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Fanfic: - Mentiras | Tema: AyA


Capítulo: Capítulo - CDXLV

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Após um tempo absorvendo o que havia acontecido e como Alfonso reagira, Anahí decidira que já havia dado o espaço que Alfonso precisava, então descera as escadas para procurá-lo, preocupada, já que Alfonso sempre tentava se punir por sentir demais e ela sabia que era isso o que ele devia estar fazendo agora.


- Você sabe que caso o Alfonso tenha feito algo eu posso brigar com ele. – Disse Marcelo, se aproximando quando encontrou Anahí na cozinha, preocupada, depois de ter desistido de procurar Alfonso na mansão já que não o havia encontrado.


- Meu problema é com você! – Ela quase gritou o assustando. – Você sabia que ele tem pesadelos de noite por sua causa? – Ela perguntou, sabendo que Alfonso a odiaria por isso.


- Eu não... Eu não... – Marcelo ficou sem reação, se sentindo ainda mais culpado.


- Sim, ele tem pesadelos e depois não consegue voltar a dormir, precisa procurar uma forma de se punir porque você o ensinou que sentir é ruim, agora ele está em algum lugar dessa casa procurando alguma forma dolorosa de tentar se esquecer do que ele sente quando sonha que você diz que ele morreu pra você! – Ela elevou seu tom de voz, há tempos queria dizer para Marcelo tudo o que ele havia feito com Alfonso.


- Eu tenho sido um péssimo pai, e eu sei disso, eu realmente espero que ele me perdoe, mas eu já não sei mais como fazer para que ele aceite conversar comigo. – Disse Marcelo.


- Ele chorou hoje. – Confessou Anahí, mesmo sentindo como se estivesse traindo Alfonso. – Ele não chora na frente de ninguém, mas hoje ele chorou. – Ela olhou para suas mãos, sem saber como continuar aquela conversa, já que se Alfonso soubesse que ela estava contando aquilo para Marcelo, ele ficaria furioso. – Ele pode parecer maduro, pode parecer responsável, mas no fundo ele é só um menino assustado, você não pode querer forçá-lo a falar com você. Ver você falar com o Enzo fez com que ele se lembrasse de como as coisas foram para ele, você precisa tentar entendê-lo.


Alfonso deixara a garrafa de uísque junto ao copo, na beira da piscina olímpica, antes de tomar seu último e longo gole, a noite estava fria, a temperatura devia estar em torno de 15° graus ou menos, mas mesmo assim ele decidira tirar sua camisa e pular na piscina, sentindo a água extremamente gelada queimar seu corpo e era exatamente isso o que ele precisava agora.


Alfonso havia aprendido a se punir quando sentia demais, essa sempre fora a forma como ele lidava com os seus sentimentos, sem nunca conversar com ninguém, apenas procurando o limite de dor que seu corpo podia sentir.


Quando mais jovem Alfonso se desgastava fisicamente com longos treinos após brigar com Marcelo, ou, quando já havia anoitecido e estava frio, ele fazia como estava fazendo agora e se jogava na água gelada da piscina.


Alfonso não sabia descrever a maneira como se sentia após ter desabafado com Marcelo depois de tantos anos e de ter chorando diante da Anahí, era incrível como ela o fazia se sentir vulnerável e ele detestava se sentir assim.


- Não completei a faculdade de medicina, mas acho que nadar com esse frio, nessa água gelada, não fará nada bem para a sua saúde. – Disse Antonella, se aproximando da beira da piscina, vestindo uma camisola longa, porém transparente, enquanto segurava uma garrafa de tequila e dois copos de shot em uma mão e uma toalha na outra.


- Eu aguento. – Ele disse após nadar até a beira da piscina para pegar mais uma dose de uísque.


- Eu trouxe tequila, espero que seus pais não se importem que eu tenha roubado o bar deles. – Ela disse, colocando a garrafa de tequila ao lado da garrafa de uísque. – Agora saia dessa piscina antes que você fique resfriado. – Disse, abrindo a toalha que trouxera para Alfonso.


Alfonso pegara impulso na beira da piscina e sairá da mesma, sentindo o frio ainda mais presente.


- Agora você pode me dizer o porquê de estar nadando as 2h da manhã nesse frio? – Ela perguntou, colocando a toalha nos ombros de Alfonso.


- Você não deveria estar dormindo? – Ele perguntou pegando a garrafa de tequila e tomando uma dose da mesma antes de se sentar na espreguiçadeira.


- Deveria, mas estou cuidando da minha nova estrela esperando que você assine o contrato comigo. – Ela respondeu, começando a massagear os ombros dele. – Você está tremendo de frio.


- Eu estou bem. – Ele disse se levantando para pegar seu uísque e se afastar de Antonella quando ela começara a massagear seu pescoço.


Alfonso servira mais um pouco de Uísque em seu copo, depois entregara a garrafa para Antonella, que também se servira.


- Você e o Marcelo brigaram? – Ela perguntou, já que sabia que ambos não tinham um bom relacionamento.


- Não vou falar sobre isso com você. – Ele respondeu, sem se preocupar em ser educado.


- Posso fazer alguma coisa para te ajudar? – Ela se ofereceu.


- Poderia, se você fumasse, a única coisa da qual eu preciso agora é de um cigarro. – Ele respondeu.


- Nisso eu não vou poder te ajudar. – Ela disse, se levantando e voltando a servir o copo de Alfonso com a Tequila que havia trazido. – Sua namorada está dormindo?


- Acho que não. – Respondeu após beber toda a tequila que Antonella servira em seu copo.


- E por que é que você não aproveita esse friozinho pra ir dormir abraçado com ela?


- Porque agora eu preciso de um ar. – Ele respondeu, após servir mais uma dose de tequila em seu copo.


- Um pouco cruel da sua parte dizer que precisa de um ar enquanto a sua namorada grávida está acordada te esperando, você não acha?


- Eu sou um filho da puta cruel. – Ele disse, antes de beber sua dose e pular na piscina novamente, já que concordava com Antonella.


- Quer que eu te deixe sozinho? – Ela perguntou quando ele saiu da piscina.


- Eu já estou saindo. – Ele disse, pegando apenas sua garrafa de tequila e seu celular e saindo da área das piscinas, indo em direção a extensa área gramada da mansão, e  antes que percebesse o que estava fazendo e já com o seu equilíbrio debilitado, Alfonso subira em sua antiga casa da árvore, a qual ele não frequentava a mais de 15 anos.


A antiga casa da árvore da mansão dos Herrera Rodriguez não era nada convencional, era ampla, arejada e durante a adolescência de Alfonso servira como esconderijo quando ele queria se esconder de Marcelo, ou quando estava bêbado demais para voltar para casa.


Alfonso se lembrava da última vez em que estivera lá, poucos dias antes de sair de vez de sua casa, e assim como acontecia desde que havia começado a namorar com Angelique, ela estava lá com ele e o aconselhara a pôr um ponto final na briga com o Marcelo, saindo daquela casa a qual ele não aguentava mais.


Pegando seu celular Alfonso digitara uma breve mensagem, a qual ele sabia que quando estivesse sóbrio, se arrependeria de ter enviado.


“Estou bêbado na casa da árvore”. – Alfonso escreveu para Angelique.


“Essa casa ainda existe? Deve fazer mais de cinco anos desde a última vez que entrei nessa casa”. -  Angelique logo respondeu a mensagem de Alfonso.


“Eu também, a última vez que entrei nessa casa foi com você”. – Ele respondeu.


“Sinto falta desse tempo”. – Ela respondeu.


“Eu não”. – Ele foi sincero, digitando com dificuldade.


“Isso eu já imaginava”. – Respondeu se perguntando por que Alfonso havia lhe escrito.


“Acho que eu estou muito bêbado”. – Ele voltou a escrever, depois de parar um pouco para beber.


“Eu imagino, você deve estar realmente bêbado”. – Escreveu, já que se Alfonso estivesse sóbrio, não teria lhe enviado nenhuma mensagem.


“Talvez”. – Ele respondeu, já sem nexo no que digitava.


“Não seria melhor você ir para o seu quarto? Já são 2h30 da manhã”. – Ela escreveu preocupada.


“Eu vou dormir aqui hoje”. – Ele respondeu.


“Não está frio aí?” – Ela digitou, sentada em seu sofá, enquanto bebia um gole de sua taça de vinho, se lembrando de tudo o que vivera com Alfonso.


“Acho que tem um cobertor mofado guardado na nossa caixa de coisas essenciais”. – Ele respondeu, antes de procurar o cobertor dentro da enorme caixa.


“O que te fez ir até a casa da árvore?” – Ela perguntou esperançosa.


“O mesmo de sempre” – Ele digitou, sem saber se estava escrevendo certo.


“Brigou com o Marcelo de novo? Pensei que vocês haviam se entendido”. – Respondeu, acompanhava as notícias que saiam sobre a família Herrera Rodriguez.


“Ele é uma pessoa difícil”. – Escreveu Alfonso, pensando que não seria possível se entender com Marcelo.


“Você também”. – Concluiu Angelique, que o conhecia perfeitamente para saber que ele não era uma pessoa fácil de lidar.


“Você acha que eu sou igual a ele?” – Perguntou inseguro, tinha medo de ser igual ao Marcelo, principalmente por temer que seus filhos o vissem assim como ele via Marcelo.


“De jeito algum”. – Ela respondeu prontamente.


“Você também não é igual a louca da sua mãe”.


“Isso é um elogio?” – Ela sorriu apaixonada, sentia falta de conversar com ele como amigos.


“Considere como quiser”


“Sinto sua falta, gostaria que pudéssemos ser amigos”. – Desabafou.


“Impossível”. – Ele se limitou a responder, voltando a ser o Alfonso frio com o qual ela estava acostumada.


“Por causa da Clara?” – Ela perguntou já sabendo a resposta.


“Sim”. – Ele foi direto.


“Você ainda está bebendo?” – Ela perguntou preocupada.


“Sim”.


“Quer que eu ligue para alguém te ajudar a descer da casa da árvore?” – Ela perguntou, mesmo sabendo que ele negaria.


“Não, não quero descer”. – Respondeu tentando se ajeitar para dormir.


“Acho que a Clara foi concebida nessa casa da árvore”. – Comentou Angelique.


“Esse é um péssimo lugar para isso, minha coluna já está doendo”. – Escreveu pensativo.


“Eu realmente sei os efeitos do chão dessa casa na coluna”.


“Vi na TV que você será pai novamente. Como você reagiu a isso?” – Perguntou, quando Alfonso não lhe respondeu.


“Eu nasci pra ser pai.” – Respondeu, sabendo que o álcool já estava respondendo por ele.


“Então com os gêmeos a caminho, vocês pensam em se casar?”


“Andei pensando nisso ultimamente, mas não sei se agora é a hora pra isso”.


“Você não quer que ela pense que você está fazendo isso só porque ela está grávida”. – Concluiu.


“Você até que é inteligente”. – Respondeu, antes de pegar no sono e parar de responder as mensagens de Angelique.


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Autor(a): alinerodriguez

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 4004



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  • ginja2011 Postado em 10/10/2019 - 22:52:34

    Ainda bem que ele chegou a tempo!

  • camilaaya Postado em 05/10/2019 - 22:24:39

    Ah, eu sabia

  • ginja2011 Postado em 05/10/2019 - 15:23:03

    Agora o bicho pegou, chega rápido Alfonso!!

  • camilaaya Postado em 03/10/2019 - 23:05:37

    Ñ sei, tenho pra mim que Alfonso ñ vai ver o nascimento dos gêmeos

  • taibm Postado em 03/10/2019 - 08:29:01

    Nao para nao

  • izabelaSpaniColungaPortillaHer Postado em 03/10/2019 - 06:35:26

    fazia tempo que não lia essa fanfic, muito boa. o poncho foi idiota com a Anahí, mas pelo menos ele resolveu mudar e perdoar o Marcelo, esse Lourenço tá mexendo em casa de maribondo, kkkkk.. Posta mais!!!!

  • taibm Postado em 01/10/2019 - 22:08:29

    Amandooo continua

  • daicavalcante Postado em 27/09/2019 - 19:30:14

    Posta mais

  • taibm Postado em 24/09/2019 - 17:32:58

    Por que parou? Parou por que? Continuaaa

  • camilaaya Postado em 23/09/2019 - 21:51:52

    Sdds de ler capítulo novo, ñ acredito que já esteja quase na reta final, ñ estou preparada para o fim dela. Estou relendo ela no momento



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