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Fanfic: El sabor de la venganza... Portiñón, AyD. | Tema: Anahí e Dulce.


Capítulo: Sangre en los ojos ─ Capítulo dezesseis.

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Por autora...


 


Serena gritava em plenos pulmões, batendo na porta sem sucesso. Estava descontrolada, e fazendo uma cena... Cena que não ficara despercebido por alguns vizinhos que passavam e ficavam chocados com o que via... Logo, a cena visualizou na internet quando uma vizinha adolescente filmara o momento em que as roupas e os pertences de Sol e Serena flutuavam pelo ar, e caiam na frente da casa, enquanto Serena implorava para adentrar na casa que antes fora sua...


Claro que nenhuma das duas sabiam que estavam expostas na internet, e que era maior motivo de chacota da sociedade americana. As pessoas já estavam rindo delas desde o incidente na Catedral, mas, serem expulsas de suas própria casa era uma enorme cereja no bolo...


Finalmente, o reinado de Sol de La Riva chegara ao fim... Ela só precisava ser avisada disto.


– Mamãe, pare! – Sol ordenou com um grito que aumentou a sua dor. Tinha percebido que algumas pessoas a encaravam e a julgavam com o olhar. Não podia ficar exposta dessa forma. Com o pingo de dignidade que ainda tinha, puxou o braço de sua mãe, a forçando a parar. – Chega! – Disse firme.


– Não. Ela não pode nos expulsar dessa forma da nossa casa... Da minha casa, em que passei anos a aperfeiçoando, tornando-a perfeita e bem quista por toda sociedade. – Serena soluçou, porém, os seus olhos arregalaram quando mais um item seu foi jogada da janela. – Meu echarpe! – Gritou e correu para pegá-lo, evitando que caísse em uma poça. – Vocês sabiam que esse echarpe é uma relíquia? – Serena gritou, surtada. – Paguei quase três milhões de dólares! Foi da Princesa Diana, seus monstros! – Anunciou, olhando pra janela que as coisas eram arremessadas. – Vocês estão todos demitidos! – Escutaram risadas dos empregados. – Insolentes!


As risadas não eram apenas dos empregados, mas de quem também assistiam, deliciados pela caída de ambas. Elas se sentiam as rainhas da sociedade, agora não pareciam mais que farrapos. Parece que o jogo tinha virado, não é mesmo? Sol fuzilou com o olhar cada pessoa que ria. Gravou o rosto de cada um em sua mente. Quando estivesse novamente no poder, iria destruí-los para eles saberem que não se mexe com a Sol de La Riva.


– Eles não se importam, mamãe. – Sol avisou, cansada. Alcançou a sua carteira que felizmente também foi jogada ao relento. Sentia muita pena de ver as suas roupas de grife, jogadas, dessa forma. Mas não iria fazer nenhum show. Não iria alimentar o desejo sádico de cada um que estava ali, muito menos da Anahí. – Vamos embora. Preciso ir ao hospital... – A sua bochecha ainda sangrava, mas a sua única preocupação era os pontos... Serena de início, relutou um pouco para ir embora, não queria deixar as suas coisas ao relento. E se alguém pegasse? Ali, diante dos seus olhos, estava uma pequena fortuna de roupas e sapatos. Não poderia deixar para trás. Estava sem nenhum dinheiro, não podia ficar também sem ter o que usar! – Pelo amor de Deus, mamãe. Pare de agir como se tivéssemos embaixo de uma ponte. Estou com os meus cartões de crédito, e meu cartão de débito. Podemos comprar tudo novo e ainda por cima, melhor.


Serena respirou aliviada... Um alívio antecipado e que nunca deveria existir, dando-se conta a realidade de ambas. Elas saíram da propriedade de queixo erguido, sem se importar com quem estava olhando... Apesar de ser bastante humilhante. Tiveram que pegar um táxi, já que não podiam e não tinham a chave de nenhum carro que estava estacionado na mansão.


O ódio crescia no peito de ambas. Elas queriam a cabeça de Anahí em cima de uma bandeja de bronze, de terceira categoria, assim como a Anahí era... Aquela bandida achava que poderia ficar com tudo? Estava muito enganada! Sol usaria todo o dinheiro que tinha para anular o maldito testamento. Era uma audácia muito grande a Anahí chegar do nada e lhe roubar tudo, ainda por cima, empurra-lhe um irmão negro! Jamais aceitaria aquele bastardo, também iria contestar na justiça a paternidade daquele garoto. O Klaus jamais poderia ser o pai daquele menino, e não importava que fosse por meio de adoção ou não. O fato de um negro usar o sobrenome “De La Riva” já era humilhante demais.


– O que vamos fazer? – Serena perguntou para a filha, baixinho demais. Segurava o seu echarpe, e também a revista que foi jogada. O vexame do velório estava estampado na capa e isso fazia o seu intestino estremecer.


– Primeiro, cuidaremos do meu rosto. Faço questão que o melhor cirurgião o olhe, e o ponteei. Não quero ficar com nenhuma cicatriz. – Sol anunciou, ignorando o latejar constante de sua bochecha. – Em seguida, procuraremos o melhor hotel para nos hospedar. Preciso de um banho de espuma e uma massagem, urgentemente. Depois iremos contactar o melhor advogado do universo e entraremos com o pedido de anulação de testamento. E por fim, quando o meu rosto estiver desinchado e que a maquiagem esconda os pontos, iremos a um cassino, aquele... Fantasy, que é bastante procurado e conceituado. Vamos vestidas com as melhores roupas de grife, e esbaldaremos dinheiro, para mostrar a essa povinho que mesmo sendo expulsas de nossa casa, ainda estamos no auge e com dinheiro. Quero que todos vejam que é questão de tempo para estarmos no topo novamente.


Serena sorriu levemente, o otimismo de sua filha lhe contagiando. Talvez, as coisas não estivessem tão ruins assim. Acendeu a esperança de que iria rever a sua querida e amada casa, e também a sua posição social. Porém, o otimismo se apagara quando desceram do taxi e foram barradas na entrada do hospital... Não tiveram nem a oportunidade de colocar os pés dentro da recepção e sentir o vento frio do ar-condicionado... Hoje, especialmente, era um dos tempos quentes de Seattle que fazia todo o corpo suar e ficar pegajoso.


– Você está louco? – Sol tentou esbravejar, mas sentiu a dor aumentar em seu rosto, estava com uma toalha de mão pressionada contra a bochecha. Encarou com desprezo os dois seguranças que a impendiam de entrar no hospital. – Vocês sabem com que estão falando, seus porcos? Eu sou Sol de La Riva! A dona do hospital que ironicamente também carrega o meu sobrenome, deixe-me passar agora ou vocês estarão no olho da rua em um estralar de dedos. – Ela estralou os dedos para enfatizar.


Os dois seguranças se entreolharam e deram de ombros, sem se importar com a ameaça, deixando as duas ultrajadas.


– Como ousa nos impedir de entrar? – Serena perguntou aborrecida. – Eu quero falar com o Richard, agora! – Ordenou.


– O Sr. Parker não está disponível para vocês. – O segurança informou, apontando para a rua. – Por tanto, peço que desobstruam a entrada do hospital e evitem futuros constrangimento.


Os queixos de Sol e Serena quase caíram.


– O quê? Como ele não está disponível para mim? Como ele pode? Ele é subordinado á mim! – Serena argumentou irritada. – Se ele tem esse emprego é porque o meu marido que lhe deu a oportunidade anos atrás. Diga a ele que se não me atender em cinco segundos, está demitido!


Serena estava chocada! Achou que o Richard Parker era o seu amigo, por Deus, tinha amizade com a esposa dele de longos anos. Embora que, depois que pedira para o Richard vetar a entrada de Tisha Portilla do hospital sob ameaças, a amizade ficara um pouco abalada. Mas isso já fazia anos... Mas, pelo jeito o mesmo guardara rancor.


– Senhoras, estamos autorizados a usarmos força bruta. Não importam se o sobrenome de vocês são o mesmo do hospital, ou que são amigas do Sr. Parker, iremos enxotá-las de todo jeito. – O outro segurança disse, dando um passo á frente. – Sairão por bem ou por mal? O que será? – Perguntou com uma carranca.


Automaticamente, Serena e Sol foram para trás, amedrontadas. Se aquele homem encostasse a mão nelas, seria um ato hediondo. Novamente, algumas pessoas pararam pra olhar a situação. O que estava acontecendo com todo mundo que fazia questão de assisti-las?


Sem opções, Sol suspirou:


– Tudo bem. Iremos embora, mas... – Apontou o dedo a riste. – Isso não ficará assim. Guardei bem a fisionomia de vocês, estarão no olho da rua quando tudo isso for resolvido.


O que receberam foram risadas dos seguranças. Arrasadas, saíram da entrada do hospital, perdidas. O que fariam? Infelizmente, os hospitais que tinham em Seattle, quase todos eram da família, e se foram barradas em um, provavelmente seriam barrados nos outros. Tinha um ou dois particulares que não eram da família Riva, porém, eram exclusivos para quem tinha plano de saúde, e infelizmente, elas nunca cogitaram a hipótese de fazer um, aliás, eram donas de hospitais! Bem, eram...


– Você tem que pontear o rosto, não pode ficar com esse corte aberto. – Serena disse preocupada, o rosto franzido, mas logo se lembrou de que isso traria rugas, então, desfez a expressão. – Só no resta o hospital do governo...


Tanto ela, como a Sol estremeceram. Sol tentou pensar, porém, a verdade estava explicita em seu rosto: Tinha que usar o hospital do governo, mais uma humilhação para a lista. Não duvidava nada que esse bloqueio de sua entrada nos hospitais Riva tinha dedo de Anahí. Aquela pes*te estava fazendo de tudo para lhe destruir!


– Que opção que eu tenho? – Sol perguntou chateada.


Elas não sabiam onde era o hospital do governo. Entraram no táxi e pediram para que eles a deixassem lá. A toalhinha já estava suja de sangue. Assim que chegaram, ficaram chocadas em saber que tinham que esperar. Sol tentara usar o seu status de socialite, mas não tivera nenhuma resposta convincente. Teriam que esperar como qualquer outra pessoa... E esperaram, ao lado de pessoas simples que elas faziam questão de torcer o nariz e de olhar de cima. Deviam ter alugado um jatinho e ido até Nova York, lá tinha inúmeras variedades de hospitais que não carregavam o sobrenome da família.


Mas, não! Estava presa nesse maldito hospital, respirando os gemes e pegando doenças ao lado do povo pobre que poderia até transmitir a pes*te negra.


– Soledade de La Riva. – Uma voz a chamou.


– Finalmente! – Sol se levantou, sendo seguida por sua mãe.


Assim que entraram no consultório, limparam as cadeiras de plástico com guardanapos. Não queria de nenhuma forma ter que sentar naquela cadeira imunda. Mas, era impossível não fazê-lo. O médico assistia tudo com o cenho franzido, aquelas dondocas estavam no lugar errado.


– Então, Srta. De La Riva? – O médico a chamou, olhando o sobrenome tão conhecido no mundo da medicina. – O que a traz aqui? No hospital público? – Perguntou com curiosidade, pelo o que sabia, ela tinha inúmeros hospitais de primeiro mundo da família que podia muito bem ser atendida.


– Isso aqui. – Sol respondeu com mau humor, mostrando o corte e desistindo de sentar na cadeira. – Como pode ver, sofri um corte em meu rosto. Quero que me encaminhe para um cirurgião plástico. E o mais rápido o possível, já esperei tempo demais nessa espelunca ao lado dessas pessoas infames.


O médico olhou seriamente para a Sol. Apesar de ser um hospital público, as pessoas que frequentavam eram dignas e trabalhadoras. Rapidamente, teve um julgamento sobre Sol... Mimada, sem um pingo de humanismo e com um rei na barriga. O seu olhar foi dela para a mãe que ainda tentava limpar a cadeira para se sentar.


– Então? – Sol o questionou. – Quando fará isso? Não tenho o tempo do mundo!


– Claro. – O médico se levantou. – Venham comigo, por favor.


Elas seguiram o médico até a sala de sutura. Relutante, Sol sentou-se na maca com o papel descartável, mas antes, verificou que o papel era novo. Serena ficou ao seu lado, mas preocupada em olhar em volta do que com a própria filha.


– Enfermeira Soares! – O médico chamou a enfermeira que passava. Passou o prontuário para a mesma. – Por favor, suture a bochecha da senhorita e depois a libere.


– Claro, doutor. – Enfermeira Soares pediu.


– O quê? – Sol gritou. – Não! Uma enfermeira não vai tocar em meu rosto! Eu quero um cirurgião plástico!


– Olhe bem onde está, Sra. De La Riva. Acha mesmo que vai ter um cirurgião plástico a aguardando? Pessoas com casos mais sérios não tem a oportunidade de ter um plástico, imagina a senhorita. – O médico disse duro. – Se quiser, a nossa opção é a enfermeira Soares que tem as mãos de fada! Se não quiser, pode ir embora para um dos hospitais Riva, onde pode ter tudo que anseia e deseja.


Sol engoliu a seco. A sua garganta querendo se fechar com a vontade de choro que lhe vinha. Ficaria com o rosto deformado, teria uma cicatriz em seu rosto que sempre a faria lembrar do mise*rável dia em que tudo fora perdido.


– Mas vai ficar cicatriz, não? – Serena perguntou preocupada. Tocou o rosto da filha. – Olhe essa obra de arte, não pode ter nenhuma imperfeição e o corte é enorme.


– Não se pode ter tudo na vida, não é? – O médico caçoou. – Com licença.  


Serena levou a mão na boca com os olhos arregalados. Sempre criou a Sol com perfeição... Agora, ela teria uma marca no rosto? Era horrível até de se pensar.


– Então, o que vai ser? – A enfermeira perguntou com os braços cruzados.


Sol baixou o olhar, em consentimento, algumas lágrimas escorrem dos seus olhos. Não era de tristeza, mas de revolta, de fúria. Á cada ponto em que a enfermeira fazia em sua bochecha, mais ódio sentia de Anahí Portilla... Aquela desgra/çada tinha que voltar para o mundo dos mortos. Começou a tremer, se Klaus que tentou apunhalar ela e a sua mãe pelas costas, morreu, imagina a Anahí? Tinha que colocar a Anahí debaixo de sete palmos e se certificar de que Anahí não surgisse novamente.


Depois que saíram do hospital, as duas estavam exauridas. Queriam apenas uma cama confortável e dormir, esquecer um pouco do dia terrível que tiveram. Foram até o Downtown Seattle, um dos melhores hotéis. Pediram a suíte presidencial. Como forma de pagamento, a Sol entregou um dos cartões de crédito que recheava a sua carteira. Esperava a chave do quarto, enquanto, a sua mão ia insistentemente até o curativo grosseiro em sua bochecha.


– Perdoe-me, cartão recusado. – A recepcionista informou com a voz ponderada.


– Desculpe-me? – Sol questionou, confusa.


– Impossível. O cartão dela é ilimitado! – Serena se manifestou. – Passe novamente.


A recepcionista a olharam, complacente, e realizou o procedimento, a resposta foi a mesma:


– Recusado. Se tiver outro cartão ou outra forma de pagamento...


– Claro que eu tenho. – Serena respondeu com soberba. Tirou todos os seus cartões de crédito e jogou em cima da recepcionista. – Será o suficiente para você? – Perguntou irritada. Provavelmente, era erro de sistema ou o sinal da maquineta que estava fraco. Impossível seu cartão ser recusado.


Passando-lhes um olhar chateado, a recepcionista cumpriu o seu papel. Mas, à medida em que passava os cartões e a sequência de recusados iam aumentando, o seu peito fora ficando lavado, enquanto, Serena e Sol estavam mais pálidas que a morte. Alguns clientes de alto poder aquisitivo que estavam sendo atendidos ao lado com outros recepcionistas, a olhavam de maneira recriminadora.


– Todos recusados. – A recepcionista avisou sem esconder a sua satisfação. – Caso não tenha mais nenhuma forma de pagamento...


– Não termine essa maldita frase. – Sol avisou com a voz partida. Tirou o seu cartão de débito e ofereceu para a recepcionista. – O sistema desse hotel é uma droga, os meus cartões nunca foram recusados em toda a minha vida. Eu deveria processá-los por esse constrangimento que me fez passar! – Resmungou.


– Claro, senhorita... – A recepcionista retrucou com deboche.


– Bonequinha, controle a sua língua. – Serena revirou os olhos. – Não somos do mesmo nível que você, não nos tenham como tal. Nos respeitem e faça o seu serviço. Logo!


A recepcionista evitou bufar. Passou o cartão de débito, mas a sua expressão debochada surgiu com a resposta do banco:


– Recusado. – A recepcionista disse com altivez, levantou-se com enorme satisfação. – Se não tiver nenhuma outra forma de pagamento, peço-lhe que se retire do hotel. Os clientes, de verdade, com dinheiro e cartões ilimitados que podem pagar querem ser atendidos.


O choque atingiu a Sol e Serena com a precisão de um furacão. Sol tombou para trás, juntamente com a Serena, elas ignoraram os olhares das pessoas. Impossível! Trêmula, retirou o seu celular e ligou para o banco onde foi informado que a sua conta foi limpa em um pagamento de débito para o Cassino Fantasy. Milhões de dólares. Milhões! Todo o seu dinheiro de sua conta pessoal foi perdido em jogos...


Dulce María!


Filha de uma pu/ta, desgra/çada! Como Dulce pode fazer isso com ela? Como pode ter sido tão egoísta e inconsequente á ponto de gastar todo o dinheiro que tinha em conta? O único dinheiro que podia as garantir!


– Sol, o que se passa? – Serena perguntou com um fio de voz.


Quase á ponto de desmaiar, Sol ligou para as operadoras de seus cartões... E tivera a notícia de que eles foram bloqueados por Anahí. Um por um. Bloqueados. Inacessíveis. Deixou o seu celular cair no chão, sentindo-se fraca. A verdade caindo no seu colo como uma bomba. Estava sem nada, absolutamente nada, mais pobre do que aquelas pessoas que encarou com tanto desprezo no hospital público. Olhou para a recepcionista, e pela primeira vez na vida, sentiu-se pequena.


– Sol? – Serena chamou, tinha apanhado o celular da filha. – O que foi?


– Vamos embora, mamãe. – Sol respondeu fraca.


Serena ficou mais pálida ao constatar a verdade. Sentiu uma imensa vontade de chorar, de se desesperar. O que iria ser feito? Para onde iriam? Para debaixo da ponte? Saíram do hotel sentindo-se um lixo. Sentaram-se no banco, no meio da rua. Já era noite. E se antes fazia muito calor, agora, fazia muito frio. Os ossos de ambas parecia que iria congelar.


– Para onde vamos, filha? – Serena perguntou com a voz derrotada.


Sol abriu a sua carteira, só tinha cinquenta dólares. A mãe estava sem a carteira, sem dinheiro, sem nada. O cinquenta daria para um motel de beira de esquina, sem nenhuma segurança. Não podia passar a noite debaixo da ponte, era inadmissível. Também, não iria se rastejar para Anahí. Teve uma leve retrospectiva de sua vida imaculada e repleta de glamour, as pessoas que a veneravam...


– Isso! – Sol deu um pulo, chamando a atenção da mãe. – Lola! Ela pode nos ajudar. Ela jamais negaria um teto para mim. Ela é a nossa salvação, mamãe. – Disse com felicidade. – Vamos até a casa dela.


Serena abriu um sorriso, feliz. Vendo a luz no fim do túnel. Ansiosas, chamaram um táxi até a mansão de Lola. A única cédula na carteira foi usado para pagar a corrida. Chegaram a mansão quase soltando gritos de animação. Foram recebidas pela a empregada que antes se mostrara tão simpática com a Sol, agora mantinha a carranca.


– Quero falar com a Lola. – Sol passou pelo hall sem ser convidada e sentou-se no sofá. – Diga a ela que estou aqui, rapidinho...


– E traga uma taça de champanhe e uns biscoitinhos amanteigados, da Suíça, de preferência. Eu sei que os pais de Lola sempre tem eles de reserva. – Serena pediu ao se sentar.


A empregada torceu o nariz.


– Eu acho que...


– O que faz aqui, Sol? – Lola perguntou ao descer as escadas, interrompendo a empregada.


– Aí está você! – Sol sorriu. – Estava me perguntando aonde estava, enquanto, a sua empregada está querendo mostrar as unhas. – Olhou para empregada. – Querida, providencie tudo que a minha mãe pediu e depois prepare dois quartos e duas banheiras com bastante espuma e pétalas de rosas para nós. Tivemos um dia mise/rável e queremos descansar.


A empregada não se moveu.


– E quem disse que você ficará aqui? – Lola perguntou ao parar de frente para a Sol, com os braços cruzados.


O sorriso de Sol morreu:


– Eu? Você?


– Você não é bem vinda a minha casa, Sol. Nem você e muito menos, a sua mãe. – Lola disse com agastamento. – Por favor, se retire.


– Não! – Sol gritou e se levantou. – Esse é o terceiro lugar que estou preste a ser expulsa. E eu não serei! Você é a minha amiga, não pode fazer isso comigo.


– Amiga? – Lola riu. – Eu nunca fui a sua amiga, ao menos, você nunca me considerou uma. Sempre achou que eu era um brinquedinho teu, uma empregada que fazia tudo que queria. Sem nenhuma consideração, nem apreço. Durante todos esses anos, estive ao seu lado em todos os momentos: Desde o colegial até o dado momento. Você alguma vez se importou comigo ou meu bem estar? Não! Sempre era você, apenas você. E eu fazia tudo, porque queria a sua aprovação e consideração, algo que nunca tive... Por tanto, sim, eu posso fazer isso com você.


– Você não pode me dá as costas, Lola. – Sol disse quase em desespero. – Eu... Eu não tenho absolutamente nada. Estou sem dinheiro, sem lugar para ficar. Por favor, deixe-me ficar aqui. – Pediu resignada.


– Não. Já disse que não! Depois de tanto receber um “não” de sua parte. Agora é a minha vez: Não! – Lola disse friamente. – Você só se lembrou de mim, porque está na mer/da, se tivesse no topo, se lembraria? Não! Iria continuar me tratando como uma cachorra, um lixo. Não sou mais obrigada a aturar qualquer coisa vindo de ti. Você não está mais no auge, não tem mais poder e estar ao lado de uma fracassada não me convém, sem cortar que seria suicídio social, não é amiga? Então, xô! – Balançou a mão, descartando tanto a Sol como a Serena.


– Lola... – Sol tentou, mas foi cortada.


– Eu disse xô! Você e sua mãe! Sumam da minha frente. Logo! – Lola gritou com o peito estufado.


As lágrimas escorreram do rosto de Sol, ela não podia mais conter. Serena se levantou, e pela primeira vez, agiu com coerência ao retirar a filha daquela casa. Mas se sentia tão arrasada quanto Sol. Estavam perdidas... Saíram para a noite fria mais uma vez.


– Estamos perdidas! – Sol chorou. – Não temos onde ficar, não temos dinheiro. Meu Deus. O fundo do poço é onde estamos, eu, você, Dulce... – Ela buscou o ar e olhou interrogativa para mãe. – Dulce?


– O que tem? – Serena perguntou amuada.


– Ah, aquela infeliz! – Sol esbravejou. – Vamos até ela!


Se passara tantos anos, sustentando a Dulce, estava na hora de sua noiva retribuir o favor...


 **


 Maite acordou com uma tremenda ressaca.


Tudo parecia que estava girando. De primeiro, ficou assustada sem saber onde estava, mas, aos poucos, a memória lhe vinha... Estava no apartamento de Anahí. E por incrível que pareça, já era noite. Passara o dia todo dormindo, desmaiada!


Á sua frente, estava uma toalha, uma roupa dobrada e também uma garrafinha de conteúdo estranho. Ela não se importou e bebeu o liquido, quase vomitando depois de tão ruim. Mas ao menos, a tremedeira incontrolável que a abatia parecia que iria melhorando gradativamente.


Como pode ter ficado o dia todo dormindo? Lembrava que tinha bebido muito. Bastante até. Ela junto de Anahí não conhecia a palavra limites e se afundava nas doses, mas nunca imaginou que ficaria apagada por tanto tempo.


Buscou o seu celular que milagrosamente estava carregado. Soube de pronto, que a Anahí tinha providenciado isso. Uma grande amiga. O celular tinha inúmeras notificações. Do Twitter, os seus fãs que a mencionavam e questionavam o seu sumiço de um dia... Riu um pouco de algumas frases e montagens das fãs que tinham trauma dela com o Levy. Um amigo que nunca teve nenhuma malícia. Parou de rir quando viu as postagens dos outros fãs que tinha trauma nela com o Poncho. Os famosos “herroni”.


Maite suspirou. Eles sabiam que ela e Poncho foram grandes amigos, mas nunca tiveram a certeza de que foram namorados. Era como se fosse um segredo, ela não estava disposta a trazê-lo á margem. Muito menos o Poncho que nunca a mencionou em absolutamente nada...


As outras postagens eram de admiração do seu trabalho. Depois iria dá RT em alguns. Mas por hora, sentia-se melancólica para continuar no Twitter. Olhou o Instagram... Em seguida, o seu Whatsapp. Tinha mensagens de alguns amigos, dos seus pais, do seu noivo, do seu agente... Mas, abriu apenas de uma pessoa... De Anahí.


Vitória.


Darei uma festa hoje, no Cassino Fantasy, de meia-noite.


Vamos beber o choro das inimigas!


Maite não pode deixar de sorrir. Sentindo-se muito feliz por Anahí. Finalmente! Depois de doze anos, o gosto da vitória tinha que atingir o paladar de ambas. Olhou no relógio do celular, era pouco mais das dezoito horas. Dava tempo para se recuperar um pouco, depois de um banho.


– Boa noite, senhorita. – Um homem a abordou.


Ela gritou, assustada. Levantou-se por impulso e pegou o controle remoto, apontando para o homem, como se fosse uma arma.


– Calma! – Ele pediu rindo. – Desculpe-me, não quis assustá-la.


– Quem é você? – Maite perguntou com o coração acelerado. Sem achar nenhuma graça.


– Arthur. O chef de cozinha. A srta. Portilla me designou para lhe preparar algo para comer. – Ele disse agora sem rir, mas o divertimento estava lá, em seus olhos.


– Ah... – Maite abaixou a mão com o controle, se sentindo mais tranquila. – Eu não sabia que ela tinha mandado alguém aqui. Eu achei que estava sozinha.


– Mas uma vez, peço-lhe desculpa. Eu não quis assustá-la. Estava na cozinha, esperando que despertasse para iniciar a preparação de sua janta. Quando escutei o som das notificações do celular, achei que tinha acordado... – Arthur se explicou. – Então, srta. Perroni, o que vai querer comer?


Maite sorriu castamente, dando uma rápida olhada no corpo do Chef Arthur... Um homem de tirar o fôlego. Tinha que convir. Anahí adorava ter funcionários bonitos e atraentes, isso era um fato. E Maite agradecia a Deus por isso. Poderia muito bem usufruir um pouco do Arthur. Não seria de todo mal... Depois de escolher o seu prato, uma salada com peito de frango, altamente saudável, ela foi tomar um banho. Estava se sentindo suja, e precisava se sentir apresentável, se quisesse dar em cima do Arthur...


Depois do banho, Maite sentia-se mais humana. Estava limpa e cheirosa. Outro cheiro que estava maravilhoso era do jantar que o Arthur estava preparando... Ela sentou-se na bancada, lançou sorrisos para ele, além do cruzamento das pernas... Claro que Arthur não ficou imune com as tentativas de sedução de Maite...


Ele, abriu um vinho para eles. Não era de beber no trabalho, mas a Maite insistiu muito. Depois de algumas taças, e ter observado como a Maite era sexy ao se alimentar, Arthur se sentia muito excitado... Depois da janta, a sobremesa fora o Arthur...


E Maite ficou mais que satisfeita ao constatar que além de cozinhar muito bem, ele era muito delicioso e apetitoso. Transaram na bancada da cozinha mesmo... Aproveitaram o tempo que lhes foi dando... Quando Maite saiu do apartamento de Anahí era por volta das vinte horas. Sentia-se renovada. Como gostava de sexo!


Iria para a casa dos seus pais, quando recebeu a ligação do seu agente...


– Onde você está? – Ele exigiu nervoso.


– Em Seattle. – Maite respondeu o óbvio.


– Em Seattle? Ai meu Deus! Você tem que está aqui em Los Angeles para a gravação da chamada da novela. – O agente disse quase com desespero. – Vou providenciar um helicóptero para que você venha aqui o mais rápido possível!


– Hoje? Agora? – Maite perguntou quase agonizando. – Não pode ser amanhã?


– Não bonequinha. O ator não vai ficar esperando por você. E por favor, Maite, não me apronte uma das suas e não pense em faltar. Já basta o comercial que rescindiu o contrato. Eu não vou aguentar mais uma multa grotesca.


– Como se o dinheiro fosse seu, Stuart. – Maite revirou os olhos.


– Não é meu, mas eu sou o seu agente... Seu representante e tenho que zelar por sua imagem. Sempre tenho que me desdobrar em quinhentos quando você apronta as suas. E que história é essa de anel de noivado? Você vai casar e não fui avisado? – Stuart gritou estressado. – Estão todos me bombardeando para saberem o que aquele solitário representa em seu anelar direito. Você quer mesmo me matar, não é?


Maite sorriu.


– O anel teve repercussão? Eu não vir no tuite...


– Maite, não me provoque... – Stuart implorou.


– Ok. Ok... Você acha que meia-noite, mais tardar uma hora da manhã eu estou de volta á Seattle? – Maite perguntou preocupada. – Tenho uma festa da minha melhor amiga que tenho que marcar presença, é extremamente importante a minha presença.


– Importante é sua presença aqui em Los Angeles. – Stuart retrucou. – Na casa dos seus pais tem heliporto, não é?


– Você sabe que sim. – Maite retrucou.


– Ótimo. Em dez minutos, estarei enviando um helicóptero. E pelo amor de Deus, esteja lá! – Stuart pediu com a voz chorosa.


Maite desligou, entristecida. Infelizmente, não podia faltar o trabalho, mas também não queria faltar na festa de Anahí. Estava decidido, depois que gravasse a chamada, tiraria um mês de férias e ficaria em Seattle, perto de sua melhor amiga... De toda vida, já tinha gravado muitos capítulos da novela, poderia se dá o luxo de tirar um tempo de folga. Além do mais, o final do ano estava quase batendo na porta, e as festas também...


Por precaução, mandou uma mensagem para Anahí:


Sinto muito, amiga.


Mas provavelmente, não poderei ir. Tenho uma droga de trabalho para fazer!


Mas guarde aquela champanhe para tomar quando estiver comigo.


Te amo.


PS: Desculpa!


Enviou com um suspiro resignado. Faria de tudo para estar de volta, mas sabia como gravações eram imprevisíveis. Ela preferia dizer que não iria, do que alimentar falsas esperanças. Principalmente para Anahí. A única resposta de Anahí foi uma carinha triste que aumentou a chateação de Maite por supostamente não poder aparecer.


Acenou para um táxi...


 **


 – Você tem certeza? – Diana perguntou um pouco indecisa. Observando o marido que arrumava as malas numa bagunça só.


Poncho não sabia arrumar malas. Não dobrava as roupas e muito menos separava as meias e cuecas. Ele fazia um bolo grande e jogava dentro da mala, tentando fechá-la a todo custo. Além do mais, sempre esquecia de alguma coisa como produtos de higiene pessoal.


– Absoluta! – Ele respondeu, concentrado em fechar a mala que não cedia. – Estou á um bom tempo sem tirar férias e estou cansado. Dezembro está pronta para chegar... Juntamente com o Natal e o Ano Novo. Ideal para passar em Seattle, com os meus pais. Já faz dois anos que fui para lá.


Diana cruzou as pernas em cima da cama. Estranhando o comportamento do marido que nunca agia por impulso. Ele saiu para trabalhar hoje cedo e voltou com esse pensamento de férias. Parecia que a qualquer momento iria explodir, tinha algo que o agitava. Algo que ela não soube o que era. Mas ele parecia mais uma fera enjaulada que precisava de todo o custo a libertação.


Desde que se casara com o Poncho, á dois anos atrás, que ele sempre evitava ir para Seattle. Nem mesmo quando o Dan nasceu, ele quis ir para lá; Geralmente, eram os seus sogros que vinham de Seattle para Los Angeles passar as festas com eles. Em uma parte, Diana achava ótimo ir para Seattle, tinha certeza que o seu filho amaria o lugar, já que era louco por barcas! E lá tinha várias. Mas a outra parte, estava receosa, não sabia, mas algo dentro de si que estar em Seattle colocaria a prova muitas coisas, inclusive a autenticidade do seu casamento.


– Eu ainda estou com um pouquinho de dúvida. Sempre programamos as viagens, aliás, programamos tudo. Não acha que a impulsividade pode gerar alguma consequência do tipo arrependimento? – Diana questionou.


Poncho assoviou, um gesto de cansaço. Não cansaço físico, mas cansaço das perguntas de sua esposa. Ele simplesmente queria ir para Seattle, a cidade em que nasceu e foi criado, que mal tinha isso? Por que tudo tinha que se tornar um monólogo da existência? Claro que não disse isso a esposa, preferiu se manter calado para não ferir os sentimentos da outra... Amava e tinha um carinho incondicional por Diana, ela era a mãe do seu filho e sua companheira, mas a insistência de Diana em ter uma explicação e um porquê para tudo era um pouco cansativo, além do mais, chato.


E ele estava furioso. Principalmente quando chegou no trabalho e o boato que Maite Perroni estava noiva do Marcos Lucher. Aquele rato do Lucher. Tantos homens descentes no mundo, porque ela escolhera logo aquele cana/lha? O mau humor o atingiu forte, de primeiro, achou que era mentira... Mas, quando acessou as redes sociais, estava lá... Maite se exibindo lindamente com aquele maldito anel. Nunca desejou tanto que um dedo caísse, como desejou o dela.


Sabia que não tinha nenhum direito de se chatear, nem de questionar a Maite. Aliás, era casado e com um filho de um ano, mas... Não podia deixar de se ressentir por ela ter decidido casar, e a cima de tudo, por ter escolhido um homem tão ruim como Marcos Lucher. Ela merecia coisa melhor.


A ideia de viagem era para clarear a mente e esvaziar a cabeça. Soube no set que Maite voltaria hoje para Los Angeles e ficaria para o resto da gravação da novela. Sempre descobriu manobras para evitar a Maite, felizmente, trabalhavam em set diferentes. E sabia que se estivesse em Los Angeles quando ela voltasse, não pensaria duas vezes em procurá-la. Preferia ficar longe de tentação, e o que melhor do que Seattle?


Sabia também que Maite não tinha nenhuma pretensão de passar o Natal e o Ano Novo por lá. Ela sempre escolhia os lugares mais badalados para esse momento. Ou em Nova York, Dubai, Cancun, Paris... Mas nunca em Seattle com os pais. Isso aumentava a tranquilidade do Poncho.


E outro ponto, poderia rever a sua amiga Anahí... Estava acompanhando todos os escândalos por site de fofoca, sabia que Anahí estava brilhando e isso o deixava satisfeito. Ela merecia aquele momento. Declinou por um ano os convites de Anahí para ir no Cassino Fantasy. Hoje, faria uma surpresa a sua amiga...


Assim que chegasse em Seattle, se organizaria com a Diana para ir ao Cassino Fantasy. Aproveitaria que estaria na casa dos seus pais, e deixaria o Dan com eles, e teria um momento á sós com a esposa, quem sabe, namorar um pouco... Já que desde que tivera o Dan, o sexo se tornou algo corrido, feito debaixo do chuveiro em um banho de dez minutos. Iria apimentar o seu casamento e tornar a união mais forte.


– Diana, por favor. É apenas uma viagem de duas horas e quarenta e cinco minutos, se não tivermos satisfeitos lá, voltamos para casa. – Poncho disse com a voz tranquila. Uma tranquilidade que ele não tinha. – Vamos aproveitar um pouco. “Loucura” de vez em quando, não faz mal a ninguém.


– Eu sei. – Diana suspirou. – Mas você sabe que eu tenho mania de controle, de organização. A viagem não fazia parte do meu cronograma, agora tenho que refazê-lo e buscar as listas de atividades do Dan... De nós. – Fechou os olhos por um momento. – É bem cansativo listar tudo.


– Então, não liste. Deixe fluir. Sem organização ou controle. – Disse simples, recebendo um olhar chocado da esposa.


– Não! Eu não conseguiria respirar em paz em saber que tenho que deixar todas as pontas soltas. – Ela se levantou, e o afastou da mala. – Essa mala não vai fechar desse jeito. Tem que dobrar as roupas, organizar cada coisa em seu compartimento, não se coloca meias e cuecas junto das roupas... Você amassou tudo. O que isso, Poncho? – Pegou o creme de barbear. – Sério que colocou junto das roupas? Você quer me matar? – Diana perguntou séria, o olhando.


Poncho tinha esquecido dessa mania de Diana... Tudo cronometrado até mesmo os minutos gastado no sexo... Os minutos das refeições, de cochilos, de diversão, tudo...


– É só uma mala. – Poncho retrucou.


Diana o lançou um olhar mortal.


– Uma mala fala muito sobre a sua organização. Ela é o que somos, só que num espaço pequeno. Você é toda essa bagunça? Se for, não reconheço o homem que me casei. – Ela se pôs a dobrar cada peça. – Por que não vai arrumar o Daniel? Eu termino tudo aqui.


Poncho abriu a boca para responder, mas se calou. Foi até o quarto do filho, ao menos, o tempo que passava com o seu filho, a Diana não podia cronometrar, por hora...


 


**


 


Esse tempo todo sem a droga do Wi-Fi. É pra colocar as mãos na cabeça e endoidar, viu!


Capítulo grande, pra compensar a segunda que não postei. Sinto muito, queridas...


Eu vou ficar defendo uma resposta para vocês. Mas, prometo que respondo na sexta, tudo bem? Perdoem-me por isso... Tava dormindo, quando acordei e vir que o WI-Fi tinha voltado não pensei duas vezes em ligar o note e postar!


 Bem.


Parece que vai ter encontro herroni.


A queda de Sol de La Riva e Serena... Hahaha.


 Maite uma safada.


E Diana parece ser bem chatinha...


 


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Autor(a): ThamyPortinon

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Por Dulce...   Fico uns segundos encarando a porta fechada... A mesma porta em que Anahí se retirou, deixando o seu rastro de perfume. O meu coração golpeava dentro do meu peito, um turbilhão de emoções e sentimentos pairavam em mim. Porém, apenas alguns que predominavam: Frustração, raiva, angustia... De ...


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 349



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  • luh_perronita Postado em 09/03/2018 - 19:56:03

    Mais uma estória sua maravilhosa, amei tudo. Esse final foi muito perfeito aaa mais uma vez você conseguiu me emocionar com seu talento, a estória ficou ótima e que bom q mais uma vez o amor venceu o ódio sz estou muito feliz com a continuação de TL, amo mt ela, so perde pro meu xodozinho CTA aa

  • Kah Postado em 05/03/2018 - 16:06:50

    O que dizer dessa história? MDS. Todo esse trajeto de amor e vingança, e que bom que o amor venceu. Adorei a forma como você retrata os personagens e consegue fazê-los distintos uns dos outros e mostra a evolução deles na história, maior prova foi a Dulce, que encontrou seu lugar ao sol que mais que todos ali, aprendeu a viver e viver bem e Anahi que depois de ir ao fundo do poço, se reergueu, eu amo essa macumba que vc faz pra eu ficar vidrada nas histórias haha E no fim, elas precisavam se reencontrar sozinhas para então poder ter uma vida juntas. ESDLV foi foda e angustiante desde o início, meu pai que sofrimento kkkkk Mas ainda sim uma bela história. Minha Rainhaaaaaaa ♥

  • candy_mai Postado em 02/03/2018 - 00:44:27

    O que está predestinado a ser, será. Final digno de uma estória maravilhosa, como sempre digo não esperava menos de vc bebe... não querendo nada, quem sabe não tenha uma terceira temporada El Sabor... essa gravidez da Dulce da um gostinho de continuação, quem sabe num futuro não tão distante

  • KIKI Postado em 01/03/2018 - 23:59:27

    AAAA,fico uns dias sem ler,e é o final.Sol morreu,gostei.Camila se redimiu e devia ter pego algum dinheiro pra ela na falsificação dos documentos.Rubi e Megan,nunca pensei,mas é uma boa junção.Serena terminou seus dias em um manicômio.Fernando e Blanca que fofos.Maite e Poncho com seus Dan e Eloize:-) E o que dizer de portiñon?O amor supera tudo,e Dulce ainda fica grávida?É maravilhoso.Enfim,mas uma fanfic sua maravilhosa!

  • ..Peekena.. Postado em 01/03/2018 - 23:00:35

    Que lindo amei o final parabéns..

  • luh_perronita Postado em 01/03/2018 - 16:44:32

    Grito com o novo casal. Amei essa evolução delas, o afastamentos realmente foi essencial. Tomara que elas se acertem logo aaaa, ja imagino elas passeando no parquinho com o niko onwwwt tomara q eu explora a. Continua, a fic ta mt lindinha a

  • candy_mai Postado em 01/03/2018 - 00:29:04

    EU TÔ NO CHÃO, na verdade não esperava menos de uma estória escrita por vc, o meu vô me falou uma vez q só o amor não sustenta um relacionamento, esse tempo que elas tiveram foi essencial pras duas...

  • ..Peekena.. Postado em 01/03/2018 - 00:12:54

    Continua ansiosa para o próximo Capítulo tô amando fanfic.. Se você for postar outra Fanfic me avisa, eu com certeza eu vou ler.

  • luh_perronita Postado em 28/02/2018 - 14:49:02

    To amando essas capítulos finais, a mudança da Dulce é perceptível pq mesmo amando a Anie ela resolveu deixa-la por saber q são tóxicas uma para outra, amei muito essa atitude dela, a mudança para o bairro antigo me surpreendeu muito, que bom q ela finalmente se encontrou. Anahí por fim resolveu procurar uma terapia, ela tava precisando mesmo. Esse final da Sol me deixou em shook, morreu sem o perdão do pai, e Anahí acho q pode ate perdoar ela. To torcendo pra rubi encontrar alguém aaa. Tá acabando e estou sofrendo por isso aa. Eu espero que portinon fiquem juntas :((

  • KIKI Postado em 27/02/2018 - 10:12:24

    Camila trabalhando para a Sol,espero que ela roube-a.Eu queria que a Anahí terminasse sua vingança.Rubi voltou pra Dulce,que bom.Dulce está mesmo mudada,voltou para o seu antigo bairro.



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