Fanfics Brasil Fanfics Brasil
Cadastro
- Links Patrocinados -
- Links Patrocinados -
- Links Patrocinados -

Fanfic: Os Opostos Se Completam | Tema: AyA Rebelde Opostos


Capítulo: Capítulo 112

187 visualizações Denunciar


Alfonso narrando:



Ao subir correndo atrás de Miguel, pude vê-lo no último andar com a cabecinha entre as mãos, como se estivesse desolado e nada pudesse deixar o mundo leve novamente. Não deu pra ver se estava chorando, mas o modo que estava desolado, parecia muito com o de alguma pessoa apaixonada que tivesse sofrendo muito. Sei disso porque passei por isso, e me senti assim perdido. Com a cabeça entre as minhas mãos, pedindo baixinho a Deus que ela voltasse para mim.



Sentei-me ao seu lado, e ele não se deu o trabalho de erguer a cabeça nem para ver quem era. Parecia não querer companhia, ou então sabia quem era. Passei meu braço direito por seu ombro, e ele ainda continuou imóvel. Não dava nem para ver se Miguel continuava respirando, ou já tinha entrado em apneia. Fiquei em silêncio por alguns minutos. Tentei entender o que se passava em sua pequena cabecinha, e ao mesmo tempo dei-lhe espaço para que me contasse sobre a sua reação por vontade própria. Sem que eu precisasse pedir ou perguntar. Não obtive sucesso de primeiro momento. Parecia que Miguel não estava realmente muito a fim de papo. Eu não perguntava e ele por sua vez, também não puxava assunto para quebrar aquele silêncio que estava me incomodando.



Minutos depois, não aguentei. Respirei fundo e abaixei um pouco para ficar consideravelmente perto de seu rosto.



- Quer me contar o que você tem, pequeno?



Miguel tirou as mãozinhas do rosto, que percebi estar vermelho ainda. Só não sabia se era de raiva ou vergonha. Seu olhar estava distante, e pelo modo como respirava, seu coração parecia um pouco mais acelerado que o normal.



Pensei que talvez estivesse chateado com a Anahí.



- Estou chateado – disse ele, como se tivesse uns 20 anos, e vendo sua vida passar diante de seus olhos sem que pudesse fazer nada – A Anahí não podia fazer aquilo. Eu ia pedir a Mia em namoro hoje, Poncho. Ela estragou tudo.



Prendi minha risada para não deixá-lo constrangido e virei seu rosto para que pudesse me olhar. Seus olhos continham realmente algum tipo de sentimento que eu desconhecia em Miguel. Era um misto de raiva e desconforto. Acho que muito até, pelo menos para um garoto de cinco anos, e considerando que não estava chateado por causa de um vídeo game, e sim por conta de uma garota.



- Olha, pequeno, a branquinha não fez por mal – disse calmamente – Tenho certeza que ela só quis ajudar vocês. E se você visse o sorriso da Mia...



Miguel me olhou sorrindo e ergueu as sobrancelhas.



- Ela sorriu, foi? – alargou ainda mais seu sorriso – Tenho medo de que ela não goste de mim.



- Tenho certeza que gosta, moleque – passei a mão em seu cabelo – A Mia quem perguntou se vocês namoravam, por isso a branquinha te perguntou. Não fica chateado com ela.



Miguel suspirou e voltou a olhar para frente, como se estivesse perdido em pensamentos. Talvez ainda tivesse pensando se era verdade ou não, ou talvez se desculpava Anahí pela sua pequena falha ou falta de delicadeza. Não ousei interromper seus pensamentos. Minutos depois ele voltou a me olhar.



- Depois talvez eu dê uma flor para branquinha – sorriu. Lembrei-me das coisas que Anahí havia falado sobre dar uma rosa para a garota, significava que estavam namorando, e quase ri dos meus pensamentos.



- Isso – sorri – Agora vamos, se não a Mia vai embora e você perde de falar com ela.



Enquanto descíamos as escadas e procurávamos as duas pela casa, perguntei onde ele tinha conhecido a menininha. Ele me contou que era a garota que havia me falado quando Anahí tinha ido jantar em casa. Que ele tinha falado que era bonita. Era prima do melhor amigo dele, o João, e ele disse que assim que se viram, ele já gostou dela ali. Eu me perguntei se Miguel realmente tinha cinco anos, ou se ele sabia o que era gostar. Se sabia ao menos diferenciar namoro de amizade. Porque gostar era diferente.


Anahí narrando:



- Tia, me leva embola? – pediu a menininha, assim que Alfonso saiu correndo atrás do Miguel. Ela tinha lágrimas em seus pequenos olhinhos azuis, e isso me cortou o coração.



A peguei no colo, e a sentei em minhas pernas. Ela encostou sua cabecinha no meu ombro e soltou seu pequeno soluço baixinho.



- Por que está chorando, pequena? – perguntei, acariciando seus cabelinhos – Você gosta do Miguel?
- Gosto, tia – respondeu baixinho – Acho que ele não gosta de mim.



Fiquei com uma pena da garotinha. Como um ser tão pequeno pode sofrer assim por um garoto que, ela nem sabia se gostava dela. Me perguntei se ela entendia essas coisas, ou simplesmente ficou triste pelo modo como saiu correndo parecendo assustado.



- Não fica assim, pequenina, Miguel é bonzinho apenas se assustou com a pergunta. – eu não sabia muito bem como falar para uma garotinha que aparentava ter no máximo cinco anos, ou nem isso. Fiquei pensando se aquelas palavras não eram maduras demais para que entendesse. Mas, surpreendentemente, Mia pareceu entender. Limpou suas lágrimas e abriu um sorriso ainda triste, mas um pouco mais animado.



- Mas, eu quelo ir embola, tia – fez biquinho – Me leva?



Eu ainda tentei enrola-la um pouco, tentando ganhar tempo para Alfonso falar com Miguel, mas não aconteceu. Eles demoraram mais do que pensei, e ela insistiu que queria sua mamãe, e estava com soninho. Me levantei com ela em meu colo e nos guiei até a porta da cozinha. Foi quando Alfonso finalmente apareceu com o Miguel no colo.



- Mia – gritou assim que nos viu – Está chorando, pincesa?



A garotinha abraçou-me pelo pescoço, deitando a cabecinha em meu ombro. Passei por eles, mas o Poncho segurou meu braço.



- Aonde vai, amor? – beijou minha nuca – Ela está bem?



- Ela quer ir embora, vida. Está chateada com o Miguel – entortei os lábios – Volto daqui a pouco.
Ia passar novamente e Miguel tocou meu ombro impedindo-me de andar. Parei e o olhei, e ele se aproximou da Mia, acariciando sua cabecinha. Ela não se moveu, mas por um instante pensei que fosse mais por vergonha do que magoa. Para dizer a verdade, acho que já tinha passado. Crianças parecem esquecer rápido demais.



- Pincesa, olha pra mim – disse Miguel sem sucesso – Mia, porque está assim?



- Estou tisti – sussurrou – Você correu de mim.



Alfonso riu sem som e eu bati em seu braço para que ficasse quieto. Os dois continuaram conversando. Miguel pareceu um conquistador como seu irmão, e eu sabia realmente tinha aprendido tudo com ele. Algumas vezes Poncho até dizia algo no ouvido dele para que ele repetisse para a Mia, e aos poucos ela foi cedendo. Olhei para Miguel que sorriu de orelha a orelha e tocou o rostinho da Mia.



- Irmão, você chama a Any de branquinha. Como posso chamar a Mia?



Alfonso me olhou por alguns instantes e deu de ombros, sem saber o que dizer. Miguel pensou, pensou e fez uma carinha triste, como se sentisse derrotado por não achar nenhum apelido tão rápido como o Alfonso havia me dado. Pensei em alguma coisa delicada e amorosa, e me lembrei de “menininha”, que era o que Mia era.



- Que tal menininha, pequeno? – sorri. Miguel abriu um sorriso maior ainda e beijou o rosto molhado da Mia, que por sua vez sorriu tímida e voltou a deitar em meu ombro.



- Quer namolar comigo, menininha? – perguntou Miguel – Não chora mais, não.



Mia ergueu seu rostinho e assentiu, olhando para Miguel sem nem ao menos piscar. Colocamos os dois pequenos no chão. Eles sorriram tanto, que me prendi naquela cena. Era algo tão bonito de se ver, tão inocente. Por mais que não sabiam direito o que era namorar, pareciam gostar muito. E o carinho que o Miguel tinha por ela, parecia até com o que Poncho tinha comigo. Era lindo ver o modo como agiam.



Os dois saíram de mãos dadas para o fundo da casa, onde tinha um armário cheio de brinquedos do Miguel. Alfonso e eu trocamos um olhar cúmplices e aliviados ao mesmo tempo. Tudo estava bem novamente. Pensei que os dois fossem continuar chorando, mas em um segundo já estavam brincando de bola no quintal, e rindo sem se importar com nada, como crianças, realmente.



- Pronto, branquinha – Alfonso me abraçou por trás, e depositou um beijo na parte nua das minhas costas, conseguindo me arrepiar – Você sabe da minha mãe?



Fiquei em transe por um segundo. Eu não sabia se contava a ele que Ruth tinha passado mal, ou se simplesmente guardava pra mim. No fim resolvi contar outro dia. Eu precisava primeiro conversar com ela, para saber se desconfiava de algo, se tinha a mesma ideia que eu. E depois, também não queria estragar o Ano Novo de ninguém. Se Poncho soubesse, iria surtar, e tudo o que eu menos queria, era aguentar sua cara brava o resto da noite. Achei melhor contar outro dia.



- Acho que está conversando com a Mai, ou terminando de se arrumar – me virei de frente pra ele – Sabe que merece um beijinho por trazer homem na sua garupa? – sorri, maliciosa – E se você se comportar o resto da noite, será bem recompensado de madrugada.



Alfonso abriu aquele sorriso malicioso e malandro que eu tanto amava, e me puxou ainda mais pela cintura, colando completamente nossos corpos.



- Estou morrendo de vontade de te beijar, mina – sorriu – Te amo.



- Também te amo, moreno – o abracei – Muito!


Compartilhe este capítulo:

Autor(a): anyeponcho

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

Prévia do próximo capítulo

Alfonso narrando: Demos um beijo rápido, mas fomos interrompidos pelos caras que entraram correndo e perguntando se a Ceia estava pronta. Esperamos minha mãe aparecer, e então comemos antes mesmo da meia noite. Não costumávamos esperar para podermos avançar à ceia. Eram marmanjos demais para que as mulheres conseguissem contr ...


  |  

Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 246



Para comentar, você deve estar logado no site.

  • degomes Postado em 16/08/2019 - 07:06:00

    Contínua 🙏

    • anyeponcho Postado em 27/08/2019 - 11:29:34

      Continuei =)

  • AnaCarolina Postado em 11/08/2019 - 18:54:57

    Mas como assim gente? Me diz que esse exame foi alterado

    • anyeponcho Postado em 27/08/2019 - 11:30:28

      Será? Vamos saber o que aconteceu daqui a alguns capítulos... Só digo uma coisa: a história é AyA, então....

  • AnaCarolina Postado em 30/07/2019 - 09:17:33

    Aaaaah esse momento é todinho meeeeu Continua

    • anyeponcho Postado em 04/08/2019 - 16:52:08

      =) Foi pequenininho o poste, mas, mais tarde tem mais ;)

  • luananevess Postado em 28/07/2019 - 21:35:41

    Continua

    • anyeponcho Postado em 04/08/2019 - 16:51:23

      Continuando.... =)

  • AnaCarolina Postado em 07/07/2019 - 22:19:16

    Continuada <3

    • anyeponcho Postado em 18/07/2019 - 23:37:48

      Postei 2 vezes hoje &#128512;

    • AnaCarolina Postado em 07/07/2019 - 22:19:44

      Continua* hehehe

  • AnaCarolina Postado em 10/06/2019 - 18:36:10

    Caramba, que merda! Não vejo a hora de tudo se resolver de vez :'(

    • anyeponcho Postado em 14/06/2019 - 17:07:20

      Eu também :) Mas, infelizmente vai demorar um pouquinho pra acontecer

  • AnaCarolina Postado em 10/06/2019 - 13:59:58

    Oláaaa já já vou ler os capítulos e volto pra comentar <3

  • AnaCarolina Postado em 04/05/2019 - 00:05:27

    Cadê você?

    • anyeponcho Postado em 14/05/2019 - 20:49:51

      Volteiiiii!!! Passei por uns momentos ruins, mais agora estou de volta =)

  • AnaCarolina Postado em 09/04/2019 - 21:51:48

    Tadinha da Mai :(

  • AnaCarolina Postado em 31/03/2019 - 22:43:19

    Que bom que apesar de tudo o Ricardo entendeu e não demitiu ele... Continua



AVISO

Ajude o Fanfics Brasil a se manter no ar. http://pag.ae/7UPKhhi9u

Doar PagSeguro

 


Últimas postagens do Blog


  • 8 dicas para se tornar um escritor de sucesso
    Fanfic é bom para passar o tempo, se desligar um pouco, ou - se você é um escritor especialmente auspicioso - ganhará uma tonelada de dinheiro. É que supostamente ganhou cerca de US$ 80 milhões, graças a 50 Tons de Cinza. Então, o que é...
  • Feliz dia do leitor
    Parabéns a todos os leitores(as) de fanfics pelo dia do leitor e principalmente aos criadores de conteúdo que proporcionam uma boa leitura. Você Conhece a Origem do Dia do Leitor? O Dia do Leitor foi criado em homenagem à fundação do jornal cearense O POVO...