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Fanfic: Relação Extraconjugal [revisada] | Tema: Rebelde


Capítulo: Capítulo 58

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Ele ficou muito feliz por ouvi-la falar isso, ele se esforçava muito para ser um bom pai e lhe deixava radiante saber que não estava desagradando-a.


— Obrigado. — ele suspirou, contendo um sorriso. — Você também é uma boa mamãe.


Os dois sorriram.


— Deixa eu adivinhar... — ela franziu a sobrancelha. — Mamãe te convidou para o jantar?


— É, e eu aceitei, por que estou morrendo de fome... Se importa?


— Não né. — riu. — Mas vai ter que me ajudar a dar banho nos gêmeos.


— Com prazer. — ele disse a mirando.


Alguns minutos depois Matheus chegou e viu que os dois enxugavam os bebês, pois tinham acabado de banhar.


— Dulce.


— Ah, oi Matt... — ela sorriu. — Entra!


— E esses garotões hein? — disse olhando os bebês que estavam agitados no trocador. Em seguida deu um beijinho em cada um. — Estão cheirosos.


— Eles estão é elétricos, olha como nós ficamos. — apontou a blusa que tinha algumas partes molhadas. — Ainda bem que Christopher estava me ajudando, senão teria sido muito pior.


— Fico feliz que eles estejam bem, ver você sorrindo de novo me alegra. — ele disse, feliz. — Vim me despedir de você, eu tenho que ir. — apontou a porta.


— Tão cedo? — ela fez um biquinho.


Christopher rolou os olhos disfarçadamente enquanto enxugava as perninhas do bebê com dificuldade, pois o pequeno não parava quieto.


— Pois é, amanhã cedo eu tenho que estar de pé... — ele apertou o nariz dela. — Mas venho te visitar a noite.


Dulce assentiu e ele lhe deu um selinho demorado, se despediu de Ucker e se foi.


— Você deve gostar muito desse cara. — Christopher disse, como se não quisesse nada.


— Verdade. — ela voltou a fazer o que estava fazendo com o bebê. — Você também deve gostar muito da sua namoradinha Leiloca.


Christopher quase ria, era engraçado quando Dulce chamava Leila daquela forma. Mas perdeu a vontade de rir ao lembrar-se da briga que tivera com a morena.


— Pois é. — disse sem muita empolgação.


— Sua alegria me comove. — a ruiva ironizou.


— Leila é uma pessoa legal, divertida, atenciosa... Gosto sim dela, mas não é amor de verdade. — ele a encarou.


A ruiva engoliu o seco e levantou o olhar para ele. Ficaram trocando olhares até um dos bebês começar a chorar, acabando com todo o clima.


— Unf! — Dulce reclamou baixinho encarando. — O que foi meu amor? — disse arrumando a fraldinha dele.


Christopher suspirou e voltou a ajudá-la com os bebês.


Depois que jantaram, Christopher ficou conversando com Blanca enquanto ele e Dulce faziam os bebês dormirem. Depois se despediu da ruiva e foi embora. Ultimamente estava adorando a relação que ele e Dulce estavam tendo. A ruiva estava calma e amigável. Esperava que continuasse assim durante um bom tempo.


Depois que Christopher foi embora, Dulce, aliviada por seus filhos estarem embaixo da sua asa outra vez, dormiu como um anjo.


 


¨¨¨¨


No dia seguinte. Christopher estava aproveitando o domingo no clube com Poncho e Christian.


— Quer dizer que você brigou com a Leila? — Poncho indagou.


— Pois é. — Christopher tomou um gole de sua caipirinha. — Leila estava me tirando do sério ontem e eu explodi.


— Está arrependido? — Christian riu.


— É claro que não cara. — rolou os olhos. — A culpada foi ela.


Os amigos riram e decidiram jogar uma partida de tênis. Ficaram um bom tempo jogando, quando Poncho interrompe.


— Olha ali cara. — apontou.


Christopher se virou para olhar e viu Leila encostada na grade. A morena o chamou com a mão e ele respirou fundo. Pediu um tempo aos amigos e foi até lá.


— Como soube que eu estava aqui? — perguntou a ela.


— Bem, você me disse que viria aqui com os meninos ontem. — ela suspirou. — Fiquei sabendo que seus filhos foram encontrados.


— Pois é. — ele assentiu. — Eu os encontrei ontem, um pouquinho depois que deixei você.


— Fico feliz! — ela assentiu e ele coçou a nuca. A morena engoliu o seco. — Amor... — ela fez um biquinho. — Vamos conversar vai?


— O que você quer que eu diga Leila? — ele indagou. — Eu não gosto de mulheres ciumentas demais. Me sufoca.


— Me perdoa! — ela pediu. — Eu não posso evitar, quando te vejo perto dela me dá muito ciúme, ela é linda e tem dois filhos seus.


— Leila, eu sempre fui muito claro com você, você sempre aceitou o fato de eu ser pai de gêmeos com outra, qual é a sua agora?


— Foi só um momento. — ela disse. — Eu não queria falar daquele jeito, eu sei que fui infantil e imatura. Mas eu te amo, entende pomposo.


Ele suspirou, e a encarou. Ela parecia arrependida.


— Tudo bem. — ele sorriu e ela deu um gritinho.


— Ah amor. — ela deu um beijo nele. — Te amo.


Christopher a abraçou e suspirou. Não estava pronto pra dizer que também a amava, por isso preferiu ficar calado. Não iria iludi-la dizendo mentiras.


Naquele dia, Christopher passou à tarde com Leila e os amigos no clube, à noite antes de irem jantar, levou a namorada para ver os filhos, já que a morena queria visitá-los, alegando que também estava com saudades deles. Christopher ficou todo alegre por ver que ela tinha certo interesse nos bebês.


Quando chegaram lá, Dulce não estava em casa, tinha saído com Matheus. Ele ficou com certo receio, mas decidiu ignorar isso. Se Dulce estava feliz com Matheus, ele também cuidaria de viver sua vida sem se meter na dela. Ficou um tempo com os pequenos e depois foi jantar com Leila.


 


¨¨¨¨


Os meses foram passando, e as coisas estavam indo de vento em popa, os bebês crescendo saudáveis, aprendendo a andar, e estavam com um aninho e quatro meses. Os dois eram a alegria da casa.


Dulce continuava com Matheus e os dois já estavam planejando dividir o mesmo teto. Christopher ficou frustrado com a notícia, inclusive quando descobriu tal fato passou a noite inteira bebendo, sem dúvidas foi muito difícil pra ele aceitar que a mulher de sua vida iria praticamente se "casar" com outro. 


Depois de muito sofrer com sua dor de cotovelo, decidiu que esqueceria Dulce de uma vez por todas! Não podia continuar amando uma mulher que não o queria, tendo uma garota perfeita ao seu lado, não isso não estava certo! Dulce deu um rumo em sua vida? Ótimo ele também daria.


Dulce por sua vez, estava se sentindo feliz com a decisão que tomara. Matheus era perfeito com ela, era um homem perfeito e ela estava cada dia mais apaixonada por ele. Era uma relação totalmente diferente da que tinha com Uckermann, agora ela era a oficial, não a outra. E isso a deixava feliz, pois gostava de ser a oficial. Estava arrumando tudo para que se mudassem, não queria casar com ele, apenas morar junto. Ela não gostava dessas frescuras de casamento.


 


Em um domingo à noite. Dulce estava vendo um filme com Matt.


— Aonde vamos hoje? — ele perguntou acariciando os cabelos dela.


— Não sei se quero sair amor. — ela fez um biquinho.


— Porque linda? — ele perguntou confuso. — Os bebês não estão com o Ucker?


— Não, é que eu estou com um pouquinho de cólica desde cedo. — ela disse, dengosa. — Mas se você quiser ir, sem bronca. — piscou.


— Que nada, eu também não estava muito afim. — deu um beijinho nela. — Só que eu vou ter que levar o pessoal lá, dar uma caroninha. — piscou.


Dulce riu.


— Está com preguiça de dar uma carona para o seu irmão?


— Muita... — ele deu um sorriso. — Não quero ir. — fez um biquinho. — Quero ficar aqui com você.


— Toma vergonha amor... — ela deu um pedala nele. — Você disse que ia levar eles, então vai levar.


— Calma, não está mais aqui quem falou senhorita mau humor. — apertou o nariz dele.


— Senhorita TPM. — corrigiu. Ele riu.


Ficaram vendo filmes e namorando até tarde da noite, quando o irmão de Matheus ligou dizendo que já estavam esperando por ele. Assim que ele saiu Dulce pegou o telefone para ligar para Christopher. No segundo toque Leila atendeu.


— Leiloca, cadê o Ucker? — a ruiva disse.


— Está aqui. — a morena rolou os olhos e passou para o namorado.


— Fala Dulce. — ele disse enchendo a boca de pipoca.


— E então? Como estão as coisas? — disse olhando as unhas. — Os gêmeos já estão dormindo?


— Ainda não, estão aqui brincando no tapete. — o loiro sorriu ao ver os filhos engatinhando. — Não papai, não põe na boca. — tirou o pequeno apito da boquinha dele.


— Ucker, já era pra eles estarem na cama. — Dulce disse, abaixando o volume da TV.


— Não seja malvada, eles estão se divertindo muito. — disse pegando o loirinho que estendia os bracinhos para o pai. — Não é campeão? Fala com a mamãe. — pôs o telefone na boca dele.


— Mamã? — disse alvoroçado, olhando o pai.


— Meu filho, isso é hora de você estar acordado? — ela não evitou sorrir.


Escutou as risadinhas dele. O pequeno pediu para descer e o pai o colocou no chão outra vez.


— Ele não quer mais falar. — Christopher disse. — Juro pra ti que já os coloco na cama.


— Olha lá hein Ucker? — ela rolou os olhos. — Mas tarde eu ligo de novo.


Despediu-se de Christopher e desligou. Ficou esperando Matheus chegar. 


 


O tempo foi passando e já estava ficando impaciente com a demora. Já tinha mais de três horas que ele tinha saído, ligava e caia na caixa postal.


— Ah, mas aquele filho de uma égua vai me ouvir. — cerrando os punhos, irritada por ter que ir dormir sozinha quando ele disse que ficaria com ela.


 


Já estava babando no travesseiro quando o seu celular tocou. Era um número desconhecido.


— Quem é o inútil que está me ligando às quatro da manhã? — irritou-se ainda mais. — Puta que pariu. — atende. — Que seja muito importante! — com os olhos fechados.


— Dulce? — a ruiva reconheceu a voz, era Vinícius, irmão de Matheus.


— Vinícius? Cadê o inútil do seu irmão? Ele me deixou plantada a noite inteira!


— Dulce. — a voz dele parecia abatida. A ruiva se preocupou e sentou-se, ligando o abajur. — Aconteceu uma desgraça. — o homem danou-se a chorar deixando Dulce completamente em pânico.


— Vinícius fala logo caralho! — disse nervosa.


— Dulce, o Matheus sofreu um acidente de carro e foi feio ruiva, acho que ele não vai escapar.


Dulce ficou em choque.


— O que? — ela perguntou, ainda sem compreender. — Mas quando? Como foi isso? — pôs a mão na boca, ouvindo os choros de Vinicius.


Naquele momento seu coração se comprimiu e ela sentiu as suas lágrimas escorrendo.


— Dulce, eu não vou conseguir explicar por telefone. — o homem disse. — Mas vem para o pronto socorro, fazendo o favor.


— Claro, só me passa o endereço. — disse chorando. — Rápido Vinícius! — impaciente.


Vinicius lhe deu o endereço e a ruiva rapidamente se arrumou, seu desespero era tanto que estava deixando cair varias coisas no chão. Não demorou e a porta do seu quarto se abriu.


— Minha filha? — Blanca entrou no quarto e se assustou ao ver a filha chorando. — O que houve Dulce?


— Matheus sofreu um acidente mãe... — ela disse aos prantos enquanto buscava a chave de seu fusquinha. Onde aquela droga tinha se metido?


Blanca arregalou os olhos.


— Mas como assim? — disse em choque. — Como isso aconteceu? — pôs a mão na boca.


— Não sei, mas eu tenho que ir... — não explicou e desceu as escadas correndo. — Eu preciso ir vê-lo.


— Dulce? — Blanca disse nervosa. — Você não está em condições de dirigir minha filha! — ia atrás da menina. Estava preocupada, pois Dulce estava tremendo demais para pegar um trânsito. — Dulce! — berrou, mas não adiantou, Dulce já estava dentro do fusca, lutando para ligá-lo.


— LIGA DROGA! — ela berrou e o carro ligou. — Abre o portão pra mim mamãe. — gritou.


Blanca suspirou e fez o que a filha pediu, em seguida se agachou na janela do carro.


— Me mande noticias filha, eu vou rezar por ele. — fez o sinal da cruz na ruiva, que assentiu.


Dulce saiu e Blanca tratou de avisar ao marido do ocorrido, Fernando ficou em choque.


No caminho, Dulce dirigia nervosa. Matheus não podia morrer, não podia abandona-la. Sentia as lágrimas quentes caindo pelo seu rosto e agradecia pelo fato dos gêmeos estarem com o pai.


 


Não demorou e chegou ao hospital. Pediu informações na recepção e logo viu Geyse, namorada de Vinícius por ali, a loira tinha olhos vermelhos, provavelmente pelo choro.


— Dulce, ainda bem que você chegou. — Geyse verdadeiramente agradeceu aos céus.


— Como ele está, Gê? — Dulce perguntou enquanto caminhavam pelo corredor.


— Está muito mal Dulce... — disse negando com a cabeça. — Foi tão de repente.


As duas atravessaram o corredor e encontraram Vinícius, estava com a cabeça baixa ao lado de outro rapaz que aparentava ter a mesma idade, provavelmente eram amigos.


— Vinícius! — ela chamou olhando ao redor. — Onde está o Matt? Cadê ele?


— Dulce... — ele suspirou, brincando com os dedos, sem olhá-la. — A situação está complicada olha... — fungou.


A ruiva caiu no choro e Geyse a abraçou.


— Como isso aconteceu? — ela perguntou aos soluços.


— Ele deixou a gente na porta da boate e seguiu a rua direta, nós ainda vimos de longe o carro batendo em outro e capotando quatro vezes. — o cara desconhecido falou. — Parece que o outro motorista estava bêbado.


— Droga! — ela praguejou. — Malditos bêbados! Maldita bebida! — socou a cadeira. — Foi ao menos preso?


— A polícia levou pra delegacia. — Vinicius assentiu. — Iam fazer teste do bafômetro e exames pra ver se estava com droga no sangue. — foram interrompidos pelo médico, que se aproximou. Vinícius levantou-se e encarou o médico.


— Como está o meu irmão doutor? — ele perguntou. — Ele está vivo?


O doutor os encarou, sério e suspirou descendo os olhos para a prancheta.


— É o irmão de Matheus Carvalho? — todos assentiram. O doutor respirou fundo. — A situação do seu irmão está muito delicada rapaz... Os vidros do para—brisa perfuraram o pulmão e o fígado dele com brutalidade, até agora ele teve duas paradas cardíacas e não reagiu bem ao medicamento, o sangue é raro e ele está respirando com a ajuda de aparelhos.


— Não... — Dulce pôs a mão no rosto. — Droga! — chorando. — Qual é o sangue dele?


— O negativo. — o doutor suspirou.


— Vocês não conhecem ninguém com esse tipo de sangue? — Dulce perguntou ao irmão dele.


Vinícius apenas negou, aos prantos.


— Nós podemos vê-lo? — Vinicius perguntou.


— No momento não... — o doutor anotou algo na prancheta. — Ele está inconsciente. Enfim, qualquer coisa eu venho avisá-los. Eu preciso ver outros pacientes. — saiu.


— E agora? — Vinicius perguntou, mas pra si mesmo do que para os outros. — Como eu vou chegar na mamãe e contar essa desgraça? — perguntou ao amigo. — Como velho? — chorou outra vez.


O amigo o abraçou pelo ombro.


— A tia Neide ainda não sabe? — Dulce arregalou os olhos. Vinicius negou. — Oh céus, ela tem o direito de saber.


— Eu sei, mas cadê a coragem pra ligar e falar? — Vinicius riu sem vontade alguma.


— Cara, eu ligo pra ela. — o amigo disse.


— Faria isso?


— É claro que sim. — assentiu e pegou o celular, se afastando. — Já volto.


Vinícius coçou a nuca, um tanto atordoado.


— Minha mãe vai querer morrer. — ele sussurrou apreensivo. — O Matheus é louco por ela e ela por ele.


Dulce apenas abraçou o próprio corpo, podia imaginar o desespero que dona Neide sentiria, afinal também era mãe e se algo acontecesse a um de seus filhos ela morreria.


Alguns minutos depois o rapaz volta com o celular na mão.


— E então?


— Ela está vindo pra cá. — ele guardou o celular no bolso e encostou-se a parede. — Ficou louca. — disse fazendo um biquinho.


Vinicius negou com a cabeça e suspirou, podia imaginar como sua mãe teria ficado. Dulce pegou o celular, tinha que avisar à Anahí. Afastou-se um pouco e logo ouviu a voz sonolenta da loira.


— Que seja muito importante vaca... Se você não sabe, são cinco da manhã. — Anahí reclamou enquanto coçava a ponta do nariz.


— Annie... — Dulce disse com a voz tremida, voz essa que Anahí conhecia bem.


— O que foi Dulce? Está tudo bem? — ela perguntou com certa preocupação.


— Annie, o Matt sofreu um acidente. — Dulce disse. — Estamos no hospital e ele está muito mal.


— Oh meu Deus! — Anahí pôs a mão na boca, horrorizada. — Mas em que hospital vocês estão? — disse se levantando, fazendo gestos para Poncho levantar também.


— No pronto socorro, anota aí o endereço... — ela disse o endereço e Anahí anotou em sua mente.


— Eu estou chegando aí. — ela desligou e tratou de se vestir.


 


¨¨¨¨


De manhã cedo, Christopher estava arrumando os bebês para levá-los de volta para a mãe.


— GABRIEL! — o loiro berrou ao ver o pequeno quase entrando no elevador. — Meu filho, pelo amor de Deus. 


O pequeno sentou e ficou encarando o pai com a mãozinha na boca. Christopher o pegou no colo. 


— O papai já pediu pra você ficar quietinho... — ele suspirou entrando novamente e fechando a porta, já tinha falado mil vezes para Leila fechar a porta depois de sair, mais parecia entrar por um ouvido e sair por outro. — Fica aqui com o seu irmão enquanto o papai termina de pôr a gravata. — o colocou no chão.


Gabriel voltou a engatinhar por ali e logo tratou de procurar outra coisa pra se distrair, agora o alvo era a revista de esportes do pai. Christopher saiu já com a gravata posta e viu o filho destruindo sua revista, rolou os olhos.


Gabriel era uma criança muito hiperativa, ele usava essa palavra pra não dizer aquela outra, denominada "pestinha", afinal o pequeno sempre estava fazendo arte e aprontando alguma, quando não estava batendo em Matheus (irmão), estava atracado nos cabelos de Leila, ou destruindo tudo o que via.


Ao contrário do irmão, que brincava apenas com os próprios brinquedos, Gabriel colocava na boca tudo o que via pela frente e sempre quebrava tudo. Tinha herdado todo o gênio de Dulce.


Já Matheus era calmo e comportado (dentro do limite) às vezes aprontava alguma, mas não era como Gabriel. Gabriel era algo fora do normal. Saiu de seus devaneios ao ouvir o celular tocar. Viu que era Dulce e atendeu prontamente.


— Alô.


— Ucker? — ela disse. Ele estranhou a voz dela, estava parecendo abatida.


— Dulce, está tudo bem? — ele perguntou preocupado. — Sua voz me parece mal.


— Não Ucker, está tudo péssimo. — ela suspirou. — O Matt sofreu um acidente.


Christopher arregalou os olhos e logo ouviu o choro da ruiva do outro lado da linha.


— Dulce, mas como isso aconteceu? — ele perguntou um pouco atordoado.


— Acidente de carro Ucker... Um maldito bêbado bateu no carro dele e ele capotou. — ela sussurrou. — Ele está muito mal e pode morrer.


— Minha nossa. — ele pôs a mão na testa. — Onde você está? Eu posso ajudar em alguma coisa?


— Eu não sei... — ela negou com a cabeça, enxugando as lágrimas. — Eu estou no pronto socorro, eu estou com medo que ele morra Ucker... — disse com a voz embargada. Ele sentiu um nó na garganta.


— Ele não vai morrer querida... Ouça, eu vou deixar os bebês com as meninas e vou até aí tudo bem? — ouviu um gemido do outro lado da linha. — Me diz em qual hospital você está?


Dulce disse o endereço e ele prometeu que chegava dentro de uma hora.


 


Antes passou na casa dela para deixar os bebês com as babás, sim agora eram duas, pois Dulce não dava conta sozinha dos dois anjinhos. Antes de ele sair, Gabriel teve uma crise de choros, pois não queria sair do colo do pai, mas Blanca conseguiu acalmá-lo e ele se aquietou.


Duas horas depois Christopher chegou ao hospital, pediu algumas informações na recepção e foi até o corredor indicado, encontrou Dulce assim que chegou


 



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Autor(a): ardillacandy

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A ruiva estava com uma aparência péssima, seus olhos estavam vermelhos e demostravam que ela não tinha dormido nada a noite. — Ucker. — ela se levantou e o abraçou forte, sentindo o cheiro dele. — Que bom que veio. — ela disse, ainda abraçada a ele. — Claro que vim. — ela o soltou e ele sorriu de leve e ...


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 4658



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  • annyvondy Postado em 09/05/2020 - 10:26:37

    Fic incrível que amo e que sempre voltou aqui pra ler.

  • lukinhasmathers Postado em 11/01/2019 - 11:38:18

    oi linda, aqui o se fã de suas históris. bom, gostei da história, no começo, mas depois teve mais relação deles com outras pessoas durante muito tempo e aí ficou chato, até que no final deu uma melhorada. poderia ter mais partes no final deles com os filhos, os gêmeos são demais kkkk

  • misterdumpet Postado em 18/07/2018 - 21:20:33

    Relembre a trajetória de Padre Guilherme. Um homem de bom coração que sempre seguiu um caminho de fé, porém pode ser acusado injustamente de pedofilia, devido a provas forjadas que foram feitas para lhe prejudicar. Para não ser preso e expulso da Igreja Católica, Guilherme terá que simular sua própria morte e assumir uma nova identidade, numa outra cidade, tendo uma esposa, num casamento conturbado e uma filha adolescente e revoltada. Mas os valores adquiridos não serão perdidos e no final das contas, em vez de Guilherme mudar, é ele que vai mudar a vida daqueles que estão ao seu redor, pois ele jamais se renderá ao DESVIO DE CONDUTA. Leia novamente esta saga em https://fanfics.com.br/fanfic/12089/desvio-de-conduta-terminada

  • miiranda Postado em 14/01/2018 - 19:05:07

    provavelmente eu já tenha lido essa história, mas cá estou eu novamente. :)

  • Srta_Olaf♥ Postado em 10/01/2018 - 16:18:28

    Amores passem na minha fic: https://fanfics.com.br/fanfic/52833/amarga-vinganca-vondy

  • Giullya Postado em 27/04/2017 - 00:29:36

    Oii,já faz uns 2 dias que terminei de ler,mais não tinha logado! Parabéns está fic eh mto boa,amei todos os capítulos! Jurei que eles ia se casar e tal Mais pelo menos ficaram juntos! Amei os gêmeos *-* que bom q a coelha liberou o caminho para o casal Vondy ficar junto!! Bjos!! <3

  • Girl Postado em 27/01/2017 - 10:16:47

    oie,poderiam dar uma passada nessa web? mt obg desde já https://fanfics.com.br/fanfic/55914/perdida-por-voce-vondy

  • AnaCantor/portillarbd Postado em 01/12/2016 - 22:08:03

    Mais uma vez em anos aqui estou relendo essa maravilha,pq a gente pode

  • biafangirl Postado em 01/05/2016 - 14:35:07

    Melhor fanfic!!! Amei demais!!!

  • janaynafarias Postado em 10/03/2016 - 20:30:58

    Amore comecei acompanhar essa fic e sinceramente amei, rir, chorei e me emocionei.Q fique foda cara.muito boa Parabéns flor maravilhosa amei.



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