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Fanfic: Relação Extraconjugal [revisada] | Tema: Rebelde


Capítulo: Capítulo 59

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A ruiva estava com uma aparência péssima, seus olhos estavam vermelhos e demostravam que ela não tinha dormido nada a noite.


— Ucker. — ela se levantou e o abraçou forte, sentindo o cheiro dele. — Que bom que veio. — ela disse, ainda abraçada a ele.


— Claro que vim. — ela o soltou e ele sorriu de leve e cheirou os cabelos dela. — Me atrasei por que o Gabriel começou com aquela pirraça dele. — ele disse e Dulce negou com a cabeça.


— Como eles dormiram? — Dulce sorriu pela primeira vez desde que chegou ao hospital.


— Muito bem, acordaram apenas para mamar, como sempre. — ele disse tirando o paletó, pois ali estava um pouco abafado. Ela sentou e ele sentou ao lado dela. — Por que não me conta o que aconteceu?


Dulce assentiu e contou tudo para o loiro. Christopher ficou muito triste com a situação, qualquer um em seu lugar ficaria feliz com a notícia que Matheus podia morrer, mas ele não. Não sentia prazer nenhum naquilo, Matheus sempre fora muito gente boa com ele e tratava seus filhos e Dulce muito bem. Não desejaria sua morte nunca.


— E para piorar o sangue dele é um tipo raríssimo, não tem estocado. — ela terminou.


— E qual é o tipo de sangue dele? — Christopher coçou a nuca.


— O negativo. — ela suspirou.


Christopher arregalou os olhos.


— Sério? — ele perguntou e Dulce assentiu. — Esse é o meu tipo de sangue. — ele sorriu e Dulce arregalou os olhos.


— Você tem certeza? — ele assentiu. — Oh meu Deus, você doaria um pouco do seu sangue? — perguntou com os olhos esperançosos.


Christopher sorriu de leve e não pensou duas vezes.


— É claro que sim. — ele abriu um sorriso lindo e Dulce também sorriu com os olhos brilhando.


Dulce o abraçou forte, não estava acreditando que Christopher doaria seu sangue para Matt. Era uma atitude muito digna da parte dele e ela jamais esqueceria.


 


Depois de tudo resolvido Christopher conversou com o doutor que ficou feliz por terem conseguido alguém para doar o sangue. A família de Matheus estava um pouco mais aliviada, mas sabia que ainda tinha riscos. Christopher fez alguns exames rápidos, para ver se ele realmente tinha condições para fazer a doação e tudo estava em ordem.


Em seguida tirou o sangue e a transfusão foi feita. Assim que o doutor saiu da sala todos já estavam enchendo o profissional de perguntas.


— E então doutor? Meu filho vai ficar bem? — disse a mãe de Matheus.


— Ei, vamos com calma... — o doutor enfatizou. — Não vou iludi-los, ainda tem muitos riscos, Matheus ainda está muito fragilizado e o organismo dele não está respondendo a nada... Portanto vamos ter paciência e vamos ver o que vai acontecer agora depois da transfusão.


Todos se entreolharam.


— Agora eu preciso ir, com licença. — se retirou.


Neide se pôs a chorar, estava morrendo de medo de perder seu filho e Dulce estava morrendo de pena dela, devia ser uma dor horrível pra uma mãe. Se ela que era namorada estava a ponto de enlouquecer quanto mais a mãe. Christopher a chamou em um canto.


— Dulce, eu preciso ir agora, tenho que entregar uns documentos que o meu pai organizou, se eu não for ele arranca o meu couro, mas assim que der eu volto pra cá, ok? — Christopher disse botando o paletó nos ombros.


— Valeu por tudo Ucker. — ela o encarou. — Obrigado por ter doado um pouco do seu sangue para ele. — deu um sorrisinho de canto.


— Eu adoro te ver sorrir sabia? — ele apertou o queixo dela. — Pra ver o seu sorriso no dia de hoje eu seria capaz de doar todo o meu sangue se fosse possível.


Dulce sorriu e o abraçou outra vez. Não sabia se era carência por toda aquela situação, mas estava gostando de tê-lo ao seu lado naquele momento.


Assim que Christopher se foi, o doutor retorna.


— O paciente acordou, parece que a transfusão o ajudou a respirar melhor. — ele disse e todos comemoraram. — Contudo, não é querendo ser estraga prazeres, mas ele continua em uma situação delicada. — todos encararam o medico. — Implorou para ver a mãe, o irmão e a namorada. — o medico suspirou.


Dulce, Vinicius e Neide se entreolharam.


— Vou deixar vocês entrarem de um por um, por que esse é um caso especial... — o medico indagou. — Quem vai primeiro?


— Vai lá mamãe. — Vinicius pôs a mão no ombro da mãe, que assentiu. Dulce sorriu concordando.


— Então eu vou primeiro. — Neide engoliu o seco, não estava preparada pra ver seu filho, que sempre esbanjara saúde em uma cama de hospital. Mas ela precisava vê-lo, senão enlouqueceria.


A mulher seguiu o médico e vinte minutos depois voltou, morrendo de chorar.


— Droga, o meu filho está morrendo. — ela disse aos prantos e Dulce a abraçou.


— Não fala isso tia. — ela pediu. — Não fala bobagens, ele não vai morrer!


— E então? — o doutor veio logo atrás. — Quem é o próximo?


— Eu posso ir Dulce? — Vinicius perguntou e Dulce assentiu, ainda abraçada com Neide.


Vinicius foi com o médico e Dulce ajudou Neide a sentar. Depois pegou um copo de água para a mulher.


— Tenta se acalma um pouquinho tia. — ela sentou ao lado da mulher. — O Matt vai ficar bem, como se a senhora não conhecesse ele. — tentou se convencer.


— É por que você não o viu, ele está muito mal. — negando com a cabeça. — Até se despediu de mim alegando que me amava e que não queria me ver triste.


— Pense positivo! — tentou alegra-la em vão, pois a mulher só chorava.


Vinicius saiu exatamente quinze minutos depois, se encostou na parede e passou a mão no rosto. Dava para notar que ele estava muito tocado. Logo em seguida caminhou até as duas.


— Dulce ele quer te ver. — sentou e abaixou a cabeça.


O doutor apareceu no corredor e chamou a ruiva. Dulce se levantou e o acompanhou.


 


Quando entrou na sala viu Matheus deitado na cama, cheio de aparelhos, ela não segurou as lágrimas.


— Dulce... — ele tentou sorrir. — Vem aqui, eu não mordo. — ele dizia imóvel, parecia uma estátua.


Ela se aproximou e pode ver que ele estava muito pálido.


— Matt. — ela disse baixinho. — Não fala, por favor. — ela pediu.


— Dulce, eu acho que... — pausa. — Eu estou indo embora. — ela negou com a cabeça sem parar de chorar.


— Não... — negou dando um selinho nele. — Que bobagem meu amor.


— Eu estou morrendo... — ele fez uma careta de dor. — Eu sinto.


— Para de falar bosta Matheus... — disse nervosa. — Você não vai morrer e pronto!


— Promete uma coisa pra mim? — ele perguntou, ignorando o que ela tinha dito.


Ela sequer conseguia falar, ele estava péssimo e falando um monte de merda, definitivamente ele não podia morrer.


— Você não vai morrer caramba! — ela disse firme.


— Eu vou sim... — deu um sorriso fraco. — Me promete que você vai ser feliz?


— Sem você eu não vou ser feliz. — ela negou, coçando a ponta do nariz. — Você é a única pessoa que me aceitou do jeito que eu sou e eu te amo.


— Eu também amo você Dulce... — ele tossiu e em seguida gemeu de dor, parecia que tossir machucava muito, Dulce ficou com o coração apertado. — Dulce... — pausa. — Eu vou embora, mas eu quero que você saiba, que você me fez muito feliz durante esses quase dois anos que a gente ficou juntos. — ele dizia com os olhos semicerrados. Ela chorava. — Você é a garota mais incrível que eu já conheci. É linda e autêntica. Eu estou indo, mas eu quero que me garanta que vai ser feliz com um cara que te mereça e de onde eu estiver eu vou estar te cuidando... — tossiu outra vez.


— Matt para com isso, por favor... — soluçando. — Para Matt!


— Dulce eu vou morrer! — ele disse um pouco alto. — Eu quero que você siga sua vida! Mas também quero que se lembre de que um dia... Um cara te amou muito, muito Dulce... Você foi a mulher da minha vida e eu sempre soube disso. Eu fui muito feliz com você, você me fez o cara mais feliz do mundo. — pausa. — Dulce, promete... — ele pediu ficando vermelho. — Promete Dulce!


— Prometo.


Ele começou a se debater com os olhos bem abertos. Ela deu um grito estrondoso.


— MATT! — berrou. O doutor chegou correndo com duas enfermeiras e pediu pra ela se afastar. — Não meu amor... — disse afastando um pouco.


Seu olhar era de pânico, nunca na vida tinha visto ninguém morrer e era extremamente doloroso presenciar aquilo com uma pessoa que você amava. O doutor fazia massagem, mas parecia que não estava adiantando.


— Matheus! — ela berrou.


Depois de alguns minutos o doutor encarou as duas enfermeiras e o paciente desacordado. Em seguida encarou Dulce, que chorava abraçando o próprio corpo.


— Senhorita... — respirou fundo, tirando os óculos. — Eu lamento, mas ele faleceu.


Dulce pôs a mão na boca e negou com a cabeça.


— NÃO! — ela se negava a acreditar. — Matt! — se aproximou do namorado. — Acorda carinho! — disse segurando com força a roupa de hospital que ele usava e lhe sacudindo como podia. — Acorda! — berrou. — ACORDA MATHEUS! Não pode me deixar aqui, não pode! — ela o abraçou. — Não me deixa... — sussurrou sentindo o cheiro dele. — Por favor...


As enfermeiras a contiveram e a afastaram de Matheus.


— Dê a noticia aos familiares, eu vou enviar o corpo para o necrotério. — o doutor disse e a enfermeira assentiu saindo com Dulce, que chorava como nunca.


Ele cobriu o corpo de Matheus, com pesar, enquanto botava os óculos outra vez. Um jovem tão novo com todo o futuro pela frente. Realmente para morrer bastava estar vivo.


O resto do dia foi repleto de muita dor e tristeza. Ninguém estava acreditando que Matheus estava morto, era um golpe muito duro de aceitar. Quando Christopher voltou e lhe contaram que Matheus tinha morrido ele ficou em choque, e resolveu ficar ao lado de Dulce o resto do dia, afinal ela estava muito fragilizada.


 


¨¨¨¨


À noite ele conseguiu convencer a ruiva a dormir um pouco e disse que levaria os bebês e cuidaria deles. Dulce o agradeceu e chorou mais um pouco, logo estava dormindo. Christopher a olhou com tristeza, era duro vê-la daquela forma.


— Pode ir Ucker... — Anahí suspirou. — Eu fico com ela, você tem que levar os bebês para botá-los pra dormir.


— Você tem razão... Qualquer coisa você pode me ligar. — ele disse e a loira assentiu.


— Amanhã você vai ao velório? — ela perguntou.


— Claro, eu vou dar uma passada lá. — ele suspirou.


Aquilo era tão estranho, Matheus era uma cara tão cheio de vida e agora estava morto. A vida era realmente curiosa.


— Cuida da Dulce.


— Tchau. — ela sentou ao lado da ruiva e Christopher saiu.


O loiro despediu-se de Blanca e pegou os gêmeos.


— Obrigado por tudo o que fez pela Dulce hoje, querido. — Blanca disse enquanto ele arrumava os bebês na cadeirinha do carro.


— Não tem que me agradecer Blanca. — ele deu de ombros. — Dulce está mal e eu só fiz o que qualquer pessoa faria... Eu espero que amanhã ela acorde melhor. — desejou verdadeiramente.


— Eu também. — ela sussurrou.


— E, por favor, diga para a Nádia e a Betina irem trabalhar amanhã na minha casa. É provável que os gêmeos fiquem lá durante essa semana.


— Claro querido, eu posso passar lá para ver eles?


— É claro Blanca. — ele sorriu e se despediu da mãe de Dulce. Logo depois foi embora.


 


¨¨¨¨


No dia seguinte, Dulce acordou e viu Anahí dormindo ao seu lado. Fechou os olhos e tudo veio a tona novamente, lembrou que Matheus não estava mais ali e sentiu seu coração doer. Tinha sonhado com ele durante boa parte da noite. 


Queria tanto que ele estivesse com ela, por que tinha que ser daquele jeito? Não tinha ânimo para se levantar e não estava com fome, resolveu deitar outra vez e tentar dormir. E depois de um tempo conseguiu por fim pegar no sono outra vez.


 


Mais tarde acordou e viu Anahí entrando no quarto.


— Te acordei? — ela perguntou parada na porta.


— Não, eu acordei sozinha. — ela coçou os olhos.


— E como você se sente? — a loira sentou ao lado da amiga.


Dulce suspirou e mordeu o lábio olhando para o teto.


— Pior impossível. — ela disse descendo o olhar para Anahí e caindo no choro outra vez. — Eu estou me sentindo muito mal... Eu estou muito angustiada, muito mesmo.


— Onw amiga. — ela a puxou para um abraço. — Não faz assim. — mordeu o lábio. — Eu entendo o que você está sentindo, quando eu perdi meu pai foi muito difícil, mas temos que seguir adiante. A vida continua.


— Minha vida é uma merda. — ela disse encarando Anahí aos soluços. — Sabe o que é uma merda? — indagou abraçando seu ursinho de pelúcia.


— É claro que eu sei, mas sua vida não é uma merda! Você não deve pensar assim... Matheus não gostaria de ver você dessa forma Dulce.


— É claro que é uma merda! — berrou. — E foi só eu abrir meu coração para esse tal de amor de novo que mais uma vez eu tomei no cu... Olha como eu estou agora? — apontou pra si mesma. — Sempre Annie, sempre que eu tento ser feliz com um cara eu acabo sofrendo. Primeiro foi o Uckermann, que me iludiu todo aquele tempo, me engravidou e partiu meu coração em mil pedaços. E agora que eu estava começando a esquecer dele com um cara que sempre me amou e me respeitou, que sempre foi um amor de pessoa comigo, acontece isso! Eu acho que eu não nasci pra ser feliz. — negou com a cabeça.


— Dulce, você sabe que não é assim. — Anahí suspirou. — Você precisa confiar em si mesma... Se isso aconteceu é por que não era pra ser. O destino tem outros planos para a sua vida, você só precisa ter paciência.


— Desde quando virou uma guru com essas palavras de consolo? — ela enxugou as lágrimas.


— Bom, algumas coisas minha mãe falou quando meu pai morreu. É claro que perder um pai não é como perder um namorado, eu não transava com meu pai... Mas acho que serve do mesmo jeito.


Dulce não evitou rir, Anahí só podia ser doente.


— Que bom que sorriu. — a loira disse a abraçando de lado. — Você vai para o velório?


— Não. — Dulce negou com a cabeça. — Eu não vou aguentar ver o Matt dentro de um caixão. — ela deu um sorriso forçado. — Eu quero lembrar dele cheio de vida e alegre como sempre. — limpou a lágrima que caia. — Ai Annie, minha vida nunca mais será a mesma. — começando a chorar outra vez.


— É, eu já imaginava que você não iria querer ir. — Anahí assentiu. — É complicado mesmo.


— Christopher levou o Biel e o Matt?


— Levou... Ele disse que iria cuidar deles enquanto você se recupera. — a loira deu um sorrisinho. — Ele foi um amor ontem não é?


— Christopher sempre foi um amor de pessoa... — ela suspirou. — O típico lobo na pele de cordeiro, se você soubesse como aquela carinha linda consegue esmagar o coração de uma mulher, você nem se aproximava dele. — deu um risinho.


— Deu medo. — Anahí rolou os olhos. — Dá pra ver que ele arrasta um bonde por você.


— Anahí, por favor, não vem querer me jogar pra cima do Ucker, eu não quero mais namorar... Eu só sofro.


— Vai viver sem fazer sexo pra sempre? — perguntou confusa.


— Vai se fuder Anahí, eu estou de luto, dá pra respeitar? — disse dando um pedala na loira e deitando na cama.


— Foi mal. — Anahí indagou e ficou tentando entretê-la mais um pouco.


 


¨¨¨¨


Mais tarde na casa de Ucker.


— Prontinho. — ele dizia para as babás. — Eu já comprei tudo o que os bebês vão precisar, e as coisas estão lá na cozinha.


As duas assentiram e ele foi até o filho que estava em pé no berço enquanto o outro ainda dormia.


— Ei filhão, se comporta viu?


— Na! — o pequeno pôs a mãozinha na boca e negou com a cabeça. Christopher fez um biquinho, pois na significava não.


— Olha lá Matheus você é o mais comportado, não faça isso com o papai, filho. — deu um beijinho no pequeno. — Vem aqui campeão. — pegou ele no colo. — Eita que você está crescendo rápido demais. Não é? — sorriu e beijou a cabeça dele. — Agora se comporte e não dê muito trabalho pra Betina e para Nádia viu? — o celular do loiro tocou. Ele enfiou a mão no bolso da calça e puxou o aparelho, era Leila. — Oi Leila.


— Ucker? Cadê você?


— Estou em casa. — ele disse botando o filho no chão para brincar. — Algum problema.


— Não, eu pensei que você estava lá no velório do cara... Não disse que ia? — ela indagou olhando as unhas.


— Eu vou sim, já estou saindo de casa, você quer ir comigo?


— É claro, passa aqui para me buscar. — ela disse prontamente não ia permitir que ele ficasse agarrado em Dulce o velório inteiro.


Conhecia o tipo de mulher que Dulce era e sabia que a ruiva estava esperando o momento mais oportuno para dar o bote.


— Tudo bem, eu estou a caminho. — ele desligou. — Eu preciso ir. — ele disse as meninas. — Ah e cortem as unhas do Gabriel, ontem ele arranhou o pescoço da Leila com tanta força que sangrou. — foi até o berço e beijou o pequeno adormecido. — Daqui a pouco a Dulce deve ligar... — o celular dele tocou outra vez e ele viu que era ela. — Falando nela. — sorriu e atendeu. — Oi Dulce.


— Ucker. — ela disse com a voz um pouco embargada. — Como estão meus filhos?


— Eles estão bem. — olhando Matheus no chão, que caminhava desajeitado até os brinquedos. — Estão muito bem Dulce, e você como acordou?


— Péssima. — ela suspirou. — Eu preciso de um tempo sozinha e eu agradeço por você ter levado os gêmeos, no momento eu não estou com cabeça e nem capacidade para ser mãe.


— Eu entendo. — ele mordeu o lábio. — Você não vai ao velório?


— Não, eu... — pausa. — Eu não quero ir... Eu não quero vê-lo lá, jogado em um caixão.


— É o melhor. — ele assentiu.


— Você vai?


— Sim, eu vou passar lá, já mandei entregarem um coroa de flores e agora estou indo até lá.


— Tudo bem. — ela deu um sorriso sem vontade. — Eu preciso desligar, mais tarde eu ligo de novo e qualquer coisa com os bebês pode me telefonar.


— Não se preocupe... Eu só quero que descanse e fique bem.


— Valeu! Tchau Ucker! — desligou.


Ele suspirou e olhou para o telefone, era tão estranho ver Dulce assim. Ele sempre foi acostumado a vê-la zoando todo mundo e com o humor nas alturas. De alguma forma lhe doía vê-la assim, ver como ela estava sofrendo com a partida de Matheus lhe deixava um pouco perturbado. Saiu de seus devaneios quando ouviu a voz da babá.


— Ucker? — berrou. Ele a encarou confuso.


— O que foi Betina?


— A Dulce está melhor? — a mulher perguntou.


— Não, eu acho que ela não vai melhorar agora. — ele suspirou tristemente. — Esse tipo de dor só o tempo é capaz de curar. — disse pegando o paletó e botando nos ombros. — Estou indo, se cuidem! — saiu.


 


¨¨¨¨


Dois dias depois. Dulce acordou de repente, tinha tido outro sonho com Matheus, mas dessa vez fora um sonho diferente dos outros. Nos outros ela sempre sonhava com ele sofrendo na cama do hospital antes de morrer, mas dessa vez ela sonhou com ele sorrindo e correndo atrás dela em um grande gramado, como se fossem duas crianças.


 


— Você não é assim Dulce. — ele disse tocando a mão dela. — Você é uma mulher cheia de vida, e é assim que eu quero que você continue. Eu estou bem e estou feliz aqui, eu quero que pare de chorar por causa de mim!


 


Ela sorriu em meio às lágrimas ao lembrar-se das palavras dele no sonho, era a única parte da conversa que ela lembrava. A outra parte fora apagada de sua memoria como senão existisse. Ela sabia que ele estava bem e o sonho foi um sinal, mas a saudade era demais, era impossível esquecer. Levantou-se e tomou um banho demorado, se vestiu e desceu.


 


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Autor(a): ardillacandy

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 4658



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  • annyvondy Postado em 09/05/2020 - 10:26:37

    Fic incrível que amo e que sempre voltou aqui pra ler.

  • lukinhasmathers Postado em 11/01/2019 - 11:38:18

    oi linda, aqui o se fã de suas históris. bom, gostei da história, no começo, mas depois teve mais relação deles com outras pessoas durante muito tempo e aí ficou chato, até que no final deu uma melhorada. poderia ter mais partes no final deles com os filhos, os gêmeos são demais kkkk

  • misterdumpet Postado em 18/07/2018 - 21:20:33

    Relembre a trajetória de Padre Guilherme. Um homem de bom coração que sempre seguiu um caminho de fé, porém pode ser acusado injustamente de pedofilia, devido a provas forjadas que foram feitas para lhe prejudicar. Para não ser preso e expulso da Igreja Católica, Guilherme terá que simular sua própria morte e assumir uma nova identidade, numa outra cidade, tendo uma esposa, num casamento conturbado e uma filha adolescente e revoltada. Mas os valores adquiridos não serão perdidos e no final das contas, em vez de Guilherme mudar, é ele que vai mudar a vida daqueles que estão ao seu redor, pois ele jamais se renderá ao DESVIO DE CONDUTA. Leia novamente esta saga em https://fanfics.com.br/fanfic/12089/desvio-de-conduta-terminada

  • miiranda Postado em 14/01/2018 - 19:05:07

    provavelmente eu já tenha lido essa história, mas cá estou eu novamente. :)

  • Srta_Olaf♥ Postado em 10/01/2018 - 16:18:28

    Amores passem na minha fic: https://fanfics.com.br/fanfic/52833/amarga-vinganca-vondy

  • Giullya Postado em 27/04/2017 - 00:29:36

    Oii,já faz uns 2 dias que terminei de ler,mais não tinha logado! Parabéns está fic eh mto boa,amei todos os capítulos! Jurei que eles ia se casar e tal Mais pelo menos ficaram juntos! Amei os gêmeos *-* que bom q a coelha liberou o caminho para o casal Vondy ficar junto!! Bjos!! <3

  • Girl Postado em 27/01/2017 - 10:16:47

    oie,poderiam dar uma passada nessa web? mt obg desde já https://fanfics.com.br/fanfic/55914/perdida-por-voce-vondy

  • AnaCantor/portillarbd Postado em 01/12/2016 - 22:08:03

    Mais uma vez em anos aqui estou relendo essa maravilha,pq a gente pode

  • biafangirl Postado em 01/05/2016 - 14:35:07

    Melhor fanfic!!! Amei demais!!!

  • janaynafarias Postado em 10/03/2016 - 20:30:58

    Amore comecei acompanhar essa fic e sinceramente amei, rir, chorei e me emocionei.Q fique foda cara.muito boa Parabéns flor maravilhosa amei.



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