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Fanfic: Não Sou Este Tipo De Garota - (Vondy) Adaptada | Tema: Rebelde



Capí­tulo : Prólogo  |  Visualizações do capítulo da fanfic / fanfiction 110 visualizações |  ◄ Denunciar!

No primeiro dia do último ano do ensino médio, passei por acaso em frente ao auditório durante a reunião de orientação aos calouros. Dava para ver o brasão da Academia Ross gravado nos vitrais das duas enormes portas de madeira e uma delas estava aberta. Lá dentro, havia apenas o número de alunos necessário para ocupar somente as primeiras fileiras dos assentos duros e desconfortávies, e o vazio dava lugar ao lugar um ruído oco que com certeza fazia com que os calouros se sentissem ainda menores e mais impressionados.


Foram necessários apenas três minutos para me dar vontade de gritar.


Na minha visão de veterana, a orientação aos calouros é uma perda de tempo colossal. Ou, pelo menos, a maneira como a escola a faz é, forçando os alunos novos a repetir palavra por palavra o Manual de orientação da Academia Ross, todos ao mesmo tempo, sob a orientação do conselheiro mais próximo da morte. Não havia muitos sins no Manual de orientação da Academia Ross. Era praticamente uma repetição de nãos, desde "não usar telefone celular durante o hórario escolar" até "não correr em rítimo inadequado pelos corredores". Mais metade dos alunos lutava para ficar acordada, enquanto o restante se concentrava em sutilmente, ou não tanto, examinar um ao outro.


 


Se fosse por mim, as coisas seriam bem diferentes.


Em primeiro lugar, separaria a orientação dos calouros por gênero. Para os garotos, apenas uma apresentação simples, feita no máximo em dez minutos. Na verdade, seria bem próvavel que a reunião de aparesentação fosse cancelada e eu apenas entregasse um comunicado. Pois havia somente três coisas a fazer para que um garoto vivesse uma experiência de sucesso no ensino médio: fazer a lição de casa, usar camisinha (para o caso de se dar bem) e passar desodorante nos sapatos de couro da escola todas as noites, pois o suor dos pés junto com as meias de poliéster têm um efeito inacreditável no nível de popularidade.


Obiviamente, as coisas seriam mais complicadas para as garotas.


Faria uma orientação no estilo daquelas palestras sobre dirigir embriagado que assustam logo de cara, em que os policiais estacionam um carro destruído no gramado da escola e um palestrante conta matou acidentalmente seu melhor amigo ao voltar para casa depois de uma festa. Exceto que, em vez de comentar sobre os perigos de dirigir embriagado, arrumaria um palestrante que falasse francamente sobre o perigo dos garotos do ensino médio.


Conheço uma garota que seria perfeita para isso. Ela estava na minha classe no primeiro ano. Era legal. Amigável até mesmo com os alunos esquesitos. Popular, mas não a ponto de deixar os demais enciumados, e bonita de um jeito que facilmente passaria despercebida. Poucas semanas após começar o ensino médio, pagou o preço da popularidade. Arrumou um namorado.


Alfonso Herrea tinha quase o dobro da sua altura - um tamanho intimidador até ser visto se enfiando em um fusca azul-bebê enferrujado, caindo aos pedaços que ele amava mesmo assim. Ele era um veterano com notas decentes, bons dentes e ocupava uma posição no time de basquete da escola. Em outras palavras, era um tesouro para qualquer garota, de qualquer ano, especialmente para uma caloura.


Eles se conheceram na enfermaria -- ela com enxaqueca, ele alardeando um enorme corte de papel na esperança de fugir da aula de espanhol II. No fim de semana, já eram um casal. No fim do mês, eram o casal.


É claro que tinham intimidade. Mas ela ia com calma, preferindo trocar beijinhos doces durante caminhadas sobre as pilhas de folhas secas de outono em vez de partidas de luta livre quase sem roupa no apertado banco de átras do carro de Alfonso.


No aniversário de dois meses de namoro, Alfonso pediu que ela cabulasse a aula de álgebra para encontrá-lo no vestiário masculino para uma comemoração secreta. A garota jamais havia feito algo do tipo, mas parecia uma ousadia divertida e excitante. Embora nenhum dos dois ainda tivesse dito "Eu Te Amo", ela sentia isso toda vez que Alfonso entrelaçava seus dedos aos delas. Uma semana antes, depois de tomar suas primeiras três cervejas em uma festa, ela quase deixou escapar. Mas decidiu guardar para uma ocasião especial: o aniversário de dois meses.


Depois de olhar por trás dos ombros, a garota entrou de fininho no vestiário masculino e foi na ponta dos pés atá a última fileira de armários. Alfonso a comprimentou com um sorriso. Um pouco depois, antes mesmo de dizerem "oi", ja´estavam se beijando. Parecia que o uniforme escolar dela tinha sido feito sob medida para um encontro apressado com aquele.


As mãos dele deslizavam por ela toda.


Todinha.


E pela primeira vez no relacionamento deles, ela não se preocupou com o local que as mãos percorriam. Era romântico e sexy, e tudo dentro dela estava derretendo. Alfonso era mais experiente nessas coisas, e ela finalmente permitiu-se curtir o momento.


 


***



Autor(a): Joy

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