Fanfics Brasil - Capitulo 31 Historias de Amor e Fantasma

Fanfic: Historias de Amor e Fantasma | Tema: Portiñon


Capítulo: Capitulo 31

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Maite prosseguiu tristemente.


--Eu até poderia dizer que espero que seja feliz mesmo que não seja comigo, mas não seria verdade. Estou sentida e magoada. Não merecia o que você fez para mim, talvez apenas como forma de vingança.


Então ergueu os olhos para encarar Angelique de frente, com toda a sua dor estampada em cada músculo do rosto.


--E não me venha com esta história de que podemos ser amigas, porque isto é impossível. Jamais poderei tratá-la desta forma. Seria penoso demais e isso não vou fazer.


--Então prefere não me ver nunca mais? É isto o que está dizendo?


--Fatalmente vamos nos esbarrar por aí. Temos muitos amigos em comum e não seria justo exigir que eles façam algum tipo de escolha entre nós duas. E quando estes encontros acontecerem, devemos nos tratar com a devida civilidade para não causar constrangimento às pessoas. Mas fora disto não espere que eu troque amenidades com você ou sua namorada. Viva a sua vida e não olhe para trás. Eu vou tentar fazer o mesmo.


Angelique balançou a cabeça e lentamente foi se retirando da sala. De alguma forma pensara que talvez pudessem pelo menos continuar com a amizade que sempre tiveram. Agora descobria que era o fim de tudo o que elas viveram um dia. Nada mais se repetiria. E isto doía muito em seu coração.


Levou um susto ao dar um encontrão num dos estudantes que circulavam pelos corredores da faculdade e fugiu apressadamente para o abrigo de seu carro.


Sentou-se no banco do motorista, fechou a porta e se debruçou sobre o volante. Ficou ali por alguns minutos até conseguir acalmar-se o suficiente para arrancar com o carro e seguir para longe do seu passado.


Letícia esperou que Angelique se retirasse para tornar a aparecer. Maite estava sentada à escrivaninha, distraidamente batendo com a caneta no tampo, num gesto nervoso.


--Tudo bem? – indagou com sincera preocupação.


--Levando-se em conta que você escutou toda a discussão, sabe muito bem que não. -- Maite foi seca.


--Sinto muito.


A professora deu um risinho torto de deboche.


--Sente é?


--Sério. Não gosto de te ver sofrendo.


--Não se preocupe, o que aconteceu já estava escrito há muito tempo. Eu é que fui idiota de não enxergar o poste na minha frente e me esborrachei bonitinho. Quem mandou ser otária e obtusa?


A jovem ficou quieta, sem saber o que dizer.


--Vá embora, Letícia. Não vou pedir para que guarde segredo do que testemunhou porque sei que é inútil. Então não perca tempo e espalhe logo por aí o quanto sou idiota e que por isso minha namorada me abandonou. Não me importo.


--E como vou fofocar para alguém se só você pode me ver, sua tonta?


--Que baita privilégio! – ironizou.


--Desculpe ter invadido sua privacidade, mas sou uma garota curiosa e intrometida. E se quer saber...


--Não, não quero! – Maite cortou desta vez com mais veemência. Mas a garota não era fácil de intimidar-se por cara feia.


--Você realmente pisou na bola. Ficar várias semanas sem dar o ar da graça é demais mesmo. Onde será que estava? Na selva amazônica? Só que se bobear, até lá tem celular e internet. Foi tansa mesmo. Será que vou ter que te ensinar como tratar direito uma mulher?


Dessa vez Maite sacodiu a cabeça com ar de desespero.


--Será que algum dia vou conseguir me livrar de você? Parece que veio mesmo para tornar minha vida um pouco mais miserável.


Letícia riu e sentou-se na cadeira em frente dela, colocando os pés sobre a mesa.


--Tome nota da sua primeira lição.


Maite escondeu o rosto entre as mãos em completo desespero. Não bastava enlouquecer, tinha que ter visões alucinadas com uma garota absolutamente irritante.


*****


Dulce acordou no meio da noite com sede e arrastou-se até a cozinha praticamente em estado de sonambulismo. Abriu a geladeira e buscou a garrafa de água, virando-a direto na boca.


--Que feio, Dulce!


A morena virou-se assustada, quase derrubando a garrafa. Esquecera completamente que Anahi dormiria em sua casa e sua mente demorou a concatenar as idéias.


--Por que não usa um copo com gente civilizada faz? -- a loira prosseguiu com sua admoestação bem humorada, tomando dela a garrafa, virando-a também na boca.


Dulce acompanhou seus movimentos, os lábios cheios e róseos envolvendo a boca do vasilhame, algumas gotas escapando e rolando pelo queixo, lentamente escorrendo pelo seu pescoço alvo, descendo gota-a-gota pelo vale entre os seios que a camisola translúcida insinuava na luz indireta vinda do refrigerador aberto.


Anahí devolveu a garrafa.


--Acho que me molhei toda. – sorriu, enxugando os lábios com as costas das mãos em movimentos delicados.


--Eu também. -- Dulce murmurou, hipnotizada pela visão, sem se dar conta de que fizera o comentário abobalhado em voz alta.


--Espirrou em você? -- Anahi fingiu não perceber o conteúdo sexual do comentário e fez um movimento de aproximação, como se procurasse realmente algum lugar onde a água pudesse tê-la alcançado.


--Está tudo bem. – Dulce impediu que ela a tocasse -- É melhor voltarmos pra cama. Quer dizer, você para a sua cama e eu pra minha. Cada uma num quarto. Para dormir mais um pouco.


--Claro. Boa noite então. -- deu-lhe um beijo no rosto -- Bons sonhos.


“Acho que está mais para delírios.”, Dulce pensou preocupada. Ultimamente tudo o que fazia era cobiçar a própria irmã e isto estava acabando com seus nervos. Era um verdadeiro incesto, mesmo que elas não compartilhassem dos mesmos genes, pois sentimentalmente pertenciam à mesma família.


Convivera com a garota desde que ela tinha doze anos, como poderia agora desenvolver aquele tipo de sentimento de desejo? A diferença de idade entre elas era pouca, mas fizera uma enorme diferença quando haviam se conhecido. Dulce já era praticamente uma mulher, com a responsabilidade de zelar emocionalmente pela mãe e os irmãos menores após a morte do pai. Esforçara-se para fazê-los superar o trauma daquela perda súbita e isto tornou-a extremamente protetora de seus entes queridos.


Quando a família mudara-se para a casa de Acácio, Anahi fora incluída sob suas asas como uma irmã caçula e sua consciência jamais lhe permitiria aproveitar-se do apego sentimental da garota para seduzi-la. Seria uma verdadeira atrocidade.


O que precisava era de uma noite com Angelique para livrá-la de seus pensamentos indesejáveis. Tinha que superar aqueles sentimentos absurdos.


 


 


 



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Autor(a): angelr

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 98



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  • annecristine Postado em 11/03/2014 - 00:22:09

    Amei o final.. Muito lindo... Entao vamos com mais uma fic.. Rs

  • angelr Postado em 10/03/2014 - 23:22:37

    delmyra - Espero que goste da proxima *__*

  • angelr Postado em 10/03/2014 - 23:22:13

    claricenevanna - Ufa convenceu hahaha

  • delmyra Postado em 10/03/2014 - 22:20:08

    pronta pra ler a proxima fic. As suas são de mais. Cada uma q me faz chorar. Foi otima.

  • claricenevanna Postado em 10/03/2014 - 19:56:49

    Pensei que a Dulce não ia convencer a Anahí! Hahaha. Que pena que acabou. :( E eu vou ler a outra.

  • annecristine Postado em 10/03/2014 - 17:11:18

    Aiiiin elas são lindas demais! Ansiosa para o final! Pena q já vai acabar! Dulce até q enfim né! kkkkkkk

  • angelr Postado em 10/03/2014 - 00:23:45

    lunaticas - breve hahaha

  • angelr Postado em 10/03/2014 - 00:23:25

    vverg - Sim muito linda essa web

  • angelr Postado em 10/03/2014 - 00:22:56

    claricenevanna - hahahaha

  • lunaticas Postado em 08/03/2014 - 21:41:21

    Ansiosa para o final *-*


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