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Fanfic: Os Opostos Se Completam | Tema: AyA Rebelde Opostos


Capítulo: Capítulo 147

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Alfonso narrando:



Sair da casa da Anahí sem nem ao menos lhe dirigir uma palavra, foi doloroso demais. Eu só pensava em chegar em minha casa e me permitir desmoronar debaixo do chuveiro ou de qualquer outro lugar onde ninguém pudesse me ouvir. A carta que eu deixei sobre o travesseiro que dormir, foi também dolorosa para mim. Escrevi em meio as lágrimas que desciam, enquanto a olhava dormir e desejava não me afastar jamais de Anahí, o que não era mais possível.



Aquele dia não sai muito do meu quarto. Fiquei o tempo todo tentando focar em alguma coisa que não fosse em Anahí. Assisti televisão, olhei meus e-mails, chequei mensagens por outras redes sociais, ouvi música... Até minha mãe decidi me chamar para jantar. Eu não queria, mas como tinha passado tempo demais dentro do meu quarto, preso no meu próprio mundo, decidi descer para respirar um ar diferente, pedindo mentalmente para que fosse mais leve.



Para me agradar, mesmo com o enorme garrigão, Maite fez um pavê de chocolate que eu amava. Realmente acabei me esquecendo por minutos, o que tanto me afligia durante esses meses todos. Era realmente uma delícia. Sempre disse que Mai tinha o dom para doces, e que deveria abrir uma doceria. Ela achava graça e dizia que só estava tentando agradá-la, mas não era verdade. Para salgado não era nada boa, mas para doces, eu realmente não tinha palavras.



Cris e Angel até passaram em casa depois da janta para tentar me animar, mas não resolveu muito. Ver a melhor amiga da Anahí, era me lembrar novamente de que não poderia mais tê-la. Aliás, tudo esfregava na minha cara, e eu sinceramente não aguentava mais o tamanho da dor que meu peito tentava suportar. Nada me animava, nada me fazia parar de pensar na minha branquinha. Nada. Até tentei assistir velozes e furiosos que Mai colocou para me animar, mas nem mesmo meu filme predileto com pipoca de chocolate que minha mãe fazia, resolveu. Tentei focar na televisão só para não deixá-los tristes, mas confesso que não ali que estava os meus pensamentos.



E assim passou aquela noite. Quando todos foram embora, dei boa noite para mamãe, Mai e Miguel e subi para meu quarto, tentando pegar no sono. Rolei de um lado para o outro um bom tempo, até que consegui dormir, mas isso já eram altas horas.



No dia seguinte acordei cedo, quase com o galo cantando, como diz minha mãe. Tomei um banho, me arrumei e fui para o escritório do Ricardo sem nem mesmo tomar café. Nem mesmo minha mãe sabia que tinha saído. Eu tinha que me explicar. Tinha que me justificar minha falta no trabalho por aquele dia, e torcer para não ser demitido. Não poderia julgar Ricardo caso não me desculpasse, mas, seria melhor tentar alguma coisa, antes de simplesmente não aparecer sem falar nada. Por tudo o que tinha feito por mim e minha família, com certeza merecia o meu respeito. Mesmo que eu não tivesse pensado isso dias antes, quando decidi vender a moto por drogas. Se arrependimento matasse...



Demorei quase duas horas para chegar a zona Sul. Perdi dois ônibus que estavam lotados, e ainda enfrentamos trânsito. Foi complicado, mas eu estava acostumado. De um jeito ou de outro teria de comparecer no escritório, e como Bingo iria trabalhar com sua moto, o jeito era encarar até jegue se necessário, mas estar lá no horário que entraria.



Cheguei na hora certa. Joana ainda estava abrindo o escritório, e os advogados ainda nem haviam chegado. Chegavam meia hora depois de mim, de Joana e de Ricardo. Aproximei-me do balcão cumprimentando Joana que analisava alguns papeis. Ela sorriu docemente e deu a volta, abraçando-me como se não me visse a mil décadas. A envolvi em meus braços, apertando aquela moça gordinha em meus braços e beijei o topo de sua cabeça.



- Oi, meu anjo – disse carinhosamente – Não deu para ir à sua casa esse mês. Foi tudo muito corrido no Ano Novo. Minha mãe me prendeu mais do que o combinado de estar lá em casa.



Sorri, e beijei novamente sua cabeça. Eu sentia muita falta de Joana. Como amiga de minha mãe, acostumei a vê-la pelo menos duas vezes por semana em minha casa, e com as festas de final de ano, ela realmente sumiu. Senti muita saudade. Ainda mais por vê-la todo dia no serviço.



- Eu entendo, Jô – sorri – Não tem problema, mas senti sua falta.



- Também senti a sua e da sua família – suspirou. Joana se afastou o suficiente para me olhar, e esboçou um sorriso de lado – E as coisas com a sua branquinha, hein? Me conte tudo.
Não tudo menos esse assunto!



Tocar naquele assunto era tudo o que não queria naquele momento, e nem em outros momentos durante um bom tempo. Explicar para Joana o que tinha acontecido, era relembrar toda a história, e eu não queria chorar na frente de ninguém, principalmente em um escritório, com o horário próximo do dono chegar e dos outros também.



Respirei fundo, busquei no fundo da minha mente uma desculpa convincente para dar e não ter que contar-lhe nada, mas, apenas por começar a frase “minha branquinha, Joana...,” uma lágrima escapou, mandando embora todo o meu equilíbrio, que busquei tanto durante aquela manhã para poder estar no lugar em que tudo começou.



Seu olhar para mim, foi um misto de curiosidade, confusão e pena. Não queria causar pena em ninguém, mas acho que até eu mesmo estava sentindo um pouco de pena pela situação em que me encontrava. Respirei fundo para me recompor, e me afastei um pouco mais de Joana, para não desmoronar-me de uma vez. Um abraço apertado e eu acabaria me entregando ao choro. Patético, mas verdade.



- Posso te contar tudo depois? – pedi. Joana apenas assentiu, limpando minhas lágrimas com os polegares – Não estamos mais juntos, mas não quero falar disso agora, Jô. Me desculpe, mas é que...



- Shh! – sorriu – Não se preocupe, querido. Quando a dorzinha passar, você me conta, tá? Teremos todo o tempo do mundo. Fica calmo.



Quando a dorzinha passar. Ah... eu ansiava por esse dia.



Apenas assenti, e então logo o Ricardo chegou sorrindo para mim e Joana. A abraçou forte e me abraçou também. O que achei estranho, mas não ruim. Foi um abraço de pai, e nem parecia com o sue irmão, o qual eu deveria chamar de pai. Foi um abraço bom, que não tinha ganhado antes. Eles conversaram uns dez minutos, enquanto eu olhava para a rua, lembrando-me da minha melhor trombada no primeiro dia de trabalho. Foi realmente algo inusitado, mas que transformou a minha vida. Minha branquinha linda.



Sai dos meus pensamentos quando Ricardo colocou sua mão sobre meu ombro, e sorriu. Ele contou que atrasou por conta do chuveiro que havia queimado, mas não tocou no nome de Anahí, e mesmo que parte minha dissesse que foi melhor assim, a outra parte ainda queria saber como ela estava. E como tinha ficado ao não me ver mais ali.



- Hoje você vai me ajudar com algumas papeladas, pode ser? – disse ele – Tenho muitos e-mails para responder, documentos para serem revisados... Enfim! Você pode me ajudar?



Eu bem que gostaria, mas eu ainda precisava contar sobre o que tinha acontecido, antes de ter a cara de pau de ainda aceitar estar ali.



- Eu adoraria, Ricardo. Mas antes, preciso conversar com você – respirei fundo – Fiz algo com a moto que não me orgulho. Eu queria não ter feito o que fiz, mas estava transtornado por conta de Anahí e... – engoli em seco. Ricardo me olhava com curiosidade, ansiando por minha confissão, mas não consegui ir adiante.



- E..? – incentivou a continuar – O que aconteceu, rapaz?



Respirei fundo novamente e falei a verdade, mesmo colocando em risco tudo o que tinha construído até aquele momento. Minha mãe iria querer me matar, mas eu errei e teria de assumir as consequências.



- Aquele dia em que soubemos... – suspirei – Eu estava transtornado, Ricardo. Sei que não justifica o que fiz e me arrependo muito, mas... Essa é a verdade. E eu vou entender caso não queira mais me manter aqui, Ricardo. De verdade. Não vou livrar minha cara, e é por isso que estou aqui. Mesmo que queria me demitir, não tiro sua razão. Só peço desculpas, mesmo que não vá apagar o que fiz.
Ricardo colocou a mão em meu ombro, surpreendendo-me logo na primeira frase.



- Não vou demitir você – pausou. Ergui minha cabeça, o encarando confuso – Confesso que não esperava isso de você. Logo você, Alfonso, que sempre foi centrado e um garoto cabeça. Não me passou pela cabeça um segundo se quer que fosse fazer isso, mas, levando tudo em consideração, não posso te culpar. Você é um bom garoto, sempre chega no horário e às vezes até passa da hora de ir embora. Faz seus serviços na rua, me ajuda aqui, viaja... É meu braço direito. Não vou lhe demitir – suspirou – Não faça isso novamente, Poncho. Não pela moto. Mas por você e por minha filha. Você não merece se maltratar assim, e ela não merece ver o amor da vida dela agindo dessa maneira. Embora não possam mais ficar juntos, ela o ama muito. Então, não faça mais isso, tudo bem?
Soltei todo o ar do pulmão, sem nem me dar conta que estava prendendo a respiração. Estava completamente aliviado pela nova chance, e grato pelo mesmo motivo. Ricardo não precisava fazer isso por mim. Colocaria alguém com a mesma competência ou melhor, lá dentro, mas acabou confiando novamente, e me mantendo lá dentro apesar de tudo. Não pude conter um pequeno sorriso. Pensei em minha mãe naquele momento, e agradeci à Deus por não ter sido demitido.



- Obrigado. De verdade, Ricardo, eu já estava pensando em como contar para a minha mãe – suspirei – Obrigado mesmo.



- Não tem de quê, garoto – sorriu – Você fez por merecer. Vamos então?



Bom, se eu tinha meu emprego de volta, não poderia dizer outra coisa. Assenti, e então caminhamos até seu escritório onde realmente tinha muita coisa para fazer. Meus pensamentos ainda estavam em Anahí, mas consegui desligar-me um pouco de tudo para fazer meu serviço.


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Autor(a): anyeponcho

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 246



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  • degomes Postado em 16/08/2019 - 07:06:00

    Contínua 🙏

    • anyeponcho Postado em 27/08/2019 - 11:29:34

      Continuei =)

  • AnaCarolina Postado em 11/08/2019 - 18:54:57

    Mas como assim gente? Me diz que esse exame foi alterado

    • anyeponcho Postado em 27/08/2019 - 11:30:28

      Será? Vamos saber o que aconteceu daqui a alguns capítulos... Só digo uma coisa: a história é AyA, então....

  • AnaCarolina Postado em 30/07/2019 - 09:17:33

    Aaaaah esse momento é todinho meeeeu Continua

    • anyeponcho Postado em 04/08/2019 - 16:52:08

      =) Foi pequenininho o poste, mas, mais tarde tem mais ;)

  • luananevess Postado em 28/07/2019 - 21:35:41

    Continua

    • anyeponcho Postado em 04/08/2019 - 16:51:23

      Continuando.... =)

  • AnaCarolina Postado em 07/07/2019 - 22:19:16

    Continuada <3

    • anyeponcho Postado em 18/07/2019 - 23:37:48

      Postei 2 vezes hoje &#128512;

    • AnaCarolina Postado em 07/07/2019 - 22:19:44

      Continua* hehehe

  • AnaCarolina Postado em 10/06/2019 - 18:36:10

    Caramba, que merda! Não vejo a hora de tudo se resolver de vez :'(

    • anyeponcho Postado em 14/06/2019 - 17:07:20

      Eu também :) Mas, infelizmente vai demorar um pouquinho pra acontecer

  • AnaCarolina Postado em 10/06/2019 - 13:59:58

    Oláaaa já já vou ler os capítulos e volto pra comentar <3

  • AnaCarolina Postado em 04/05/2019 - 00:05:27

    Cadê você?

    • anyeponcho Postado em 14/05/2019 - 20:49:51

      Volteiiiii!!! Passei por uns momentos ruins, mais agora estou de volta =)

  • AnaCarolina Postado em 09/04/2019 - 21:51:48

    Tadinha da Mai :(

  • AnaCarolina Postado em 31/03/2019 - 22:43:19

    Que bom que apesar de tudo o Ricardo entendeu e não demitiu ele... Continua



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