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Fanfic: Os Opostos Se Completam | Tema: AyA Rebelde Opostos


Capítulo: Capítulo 139

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Alfonso narrando:




Anahí não respondeu, apenas enfiou seu rosto em meu pescoço ficando na pontinha de seus pés, e me abraçou tão forte, que por um segundo esqueci de toda a dor do mundo. Seus braços eram meu aconchego, minha calma, minha paz. Ali eu estava realmente pronto para enfrentar todos os meus problemas, todos os meus medos. Pena que enfrentar problemas naquele momento, era o mesmo que enfrentar Anahí, enfrentar meus sentimentos por ela. Mas ainda assim, ela era o meu lar.



A ergui em meus braços e a deitei delicadamente na cama. Passei a pontinha do meu nariz em seu pescoço, e subi até sua orelha. Mordi a ponta e puxei delicadamente, fazendo-a gemer baixinho. Suas unhas cravaram em minhas costas, subindo e descendo da maneira que ela sempre fazia, e que eu amava. Escorreguei meus lábios até seu pescoço, dando pequenas chupadas, até a altura de seus seios cobertos apenas pela lingerie branca. Apertei sua cintura com ânsia, saudade, desejo, tesão, e escorreguei minhas mãos até suas costas, apertando contra meu corpo o máximo que consegui, nos transformando em quase um. Beijei novamente seu pescoço e subi até seus lábios, selei rapidamente e rocei nossos narizes.



-Que tortura – sussurrou – Me beija, amor.



- Não posso – colei nossas testas – Por mais que eu queira, não posso meu amor.



Era uma tortura realmente, mas eu precisava ser racional. Não poderíamos nos envolver ainda mais. Era isso que eu evitava cada vez que a tratava mal, era sofrer ainda mais, era a vontade de tê-la, a vontade de beijá-la...



Respirei fundo para não ceder e nos afastei delicadamente. Anahí ainda continuou me olhando com pesar e um toque de decepção, mas eu não poderia seguir meus verdadeiros sentimentos e vontade, ou então sofreríamos ainda mais a consequência. Se ela não conseguia ser racional, que ao menos eu fosse. Por mais que eu não quisesse realmente. Por mais que no fundo, algo em mim tivesse vontade de me perder naquela cama sem pensar em mais nada, nem nas consequências dos meus próprios atos.



Anahí não gostou de eu ter protestado. Sentou-se, fazendo-me sentar ao seu lado, e soltou um suspiro tão dolorosamente longo, que me fez querer sumir. Mordi o cantinho da boca e a olhei. Olhei por inteiro. Toda a parte do seu corpo ainda desnudo. Coberto apenas por aquela lingerie branca que estava simplesmente me tirando a sanidade que me restava. Eu deveria sair de lá de uma vez para não fazer besteiras, mas não consegui. Queria aproveitar ao máximo possível ao seu lado. O máximo que pudesse.



- Eu te amo – disse baixo. Sua voz saiu com dor, com pesar. Disse como se tivesse confessando algo criminoso. Algum segredo que deveria ter guardado apenas para si.



A olhei de soslaio e soltei o ar dos meus pulmões devagar. Sua mão tocou a minha levemente. Abri os dedos e encaixei os dela, fazendo com que entrelaçassem um no outro.



- Eu te amo muito – sussurrei – Você sempre será minha branquinha. Sempre!



Anahí fungou e sentou mais próxima de mim.



- Você sempre será a minha vida – encostou sua cabeça em meu ombro – Sempre!



Um novo silêncio se instalou naquele lugar, deixando-nos até que confortáveis, porque apesar dos pensamentos parecer querer me enlouquecer, era bom estar ao seu lado, mesmo sem nada para dizer. Se eu pudesse pararia aquele momento. Pararia aquele dia para que não ocorresse os próximos. Eu sabia que dali a diante tudo iria piorar. Tinha plena consciência que depois que saísse por aquela porta, jamais seriamos o mesmo. Pelo menos até o exame de DNA. Caso desse negativo.



Depois de algum tempo quietos, fiz Anahí prometer que tentaria seguir sua vida, porque eu seguiria com a minha. Não por querer, mas porque era necessário. Não poderíamos simplesmente viver em função do que estava acontecendo, tínhamos que continuar, caminhar... Eu tinha uma família para sustentar, e Anahí tinha um terceiro colegial para repetir.



Não foi fácil convencê-la de que era melhor assim, aliás não foi fácil convencer a mim mesmo de que era o caminho mais sensato. Porém, era nossa única saída. E mais uma vez eu teria que ser racional, pois Anahí parecia estar mais vulnerável, mas fraca. Apesar de estar destruído por dentro, era preciso que eu fosse forte.



Fiz Any colocar uma roupa limpa, e descemos juntos. Ela me levou até a porta, e depositou um beijo no canto dos meus lábios antes de abri-la. A olhei nos olhos e colei nossas testas quase que por um impulso.



- Não esqueça que tudo o que eu fizer daqui para frente, será para o nosso bem – fechei meus olhos, inalando seu cheiro. Querendo prendê-lo em mim – Mas não pense mais que eu não te amo, tá? Eu te amo muito, e te amarei até eu parar de respirar – suspirei – Não importa o que somos, você é a minha vida!



Anahí passou seus braços pelo meu pescoço e roçou nossos narizes.



- Não fala assim que eu não te solto, amor – fungou – Meu amor!



E com essas palavras fui obrigado a nos afastar e ir embora. Suas mãos ainda tentaram me segurar, mas eu tinha que ir, não dava mais para permanecer ali nos machucando. Nos sacrificando e adiando o inevitável. Selei nossos lábios pela última vez, e sai de sua casa forçando-me a não olhar para trás. Eu sabia que estava chorando, e isso fez com que meu peito doesse cruelmente. Ainda mais que antes.
Anahí narrando:



Uma semana se passou. Meu coração ainda doía quando me lembrava das palavras do Alfonso, e desde então, não o vi mais e nem se quer nos falamos. Papai ainda falou com ele no sábado, mas não me falou muita coisa, apenas disse que confirmou sua presença no exame que faríamos em poucas horas. Eu ainda pensei em perguntar como estava, mas não tive coragem. Se ele estivesse mal, eu me sentiria pior ainda. Me sentiria impotente, sem poder resolver seus problemas, já que os meus eram os mesmos e eu não sabia lidar com eles.



Aquela segunda-feira amanheceu chuvosa, assim como meu interior. Eu não aguentava mais chorar. Desde que Alfonso saiu da minha casa dizendo para seguirmos nossas vidas, eu não sei o que é dormir, e nem comer direito. Tudo o que como é uma sopa de legumes que Christopher faz no microondas e me empurra goela abaixo. Como para agradá-lo, porque fome, eu não sinto nem um pigo. Nada. Mal sinto vontade de viver.



Estava pronta para o exame de DNA, e era a minha última esperança. Era realmente a minha luz no fim do túnel, o meu possível veto para todo aquele sofrimento. Estava confiante, esperançosa, e apesar de ainda não conseguir sentir aquela felicidade imensa que poderia sentir por ainda ter um fio de expectativa de dar negativo, eu estava digamos que... Um pouco alegre. Lá no fundo. Mista com toda a dor que ainda sentia. Eu precisava sentir-me assim, ou então enlouqueceria antes da hora.
Tudo o que Alfonso me deu no ano novo, estava em mim. O colar, a pulseira, e até as juras de amor que fizemos aquela semana inteira estava presa em minha mente. Me peguei naquilo para seguir firme. Me apeguei em seus olhos brilhantes quando dizia me amar, quando fazíamos amor ou quando simplesmente nos olhávamos de longe. Eu queria acreditar que ainda passaria momentos de amor com meu moreno, queria acreditar que novas declarações viriam em breve. E isso me fez sorrir um pouco antes de entrar no carro. Iríamos finalmente acabar com aquela agonia. Ou não.



- Pronta, filha? – perguntou papai, enquanto colocava seu cinto.



Não posso dizer se estava ou não pronta. Eu estava morta de medo de dar errado e me dilacerar por completo. Enquanto havia dúvida, eu poderia me apegar no fio de esperança de não sermos irmãos. Mas se desse positivo, nada mais poderia ser feito, e então nossa realidade esfregaria em nossa cara o que realmente éramos, diariamente.



- Não sei - sussurrei. Eu não conseguia olhá-lo. Mal conseguia pensar ou responder. Meu corpo tremia, e eu só sabia rezar para que desse negativo.



- Fique calma, meu anjo – beijou minha cabeça – Vai dar negativo.



Apenas assenti, e então papai deu partida no carro, rumo à clinica que faríamos o exame. Não tive coragem de falar o caminho inteiro, e acho que ele também não. Ou talvez não soubesse muito o que dizer diante daquela situação toda. Acho que ambos estávamos tão trêmulos por dentro, que foi melhor nos calarmos mesmo. Não tínhamos o que falar. Era fazer o exame e esperar, apenas isso.
Em vinte minutos de casa, meu celular tocou. Não criei esperanças achando que era o Alfonso, pois sabia que ele ainda não tinha comprado um celular novo.



Olhei no identificador de chamada, e vi o nome da minha mãe brilhando na tela.



- Oi, mãe? – atendi. Papai me olhou de soslaio e respirou fundo.



Não sei o que passou pela sua cabeça naquele momento, mas tentei não me importar. Eles estavam brigando tanto naquela semana, que eu queria evitar outro desentendimento.



- Oi, amor! – suspirou – Filha, venha para casa. Eu não estou me sentindo bem, não tem mais ninguém aqui. Onde está?



Respirei fundo.



- Mãe, hoje é o exame, se lembra? Estou com o meu pai inda à clinica.



- Por favor...



Fiz uma nova pausa. Olhei para Ricardo que parecia impaciente, prevendo que Regina estaria dizendo. Acho que sabia que estava pedindo para voltar, porque no mesmo instante que respirei fundo, ele parou no posto de gasolina, perto da lojinha de conveniência, e me olhou de cenho franzido.
- Deixa-me falar com ela! – fez menção de pegar o celular da minha mão, mas eu desviei.



Não iria deixar. A relação dos dois já não estava nada boa. Seria maluca se passasse meu celular para ele.



- Mãe, depois nos falamos. O exame não levará muito tempo.



- Não! – praticamente gritou, me assustando – Amor, venha logo. Depois você faz o exame, não é importante.



- Como não é importante? – exasperei – É a minha vida, mãe! É o garoto que eu amo. Como não é importante? Me desculpe, mas não posso voltar. Eu preciso saber se somos irmãos. Não aguento mais essa dúvida.



Mamãe respirou fundo.



- Não complica, filha – suspirou – Vocês são irmãos. Não acredita no que eu digo? – pausou. Não respondi – Sinceramente, eu esperava mais de você. Ricardo conseguiu te influenciar, não foi? Conseguiu te jogar contra mim. Vocês são irmãos, Anahí, aceite isso de uma vez! – bufou – Eu não mentiria para minha própria filha, sabendo que está sofrendo tanto.



Meus olhos encheram-se de lágrimas novamente. Me senti culpada por causar toda aquela agonia para a minha mãe. Realmente me senti mal. Parecia que eu não acreditava em suas palavras, e não era bem assim. Eu só queria ver com meus próprios olhos, que Poncho e eu tínhamos um laço sanguíneo. Eu só queria poder me tranquilizar de certa forma. Pois ainda tinha esperança de que desse negativo.
Pensei rapidamente, e analisando os fatos, eu me senti traída. Não queria mais saber de exame, não queria mais saber de nada. Se mamãe afirmava que eu e Alfonso éramos realmente irmãos, então eu teria que acreditar. Não iria aguentar viver com a culpa de que não acreditei nela. Se desse positivo, aquilo iria martelar na minha cabeça, e além de sofrer pelo resultado, ainda sofreria por duvidar da minha própria mãe.



- Tudo bem, mamãe, se acalme – olhei para papai – Estamos voltando, tá? Não se preocupe, eu acredito em você.



- Obrigada – sussurrou – Vem com Deus, meu bem! Mamãe te ama.



Respirei fundo, deixando duas lágrimas escaparem dos meus olhos.



- Também te amo, mãe. Até daqui a pouco.



Foi difícil convencer papai de que queria voltar para casa. Ele foi discutindo comigo todo o caminho de volta, dizendo que minha mãe queria acabar de vez com a minha vida, e que eu deveria acreditar no exame, e não nas palavras dela. Bom, considerando seu coração machucado por causa das traições, era completamente plausível que não confiasse em mais nada vindo dela, mas eu confiava. Ela era a minha mãe. Só queria meu bem. Não teria motivos para mentir.



Fiquei arrasada quando papai entrou em casa como um furacão, se trancando no quarto de hóspedes sem dizer mais nada a mim. Era visível que estava chateado. Ainda disse que queria me ajudar, e eu estava jogando minha última carta na manga, ao léu. Não dando chances de me fazer feliz.



Tranquei-me no quarto a manhã inteira, e ó sai de lá quando Christopher bateu em meu quarto avisando que Alfonso estava esperando na sala. Eram 13h51m.



O que será que ele quer? – perguntei-me, enquanto prendia meu cabelo em um rabo de cavalo, curto.


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Autor(a): anyeponcho

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

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  Alfonso narrando:   Estava me sentindo patético com as promessas não cumpridas de Anahí. Eu acordei cedo lutei contra meus próprios fantasmas e apareci naquela clínica antes mesmo de abri-la, como combinei com Ricardo na noite anterior. Ele ainda me fez prometer que eu não faltaria, me fez prometer que estaria ali sem ...


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 246



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  • degomes Postado em 16/08/2019 - 07:06:00

    Contínua 🙏

    • anyeponcho Postado em 27/08/2019 - 11:29:34

      Continuei =)

  • AnaCarolina Postado em 11/08/2019 - 18:54:57

    Mas como assim gente? Me diz que esse exame foi alterado

    • anyeponcho Postado em 27/08/2019 - 11:30:28

      Será? Vamos saber o que aconteceu daqui a alguns capítulos... Só digo uma coisa: a história é AyA, então....

  • AnaCarolina Postado em 30/07/2019 - 09:17:33

    Aaaaah esse momento é todinho meeeeu Continua

    • anyeponcho Postado em 04/08/2019 - 16:52:08

      =) Foi pequenininho o poste, mas, mais tarde tem mais ;)

  • luananevess Postado em 28/07/2019 - 21:35:41

    Continua

    • anyeponcho Postado em 04/08/2019 - 16:51:23

      Continuando.... =)

  • AnaCarolina Postado em 07/07/2019 - 22:19:16

    Continuada <3

    • anyeponcho Postado em 18/07/2019 - 23:37:48

      Postei 2 vezes hoje &#128512;

    • AnaCarolina Postado em 07/07/2019 - 22:19:44

      Continua* hehehe

  • AnaCarolina Postado em 10/06/2019 - 18:36:10

    Caramba, que merda! Não vejo a hora de tudo se resolver de vez :'(

    • anyeponcho Postado em 14/06/2019 - 17:07:20

      Eu também :) Mas, infelizmente vai demorar um pouquinho pra acontecer

  • AnaCarolina Postado em 10/06/2019 - 13:59:58

    Oláaaa já já vou ler os capítulos e volto pra comentar <3

  • AnaCarolina Postado em 04/05/2019 - 00:05:27

    Cadê você?

    • anyeponcho Postado em 14/05/2019 - 20:49:51

      Volteiiiii!!! Passei por uns momentos ruins, mais agora estou de volta =)

  • AnaCarolina Postado em 09/04/2019 - 21:51:48

    Tadinha da Mai :(

  • AnaCarolina Postado em 31/03/2019 - 22:43:19

    Que bom que apesar de tudo o Ricardo entendeu e não demitiu ele... Continua



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