Fanfics Brasil - Capítulo - 004. Almas Opostas - Vondy

Fanfic: Almas Opostas - Vondy | Tema: Vondy


Capítulo: Capítulo - 004.

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Dulce Maria


 


 


Bati na porta e entrei no quarto ao ouvir um ”entre” baixinho. Lavínia estava terminando a maquiagem na penteadeira. Usava o uniforme do colégio e a bolsa já estava pronta na cama, quando me viu deu um pequeno sorriso. O quarto dela tinha tons roxos e era grande, igual o closet e o banheiro. Me aproximei dela dando um beijo longo na bochecha e um abraço.


Dulce: Bom dia filha. – sorri.


Lavínia: Bom dia mãe. Chegou que horas?


Dulce: Quase duas. Seu pai me contou da Nick. Foi tão ruim assim?


Lav assentiu.


Lavínia: Sim. Ela nunca tinha feito isso antes. Mas conseguimos faze-la voltar para o palco e o papai levou ela para comer pizza. Mas devo dizer que ela continua um pouco triste.


Dulce: Eu juro que ia Lav. Mas...- balancei a cabeça – É complicado.


Lavínia: Eu sei mãe. E vou entender mais a senhora quando me tornar médica também. – terminou de passar o gloss nos lábios.


Sorri. Minha filha de quase 15 anos era um sonho.


Dulce: Você é meu orgulho filha. Nunca esqueça disso. – toquei no ombro dela.


Ela segurou na minha mão.


Lavínia: Meu celular está na cama. Filmei tudo. É melhor se apressar. – avisou.


Lavínia Manuela sempre filmava todas as apresentações das irmãs para que eu pudesse assistir depois. Ela era a única que apesar de ficar triste, podia me entender pelo menos um pouco. Peguei o celular dela e sentei na cama colocando o vídeo da apresentação de Nick. Tive que acelerar por causa do tempo, mas assisti quase tudo.


Tive que me segurar para não chorar quando vi minha caçula sair correndo do palco.


Por minha culpa!


Suspirei e devolvi o celular para ela que já estava em pé pronta para descer.


Dulce: Obrigada meu amor. Eu te amo! – sorri.


Lavínia: Também te amo mãe. – abriu a porta e saímos do quarto – Não demora..- falou se afastando de mim.


Andei até o quarto de Nick, bati na porta e sem esperar resposta fui logo entrando. Nicole estava na cama terminando de calçar as botas. Linda de uniforme. Levantou a cabeça para me olhar e baixou no mesmo instante, seus olhos voltaram para os pés.


Dulce: Filha, mamãe sente muito. Muito muito muito mesmo. Não sabe o quanto. – me aproximei e sentei ao lado dela. – Quero que saiba que eu ia, estava pronta para ir, mas infelizmente não consegui sair a tempo.


Nicole: Eu já sei mamãe. Isso sempre acontece – deu de ombros e levantou da cama.


Mas eu segurei na mão dela a puxando para um abraço apertado.


Dulce: Sei que está triste comigo, peço perdão filha. Não sabe como me dói em vê-la assim comigo. Você é minha vida Nicole. Jamais faria algo para magoa-la de propósito. Eu te amo tanto tanto tanto Nick. Sinto tanto por não ter estado lá, mas você estava linda e aquelas falas difíceis você tirou de letra. Como eu sabia que ia fazer.


Ela me encarou.


Nicole: Viu a peça? – me olhou surpresa e desconfiada.


Dulce: Lav sempre filma. E eu sempre vejo. – segurei no rostinho dela – Você é muito importante para mim Nick. Você é minha vida. Igual suas irmãs. Eu amo as cinco por igual e faria qualquer coisa por vocês. O meu amor não tem limites.


Nicole: Papai falou a mesma coisa..


Dulce: Ele falou porque é a verdade. Todas as suas peças e apresentações eu vejo. Posso não está presente na hora, mas eu vejo filha. Sua vida e suas conquistas são importante para mim de um jeito que nunca terá ideia. Você é meu orgulho Nicole Saviñón Von Uckermann, você é que dar a luz para minha vida, do seu pai, para suas irmãs e para essa casa. Eu amo você filha. Jamais pense o contrário. E estou extremamente feliz e orgulhosa pela peça de ontem. Estava linda. As falas difíceis você não errou nenhuma vez. É meu orgulho filha. Meu orgulho.


Ela sorriu emocionada.


Nicole: Eu te amo mamãe. – me abraçou.


Dulce: Eu te amo minha vida. – apertei ainda mais nos braços. – Sei que não posso fazer nada por ontem e que não posso comprar você e nem quero, mas sábado e dessa vez é de verdade, podíamos passar um tempo em família. A noite vou estar livre e podíamos ir em algum parque de diversão. O que acha?


Nicole: Acho perfeito mamãe. – falou animada – Posso comer algodão doce?


Dulce: Pode tudo! – sorri.


Nicole: Te amo muito mãe. – suspirou.


Dulce: Te amo muito mais vida. – beijei seu rosto – Agora, vamos descer? Se não vão chegar atrasadas no colégio. – avisei.


Nicole se afastou e eu levantei esticando a mão, ela pegou a bolsa e minha mão e saímos do quarto.


 


 


 


 


 


 


Maria Paula


 


Me arrumei e fui para a sala de jantar. Meu pai sentava na ponta da mesa junto com as minhas irmãs. Faltava apenas minha mãe e Nick. Ele tinha colocado meu celular na mesa e conversava com as meninas enquanto tomava o café sem açúcar dele. Me aproximei chamando atenção deles e parei ao lado dele.


Maria: Bom dia! Dormiu bem paizinho? Acordou bem? Poderia por favor devolver meu celular? – o abracei sem nenhum interesse. Meus olhos estavam no meu celular.


Senti a boca dele na minha testa e não pude deixar de sorrir.


Ele amava fazer isso. Ele sempre fazia isso.


Christopher: Bom dia filha! Eu acordei muito...bem hoje. – não entendi o tom de feliz na voz dele - E só vou devolver depois do café. – afastou minha mão que ia bem devagar em direção do meu celular. – Sem mais. – deixou claro.


Suspirei.


Que droga!


Sentei na minha cadeira e me servi do café sem açúcar dele.


Maria: Bom dia meninas! – encarei minhas irmãs.


Sofia comia uma fruta, Gigi tomava suco e Lav tomava um pequeno gole de café.


A mesa estava recheada de coisas saudáveis. Ruim.


Mas aí se formos reclamar com nosso pai.


Giovana: Depois da natação vou para o shopping fazer compras. – avisou – Quero o motorista só para mim.


Christopher: Vou falar para a equipe Gigi. Savannah deve acompanha-la. – avisou. – Precisa de dinheiro, filha?


Giovana: Mais dinheiro seria bom papai. Vivi já tem um cartão de crédito e eu não. - reclamou jogando o cabelo loiro para o lado.


Christopher: Já conversamos sobre isso e você está muito nova.


Maria: Não adianta Gigi, se eu que tenho quase 18 anos não tenho meu próprio carro, imagina você com cartão. – balancei a cabeça.


Christopher: Sério que quer discutir a essa hora? – me encarou.


Maria: Não é uma discursão pai. Só um fato. – argumentei.


Meu pai revirou os olhos.


Que homem chato!


Hã!


Bufei.


Ouvimos risadas e segundos depois, minha mãe e Nick entraram na sala. Nick foi correndo abraçar nosso pai. Ele deu um beijo na testa dela e um abraço. Já minha mãe foi beijar e abraçar Sofia, Giovana e eu. Sorri.


Maria: Para mãe...- me encolhi.


Dulce: Deixa de ser chata garota. – beijou minha bochecha – Dormiu bem?


Maria: Sim. Voltou que horas?


Dulce: Quase duas. – respondeu indo sentar ao lado do meu pai – Coma esses morangos Nick. – empurrou um prato cheio – Toma o suco. Não quero vê-la com café tão cedo mocinha.  E vocês comam! – olhou meu prato e das minhas irmãs vazio.


Sofia: Estou satisfeita mãe. – empurrou a casca da fruta – Não demore. Tenho uma aula importante de matemática. – avisou.


Giovana: Não demore. Tenho uma aula importante de matemática. – imitou e zombou da Sofia.


Sofia: Cala a boca cara de rata. – bufou.


Dulce: Giovana Antonella pare com isso! – falou sério.


Christopher: E isso não é jeito de responder sua irmã Sofia.


Sofia: Ma...


Dulce: Não quero saber quem começou. – a interrompeu - Parem as duas com isso.


Lavínia: Gigi que começa..- murmurou.


Maria: Cala a boca ou vai sobrar para você. – bati no pé dela de baixo da mesa.


Nicole: Sábado a noite vamos para o parque de diversão. – falou animada ignorando a cena de segundos atrás – Vamos brincar muito. – mordeu um morango.


Christopher: Vamos? – encarou minha mãe.


Dulce: Sim. Vamos ter uma noite em família como a muito tempo não temos.


Sofia: Isso é de verdade? – riu.


Dulce: Sim filha. De verdade – suspirou – Meninas, escutem por favor – a encaramos – Eu tenho sido uma péssima mãe. Não tenho cumprido com as minhas promessas e tenho feito ficarem tristes. Sei que minha palavra não vale de nada agora, mas por favor me deem uma chance de concertar tudo. Vou tentar ficar mais tempo com vocês e participar mais da vida das cinco.


Maria: E isso vai durar quanto tempo, mãe?


Dulce: Espero que para sempre. Eu amo vocês.


Maria: A gente também te ama.


Dulce: Não quero perder minhas filhas.


Lavínia: Não vai perder mãe. – sorriu. – Só temos uma mãe e é você.


Giovana: Apesar de tudo, é verdade. – deu de ombros.


Sofia: Eu acho o máximo. – sorriu.


Christopher: Que bom! Porque vamos sair em família sábado a noite. – me encarou – Sem penetras. Família. Sem namorados. – jogou na minha cara.


Maria: O nome dele é Petrick pai. – revirei os olhos.


Christopher: Petrick está proibido de pisar aqui por uma semana. Lembre-se do seu castigo, ok?  - falou irritado.


Dulce: Por quê castigo? – o encarou.


Ele se inclinou e sussurrou no ouvido dela.


Dulce: É sério amor? Só por causa disso? Do livro? – tocou na mão dele.


Encarei as mãos dos dois unidas e sorri.


Olhei minhas irmãs e só Nick que olhava o morango, não percebeu que nossos pais tinham feito as pazes de novo. As outras sorriam.


Ebaaaaaa!


Christopher: Como só isso? – falou indignado – Estamos falando do futuro da nossa filha. Da nossa primogênita.


Dulce: Vamos falar sobre isso depois, tá?


Ele assentiu.


Maria: Só para lembrar, estou aqui pai. Não sou invisível. – bufei.


Leonor entrou na sala segurando uma bandeja com a vitamina da mamãe. Usava o uniforme de governanta apesar de não ser necessário, ela gostava de usar.


Leonor: Bom dia senhora Uckermann. – entregou a vitamina para ela – Bom dia meninas. – sorriu para todos nós. Respondemos juntas.


Dulce: Está uma delícia Leonor. – provou – Obrigada.


Leonor: Fiz como a madame gosta. – sorriu – Mais alguma coisa?


Christopher: Trás umas uvas e torradas? Lavínia não está comendo nada. – encarou minha irmã desconfiado. – Toma esse café.


Lavínia: Pai. Já estou satisfeita. – reclamou.


Dulce: Não discuta com seu pai filha, apenas coma. Todas vocês.


Peguei um iorgute natural e comecei a comer com granola.


Leonor: Já vou trazer senhor. Licença. – se retirou.


Maria: Posso pegar meu celular? – voltei a pedir – Rapidinho.


Christopher: Não. – respondeu simples e encarou minha mãe – Podemos almoçar juntos hoje? – falou meloso.


Dulce: Claro amor. – respondeu também melosa.


Hãaa!


Mas sorri.


Meu pai se inclinou e beijou minha mãe. Nick começou a bater palmas feliz e Sofia começou assobiar. Eu apenas ri. Estava ao lado da minha mãe, meu pai estava distraído, sabe, ocupado com a língua na boca da minha mãe, por isso, estiquei o braço e toquei no meu celular, mas senti a mão do meu pai me impedindo. O encarei e ele continuava beijando minha mãe.


Abri a boca surpresa.


Ele parou o beijo e me encarou.


Christopher: Eu falei depois do café Maria Paula!


AHHHHHHHHHH


Puxei minha mão com força.


Saco!


Leonor voltou trazendo o que ele pediu e se retirou. Lav comeu forçada. E eu depois do iorgute não quis mais nada. Depois que todos comeram e que os motoristas estavam nos esperando e minhas irmãs saírem correndo, me aproximei dele de novo. Já estava na hora de ir para o colégio.


Christopher: Te busco no almoço. – avisou.


Dulce: Vou está esperando. – o beijou.


Maria: Hum....oiiii – sorri – Meu celular? – estiquei a mão.


Minha mãe parou o beijo e me entregou o celular que estava em cima da mesa.


Suspirei aliviada e quando o liguei, nada.


Encarei meu pai e ele sorria.


Maria: Não colocou para carregar? – perguntei entre os dentes.


Ele negou.


Christopher: Não. Quem sabe assim não se concentre mais nos seus estudos? Boa aula minha filha. Tenha um ótimo dia! – piscou.


Dulce: Amor..- riu e balançou a cabeça.


Virei de costas e sai em direção por onde minhas irmãs saíram morrendo de raiva.


 


 


 


 


 


Dulce Maria


 


As 08:30 chegava na clínica. Madison me esperava no hall como de costume com meu café e tablete. Dei bom dia para todos e chamamos o elevador. Tomei um gole do café ouvindo os compromissos do dia. Mas confesso que não parava de sorrir. Minha relação com a minha família estava bem. Principalmente com Christopher.


Entramos no elevador e ela apertou o botão.


Christopher...


Que homem!


Céus!


Minhas pernas ainda estavam trêmulas. 


Gostoso! Meu marido é um gostoso.


Delicioso.


Maravilhoso.


Um deus grego, romano, egípso e que era todo meu.


Somente meu!


Madison: Dulce? – me trouxe de volta – Você ouviu?


Dulce: Desculpe. Pode repetir?


Madison: Você tem oito consultas agora de manhã, doze a tarde e plantão a noite.


Dulce: Vou almoçar com meu marido. Anota aí!


Madison: Ok. – digitou no tablete – Pronto. Hum...- fez uma voz fina – Se acertaram?


Ri.


Dulce: Sim. E muito bem por sinal.


Madison: Estou vendo. – sorriu – Está radiante. E distraída.


Dulce: Faz tempo que não nós resolvíamos. – respirei fundo – Agora está tudo certo.


Madison: Eu sabia que isso ia acontecer. – as portas do elevador se abriram – O primeiro paciente já chegou. – avisou.


Dulce: Mande-o entrar. – falei enquanto saia do elevador.


 


 


 


 


 


Lavínia Manuela


 


Era o primeiro horário da aula de história, quando a professora decidiu passar um teste surpresa. Era um saco! Mas o que fazer? Pelo menos nessa matéria eu me dava muito bem, ao contrário de cálculos. A sala inteira estava silenciosa e a professora olhava para a turma com atenção. Olhando para meu teste, eu sabia todas aquelas respostas, mas só conseguia pensar em como comi tanto logo de manhã.


Por Deus!


Não devia ter feito isso.


Levantei a mão e pedi licença para ir ao banheiro. Ela deixou.


Sai da sala e caminhei em direção do banheiro mais próximo, entrei nele e me encarei no espelho. Estava vazio. Apenas eu.


Balancei a cabeça.


Que droga Lavínia!


Por que comi tanto?


Eu estava enorme de gorda! Quase explodindo.


Ridícula e feia. E gorda!


Muito gorda!


Virei de lado e só conseguia enxergar minhas enormes gorduras.


Encarei meus dedos e abri a cabine da privada e fiz força para vomitar.


Precisava tirar toda aquela comida do meu estômago o mais rápido possível.


 


 


 


 


 


 


Christopher Uckermann


 


Sozinho em casa, no escritório muito bem decorado, apenas liguei o computador e conferi meus e-mails. Respondi alguns e ia ler alguns relatórios quando meu irmão gêmeo ligou por vídeo. Aceitei e a primeira coisa que vi foi ele de barba me encarando de volta. Erámos tão idênticos, ele queria diferenciar um pouco.


Christovão: E aí cara? Como foi ontem no negócio da Nick? Você e a Dul já se acertaram? Conversaram? – perguntou curioso.


Christovão era com quem eu desabafava. Ele era meu irmão e além disso, o que me fez contar meus problemas para ele é porque de todos os caras da nossa enorme família, ele era o único que realmente poderia me entender, porque Ana Brenda e ele não estavam nada bem também. Minha cunhada e amiga, assim como minha esposa, só conseguia dar atenção para trabalho.


Christopher: Nick se apresentou maravilhosamente bem. Depois mando os vídeos para o grupo da família. – me encostei na cadeira relaxado – E eu e Dulce nós acertamos. – sorri – Acho que agora ela realmente vai cumprir com o que fala.


Christovão: Que bom! Nem eu, Julie e Brayan aguentávamos seu mau humor. – riu – Ainda não entendo como conseguiu ficar meses sem sexo. E você sempre está rodeado de belíssimas mulheres. Muito mais que eu é claro. – sorriu.


Christopher: Sexo não era o fundamental, mas sim. Meu mau humor tinha um pouco da falta disso. – ri – E sabe que não sou esse tipo de homem que trai. – falei ficando sério – Ainda mais sendo casado. Por mais que eu queira, o que não quero de jeito nenhum, olhar para outra mulher não consigo. Dulce Maria ocupa tudo em mim.


Christovão: Eu vou ter que lembrar minha cunhada do quanto ela tem sorte, heim? É difícil não ceder para as mulheres bonitas. E você, no caso, nós dois somos imas de mulheres lindíssimas.


Christopher: Você fala como se traísse a Ana. – desconfiei.


Ele ficou em silencio.


Christopher: Isso é sério? – falei mais irritado que surpreso.


Christovão: Eu não trai a Ana Brenda. Faz dois dias que não sei cadê minha mulher, ela não dar mínima para mim e eu não vou mais correr atrás dela. Isso cansa. Nem Maite sabe do paradeiro da irmã. Ela está agindo assim desde da nossa última briga. Se ela não me quer mais é só assinar o divórcio. E eu não vou ficar vivendo dessa forma. Nem filhos ela quis ter comigo. E já vou fazer 43 anos. Enquanto ela não quer, tem muitas mulheres que querem.


Christopher: Conheceu alguém?


Christovão: Talvez...


Christopher: Christov...


Christovão: Não trai ela. Calma. Mas estou conversando com uma mulher aí.


Christopher: Você sabe que Ana Brenda sempre foi impulsiva. Então, isso de sumir é para castigar você e você sabe disso. Agora, ela por mais difícil tenha feito a relação de vocês, ela não merece traição. Antes que tenha qualquer coisa com essa mulher termine de uma vez com a Ana. – falei sério. – Ela não merece isso.


Christovão: Eu sei Christopher. Eu sei.


Christopher: Ótimo. Porque mesmo sendo meu gêmeo, eu e Christian vamos arrebentar sua cara se magoa-la. – avisei.


Christovão: Sei disso também. Apesar de continuar vivendo assim, estou feliz por você e a Dul. Vocês têm uma família linda demais e é nítido o quanto se amam. Se você magoar a Dul, seja da forma que for ou suas filhas, eu te arrebento. – ameaçou.


Christopher: Jamais faria isso.


Christovão: Sua cara agradece. – levantou o punho.


Ri.


 


 


 


 


 


 


 


Maria Paula


 


A manhã passou devagar com aulas chatas e meu mau humor típico quando meu pai inventa de acabar com a minha paz. Não era a primeira vez que ele fazia isso. Me proibia de levar Petrick para casa, de sair com ele e tomava meu celular como se fosse dele e pior, o deixava sem bateria só para me irritar. Meu pai odiava Petrick de todas as formas por puro ciúme. Não sei como minha mãe aguenta ele.


Além disso, tem a parte de que ele já planejou todo o meu futuro. Ano que vêm vou para Harvad, vou cursar administração, vou fazer pós-graduação, vou administrar o nosso império e só vou me casar e ter filhos depois dos 40 anos. Ele apenas se esqueceu de uma parte. Odeio administração. Não quero administrar nada. E me recuso ser a futura Ceo quando ele decidir se aposentar. Entendo que por ser um legado dos Uckermann que apenas o primogênito tem que assumir aquela maldita cadeira, mas eu não quero e não sirvo para administrar o império.


O pior, é que não tive coragem de dizer isso para ele ou para minha mãe. E mesmo que falasse tinha quase certeza de que ele jamais ia me deixar escolher minha profissão. Cresci ouvindo de como seria o meu futuro e também não queria decepcionar meu pai, isso ia acabar comigo. Não era atoa que eu era a melhor aluna do colégio, ganhava vários prêmios de matérias ou esportes, fazia sempre o meu melhor para dar orgulho para os meus pais. Eu tinha outras quatro irmãs, uma delas poderia assumir essa responsabilidade no meu lugar, mas sabia que não ia acontecer.


Odiava administração e amava a profissão da minha mãe. Medicina era a carreira que eu realmente queria seguir. Tinha um pouco de inveja da Lavínia por poder escolher a medicina sem decepcionar nosso pai. Então, teria que fazer exatamente como meu pai queria, para isso precisa me esforçar mais quando ele voltasse a me dar todos aqueles livros chatos sobre administração.


Valentina: Amiga? Vamos! – me puxou do armário – Estou com fome! A fila da lanchonete deve esta enorme.  – reclamou. – Cadê o Petrick e outros dois?


Só fechei meu armário com força e andamos em direção da lanchonete.


Maria: Está no ginásio em reunião com a equipe de basquete.


Valentina: No horário do almoço?


Maria: Coisa do novo treinador. – revirei os olhos – Irão atrasar para aula de inglês.


Valentina: Que saco! Além de gato é um chato. – uniu nossos braços – Enfim, quando vou para sua casa de novo estudar e aproveitar aquela piscina maravilhosa? – falou animada. – Faz semanas que não saímos só nos duas. Petrick sempre está com você bem grudado. Pior que carrapato.


Maria: Ele é meu namorado Valon. – ri – É bom ele ser grudado mesmo. Mas de qualquer forma meu pai me deixou de castigo e Petrick está proibido de ir em casa por uma semana. Se formos sair vai ter que ser depois do colégio. – falei de forma baixa – Meu pai é um chato. Por quê os adultos são assim, heim?


Valentina: Ótimo! Além de gostoso, seu pai é muito inteligente. – sorriu.


Fiz cara de nojo.


Ela acostumava enaltecer meus pais. Principalmente meu pai. Fazia cada comentário malicioso sobre ele. O que me deixava as vezes desconfortável. Ele é meu pai. Credo!


Maria: Quer ir estudar hoje á noite? – sugeri.


Valentina: Infelizmente não dar. – disse triste – Mercedes decidiu dar uma festa na casa justo hoje. Preciso está presente. Mas amanhã estou livre. Seu pai vai estar em casa?


Maria: Talvez. Não sei. Por quê?


Valentina: Vai ser mais interessante estudar com ele presente. – sorriu.


Maria: Sossega o facho Valentina. – bufei.


Ela riu.


Entramos na lanchonete cheia e formos direto para a fila. Notamos alguns olhares e sorrisos. Observei Lav na mesa com os amigos. Ela ria de algo que um garoto falava. A mesa de Tessa estava ocupada, faltando apenas o irmão gêmeo dela. Ela mexia no celular distraída. A mão de Valentina tocou na minha mão. A encarei.


Valentina: Obrigada por pagar meu almoço sem que ninguém saiba. – sussurrou olhando ao redor – Não quero nem imaginar se Tessa descobrir sobre como realmente é minha vida. – me encarou – Obrigada de verdade Maria Paula.


Maria: Sabe que não precisa agradecer. Apenas eu e Petrick sabemos.


Valentina: Você é minha melhor amiga. Como uma irmã. Você tem quatro e eu tenho apenas você. De verdade obrigada.


Maria: Esta melancólica hoje? – cruzei os braços.


Valentina: Talvez. – deu de ombros.


A fila andou e pegamos nossas bandejas. Nós servimos das diversas opções do almoço e formos para o caixa. A senhorita Fallon apenas anotou no tablete nossos almoços e seguimos para nossa mesa. Sem os meninos a mesa era tão vazia. Decidi sentar de frente para Valentina, de costas para a mesa rival.


Valentina: A ruiva aguada está te olhando. – falou e deu um dedo do meio e em seguida bufou – Eu a odeio! – falou enchendo a boca de comida – Ela rasgou a minha inscrição para o teste de torcida. Inferno! Faz dois anos que tento e ela dar um jeito de se livrar.


Maria: Queria fazer alguma coisa Valon, mas sabe que temos certas regras. Não me meto nas coisas dela e ela na minha. Ela é a líder de torcida. Faz o que quiser.


Valentina: Você poderia ser a líder no lugar dela. – comentou com sorrisinho.


Maria: Nem vêm. – balancei a cabeça - Já basta ter roubado o título de única abelha rainha, ser a melhor do colégio e Petrick. Não quero mais confusão com ela.


Valentina: Que pena! Ia amar humilhar ela – riu.


Maria: Que má..- também ri.


 


 


 


 


 


 


 


 


Dulce Maria


 


Minha manhã foi bem produtiva. Tinha marcado seis cirurgias para semana que vêm. E enchi meus dois últimos pacientes da manhã de exames. Um deles era um tumor maligno bem desafiador. Ia precisar estudar bem mais afundo o caso. Christopher tinha me ligado dizendo que estava saindo de casa. Falei que ia esperar ele na urgência, queria ver como estava o movimento naquele horário. A noite ia ficar de plantão.


Dispensei Madison para almoço e atravessei a enorme ponte que dava para a urgência.


Observei algumas pessoas na sala de espera e entrei pelas portas duplas parando no balcão de Dafne. A maioria dos leitos ao redor estavam vazios. A enfermeira chefe sorriu ao me ver entrando. A loira assinava alguns papéis.


Dafne: O movimento está tranquilo agora doutora. Todos os neuros estão apenas fazendo avaliações.


Dulce: E o meu paciente do acidente de moto? – me encostei no balcão.


Dafne: Do mesmo jeito. Estamos monitorando a frequência com atenção. – parou de assinar os papéis e me encarou – O doutor Smith continua sendo o responsável até a senhora cobrir o plantão mais tarde. Mas sendo sincera, acha que ele irá sair dessa doutora?


Dulce: Queria ter a resposta. Já vimos caso pior acordar. E caso nem tão grave ser desligado os aparelhos. Ele é doador?


Dafne: Sim. Já conversou o filho?


Dulce: Ainda não. Mas em breve vou tocar no assunto.


Dafne: Espero que ele autorize caso aconteça o pior.


Dulce:  E a família do carro?


Dafne: Prestaram depoimento para polícia mais cedo. Daqui dois dias terão alta.


Dulce: Ainda bem.


Xxx: Licença. – a voz bonita e o dono dela apareceu digitando algo no tablete – Aqui está a ficha compl..- parou de falar ao me ver ali – Olá. – sorriu.


Dulce: Boa tarde senhor Cardoso. – retribui o sorriso. Rafael estava com o uniforme azul escuro dos médicos plantonistas. Não usava jaleco.


Rafael: Vim devolver com as informações dos medicamentos que peguei mais cedo. – entregou o tablete para Dafne – O meu crachá também está cadastrado aí.


Dafne: Ótimo doutor. – sorriu – Precisa de mais alguma coisa?


Rafael: Não. As outras enfermeiras já me ajudaram com tudo que precisava. Obrigado. – me encarou – Queria agradecer pela a chance de novo.


Dulce Agradeça honrando ela muito bem. – sorri.


Dafne: Preciso levar isso para o jurídico. – pegou os papéis que antes assinava - Licença. – saiu do balcão nós deixando sozinhos e entrou por outra porta dupla.


Dulce: Como foi sua primeira manhã?


Rafael: Conheci o RH e não tem muito movimento hoje. Estou me adaptando ao hospital e a essa cidade também. – seus olhos azuis tinham um brilho que chegava a ser surreal.


Engoli em seco.


Dulce: Irá se adaptar muito bem. Se precisar de ajuda pode vir até mim. Ou melhor dizendo, até minha secretaria Madison.


Rafael: Obrigada doutora Saviñón. Ouvi dizer que a lanchonete daqui é ótima. – comentou se aproximando mais de mim – Já almoçou?


Dulce: Não. Mas estou indo almoçar com meu marido. E a lanchonete é muito boa. Normalmente almoço por lá. – falei sem conseguir parar de encarar aqueles olhos.


Rafael: Acho que teremos muitas chances de almoçar juntos.


Dulce: Muitas chances. – concordei apressada.


Quê?


Respirei fundo.


É melhor não olhar para esses azuis.


Meu celular tocou, o peguei de dentro da bolsa. Christopher dizia na mensagem que já estava na frente do hospital. Encarei Rafael.


Dulce: Preciso ir. A gente se ver por aí doutor. – guardei de volta o celular.


Rafael: Bom almoço doutora Saviñón. – sorriu.


Dulce: Para você também...doutor. – o encarei por mais cinco segundos antes de me afastar dele indo para fora do hospital.


Christopher estava com a Mercedes-AMG Gmb preta com os vidros fechados. Atrás dele o carro com a segurança pessoal. Me aproximei da mercedes e abri a porta entrando em seguida. Ele estava com o cabelo molhado e o delicioso cheiro do perfume dele me embriagou. Inspirei profundamente.


Dulce: Oiiii – me inclinei e o beijei demorando um pouquinho – Cheiroso. – sorri - Aonde vamos? – me afastei dele me ajeitando no banco.


Christopher: Para seu restaurante favorito. – se inclinou me dando mais um beijinho me fazendo sorrir e voltou atenção para frente dando a partida.


Mordi os lábios vendo o quanto ele ficava ainda mais gostoso atrás do volante.



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Autor(a): tatayvondy

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 1706



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  • vondy_eternamenty Postado em 09/05/2024 - 19:18:43

    Continua por favor esta ótima

  • Vondy Forever Postado em 06/05/2024 - 10:35:05

    Continua por favor

  • Srta Vondy ♥ Postado em 21/04/2024 - 22:44:45

    Entendo de verdade o quão importante é a carreira da Dul, que emergências acontecem (principalmente num hospital), que p carreira que ela escolheu tem que abrir mão de muita coisa, principalmente de momento em família, de verdade entendo tudo isso, mas n me entra na cabeça o quão ''relapsa'' ou melhor relaxada ela se tornou em relação ao sentimento das meninas de saber que as filhas criam esperanças baseada na confirmação dela, ficam ansiosas esperando, se decepcionam, choram, são acalmadas, perdoam ela e depois tudo se repete novamente, sei que existe o contra-peso de uma vida que ''depende'' dela, mas mesmo assim sabe ? E ainda acha o Uckermann errado por cobrar isso dela, sendo que sobra p ele toda essa bomba nos momentos especiais das meninas Fora que acho que será um problema o novo médico e a possível entrada da Belinda na empresa do Christopher, e o segredo que a Dul guarda que até agora n deu as caras.. Ansiossima p os próximos capítulos, some mais não, por favor Continuaaaa <3

    • tatayvondy Postado em 04/05/2024 - 21:55:18

      Os anos passaram e ela mudou muito, nem parece aquela menina de antes. Só acho que ela deveria parar de fazer essas promessas, já que é difícil de cumprir. Ela não gosta de ser cobrada, porque ela sabe que está errada. Esse novo médico ainda vai causar problemas não só no casamento dela, mas na relação das meninas tbm, assim como Belinda, Dulce que se cuide...e esse segredo? Chuta o que seja? Estava com saudades dos seus comentários*-* vou tentar postar com frequência, continuando!!!!!

  • vondy_eternamenty Postado em 20/04/2024 - 22:05:48

    nossa que saudades eu estava de vc continua

    • tatayvondy Postado em 04/05/2024 - 21:47:22

      Tbm estava com saudades *-*

  • taianetcn1992 Postado em 18/09/2023 - 07:49:08

    mais mais mais

  • gyh Postado em 16/07/2023 - 10:56:59

    Estou ansiosa pra 3 temporada

  • Vondy Forever Postado em 16/07/2023 - 10:33:34

    Amei espero que na 3 temporada permaneça neste mesma pegada

  • gyh Postado em 15/07/2023 - 23:28:52

    Hj entrei no site com a esperança de ter atualização e qnd entro tenho uma grande surpresa

  • gyh Postado em 28/06/2023 - 14:25:39

    Véi volta pelo amor de Dios &#128582;&#128546;&#128553;

  • gyh Postado em 12/06/2023 - 19:43:33

    Véi entro no site todo santo dia pensando que tem atualização, Pena que acho que vc desistiu &#128546;




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