No outro dia, poncho saia pra trabalhar mesmo com todos os protestos de Dulce que não queria ficar o dia inteiro com Duda, não ia ser babá dela de jeito nenhum, queria ir até para o estúdio com ele que não deixou, não porque não a queria por perto, mas porque queria que ela ficasse e talvez conversasse com Duda, as duas poderiam até se dar bem.
- Dul... amor... - ele a chamou e ela apareceu no alto da escada - eu já vou.
- Tchau - ela falou lá de cima com os braços cruzados
- eu não ganho nenhum beijinho de bom dia
- e você está merecendo um beijo de bom dia poncho ? - ele riu dela
- bom acho que já vou, sem Beijo da minha namorada que está brava comigo, ainda numa gravação tão perigosa como a de hoje, talvez nem tenha muita sorte - ele fazia drama fazendo ela rir - meu dia vai ser péssimo, nem um beijo de bom dia eu ganhei - Dulce viu Duda se aproximando dele e correu descendo as escadas, e foi direto para os braços dele o dando um beijo de tirar o fôlego. Duda olhava a cena cheia de raiva tinha que se livrar de Dulce o mais rápido possível.
- ponto bom dia amor - Dulce falou se soltando dele que sorria
- bom dia minha vida - ele a roubou mais um beijo e saiu pela porta Dulce a fechou olhando pra trás, Duda a encarava com raiva.
- bom dia Eduarda - Dulce falou e sorriu forçadamente
- bom dia querida, como está
- estou bem, bom com licença - Dulce subia a escada mas algo a perturbava, e ela parou - o poncho já saiu não precisa ficar se fazendo - ela se virou olhando pra Eduarda - eu conheço bem esse sorriso falso
- ainda bem que conhece, Olha aqui cantorazinha poncho vai voltar pra mim, ele sempre quis ter um filho e com certeza, ele vai cuidar do meu filho comigo - Dulce a olhou cheia de raiva
- vai sonhando, e vai arrumando um jeito de sair daqui está me ouvindo. Poncho meu namorado, me ama e não vai voltar pra você, ainda mais pra cuidar de um filho que não é dele, fruto de uma traição sua. Você o subestima poncho não seria tão idiota. Agora se me da licença vou fazer coisa melhor que olhar pra sua cara, sei lá vomitar meu café da manhã por exemplo. - ela saiu deixando Duda furiosa, Dulce não era boba ia ser difícil separar ela de poncho mas duda não iria desistir.
Dulce passou o dia evitando Eduarda, o pior que ela estava totalmente entediada, odiava ficar parada, dormiu, leu um livro viu séries. E já estava quase que pirando. Ela se arrumou colocando um vestido preto de renda curto com mangas cumpridas, ele ficava bem rente ao corpo delineando suas curvas, ela a chamaria Poncho pra sair sei la jantar depois ir para um bar. Ela terminava de se arrumar quando ele chegou, Poncho abriu a porta do quanto a olhando se achava um homem de sorte tinha a namorada mais linda do mundo. Ele sorriu a agarrando por trás
- meu deus assim nem vou mais querer sair da casa, pra mim ficaria o dia inteiro trancado nesse quarto com você - Poncho Beijava o pescoço dela cheio de segunda, terceiras e até quartas intenções.
- não vai se animando amor, vamos sair tô cansada de ficar aqui, então vai se arrumar na volta se você estiver merecendo - ela se virou pra frente o beijando - eu sou toda sua - ela mordeu os lábios fazendo ele balançar a camisa morrendo de calor. - mas agora vai se arrumar vamos jantar fora - ele foi mais que correndo, não estava ansioso para o jantar mas sim para o que aconteceria após ele.
Dulce esperava ele sentada na sala nem percebeu que Duda a observava, bom sabia que eles iriam sair e não ia deixar. Poncho desceu vestindo uma calça jeans escura com uma camisa social clara rente ao corpo e um blazer preto, Dulce sorriu se levantando vendo ele que estava bem bonito.
- hum que lindo, caprichou - ele deu uma volta se mostrando e pegou na mão dela a fazendo rodar
- eu tenho que caprichar, já viu a mulher que vai jantar comigo hoje, ela é linda e muito gostosa - ele a puxou para seus braços a beijando, Duda assistia a cena enojada, tinha que impedir que eles saíssem. Ela entrou na sala já fazendo seu teatro
- aí poncho eu não estou passando bem - poncho se distanciou de Dulce e a olhou preocupado.
- o que você tem
- não sei estou me sentindo fraca, e com dor. - ele correu até ela
- vem é melhor se sentar. - ele a sentou a olhando muito preocupado - na verdade acho melhor irmos ao médico
- não precisa Poncho não quero incomodar
- não incomoda, é melhor irmos
- não eu não quero ir ao médico, deve passar logo- ela tentou se levantar e fingiu que estava tonta.
- Duda, o que você está sentindo
- uma tontura acho melhor ir deita
- eu te levo. - ele a levou ao quarto, e voltou - Dulce não vamos mais sair
- como? Porque ela só tá tonta coisa de grávida - ele a olhou bravo
- Dulce não seja insensível. Ela está passando mal, preciso cuidar dela
- a Maria está aí, pode cuidar dela.
- já chega eu vou ficar com a Duda se acontecer algo com bebé eu nunca vou me perdoar. E você para de ser tão egoísta Dulce - ele gritava com ela que estava a ponto de pegar no pescoço dele não era pra tanto. - ela é uma mulher grávida e sozinha, precisa de mim - isso foi a gota d’agua pra ela, que pegou sua bolsa do sofá e foi indo pra porta -Onde você vai
- sair sozinha e você pode ir lá cuidar da sua ex grávida de outro - poncho odiava o fato dela lembrar isso o tempo todo, ele bem sabia que o filho não era dele, que ele foi enganado por Duda mas não podia a abandonar.
- Dulce você não vai a lugar nenhum sozinha
- eu quero ver que vai me impedir Tchau poncho - Dulce saiu pela porta com raiva, deixando ele pra trás furioso.
Dulce pegou um táxi, e foi para um bar beber, pra aguentar sua vida ao lado do pai do ano, poncho não a enganava sabia que queria ser pai daquela criança, e agora parecia que ela estava atrapalhado.
Ela chegou a um Bar que lembrava mais um pug Alemão, era sofisticado mesmo parecendo uma taberna, ela se sentou na bancada já pedindo.
- uma cerveja e uma dose de tequila. - escutou uma risada ao seu lado, era um homem muito bonito até parecia conhecido mais ela nem ligou estava furiosa. Ela o ignorou
- cerveja e tequila, bela combinação alcoólica. Uma leve outra agressiva.
- nossa tanto lugar pra beber eu tinha que vir pra cá, sentar do lado de um exímio conhecedor de bebida incrivelmente chato - ela revirou os olhos pra ele que riu
- você não é nada sociável - Dulce sorriu para o barman que a serviu suas bebidas , ela virou a tequila de uma vez só, sem mesmo colocar limão nem sal e nem fez cara feia.
- outra dose por favor - ela olhou para o copo achando pequeno - olha na verdade trás a garrafa. - o homem a seu lado riu ainda mais
- agora entendi, você está realmente muito brava. - ela bufou e olhou pra ele
- olha não sei qual é a sua mas não estou interessada, será que uma mulher não pode beber sem ter um idiota querendo puxar assunto.
- claro que pode nervosinha. Da pra ver que não está nos seus melhores dias eu também não estou. - ela tomava um gole da sua cerveja o ignorando.
- esse é a hora que você começa me cantar sua história triste? Se for avisa vou fingir que vou no banheiro e sentar em outro lugar - o homem ficava de boca aberta vendo o jeito tão sincero e sarcástico dela
- você é sincera hein. Gostei - ele falava num tom divertido que arrancou um sorriso dela.
- que bom isso mudou minha vida, agora poderia beber em silêncio.
- você sabe que esta num bar, não sabe, nunca vai beber em silêncio, aliás nem em paz, quando eu me levantar aquele cara - ele apontou para um homem sentado em uma mesa a olhando - aquele cara também - apontou para outro cara em pé ao fundo que também a olhava - e aquele outro ali - ele apontou para um homem que bebia a olhando de uma forma esquisita Dulce riu será que ele estava tentando seduzir ela, era melhor parar estava ridículo - todos eles vão se estapear pra sentar ao seu lado. Então acho bom apreciar minha companhia, pois qual é que está bebendo ali tem um jeitão de psicopata. - ela riu virando a cerveja num gole só.
- Obrigada mais eu sei me cuidar, e nenhum deles ia querer se meter comigo hoje. - ela falou com raiva
- nossa tô até com pena do homem que te deixou tão brava assim - ela riu tomando mais um copo de tequila.
- ele não merece pena, e sim um chute no meio das pernas.
- ixe o que ele fez?
- não é da sua conta, na verdade já falei até demais com você.
- nossa assim fico ofendido, eu aqui tentando ser legal, te escutar e é assim que você me trata... poxa magoou. - ela riu dele que era até engraçado - já que não quer falar eu falo, vou contar minha história triste - Dulce gritou chamando Atenção de todos .
- alguém tem uma arma, preciso me suicidar, sério o homem ao meu lado vai começar a contar sua triste vida pra mim, e eu prefiro uma bala na minha cabeça a que escutar ele- todos em volta riam.
- engraçadinha você, agora sim eu vou te contar e você vai ter que escutar
- Olha não é por mal mas meu namorado acabou de acolher a ex namorada grávida na casa dele, se for contar suas histórias espero que seja pior que a minha - ela bebeu mais uma tequila, ela não queria se abrir com um estranho mas estava realmente furiosa
- tá bom vamos fazer um duelo, pra ver qual história é mais triste, bom pode começa - ela riu não acreditando nele
- está bem, meu namorado acolheu a ex namorada, grávida, do ex marido dela, com quem ela o atraiu, e engravidou, e agora o ex marido a pós pra fora, e ela foi pra casa do meu namorado, que a acolheu e até cuida dela e briga comigo - ele levantou o copo brindando com ela
- só isso, achei fraco. Eu sou casado a oito anos e minha mulher me traiu - Dulce riu
- só isso ?
- não ela dormiu com o jardineiro, na minha cama, vestida de faxineira e ainda quer metade de tudo que meu no divórcio - Dulce o olhou com olhos enormes e não conseguiu se segurar rindo, e brindou com ele.
- tintim com certeza você ganhou - ele riu com ela estava encantado com Dulce além de bonita era Completamente louca. Eles conversaram por bastante e Dulce pegou o celular olhando a hora. Já era tarde
- então chifrudinho tenho que ir
- alguém se acostuma mesmo com esse seu humor ácido?
- não! - eles riram - bom tenho que ir foi um prazer - ela apertou a mão dele e se levantou -qual seu nome mesmo?
- vai falar que você não sabe - ela o olhou estranhando, porque ela saberia, ele não falou seu nome em momento nenhum.
- porque eu saberia ? - ele riu sem acreditar, ela devia estar zoando ele, ele era conhecido mundialmente, como ela não saberia seu nome.
- meu nome é Jansen... Não te lembra nada - Dulce revirou os olhos
- não - ele abriu os braços falando
- Jansen Ackles, vai falar que não sabe quem eu sou
- nossa sei... - ele sorriu satisfeito - o chifrado chato do bar, Olha já tá tarde num da pra ficar aqui brincando de adivinhação eu tenho que ir embora - ela ia se afastando e ele a segurou - me solta o que foi agora
- espera, foi um prazer também, qual é seu nome?
- Dulce Maria, bom foi um prazer e Tchau cuidado quando sair pela porta - ela colocou as mãos encima da cabeça imitando dois chifres - sabe pra não ficar preso - ele riu dela que foi parada por uma moça perto da porta, que pediu um autógrafo e uma foto, ele ficou olhando ela era realmente linda e tinha um corpo que o fazia perder a cabeça tinha que ver ela de novo. Assim que ela saiu a moça que a pediu o autógrafo se aproximou dele
- Jansen Ackles... Não acredito me da um autógrafo. Eu adoro sobrenatural. Sou sua maior fan. Tira uma foto comigo
- lógico - ele tirou a foto com ela e a perguntou - vi você tirando foto com uma mulher ali na porta que é ela, é famosa?
- sim é a Dulce Maria, ela é uma cantora do meu país, e muito famosa. - ele sorriu agora já sabia que poderia encontrar ela novamente. Pelo menos era mais fácil de achar ela.