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Fanfic: Para sempre - Vondy | Tema: Vondy



Capí­tulo : Capitulo 4  |  Visualizações do capítulo da fanfic / fanfiction 33 visualizações |  ◄ Denunciar!

Capitulo 4


 


 


 


Quando chego à mesa em que sempre almoçamos, Anahí e Chris já estão lá. Mas ao ver que Christopher está com eles, fico tentada a correr na direção contrária.


Chris: Você pode se sentar com a gente, mas só se prometer não ficar encarando o novato — diz Chris, rindo. — Encarar os outros é falta de educação, sabia? Será que ninguém lhe ensinou isso?


Reviro os olhos e me sento ao lado dele no banco, determinada a provar que não estou nem aí para a presença de Christopher.


Dul: Fui criada por lobos, o que é que eu posso fazer? — Dou de ombros e trato de abrir o zíper da bolsa térmica em que trago meu almoço.


Chris: — Fui criado por uma drag queen e por uma escritora — diz Chris, surrupiando um confeito do cupcake pré-Halloween de Annie.


Annie: Desculpe, mas esse não é você, querido — intervém Annie, rindo. — É o Chandler de Friends. Eu, por minha vez, fui criada por uma congregação de bruxas. Fui uma linda princesa vampira, amada, adorada e admirada por todos. Cresci num luxuoso castelo gótico, e nem sei como vim parar aqui, nesta horrenda mesa de fibra de vidro, junto com a ralé. — Ela acena para Christopher. — E você?


Ele dá um gole no que está bebendo, um líquido vermelho iridescente em uma garrafa de vidro, e então corre os olhos por nós três e diz:


Ucker: Itália, França, Inglaterra, Espanha, Bélgica, Nova York, Nova Orleans, Oregon, Índia, Novo México, Egito e mais alguns lugares por aí. — Ele sorri.


Annie: Filho de militar, aposto. — Annie dá uma risada.


Chris: Dulceédooregon — ele não consegue falar direito enquanto captura o doce com a língua e o engole com seu isotônico


Ucker: — O quê? — pergunta Christopher, confuso.


Chris ri.


Chris: Falei que a Dulce, nossa amiga aqui, é do Oregon — diz, provocando um olhar torto de Annie, que, mesmo depois do mico que paguei ontem, ainda me vê como a maior pedra em seu caminho rumo ao amor absoluto e não gosta nem um pouco de me ver no centro das atenções, ainda que por um breve instante.


Christopher sorri, olhando para mim.


Ucker: Onde no Oregon? Já morei em Portland


Dul: Eugene — respondo, focando meu sanduíche, não Christopher, pois mais uma vez, exatamente como aconteceu na sala de aula, quando ele fala, sua voz é o único som que ouço.


E toda vez que nossos olhares se encontram sinto meu corpo ficar quente.


E quando o pé de Christopher roça o meu, todo o meu corpo começa a formigar.


E essa história já está me deixando nervosa.


Ucker: Como você veio morar aqui? — Christopher se inclina em minha direção, e Annie logo dá um jeito de se aproximar dele, deslizando no banco.


Sem tirar os olhos da mesa, crispo os lábios como faço sempre que estou aflita. Não quero falar sobre meu passado. Não vejo motivo para revelar todos os detalhes sórdidos; para explicar como, por culpa exclusivamente minha, toda a minha família morreu, e eu, por algum motivo insondável, sobrevivi. Portanto, simplesmente retiro a casca do pão e digo:


Dul: É uma longa historia


Posso sentir o olhar de Christopher sobre mim, um olhar intenso, quente, convidativo. Fico tão nervosa que minhas mãos começam a suar, e deixo escorregar a garrafa de água mineral. Tudo acontece tão rápido que não tenho tempo de fazer nada, além de esperar pelo barulho provocado pela queda. Mas antes que a garrafa chegue ao chão Christopher a pega no ar e a devolve a mim.


Em seguida, Chris pergunta sobre Nova York, e Annie se aproxima ainda mais, quase se sentando no colo de Christopher. Respiro fundo e termino meu almoço, preferindo achar que imaginei tudo aquilo.



Autor(a): mariana18

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