Fanfic: Anjo Mecânico [FINALIZADA] | Tema: Anahi, Alfonso, Christopher, Suspense, Anjo Mecânico
Ela se lançou para a cama, e com a assistência de Maite, lutou para levar Nate de volta para os travesseiros, puxando o cobertor em torno dele. Ele parecia muito pior do que tinha estado momentos antes. Quando Anahí ajeitou o cobertor em torno dele, ele agarrou seu pulso novamente, seus olhos selvagens.
— Será que ele sabe? — perguntou ele. — Ele sabe onde eu estou?
— De quem você está falando? De Quincey?
— Gio — ele apertou o pulso dela com força, puxando-a para sibilar um sussurro em seu ouvido — você tem que me perdoar. Ele me disse que você seria a rainha de todos eles. Ele disse que eles iam me matar. Eu não quero morrer, Gio. Eu não quero morrer.
— Claro que não — ela o acalmou, mas ele parecia não ouvi-la.
Seus olhos, fixos no rosto dela, repentinamente se arregalaram, e ele gritou.
— Mantenha isso longe de mim! Mantenha isso longe de mim! — ele gritou.
Ele empurrou-a, jogando a cabeça para trás e para frente sobre os travesseiros.
— Querido Deus, não deixe que isso me toque!
Assustada, Anahí puxou a mão para trás, voltando-se para Maite, mas Maite tinha se afastado da cama, e o Irmão Enoch estava em seu lugar, seu rosto sem olhos imóvel. Você precisa me deixar ajudar seu irmão. Ou ele provavelmente irá morrer.
— Sobre o que ele está delirando? — Anahí exigiu miseravelmente. — O que há de errado com ele?
Os vampiros lhe deram uma droga para mantê-lo calmo enquanto eles se alimentavam. Se ele não for curado, a droga irá enlouquecê-lo e depois matá-lo. Ele já começou a ter alucinações.
— Não é minha culpa! — Nathaniel gritou. — Eu não tinha escolha! Não é minha culpa!
Ele voltou seu rosto para Anahí; ela viu com horror que seus olhos tinham se tornado completamente pretos, como olhos de inseto. Ela suspirou, afastando-se.
— Ajude-o. Por favor, ajude-o.
Ela pegou a manga do Irmão Enoch, e imediatamente se arrependeu; o braço sob a manga era duro como mármore, e congelante ao toque. Ela largou a mão dele com horror, mas o Irmão do Silêncio não pareceu nem perceber sua presença. Ele tinha andado para além dela, e agora colocava os dedos marcados contra a testa de Nathaniel. Nathaniel afundou-se contra o travesseiro, e fechou seus olhos.
Você deve sair. Irmão Enoch falou sem desviar-se da cama. Sua presença só irá atrasar a cura dele.
— Mas Nate me pediu para ficar...
Vá. A voz na mente de Anahí estava gelada.
Anahí olhou para o irmão; ele estava imóvel contra os travesseiros, seu rosto frouxo. Ela virou-se para Maite, querendo protestar, mas Maite encontrou seu olhar com um pequeno balançar de cabeça. Seus olhos eram simpáticos, mas inflexíveis.
— Assim que a condição do seu irmão melhorar, eu a chamarei. Prometo.
Anahí olhou para o Irmão Enoch. Ele abriu a bolsa na cintura e estava colocando objetos sobre a mesa de cabeceira, lento e metodicamente. Frascos de vidro de pó e líquido, cachos de plantas secas, paus de alguma substância negra como o carvão macio.
— Se alguma coisa acontecer com Nate — Anahí disse — eu nunca o perdoarei. Nunca.
Foi como falar com uma estátua. O Irmão Enoch não respondeu a ela nem mesmo com uma contração muscular.
Anahí fugiu da sala.
Após a penumbra da enfermaria de Nate, o brilho dos castiçais no corredor machucou os olhos de Anahí. Ela encostou-se à parede junto à porta, lutando contra as lágrimas. Era a segunda vez naquela noite que quase tinha chorado, e ela estava brava consigo mesma. Apertando a sua mão direita em um punho, ela bateu contra a parede atrás dela, forte, enviando uma onda de choque de dor até o braço. Isto afastou as lágrimas, e limpou sua cabeça.
— Isso pareceu ter doído.
Anahí virou-se. Ucker tinha vindo atrás dela no corredor, silencioso como um gato. Ele tinha mudado de roupa. Usava calças escuras largas amarradas na cintura, e uma camisa branca somente alguns tons mais clara que sua pele. Seu cabelo bem brilhante estava úmido, ondulado contra sua têmpora e nuca.
— Doeu — Anahí embalou sua mão contra o peito. A luva que ela usava tinha amortecido o golpe, mas seus dedos ainda doíam.
— Seu irmão irá ficar bem?
— Eu não sei. Ele está lá dentro com uma daquelas... daquelas criaturas monges.
— Irmão Enoch — Ucker a considerou com olhos simpáticos — eu sei como os Irmãos do Silêncio aparentam, mas eles são médicos realmente muito bons. Eles estabelecem uma grande importância em cura e artes medicinais. Eles vivem um longo tempo, e sabem muito.
— Não parece valer a pena viver um longo tempo se você parecer daquele jeito.
O canto da boca Ucker se contraiu.
— Suponho que isso depende de pelo quê você está vivendo.
Ele olhou para ela mais de perto. Havia algo na maneira como Ucker a olhava, ela pensou. Como se ele pudesse ver dentro e através dela. Mas nada dentro dela, nada do que ele via ou ouvia, poderia incomodar, perturbar ou desapontá-lo.
— Irmão Enoch — ela falou de repente — você sabe o que ele disse? Ele me disse que Nate não é como eu. Ele é plenamente humano. Não tem poderes especiais em absoluto.
— E isso te incomoda?
— Eu não sei. Por um lado eu não desejaria essa... essa coisa que eu sou... para ele, ou qualquer outra pessoa. Mas se ele não é como eu, então isso significa que ele não é completamente meu irmão. Ele é filho dos meus pais. Mas eu sou filha de quem?
— Você não pode se preocupar com isso. Certamente seria maravilhoso se todos nós soubéssemos exatamente quem somos. Mas esse conhecimento não vem de fora, mas de dentro. Conhece-te a ti mesmo’, como diz o oráculo — Ucker sorriu — minhas desculpas se isso soa como sofisma. Eu só estou dizendo a você o que aprendi com minha própria experiência.
— Mas eu não me conheço — Anahí balançou a cabeça — sinto muito. Depois da maneira que você lutou na casa de de Quincey, deve pensar que sou uma terrível covarde, chorando porque meu irmão não é um monstro e eu não tenho a coragem de ser um monstro sozinha.
— Você não é um monstro. Ou uma covarde. Pelo contrário, fiquei muito impressionado pela forma como você disparou em de Quincey. Você certamente o teria matado se houvesse mais balas na arma.
— Sim, acho que teria. Eu queria matar todos eles.
— Isso é o que Camille nos pediu para fazer, você sabe. Matá-los todos. Talvez fossem as emoções dela que você sentiu?
— Mas Camille não tem motivos para se preocupar com Nate, ou o que acontece a ele, e foi quando me senti mais sanguinária. Quando eu vi Nate lá, quando percebi o que eles estavam planejando fazer... — Ela respirou estremecendo. — Eu não sei o quanto daquilo foi eu e quanto foi Camille. E eu nem sei se é certo ter esse tipo de sentimentos...
— Você quer dizer — perguntou Ucker — para uma garota ter esses sentimentos?
— Para qualquer pessoa tê-los, talvez... eu não sei. Talvez eu queira dizer para uma garota.
Ucker pareceu olhar através dela então, como se estivesse vendo algo além dela, além do corredor, além do próprio Instituto.
— O que quer que você seja fisicamente, macho ou fêmea, forte ou fraca, doente ou saudável... todas essas coisas importam menos do que o que seu coração contém. Se você tem a alma de um guerreiro, você é um guerreiro. Seja qual for a cor, a forma, o desenho do abajur que a esconde, a chama dentro da lâmpada continua a mesma.Você é aquela chama — ele sorriu, parecendo ter voltado para si mesmo, um pouco envergonhado — isso é o que eu acredito.
Antes que Anahí pudesse responder, a porta de Nate se abriu e Maite saiu. Ela respondeu ao olhar interrogativo de Anahí com um aceno de aparência exausta.
— O Irmão Enoch ajudou muito o seu irmão, mas há muito ainda a ser feito ainda e será manhã antes que saibamos mais. Sugiro que você vá dormir, Anahí. Esgotar-se não ajudará Nathaniel.
Com um esforço de vontade, Anahí forçou-se simplesmente a assentir, e não se arremessar em Maite com uma enxurrada de perguntas que ela sabia que não iria receber respostas.
— E Ucker — Maite voltou-se para ele — se eu pudesse falar com você por alguns momentos... Você me acompanha até a biblioteca?
Ucker assentiu.
— Claro — ele sorriu para Anahí, inclinando a cabeça — até amanhã, então — e seguiu com Maite pelo corredor.
Até Mais!
Autor(a): Alien AyA
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No momento em que desapareceram ao virar da esquina, Anahí tentou abrir a porta do quarto de Nate. Estava trancada. Com um suspiro, ela se virou e se dirigiu para o outro lado do corredor. Talvez Maite estivesse certa. Talvez ela devesse dormir um pouco. A meio caminho do corredor, ela ouviu um barulho. Sophie, um balde de metal em cada uma de suas mãos, apare ...
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Comentários do Capítulo:
Comentários da Fanfic 325
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nandacolucci Postado em 27/09/2015 - 09:05:03
que tristeza vc não vai postar mais fic :( poncho morreu que final em <3 :´(
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franmarmentini♥ Postado em 25/09/2015 - 14:54:43
adri...eu quase morri de tanto chorra...poncho morreu...isso acabou comigo...ai deus ai deus...eu to mal...nao quero que vc pare de postar!!!!!!!!!!!! plis!!!!!!!!!!!!!!
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franmarmentini♥ Postado em 25/09/2015 - 14:01:53
que lindo!!!!!!!!!!!!!!!!!
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franmarmentini♥ Postado em 25/09/2015 - 13:25:12
adri...mas achei os outros livros..vc tem que postar os outros doissssssssssssssssssss
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Mila Puente Herrera Postado em 24/09/2015 - 00:56:54
Chorei :/ Adeus não viu Adri..
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franmarmentini♥ Postado em 23/09/2015 - 14:25:10
chorrei bastante viu... ;(
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franmarmentini♥ Postado em 23/09/2015 - 14:15:37
nossa...cara que tristeza eu vendo poncho viu...ele só sofre...o melhor amigo se foi...e a mulher que ele ama..ama outro.
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franmarmentini♥ Postado em 23/09/2015 - 13:53:21
sinceramente...não gostei..desse negocio da any ainda continuar haver o ucker...pelo jeito se fosse pra ela escolher ela sempre iria ficar com ele e não o poncho..
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Postado em 23/09/2015 - 13:52:16
sinceramente...não gostei..desse negocio da any ainda continuar haver o ucker...pelo jeito se fosse pra ela escolher ela sempre iria ficar com ele e não o poncho.
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franmarmentini♥ Postado em 22/09/2015 - 22:32:41
Nossa....