.

 

- Ah não, meu bebê! – Leila gemeu, caindo no choro ao ver o tanto de sangue que saia.

 

Dulce engoliu o seco, dessa vez sentindo pena. Apesar de odiar Leila não desejava que ela perdesse a criança, apesar de tudo era mãe, e mãe nenhuma merecia perder um filho. Lembrou de como ficou desesperada quando quase perdia os gêmeos há algum tempo atrás.

 

- Como está se sentindo? – o porteiro perguntou, um tanto inexperiente, enquanto tentava evitar o sangramento.

 

- Ora, o que você acha?! – disse ignorante. – Eu estou toda quebrada! Ah, eu não quero perder meu filho... – fechou os olhos, sentindo dor.

 

- Se acalme, você não vai perder seu filho! – Dulce disse. – Fique tranquila Leila, se você ficar nervosa vai piorar a situação.

 

- Eu quero o Christopher, onde ele está? – ela perguntou.

 

Dulce rolou os olhos.

 

- Ele não está aqui agora, mas eu vou ligar e ele vai vir, não se preocupe. – assentiu.



 









- Eu não acredito em você! – ela grunhiu. – Eu não acredito que você vá ligar, você é uma mentirosa, e a culpa de tudo isso é sua.

 

- Cala a boca! – Dulce rolou os olhos. – Nem a ponto de abortar você consegue ficar suportável.

 

- Abortar? – ela chorava.

 

- Oh, não, não... – Dulce corrigiu. – Eu disse se internar. Você que entendeu errado, agora relaxe que a ambulância já está vindo. – disse pegando o celular do bolso.

 

- Aonde você vai Dulce Maria?

 

- Vou ligar pro Christopher, relaxa aí. – discando os números. Aguardou um pouco e nada dele atender. – Ótimo Uckermann, pra que diabos tem um celular se essa porra vive desligada?! – grunhiu ao ouvir a mensagem de caixa postal. – Assim que escutar o meu recado você me retorna urgente! – disse e desligou, em seguida ligou para Anahí. – Annie? – disse assim que a loira atendeu.

 

- Oi perua. – Anahí respondeu.

 

- Você tá onde hein?

 

- Tou no trânsito. – ela riu. – Aqui perto da barra.

 

- Annie, vem aqui no apartamento do Uckermann, mas vem o mais rápido que você puder. Acha que chega em dez minutos?

 

- Sim, eu vou dar uma acelerada e chego aí, beleza? – olhando no relógio. – O que tá rolando?

 

- A Leila tá prenha do Ucker, acredita? – disse baixinho para que a morena não ouvisse.

 

- PUTA MERDA. – negou com a cabeça. – E agora?

 

- E agora, ela caiu aqui na escada do prédio dele. Tá sangrando pra caralho, tou achando que vai abortar, na verdade eu tenho certeza.

 

- Você empurrou a vaca? – caindo no riso.

 

- Claro que não, sua cobra peçonhenta. – Dulce rolou os olhos. – Mas ela caiu. Estamos esperando a ambulância chegar, eu preciso que você fique com os gêmeos.

 

- Tudo bem, eu já estou quase chegando aí. Beijo na bunda que não existe. – Dulce rolou os olhos. – Brincadeira, existe sim. – gargalhou. – Tchau.

 

- Tchau. – desligou e foi até Leila. – O celular do Ucker tá desligado, mas eu deixei uma mensagem de voz.



 









Leila não disse nada e virou a cara, tinha certeza que aquela pilantra estava mentindo. Ela não queria que Christopher soubesse, e não lhe enganava nem um pouco. Não demorou e ambulância chegou, Anahí chegou logo depois e Dulce lhe entregou os gêmeos para que os levasse para Blanca. A loira fez o que ela pediu e saiu com os afilhados, Dulce foi com Leila na ambulância.

Quando Christopher desembarcou no heliporto, ouviu a mensagem de Dulce e vinha discando pra ela, já que no helicóptero não tinha sinal. Não demorou e ela atendeu.

 

- Até que enfim! – ela disse, assim que atendeu.

 

- Desculpa amor, eu estava voando e estava sem sinal. – ele disse acenando para o piloto. – O que houve? Qual é o problema?

 

- Leila. – ela disse e ele franziu a sobrancelha.

 

- Não me diga que ela foi te incomodar outra vez. – ele rolou os olhos. 

 

- Não bebê. – ela disse prontamente com um sorriso. – Bom, mais ou menos, mas isso não importa.

Ela está grávida. Ou melhor, estava... – fechou os olhos.

 

- Mas tem certeza disso? – ele dizia caminhando e desativando o alarme do carro. – Como assim estava? Aconteceu alguma coisa?

 

- Ucker, ela está sim, o problema é que ela levou uma queda feia da sua escada, e estamos no hospital. – ele arregalou os olhos.

 

- Mas, como assim caiu? E o meu filho?! – disse nervoso.

 

- Eu acho melhor você vir pra cá amor. – ela disse. – Eu ainda não sei o que aconteceu, ela está sendo atendida no momento.

 

- Me diz o endereço. – Dulce diz e ele grava o nome do hospital, sabia onde ficava. – Eu sei onde fica, eu já estou chegando aí.

 

- Ok, eu te espero. – desligaram.

- Onde está minha filha? – uma mulher de mais ou menos cinquenta anos apareceu, completamente desesperada.

 

- A senhora é a mãe da Leila? – Dulce perguntou.

 

- Sim, e quem é você? – ela perguntou.





 - Sou Dulce, sou namorada do Ucker. – se apresentou e a mulher fechou a cara. Dulce rolou os olhos. – Sua filha está sendo atendida. – se pôs a mexer no celular.










 

- E você estava com ela no momento em que caiu? 

 

- Não. – enfatizou. – Por quê?

 

- Não sei, existem mulheres ciumentas demais. – ela disse negando com a cabeça. – Não seria de se admirar que você a tenha jogado lá de cima, para se livrar dela. – acusou severa.

 

Dulce espocou em uma gargalhada. O que deixou a mulher um tanto quanto abismada, pois esperava que ela fizesse qualquer outra coisa, menos rir.

 

- Do que está rindo? – disse um tanto irritada.

 

- Acha mesmo que eu perderia meu tempo empurrando sua filha da escada? – ainda rindo. – Até por que, esse negócio de empurrar da escada é muito velho, e eu não tenho motivo para me livrar dela sabe por quê? – ergueu a sobrancelha. – Por que ela e nada pra mim dão no mesmo. – a mulher fechou a cara. – Eu não tenho motivo nenhum pra me livrar dela, por que eu tenho certeza que jamais o Ucker vai me trocar por sua filha, eu sou muito melhor que a Leila. – piscou e atendeu o celular que estava vibrando. – Fala mamy. – se afastou ignorando completamente a presença da mãe de Leila.

Alguns minutos depois Christopher apareceu.

 

- Ai graças a Deus querido! 

 

- Michelle, o que houve? – ele perguntou a mãe de Leila. – Tem alguma noticia?

 

- Ainda não sei de nada. – fungando. – Desde que eu cheguei ninguém deu noticia alguma, eu estou com medo de acontecer algo a minha filha e ao meu neto. – olhou pra ele. – Já sabia que Leila está esperando um filho seu?

 

- Essa não é uma forma muito boa de saber que vai ter um filho. – ele pôs a mão no bolso. – Mas que coisa. – passou a mão no rosto. – Minha namorada não está aqui? – ele perguntou confuso, procurando Dulce.

 

- Leila?

 

- Dulce. – ele corrigiu. – Ah, aí vem ela. – sorriu ao vê-la se aproximar com um copo de chá.












- Enfim você apareceu. – ela sentou ao lado dele e lhe deu um selinho demorado. – Ainda não tivemos nenhuma noticia.

 

- Eu vou ao banheiro. – Michelle se levantou e saiu. Não gostava nada de ver aquela ruiva ali, pendurada em seu genro como um macaco.

 

- Essa mulher é tão chata. – Dulce fez careta. Christopher riu de leve. – Acredita que ela me acusou de ter empurrado a Leila?

 

Christopher gargalhou negando com a cabeça.

 

- Michelle é uma boa mulher, só quer que a filha seja feliz como toda mãe deseja pro seu filho, e ela

acha que essa felicidade Leila só vai conseguir comigo. – deu de ombros. – Não liga pra ela amor. 

 

- Pois é. – suspirou. – Eu sinto muito. 

 

- Eu tou me sentindo um pouco culpado. – ele confessou. – Não queria essa criança e agora acontece isso. Imagina só?

 

- Não é sua culpa. – ela disse e ele apoiou a cabeça nos seios dela. – E ela não vai perder, foi só uma hemorragiazinha. – disse olhando de rabo de olho para o outro lado.

 

- Está mentindo, e eu nem preciso olhar pra sua cara pra saber. – ele sorriu.

 

- Ok, ela estava sangrando muito, mas isso não significa nada. – garantiu.

 

- Onde estão os gêmeos?

 

- Anahí os levou pra casa da minha mãe. – ela olhou as unhas.

 

Christopher fechou os olhos e suspirou. Estava muito nervoso, não queria que acontecesse nada de mal com o bebê, não que ele quisesse que acontecesse algo a Leila, mas o bebê estava lhe preocupando muito mais do que ela.


O doutor se aproximou e Michelle vinha logo atrás.

 

- O senhor é o médico que atendeu minha filha Leila? – Michelle perguntou, o doutor assentiu olhando a prancheta. – Eu sou Michelle, mãe dela. Como ela está?

 

Christopher e Dulce também se levantaram.

 

- Sua filha teve uma hemorragia e um aborto espontâneo. – disse direto.

 

- Ela... – a mulher engoliu o seco. – Perdeu o bebê? – disse amarela.

 

- Infelizmente sim. – ele lamentou. – Nós tentamos, mas a criança já chegou aqui morta.



 









Christopher sentou-se outra vez, estava se sentindo tão culpado. Afogou a mão nos cabelos, completamente desorientado.

 

- Você era o pai? – o doutor perguntou, ele assentiu tristemente. – Eu sinto muito, e se serve de consolo, sua esposa está bem e vocês podem tentar mais vezes.

 

- Ela não era minha esposa. – ele disse. – Mas obrigado por tudo doutor. – suspirou.

 

- Eu posso ver minha filha? – Michelle perguntou aos prantos.

 

- Ela está sedada, mas se a senhora quiser vê-la pode me acompanhar. – apontou para que ela o acompanhasse. – Com licença.

 

- Oh, que desgraça. Minha filha queria tanto esse bebê... – Michele ia se lamentando com o doutor.

 

Dulce sentou ao lado dele. Que parecia chateado.

 

- Eu sinto muito bebê. – disse com sinceridade, apoiando o queixo no ombro dele.

 

- Eu também. – ele tentou sorrir. – Tá certo que eu não estava feliz com essa suposta gravidez, mas eu não queria que o meu filho morresse. Era só um bebê.

 

- Eu sei. – ela sorriu de leve entrelaçando sua mão na dele. – Mas vai ficar tudo bem, esse anjinho está no céu agora.

 

Ele beijou a mão dela e assentiu.

 

- Amor eu vou te deixar em casa, eu preciso de um tempo sozinho.

 

- Claro. – ela assentiu. – Não precisa me deixar em casa, eu pego um taxi. Consegue dirigir?

 

- Consigo sim. – ele riu de leve. – Levou minhas roupas pra sua casa?

 

- Acabou que nem deu de eu levar, mas arrumei suas malas.

 

- Amanhã eu vou e levo minhas coisas. – ele disse a observando levantar.

 

- Como quiser. – deu um beijinho nele. – Juízo hein? Te amo.

 

- Eu também te amo. – ele respondeu e ela saiu.

 

Ele esperou Michelle voltar para avisar a mulher que já ia embora e voltaria no dia seguinte para ver Leila. Em seguida foi embora. Precisava beber.

No dia seguinte acordou com um pouco de dor de cabeça, suspirou e viu suas malas feitas. Deu um sorriso e entrou no banheiro. Tomou uma ducha gelada e em seguida se vestiu. Botou o resto das roupas em uma das malas e saiu com elas.



 









Quando chegou à casa de Dulce ela explicava algo há um dos gêmeos, que fazia pirraça. 

 

- Eu quero mamãe! – ele dizia dando pinotes.

 

- Gabriel, eu já disse que não vamos mais viajar! – a ruiva repetiu já sem paciência.

 

- Mas por quê? – aos prantos.

 

- Por que o papai não tá bem. – ela disse. – Mas outro dia a gente vai tá?

 

- Mas por que ele não tá bem? – coçando o olhinho.

 

- Por que ele não está. – rolou os olhos e viu Christopher parado com um sorriso de canto. – Amor! – levantou e foi até ele lhe dando um beijo. – Como acordou?

 

- Bem melhor. – sorriu. – E o que está acontecendo aqui?

 

- Nada demais. – ela deu de ombros e Gabriel continuava com careta.

 

- O que foi filho? – ele se abaixou ficando da altura do pequeno.

 

- Você falou que a gente ia pra fazenda do seu amigo e não é verdade! – resmungou.

 

- Filho, aconteceu uma coisinha. – ele fez uma caretinha. – Não deu certo agora, mas podemos passear. Você quer passear?

 

- Pra onde? – ele perguntou, já mais alegre.

 

- O que acha do zoológico? – perguntou erguendo a sobrancelha.

 

- Ver o leão? – Matheus apareceu com um copo com bico, cheio de achocolatado.

 

- Ei filho. – ele chamou o pequeno e lhe deu um abraço. – É isso mesmo, ver o leão. – piscou.

 

- E ver o irmão da Bruna.

 

-Quem é o irmão da Bruna? – Christopher perguntou.

 

 

- O elefante. – os dois pequenos riram. – Ela é bem gordona. – abriu os bracinhos.

 

- O papai ama vocês. – ele disse sorrindo e dando um beijo em cada um. – Muito viu?

 

- Também. – os dois disseram juntos.

 

- Papai, você vai viajar? – Gabriel perguntou curioso ao ver as malas.

 

- Não, o papai veio morar aqui. – Dulce disse sorrindo toda alegre. – Não é meu amor? – Christopher assentiu.

 

- Vocês deixam o papai morar aqui com vocês? – ele perguntou achando graça.

 

- Mas é de verdade?

 

- É claro que é. – ele riu. – E então? 

 

- Oba! – os dois comemoraram e Christopher levantou dando um beijinho na ruiva.












- Isso está com cara de sim. – ele sorriu.

 

- Eu nem acredito que você está aqui comigo amor. – disse dando um beijinho de esquimó. – Parece um sonho sabe?

 

- Pois não é um sonho. – ele disse cheirando o pescoço dela. – É muito real. – a encarou outra vez. – E eu não vou sair do seu lado nunca mais. – enfatizou e ela o encarou profundamente. Depois se beijaram outra vez.

 

- Papai? – ouviram a vozinha de Gabriel e pararam o beijo. – Você não vai trazer o bebê pra morar aqui não né? – disse com um biquinho.

 

Christopher e Dulce se entreolharam.

 

- Quem falou sobre o bebê? – ele perguntou confuso, se abaixando outra vez e ficando na altura do pequeno.

 

- A tia Leila contou pra mim. – ele disse brincando um bloquinho. – Ela contou que você não vai mais gostar de mim e nem do meu irmão e só vai gostar do bebê dela. Você e a vovó.

 

Christopher encarou Dulce e ela negou com a cabeça, insinuando que estava totalmente por fora daquele assunto.

 

- É mentira dela não é papai? – ele olhou para o pai.

 

- É claro que é mentira meu filho. – ele disse e o pequeno sorriu. – O papai sempre vai amar você e o maninho, independente de qualquer coisa tá?

 

- Tá bom! – disse mais aliviado e saindo aos pinotes em direção ao irmão.

 

- Ele não tinha falado sobre isso antes? – ele perguntou à ruiva.

 

- Não. – ela respondeu olhando os filhos. – Eu acho que ele não se abalou muito com isso. – mordeu o lábio. – Ele deve confiar muito no seu amor. – mordeu o lábio e Christopher sorriu.

 

- Eu espero mesmo, não quero que meus filhos pensem que eu não os amo, isso é tão ridículo! – vociferou. – Eu preciso ir ao hospital falar com Leila.

 

- Hm, tá bem. – ela disse.

 

- Não quer ir comigo? – ele perguntou. – De lá podemos ir ao zoológico.

 

- Ok, eu vou arrumar os gêmeos. – ela sorriu. – Vamos almoçar em casa?

 

- Não, vamos almoçar fora. – ele disse pegando suas malas e subindo com elas.






 

Dulce arrumou os filhos e logo saíram de casa. Christopher dirigiu até o hospital em que Leila estava internada, afinal ao menos uma visita ele tinha que fazer, apesar de estar aborrecido com a mesma.

 

- Papai eu não quero ir. – Matheus disse choroso. – Eu não quero tomar injeção.

 

- Meu filho não viemos aqui pra você tomar injeção. – ele sorriu negando com a cabeça. – O papai só veio fazer uma visita.

 

- Fica perto da mamãe, senão um médico pode pegar você e te dá uma injeção na testa. – Dulce disse e o pequeno arregalou os olhos, assustado.

 

- Dulce, não faz medo a ele! – Christopher repreendeu e a ruiva deu de ombros. – Amor, eu vou lá, me espera aqui tá. – deu um selinho nela e saiu.

 

- Ok. – ela assentiu pegando os dois pestinhas pela mão, já que os dois eram curiosos ao extremo e queriam mexer em tudo. – Vem meu filho. – sentou em uma cadeira e pôs os dois ao seu lado.

 

- Eu quero ir pro zoológico, mamãe! – Gabriel disse, balançando os pezinhos.

 

- Espera aí que o seu pai já vem. – ela disse mexendo no celular. Os dois rolaram os olhos.


Christopher bateu na porta do quarto de Leila e ouviu a voz dela dizendo que podia entrar. Ele entrou e a viu deitada na cama, um pouco pálida. Estava sozinha, Michelle não estava por ali, apenas uma enfermeira arrumando alguns medicamentos.

 

- Enfim deu as caras. – ela disse seca.

 

- Eu vim ontem, mas como estava sedada eu não pude falar com você. – ele puxou uma cadeira e sentou-se. – Como se sente?

 

- Como você acha que eu me sinto? – ela disse sem nenhum humor. – É claro que eu estou mal.

 

- Eu não tenho culpa de você ter caído da escada, pega leve aí. – ele enfatizou, levantando as mãos em sinal de rendição. – Se tem um culpado nessa história pode ter certeza que não sou eu. – disse no mesmo tom.

 

- O que veio fazer aqui? – ela cruzou os braços.

 

- Vim saber como você está.



 









- Estou bem fisicamente, emocionalmente eu não vou ficar bem tão cedo. – ela sorriu seca. – Já você deve estar ótimo. Fiquei sabendo que iria morar junto daquela ordinária... – ele a interrompeu.

 

- Pode calar a boca agora! – ele pôs o indicador nos lábios. Leila se calou. – Você não vai mais falar mal da minha mulher, quantos anos tem?

 

- Está me chamando de criança? – ela disse perplexa. – Acha mesmo que eu sou criança?

 

- É o que você é. Uma criança. – ele disse. – Por que diabos você foi dizer ao meu filho que eu não iria mais gostar dele? Eu falei que não queria mais você perto dos gêmeos! Que coisa ridícula, sabe o que pode causar em uma criança falando essas coisas? Sua sorte é que o Gabriel é bem desencanado, se fosse o Matt eu estaria muito ferrado. Você iria provocar um tumulto psicológico na cabecinha dele. Acha que uma pessoa madura faz algo assim. O que você tem contra os meus filhos, porra?!

 

- Você só se importa com esses dois! – ela acusou. – E o meu filho?

 

- SEU FILHO ESTÁ MORTO! – ele berrou e ela danou-se a chorar. Ele respirou fundo e fechou os olhos.
- Me desculpe. Eu não queria tocar nesse assunto. – ele disse verdadeiramente arrependido.

 

- Você só se importa com os gêmeos. Eu só disse aquilo pra convencer a mim mesma que teria um pouco da sua atenção.

 

- Não precisava falar merda pro meu filho, eu iria dar atenção igual aos três. – ele disse negando com a cabeça. – Mas já passou, ele não se importou e tá tudo bem. – ele passou a mão no rosto, se levantando. 

 

- Ele me empurrou da escada. – Leila disse secando as lagrimas.

 

- Como é que é? – Christopher disse sorrindo confuso.

 

- Seu amado filhinho me derrubou da escada. – ela disse com um sorriso nervoso. Que ótima ideia que ela teve! Dulce não tinha visto quando ela caiu, e quem acreditaria em um pirralhinho de três aninhos? – E sabe por que ele me derrubou? Por ciúmes do irmãozinho que eu disse que ia nascer.











- Você está completamente louca! – ele berrou negando com a cabeça. – Meu filho jamais faria isso.




 

- Você acha que ele não seria capaz? – ergueu a sobrancelha.

 

- Eu tenho certeza absoluta que ele jamais faria isso! – ele enfatizou.

 

- Vou prestar uma queixa na delegacia quando sair daqui. – ela cruzou os braços. – E sabe quem vai pagar por isso? Você e a Dulce.

 

- Não vai fazer nada! – ele disse, aquela mulher estava cada dia mais maluca. – Tem noção do que está fazendo? Meu Deus está inventando uma barbaridade dessas sobre uma criança de três anos!

 

- Não estou inventando! – ela berrou voltando a chorar. – É verdade!

 

- Ok, faça o que quiser. Mas você se esqueceu de um pequeno detalhe. – ele enfatizou.

 

- Do que está falando.

 

- O prédio inteiro tem câmeras de circuito interno. – ele disse pensativo. – E com certeza ficou gravado a hora que você caiu. – Leila engoliu o seco. – Se meu filho te empurrou, ok, Dulce e eu vamos responder por tudo, como deve ser. Mas se ele não te empurrou, eu mesmo vou abrir um processo contra você, por calúnia e difamação. – ele pôs a mão no bolso, Leila olhou para os lados, um tanto desorientada. – Aqui, a enfermeira está de prova que você acusou meu filho injustamente. – apontou a mulher que estava parada perto da porta arrumando os remédios em uma prateleira. – Você ouviu não é? – a mulher loira assentiu os olhando, enquanto guardava os remédios.

 

Leila o encarou nervosa. Merda!




 










- Por essa você não esperava não é? – ele sorriu abertamente. 

 

Ela o encarou com superioridade e sorriu debochada. Não iria cair naquele blefe, Christopher seria incapaz de processa-la, principalmente devido aos últimos acontecimentos.

 

- Não seria capaz de me processar. – ela disse. 

 

- Paga pra ver. – ele rebateu, dessa vez com seriedade. – Se você está falando a verdade por que a preocupação? Eu só vou processa-la caso estiver inventando isso pra prejudicar meu filho.

 

- Eu acabei de perder um filho seu. – ela disse cruzando os braços. – Mereço ao menos um pouquinho de respeito. Por que não acredita em mim de uma vez? Para que eu mentiria?

 

- Pra fazer da minha vida um inferno, que é o que você está querendo desde que começou a procurar confusão com a minha mulher, bater e falar asneiras para os meus filhos. Você é uma louca!

 

- Você é um imbecil! – ela gemeu, chorosa. – Eu não tenho culpa dos seus filhos serem encapetados! Eu perdi meu filho, droga! Mereço consolo.

 

- Pois é, no final das contas eu acho que foi até melhor assim, meu filho não merecia uma mãe como você. – ele disse a olhando. – Não dá pra acreditar que tenha se tornado uma pessoa tão calculista, eu gostava de você sabia? Eu te achava uma pessoa linda, não só por fora, como por dentro também, mas com o tempo você só me provou que aquilo era uma máscara, uma perfeita faceta que você criou pra me enganar. Ainda bem que não conseguiu. – ele enfatizou. – Eu já conheço cheiro de mentira de longe, olha o tanto de experiências ruins que eu já tive que só conseguiram foder minha vida. Eu já acordei Leila, hoje em dia não pense que é fácil me enganar, eu não sou mais o mesmo otario de antes.

 

Ela rolou os olhos.

 

- Eu não estou mentindo. – gemeu, na tentativa de deixa-lo com pena de si. – Eu fui vitima em tudo isso! Talvez na fita não apareça por causa da porta, mas ele me empurrou e eu me desequilibrei. – aos prantos.



 









- Chega! – ele fechou os olhos. – Você pode fazer a merda que você quiser, dane-se! – apontou. – Mas eu não te quero mais perto de mim, nem da minha família. – ele disse duramente. – Vou analisar as fitas do prédio e se estiver mentindo você vai se dar muito mal. – foi em direção a porta. – Suas despesas aqui já estão pagas, até breve! – saiu e a mulher começou a se debater na cama, com irritação.

 

- AAAAA MALDITO! – gritou secando as lagrimas. – O QUE FOI? – berrou para a enfermeira que ainda estava por ali. – NÃO TEM MAIS NADA PRA FAZER NÃO? SUA PALHAÇA!

 

A mulher apenas negou com a cabeça e voltou a fazer seu trabalho, sem ligar para os chiliques daquela

louca.


Christopher chegou ao corredor e viu Dulce com os gêmeos sentadinhos ao seu lado.

 

- Ah enfim. – ela disse rolando os olhos. – Pensei que não sairia lá de dentro nunca, já ia lá te buscar. 

 

- Leila estava um pouco nervosa. – ele suspirou e ela estranhou um pouco a expressão dele.

 

- Novidade. Ela sempre foi estranha das ideias. – o analisando. – Ta tudo bem?

 

- Sim, claro que sim amor. – ele sorriu um pouco forçado. 

 

- Tem certeza? – erguendo a sobrancelha.

 

- Claro. – ele assentiu.

 

- Papai, eu quero ir embora daqui! – ouviu o filho berrar, estava em pé em cima da cadeira. 

 

- Nós já vamos. – ele sorriu e o pegou no colo.

 

- Eu também quero! – o outro fez um biquinho. – Me leva no colo também papai? – pediu.

 

- Claro, por que o papai tem uma super força! – pegando o outro. – Vamos pra nossa nave espacial.

 

- EBA! – os dois comemoraram, Dulce apenas sorria os seguindo.

Não demorou e eles chegaram ao zoológico. Os gêmeos estavam muito eufóricos, os dois adoravam ver os bichos. Corriam de um lado para outro no zoológico, deixando os pais a ponto de enlouquecerem.

 

- Matheus! – Dulce disse, ao ver ele se pendurando na jaula do tucano. – Vem pra cá moleque! – o tirou de lá, e ele começou a choramingar.

 

- Mas por quê? – com bico. – Eu ia tocar no “tutano”!












- Não se diz tutano, e sim tucano! – corrigiu. – E sabia que esse bicho poderia morder você e arrancar um pedaço?

 

- Arrancar um pedaço? – ele arregalou os olhinhos, botando a dobra do dedo na boca.

 

- É... – ela arregalou os olhos enquanto ia em direção de Christopher com o pequeno no colo. – E voaria sangue pra todo o lado, suas tripas sairiam pra fora e tudo mais.

 

Ele começou a rir.

 

- Não, não. – negou com a cabeça.

- É claro que é... – eles se aproximaram de Ucker que estava olhando Gabriel.

 

- Papai! – a mãe o colocou no chão. – A mamãe falou que o “tutano” comeria minhas tripas. – ele levantou a cabecinha, olhando para o pai, que sorria.

 

- Eu pensei que os tucanos comiam frutas. – ele encarou a namorada, que pôs o indicador nos lábios, pedindo que ele não falasse nada a respeito do cardápio do tucano.

 

- Onde está o Biel? – ela perguntou.

 

- Tá ali com aquelas crianças. – apontou um grupinho de crianças que observavam os macacos. – Vai lá com o seu irmão filho. – incentivou, e o pequeno Matheus foi até lá com rapidez.

 

- Onw mamãe, é tão pequenininho. – Dulce sorriu o observando correr até o irmão. Sentou ao lado de Ucker e apoiou a cabeça no ombro dele, aspirando o cheiro masculino. – Amor, você tá tão estranho. – ela reclamou. – O que foi?

 

- Estranho? – ele perguntou, com uma caretinha, ela assentiu. – Não meu bem, é impressão sua. – deu um beijinho nos lábios dela.

 

- Eu não sou idiota Ucker. – ela disse se afastando. – Aquela mulher te disse alguma coisa e você tá me escondendo! – cruzou os braços.

 

- Não é nada benzinho. – ele insistia. Ela fez uma cara insatisfeita e se virou. – Ok, eu conto. – ele disse vencido. Dulce se virou pra ele, curiosa. – Leila disse uma tremenda baboseira! 

 

- O que essa otária falou? – ela perguntou.

 

- Ela disse que o Gabriel a tinha empurrado da escada. – ele olhou o pequeno de longe. – Acredita?



 









- Como assim ela disse que o meu filho jogou ela escada abaixo? – ela se levantou. Christopher a fez sentar de novo. A ruiva estava chocada, tá certo que seus pirralhinhos eram um tanto encapetados e bagunceiros, mas ela sabia que eles jamais seriam capazes de machucar ninguém. 

 

- Foi isso mesmo. – ele coçou a nuca. – Disse que ele a tinha empurrado.

 

- E você acredita nela? – ela ergueu a sobrancelha.

 

- É claro que não Dulce! – ele bufou. – Meu Deus, você acha mesmo que eu iria acreditar nessa barbaridade?

 

- Não sei Ucker... – ela engoliu o seco. – Você sabe que os nossos filhos não são santos... – ele a interrompeu.

 

- Uma coisa é eles serem danados, outra diferente é empurrar alguém de uma escada, eu conheço meus filhos tão bem quanto você, e sei que eles não tem capacidade pra fazer algo tão cruel.

 

A ruiva coçou a nuca, que mulher desgraçada! Esperava que aquela vadia pagasse caro por ter inventado uma barbaridade dessas sobre seu filho.

 

- O que ela vai fazer? – perguntou a ele.

 

- Disse que iria prestar uma queixa contra nós. – ele disse e Dulce arregalou os olhos.

 

- Como assim uma queixa? – ela gemeu. – Podemos ir presos por culpa dessa vaca? – disse com indignação.

 

- É claro que não meu amor! – ele a abraçou pelos ombros. – Fica tranquila, não vamos presos. Leila terá que provar que o Gabriel a empurrou e vão pedir as gravações do circuito interno, e os vídeos vão provar que o nosso pequeno não fez nada.

 

- Ucker e se ele fez? – ela disse um pouco nervosa. 

 

- Acha que ele pode ter feito? – ele ergueu a sobrancelha.

 

- Não, mas se por acaso ele tiver feito? – ela mordeu o lábio. – Como vai ser? – ele a olhava. – Até por que a infeliz perdeu seu filho com essa queda. E se o Gabriel realmente a empurrou, como vai ser a sua relação com ele? – ela disse, com preocupação. – Ele te adora.



 









- Meu amor, a minha relação com ele vai ser a mesma. – ele disse. – Se ele tiver empurrado, o que temos certeza que não aconteceu, não tem nada a ver, ele é praticamente um bebê, ainda usa fraldas, ainda mama na mamadeira, até no peito ele mama. Eu tenho certeza que não foi por maldade... Só vou conversar com ele quando tivermos certeza, vou explicar que foi errado, mas eu jamais vou deixar de ama-lo.

 

Dulce sorriu e o beijou de leve.

 

- Eu te amo. – ela sussurrou. – Me orgulha saber que você confia em mim e nos nossos filhos. – acariciou o cabelo dele.

 

- E você confia em mim? – ele perguntou, sorrindo lindamente.

 

- O que você acha hein? – sorriu e lhe deu outro beijo, dessa vez um pouco mais intenso.

- Matt, eu quero ver o leão, vem comigo! – Gabriel disse.

 

- Tá! – disse indo atrás do irmão. – Mas o papai e a mamãe vão brigar se a gente for sozinho Gabriel. E eu não sei onde é a jaula do leão.

 

- Não vão brigar, eu já sou grande! – disse sorrindo e pegando um pedaço de galho no chão. – E já sou forte como o meu pai! Eu não tenho medo de nada!

 

- Eu também não tenho medo, mas eu sou pequeno.

 

- Você é muito mole! – o outro deu língua. – Vamos lá! – chamou e Matheus virou para ver se os pais estavam olhando, não estavam, estavam dando beijo na boca. – Rápido seu medroso! – disse caminhando na frente.


- Eu queria muito pegar aquela desgraçada e garantir a ela mais duas semanas no hospital. – Dulce disse assim que cessaram o beijo.

 

- Não liga pra isso amor. – ele cheirou a bochecha dela. – Não vamos estragar nosso dia falando dessa mulher... Me dá mais um beijo, vai? – ela sorriu e se beijaram outra vez.

 

- Tarado. – ela sussurrou e olhou para onde os gêmeos estavam antes. – Ucker... – o cutucou. – Os gêmeos sumiram. – ela disse se separando dele e levantando.



 

- Hã? – ele perguntou olhando ao redor, nada dos gêmeos. – Só pode ser brincadeira. – ele gemeu, negando com a cabeça.










- Biel, a gente já andou demais! – Matheus reclamava atrás do irmão. – Não quero mais procurar o leão. – choroso. – Eu quero a mamãe.

 

- Olha ali o leão! – o outro disse com os olhinhos brilhando ao ver a jaula com o enorme animal, que dormia preguiçosamente. – Vamos lá, vamos! 

 

Os dois foram até lá e sorriram ao ver o leão, depois descobriram que eram dois, pois tinha um no fundo da jaula.

 

- Ele é tão grande! – dizia com os olhinhos arregalados. – A mamãe falou pra Dadá (Dandara) que a vovó Alex parecia um leão e nem é verdade.

 

- O leão é mais bonito!

 

- Não é não, a minha vovó é mais bonita! – Matheus disse irritado.

 

- Tá bom, tá bom! – levantou as mãos. – Não tá mais aqui quem falou, seu chato.
Matheus não ligou e voltou a olhar para o leão.

 

- Eu quero entrar lá dentro, será que pode? – Gabriel perguntou ao irmão.

 

- Se você entrar lá dentro o leão vai te comer! – advertiu.

 

- Deve ser bom ser comido! – disse pensativo.

 

- Por que, seu doido?

 

- Por que uma vez eu ouvi a mamãe conversando com a tia Nany (Anahí), e disse que o papai comeu ela e que tinha sido gostoso. – dizia inocentemente.

 

- Mas o papai não é um leão! – apontou.

 

- Ah é verdade... – suspirou. – Mas eu quero entrar do mesmo jeito! – disse indo em direção a um homem que estava por ali.

 

Matheus pôs as mãos na cabeça, fazendo um beiço. Em seguida correu até o irmão.

- Ah meu Deus, onde esses dois pestinhas se enfiaram? – Dulce gemeu olhando ao redor. – Moça! – se dirigiu até uma funcionaria do zoológico. – Você não viu dois menininhos, pequenininhos assim... – mostrou a altura deles. – Gêmeos, andando por ai? – abriu um sorrisinho amarelo.
- Eu não vi não senhorita. – ela disse. – Mas posso ajuda-los a encontrar. Como eles são fisicament




 










- Têm os cabelos lisos, castanho claro, quase loiro, tem três anos... – deu as características e a mulher assentiu pegando o câmbio e falando com alguém.

 

- Droga Dulce, eles foram raptados. – Christopher dizia desesperado.

 

- Se acalma amor, eles estão brincando por ai. – ela mordeu o lábio. – Ah quando eu pegar esses moleques...

 

- Vocês não tem uma ideia de onde eles possam ter ido? – ela perguntou.

 

- Será que eles não foram atrás do tal leão? – Dulce indagou.

 

- Claro! – ele disse. – Eles queriam ver o leão antes de todos os outros animais.

 

- E se eles tiverem saído? – ela perguntou preocupada.

 

- Não senhora, se eles sumiram há pouco tempo não sairão do zoológico, não se preocupe, já dei o aviso pra não deixarem sair ninguém com essas características. – ela sorriu de leve. – Vamos até o leão, eles devem estar por lá.

 

Os dois assentiram e a acompanharam, não dava de acreditar que aqueles dois fossem tão desobedientes. Iriam levar uma bronca!

- Moço! – o homem ouviu e se virou dando de cara com aqueles dois pequenos.

 

- O que foi garotinho? – ele perguntou com um sorriso de canto e se abaixando na altura dos dois.

 

- O senhor é o dono do leão? – ele apontou o leão.

 

- Não, eu não sou o dono do leão, sou o tratador. – explicou. – Por que, o que vocês querem?

 

- Eu queria entrar lá dentro pra brincar com o leão. – Gabriel sorriu. – Eu posso entrar?

 

- Mas é claro que não rapazinho! – disse com os olhos arregalados. – É perigoso demais entrar na jaula do leão, ele pode machuca-lo.

 

- Mas ele é mansinho! Olha lá. – apontando o leão lambendo a pata.

 

- Mansinho é... – riu. – Onde está sua mãe?

 

- Eu não sei, ela ficou dando beijo de namorado no meu papai! – deu de ombros. – Eu posso entrar ou não?

 

- Não! – enfatizou.

 

- AAAAAAAAA! – disse com um bico de choro. – Eu quero entrar!

 

- Gabriel? – ele ouviu a voz da mãe e se virou. – Seu pestinha! – Dulce deu um tapa de leve no braço dele. – Por que saiu de perto de mim?






 

Ele já estava se acabando em lagrimas.

 

- E você? – ela se virou para Matheus e fez o mesmo. – Quando a gente chegar em casa eu vou ter uma conversa séria com vocês! E vou chamar a super nanny pra vir cuidar dos dois!

 

- NÃO! – os dois berraram.

 

- A super nanny não mamãe!

 

- Shiiii! – pôs o indicador no lábio. – Não quero ouvir nenhum piu de vocês!

 

- Papai, eu quero entrar pra ver o leão, mas ele não quer deixar! – apontou o rapaz, com careta.

 

- Entrar? – Christopher arregalou os olhos e o pequeno assentiu. – Mas é claro que não filho!

 

- Por quê? – disse esperneando e fazendo pirraça. – Eu quero!

 

- Por que é perigoso. – ele pegou o pequeno no colo, Matheus já estava no colo da mãe e mantinha a cabecinha apoiada no ombro dela.

 

- Mas eu queria. – fungando.

 

- Querer não é poder. – Dulce piscou e o pequeno lhe deu língua. – Eu já disse que vou cortar sua língua fora. – ameaçou. – E o senhor, desculpe aí o incomodo! – fez legal e o homem sorriu.

 

- Não tem problema. – deu de ombros.

 

- Papai, compra um leão pra mim? – Gabriel pediu.

 

- Pede outra coisa filhinho.

 

- Um elefante então?

 

Christopher passou a mão na testa e Dulce gargalhou alto.

 

- Vamos comer alguma coisa amor? – ela perguntou olhando no relógio. Já eram duas da tarde. – Eu estou faminta!

 

- Vamos sim, acho que já deu de zoológico por hoje. – ele sorriu. – Onde você quer comer?

 

- Em algum restaurante de comida caseira. 

 

- Ok! – ele sorriu beijando a cabecinha do filho.

 

- Papai compra uma onça? – Gabriel perguntava, esperançoso em ter um animal daqueles só pra ele.

 

- Um dia quem sabe meu filho. – Christopher respondeu, querendo que o filho se aquietasse e esquecesse esse assunto de animais.

Almoçaram em um restaurante agradável e depois levaram os gêmeos ao cinema. Em seguida ficaram passeando pelo shopping, comeram outra vez na praça de alimentação e em seguida voltaram pra casa.











- Papai abre aqui! – Gabriel pediu ajuda, para que o pai abrisse o brinquedo que tinha lhe comprado no shopping.




 

Christopher abriu e colocou as pilhas no brinquedo, em seguida entregou pra ele.

 

- Aqui filho, sabe como se brinca? – perguntou.

 

- Não. – negou com a cabeça.

 

- Vem aqui que o papai te ensina. – ele sorriu sentando no tapete da sala. – Vem Matt, vamos jogar um pouquinho o do seu irmão e depois jogamos o seu tá?
- Tá bom papai. – assentiu sentando perto do pai.

Começaram a jogar e Christopher analisava os filhos com um sorriso, os dois eram a sua razão de viver, o maior motivo de sua felicidade, junto com Dulce. Não deixaria ninguém fazer mal a eles. E tinha certeza que seu pequeno jamais teria feito nada de mal a Leila, poderia ser danados como fossem, mas isso ele jamais faria.

 

- Pronto amor! – Dulce disse, voltando com o telefone. – Daqui a vinte minutos a pizza chega. – ela sorriu ao ver que ele estava brincando com os gêmeos.

 

- Tudo bem, não quer jogar com a gente? – ele perguntou, apontando o jogo.

 

- Quero sim, vocês ensinam pra mamãe como faz? – ela sentou ao lado de Christopher.

 

- Eu ensino mamãe! – Matheus disse sorridente e se pôs a ensinar a mãe.

Os quatro ficaram jogando e se divertindo ali, Dulce olhava para Christopher e os filhos com os olhos brilhando. Estava tão feliz por saber que ele estava em casa. Que a partir de hoje dormiria e acordaria com ele ao seu lado todos os dias. De saber que ele estava cuidando dela e dos gêmeos pra valer.

 

Tinha até certo medo de um dia acordar desse sonho incrível que sua vida estava se tornando.

 

- Sua vez amor. – saiu de seus devaneios ao ouvir a voz dele lhe chamando.

 

- Ah ok. – sorriu e prestou atenção na sequencia do jogo para tentar repetir.


 









Ficaram jogando e em seguida parar para comer, pois a pizza tinha chegado. Depois que acabaram de comer, brincaram mais um pouco com os gêmeos e em seguida os colocaram na cama.

- Está preparado pra ter essa rotina todos os dias? – ela perguntou quando já estavam no quarto deles. – Até que é divertido não acha?

 

- Com certeza. – sorriu a abraçando por trás. – E o que acha de termos a nossa diversãozinha a dois agora hein? – beijando a nuca dela e levantando a camisola para descobrir a calcinha.

 

Dulce mordeu o lábio e o beijou com tesão, sim, estava muito excitada, já tinha quatro malditos dias que não transava e estava muito excitada, com muito amor pra dar.

 

- Sua sorte é que minha menstruação foi embora ontem. – sorriu safada e o empurrou na cama, ele caiu deitado com um sorrisinho sacana, Dulce montou em cima dele e o beijou. Ele se desfez da cueca com rapidez e Dulce tirou a calcinha. Antes de sentar em cima do membro dele ela o acariciou com as mãos e viu que estava extremamente duro e pulsava como nunca. Foi sentando em cima e mordeu o lábio ao senti-lo atingir fundo dentro de si. Em seguida começou a rebolar e cavalgar com maestria.

 

- Oh! – ele gemeu se livrando da pequena camisola que ela usava. – Rebola assim vai. – apertou os seios da ruiva com força.

 

- Ah! – ela fechou os olhos. – Ah! – acariciando o clitóris com uma mão, enquanto a outra estava no peito dele.

 

Ela gemia como uma gata no cio, Christopher a ajudava nos movimentos e a cama sacodia com força.

 

- Isso amor... – ele dizia, aproveitando a visão daqueles belos seios se movimentando pra lá e pra cá. Arrumou o travesseiro enquanto mantinha uma mão na cintura dela.

 

A ruiva apertava um dos seios sem parar de estimular o clitóris, que estava duro com uma pequena pedrinha.

 

- Ah! – ela gemia chorosa. – Que gostoso. – disse ao senti-lo brincando com os bicos dos seus seios, que estavam entumecidos, e a caricia provocava um efeito delicioso na ruiva.


 









Christopher a virou, lhe deixando deitada. Em seguida abriu as penas dela e meteu com força, fazendo-a soltar um palavrão. Beijaram-se sem cessar os movimentos e depois de alguns minutos chegam ao clímax. Ela deitou no peito dele e não disseram nada, apenas ficaram ouvindo as respirações um do outro enquanto se recuperavam do orgasmo.

 

- Te amo, princesa. – ele beijou a testa dela, que sorriu sonolenta.

 

- Eu também te amo. – respondeu. – Fico feliz que esteja ao meu lado.

 

Ele apenas sorriu e logo pegaram no sono.


No dia seguinte, Christopher e Dulce estavam no prédio em que ele morava para buscar o resto das coisas dele e verem a tal gravação. O responsável pela segurança do prédio concordou em mostrar as fitas e ambos estavam nervosos. Não sabiam o que realmente tinha acontecido e se preocupavam com a possível participação de Gabriel na queda de Leila.

 

- Aí, já pode parar! – ela disse ao ver Leila na fita, enquanto conversavam no corredor.

 

- Isso foi quando ela chegou ou quando estava saindo? – Christopher perguntou sem tirar os olhos do monitor.

 

- Ela não chegou a entrar no apartamento, ficou apenas no corredor mesmo. – a ruiva deu de ombros.

 

- Ótimo, avança um pouquinho cara... – ele pediu e o rapaz assim o fez. – Para ai! – disse ao ver Leila abaixada conversando com Gabriel, provavelmente foi nessa hora que a morena tinha jogado seu veneno em cima do pequeno.

 

Dulce e Christopher se entreolharam nervosos e viram Leila sair do foco da câmera. O segurança mudou o foco e novamente viram Leila dessa vez abrindo a porta da escada, Gabriel permanecia na porta do apartamento, observando. Viram Leila tropeçar e se desequilibrar, caindo em seguida.











- Eu sabia! – ele disse. – Estava mentindo, meu filho nem se aproximou dela! Vagabunda mentirosa! – ele berrou irritado.




 

- O Gabriel jamais seria capaz de fazer isso. – Dulce sorria, aliviada. – Valeu cara, ajudou muito!

 

- Imagine, qualquer coisa nós estamos aqui. – ele disse simpático.

O celular de Christopher tocou e atendeu sem sequer ver quem era.

 

- Alô. – ele respondeu.

 

- Uckermann, sou eu, Leila. – ouviu a voz da morena e quase joga o celular na parede, mas não ele tinha que falar algumas coisas para aquela infeliz.

 

- O que você quer? – disse ignorante.

 

- Eu liguei pra avisar que não vou fazer nada. – ela engoliu o seco. – Eu menti, seu filho não teve nada a ver com a minha queda, mas por favor, não me processa, eu juro que eu vou embora e você nunca mais vai ouvir falar de mim. – ela disse um pouco chorosa.




- Leila você é mesmo muito cara de pau! – ele grunhiu e Dulce pegou o celular da mão dele.









 

- Sua puta desgraçada! – ela berrou. – O que você queria com isso hein? Foder com a minha vida?!

 

- Eu já me retratei, agora pode passar pro Uckermann, que o meu assunto é com ele. – Leila disse azeda.

 

- Você não tem droga de assunto nenhum pra tratar com o meu homem! – a ruiva esbravejou. – É muito mulher pra inventar que meu filho te jogou da escada não é? Espero que também seja mulher o suficiente pra aguentar o processo que vamos abrir contra você!

 

- Não, por favor, eu não posso responder processo nenhum Dulce, é sério! – Leila se desesperou.

 

- Que se foda! – ela ironizou. – Ninguém mexe com os meus filhos, sua mentirosa!

 

- Olha Dulce... – Leila respirou fundo. – Eu não posso responder nenhum processo, minha loja tá cheia de dividas, eu não tenho dinheiro pra pagar indenização. 

 

- Eu tou pouco me lixando! – Dulce riu.

 

- Eu preciso falar com vocês, vamos conversar direito, por favor. – pediu.

 

- Ok Leiloca, pra você ver como eu sou boazinha vou aceitar o seu convite. – Dulce olhou no relógio. – Onde você está?

 

- Estou na minha casa, o Ucker sabe onde é. – ela suspirou. – Eu espero os dois aqui dentro de meia hora. Pode ser?

 

Dulce encarou Christopher e o mesmo deu de ombros, indicando que só iam se ela quisesse.

 

- Tudo bem, nós estamos indo ai. E se você tentar alguma gracinha você vai ver só o que eu vou fazer contigo.

 

- Eu não vou fazer nada Dulce. – Leila rolou os olhos. – Eu só quero esclarecer esse assunto de uma vez.

 

- Até mais! – Dulce desligou e encarou Christopher.

 

- Tem certeza que quer ir? – Christopher ergueu a sobrancelha. – Não quero ter que apartar uma provável briga entre vocês.

 

- Juro pra você que vou me segurar meu amor. – ela piscou. – Vamos logo ver o que essa mulher quer!

 

- Tudo bem. – ele rolou os olhos. – Cara valeu mesmo pela força. – agradeceu ao segurança que apenas sorriu e balançou a cabeça.



 









Ao chegarem ao estacionamento do condomínio ele colocou suas coisas no porta-malas e seguiu com Dulce em direção ao centro da cidade, que era onde Leila morava, junto com a mãe. Ao chegarem lá, tocaram a campainha e a mãe de Leila abriu a porta, um pouco sem graça, provavelmente estava envergonhada da atitude infantil de sua filha.

 

- Como vai Michelle? – Christopher perguntou, por educação.

 

- Envergonhada, mas bem. – ela suspirou. – Entrem, Leila está esperando vocês lá dentro. E eu queria me desculpar. De verdade, não sei o que deu na minha filha pra inventar uma coisa dessas. – negando com a cabeça. Dulce rolou os olhos disfarçadamente.

 

- Você não tem culpa disso Michelle. – Christopher disse. – Podemos entrar logo? Dulce e eu não temos muito tempo.

 

- Oh! – ela sorriu. – Claro! – deu passagem e os dois entraram na casa.

 

Era uma casa grande até, não tão grande como a sua, mas pra elas duas estava ótimo, muito bem decorada e mobiliada, Dulce tinha certeza que tinha dedo de Uckermann ali, ele tinha uma talento incrível pra arquitetura. Leila desceu as escadas devagar, pois ainda estava um pouco inflamada.

 

- Fico feliz que tenham vindo. – ela olhou os dois, sem esboçar nenhuma reação.

 

- Só vim, por que eu queria ver a sua cara depois do que inventou sobre meu filho. – Christopher disse. – Não tem vergonha Leila?

 

- Sem sermão ok? – ela rolou os olhos. – Já não basta o que eu ouvi da minha mãe. – sentou. – Olha Ucker, eu não posso ser processada! – foi direta. – Eu juro pra você que se esquecer esse assunto eu vou embora e não volto nunca mais. 

 

- E porque você acha que eu teria pena de você? – ele ergueu a sobrancelha.

 

- Por que eu sei que você não é má pessoa. – ela coçou a nuca. – Eu não acusei seu filho diretamente, não falei publicamente, só uma pessoa ouviu e não causou nenhum dano a criança. Não tem motivos pra me processar, eu sequer abri o bico pra policia.



 









- Mas você ia fazê-lo caso eu não tivesse acreditado não é? – ele disse. Ela rolou os olhos.

 

- Eu estava nervosa, eu estava sob o efeito do medicamento, você não precisava levar essa história tão a sério.

 

- Eu também não permitiria que ela mentisse sobre algo assim Ucker. – Michelle interviu. – Leila sabe que eu não gostei nada de saber o que ela andou fazendo, ela também me contou que machucou seu filho outro dia. – encarou Dulce.

 

- Pois é, mas ela já aprendeu que não se deve mais tocar nos meus filhos. – a ruiva abriu um sorriso pra lá de falso.

 

- Pensei que já tivéssemos resolvido essa historia do pisão. – Leila bufou.

 

- Por mim já está tudo muito resolvido Leiloca. – a ruiva sentou-se. – Escuta tia, não tem um cafezinho não? – piscou.

 

Leila rolou os olhos, sério que era por aquela mal educada que ele estava trocando-a?

 

- Nossa que falta de educação a minha. – Michelle pôs a mão no peito. – Eu vou providenciar, com licença. – saiu, um pouco assustada.

 

- Leila pra que você nos chamou aqui mesmo? – Christopher indagou. – Pra ficar de mimimi?

 

- Por que eu quero conscientiza-lo, de que o que eu fiz foi algo completamente inofensivo e não teve nenhum dano, não mereço ser processada!

 

- Se eu não te processar, você vai me deixar em paz? – ele ergueu a sobrancelha.

 

- Sim, eu vou voltar pra São Paulo com a mamãe, e você nunca mais vai nos ver. – ela suspirou, mordendo o lábio.

 

- E a sua loja?

 

Leila fez uma cara de choro e fechou os olhos.

 

- Ela faliu. – disse perdida. – Enfim, eu não tenho mais nada que me prenda a essa cidade, minha loja faliu, você me largou, eu perdi meu filho, e você ainda quer me processar, o que eu posso querer daqui?

 

- Transformar nossas vidas em um inferno? – Dulce perguntou, com um risinho sarcástico.

 

- Não se ache Dulce. – ela encarou a ruiva. – Vocês não são o centro do mundo. – disse indiferente.



 









- Pois não era isso que parecia. – a ruiva pentelhou e Michelle voltou com o café e algumas rosquinhas. – Opa, o café! 

 

- O que aconteceu antes não vem mais ao caso. – Leila cruzou os braços. – Nunca fui do tipo de mulher que fica se humilhando pra homem, e não ser agora que eu vou me tornar uma. – encarou Ucker, com um sorriso debochado. – Se ele prefere você, que se dane. 

 

- Ainda bem que você se deu conta de que estava enchendo o saco com essa chatice. – Dulce disse de boca cheia, fazendo Leila rolar os olhos.

 

- Enfim, trato feito ou não? – ela perguntou.

 

Christopher e Dulce se entreolharam e a ruiva fez uma caretinha.

 

- Esquece amor. – Dulce disse. – Leila está tão pobre e lascada que se formos processa-la ganharemos um bibelô de geladeira como indenização. 

 

Leila rolou os olhos, e Michelle riu de leve.

 

- Isso é um sim? – Leila ignorou a gracinha de Dulce e encarou Ucker.

 

- Tudo bem Leila. – ele assentiu. – Mas você vai ter que ir embora, e esquecer que eu existo.

 

- Cumprirei com minha parte, pode ter certeza. – ela disse séria estendendo a mão.

 

- Eu espero mesmo. – apertou a mão dela. – Não quero te ver mais.

 

- Nem eu. – disse fazendo pouco caso e soltando a mão. – Quero que os pombinhos sejam... – encarou Dulce. – Felizes juntos. – disse por fim.

 

Dulce sorriu amarela, sabia que Leila estava desejando aquilo da boca pra fora, até por que a morena tinha um gênio muito parecido com o seu e ela sabia que se estivesse no lugar de Leila a ultima coisa que desejaria seria felicidades.

 

- Pois bem, eu acho que não temos mais nada pra fazer aqui. – Christopher disse olhando ao redor. – Eu espero que você seja feliz com quem quer que seja Leila. – ele desejou verdadeiramente. – Boa sorte.

 

- Obrigado. – Leila agradeceu.












- Tchau Leiloca. – Dulce disse levantando e esfregando as mãos para tirar os farelos de rosquinha. – Espero que arrume um gatinho bem longe daqui tá? – piscou. – Tchau tia, adorei a rosquinha. – disse a mãe de Leila e pegou mais algumas.

 

- Tchauzinho. – Michelle disse enquanto os dois saíam. Quando eles saíram encarou Leila. – Fez a coisa certa Leila.

 

- Não enche mãe. – chorosa. – Eu quero que ele se foda junto com essa vadia da Dulce. Um dia vai se arrepender por ter me trocado por essa piranha sem classe.

 

- Não deseje o mau dos outros, Leila. – a mãe negou com a cabeça. – Não foi assim que eu te eduquei.
Leila apenas abaixou a cabeça, aos prantos. Michelle suspirou, aquela era a pior decepção amorosa que Leila já tivera, nenhuma das outras deixaram a morena tão surtada assim.

 

- Não fique assim querida, você ainda é jovem, e vai conhecer outros rapazes. 

 

- Eu sei. – Leila gemeu. – Mas eu gosto do Ucker.

 

- Ele não gosta de você, e se ele não te ama, você não pode força-lo a isso. – deu um beijo na cabeça dela. – Agora eu vou providenciar nossas passagens de volta. – pegou o telefone e discou os números.
Leila apenas a encarava, talvez o melhor seria ir embora mesmo. Não iria se humilhar mais e nem servir de tapete para Christopher e sua mulherzinha vadia pisarem.

 

- Dane-se. – ela disse vencida, desistindo de todo aquele papelão que estava fazendo. Se Christopher não a queria que se dane, só quem perdia era ele.


Enquanto isso, com Dulce e Ucker.

 

- Acha que ela vai cumprir a promessa? – Dulce ergueu a sobrancelha enquanto ele parava em um sinal.

 

- Se não cumprir eu vou tomar minhas providencias. – deu de ombros. – Mas vai cumprir sim, parece que Leila se deu conta que o que estava fazendo era o cumulo do ridículo e desistiu.















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Autor(a): ardillacandy

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- Espero mesmo. – ela disse, dando um selinho nele, que logo se transformou em um beijo bem intenso, eu diria. Só pararam quando ouviram uma serie de buzinas soarem atrás, e se deram conta que o sinal havia aberto. Os dois riram e seguiram o caminho.Dois meses depois. Era aniversario de Ucker e estavam dando uma pequena comemoração em casa, ...


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 4658



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  • annyvondy Postado em 09/05/2020 - 10:26:37

    Fic incrível que amo e que sempre voltou aqui pra ler.

  • lukinhasmathers Postado em 11/01/2019 - 11:38:18

    oi linda, aqui o se fã de suas históris. bom, gostei da história, no começo, mas depois teve mais relação deles com outras pessoas durante muito tempo e aí ficou chato, até que no final deu uma melhorada. poderia ter mais partes no final deles com os filhos, os gêmeos são demais kkkk

  • misterdumpet Postado em 18/07/2018 - 21:20:33

    Relembre a trajetória de Padre Guilherme. Um homem de bom coração que sempre seguiu um caminho de fé, porém pode ser acusado injustamente de pedofilia, devido a provas forjadas que foram feitas para lhe prejudicar. Para não ser preso e expulso da Igreja Católica, Guilherme terá que simular sua própria morte e assumir uma nova identidade, numa outra cidade, tendo uma esposa, num casamento conturbado e uma filha adolescente e revoltada. Mas os valores adquiridos não serão perdidos e no final das contas, em vez de Guilherme mudar, é ele que vai mudar a vida daqueles que estão ao seu redor, pois ele jamais se renderá ao DESVIO DE CONDUTA. Leia novamente esta saga em https://fanfics.com.br/fanfic/12089/desvio-de-conduta-terminada

  • miiranda Postado em 14/01/2018 - 19:05:07

    provavelmente eu já tenha lido essa história, mas cá estou eu novamente. :)

  • Srta_Olaf♥ Postado em 10/01/2018 - 16:18:28

    Amores passem na minha fic: https://fanfics.com.br/fanfic/52833/amarga-vinganca-vondy

  • Giullya Postado em 27/04/2017 - 00:29:36

    Oii,já faz uns 2 dias que terminei de ler,mais não tinha logado! Parabéns está fic eh mto boa,amei todos os capítulos! Jurei que eles ia se casar e tal Mais pelo menos ficaram juntos! Amei os gêmeos *-* que bom q a coelha liberou o caminho para o casal Vondy ficar junto!! Bjos!! <3

  • Girl Postado em 27/01/2017 - 10:16:47

    oie,poderiam dar uma passada nessa web? mt obg desde já https://fanfics.com.br/fanfic/55914/perdida-por-voce-vondy

  • AnaCantor/portillarbd Postado em 01/12/2016 - 22:08:03

    Mais uma vez em anos aqui estou relendo essa maravilha,pq a gente pode

  • biafangirl Postado em 01/05/2016 - 14:35:07

    Melhor fanfic!!! Amei demais!!!

  • janaynafarias Postado em 10/03/2016 - 20:30:58

    Amore comecei acompanhar essa fic e sinceramente amei, rir, chorei e me emocionei.Q fique foda cara.muito boa Parabéns flor maravilhosa amei.



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