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Fanfic: Os Opostos Se Completam | Tema: AyA Rebelde Opostos


Capítulo: Capítulo 155

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Alfonso narrando:



A semana havia passado muito lentamente. Todos os dias eu sentia falta de Anahí, embora não doesse tanto assim. Não sei bem se estava me acostumado com o fato de não podermos mais ser nada, ou se minha mãe tinha razão “o tempo é o senhor da razão”. Talvez fosse isso. Mas, tenho que admitir que conversar com Beatriz todos os dias, me distraía bastante. Conversávamos o dia todo, e a noite quando eu chegava em casa, ainda achávamos assunto para conversar pelo whatsApp. Não era a mesma coisa que conversar com Anahí, mas eu me sentia bem. Conseguia sair da realidade em que estava vivendo, quando conversávamos e ríamos como dois idiotas.



Como era volta das férias, ainda estávamos sufocados de trabalho. Ricardo não parou um minuto naquela semana, e ainda tinha um plano que escondeu de mim até criar coragem de dizer o que queria fazer. Sua proposta era pegar um fio de cabelo de Anahí e eu fazer o exame. Eu não queria passar por cima de sua decisão, mas minha esperança foi acesa novamente com a proposta. Eu vi minha última chance de ficar com a minha branquinha. Meu coração disparou só de pensar na possibilidade do exame dar negativo. Eu não podia deixar aquela possibilidade passar. Tinha que tentar alguma coisa. E então, aceitei fazer o exame. Coloquei nas mãos de Deus e novamente fui fazer o exame. Na mesma clínica.



Os dias necessários para o resultado sair, foram os mais angustiantes da minha vida. Eu rezava todos os dias para que desse negativo, e quase não dormia a noite, o que me deixava acabado pela manhã. A sensação era de esperança, mas ao mesmo tempo dor. Se não fosse como eu queria, eu iria desejar não ter feito aquele exame, e conviver com a dúvida. Não era a melhor opção, mas ler o “positivo”, ao invés de imaginar que poderíamos sim sermos irmãos, iria doer muito mais.



O dia de pegar o resultado havia chegado, e eu fiquei mais ansioso quando acordei naquela manhã. Anahí não sabia de nada. Ricardo queria fazer tudo às escondidas, para que ela não protestasse e brigasse conosco, argumentando (como sempre) que queria acreditar em sua mãe. Eu não achava certo, porque Regina havia mentido muito sobre a paternidade, se era ou não o Ricardo, e além de tudo, ainda o traiu com o próprio irmão o que achei um absurdo. Ricardo também não se aguentava de tanta ansiedade, e até me liberou do serviço. Ele foi pegar Anahí em sua escola e a levou até a minha casa, o que para mim parecia séculos até ver seus olhos brilharem na porta.



Eu desejei que o tempo parasse naquele abraço. Era um abraço urgente, inteiro. Seus braços me apertando depois de tanto tempo, era como se minha energia fosse renovada. Se todos os ares fossem purificados. Eu estava completo com ela ali ao meu lado. Estava como semanas desejei. Ainda me sentia mal por tudo o que tinha falado para ela de madrugada. Remoí minhas próprias palavras, mas não tive coragem nem de pedir desculpas. E naquele momento, sendo um do outro quase como antes... Era como se nada de antes existisse. Nada que nos fizesse mal. Apesar da casa cheia, éramos nós dois e mais ninguém.



Assim que Anahí abriu o exame, meu corpo inteiro se tencionou apenas por imaginar o que ela estava lendo. Sua expressão confiante, foi dando espaço para desespero, pesar. Meu coração doeu muito, mesmo sem saber se era de emoção ou raiva. Eu queria ainda acreditar que era apenas euforia por ter dado negativo, mas minhas esperanças foram por água abaixo quando Anahí saiu correndo para fora de casa sem nem se despedir de ninguém. Sem dizer uma palavra, nada. Apenas correu tão rápido, que quando fiz uma nota mental de que ela não estava mais em minha frente, Ricardo já estava correndo atrás, e Marcelo também. Peguei o papel caído e comecei a ler, linha por linha. Palavra por palavra. Engoli em seco ao ver aquela frase... A única frase que não esperava ler na vida. A frase que terminou de dilacerar meu coração. Me desiludiu, me afundou no poço, me enterrou vivo. Minha vista embaçou completamente. A única coisa que eu conseguia enxergar como se fossem letras brilhantes e enormes, foi a palavra: positivo.




- Não pode ser! – murmurei, ainda segurando a folha de papel diante dos meus olhos, embora não tivesse mais lendo nada – NÃO PODE SER! – amassei o papel com toda a minha raiva e joguei no sofá. Minha primeira reação foi correr atrás de Anahí, embora minha mãe e Christian tentassem me impedir, para que eu me controlasse.



- ME SOLTA, RICARDO! – ouvi Anahí gritar, como se tudo aquilo precisasse sair de alguma forma. Toda aquela dor que sentia, toda aquela angustia, que era a mesma que eu sentia.



Corri para fora de casa como um louco. Anahí se distanciava cada vez mais, gritando com Ricardo que a seguia desesperado. Marcelo ficou parado no meio da rua. Seus olhos encontraram o meu, onde deixei que ele percebesse toda a minha dor naquele momento. Acho que era a única pessoa que conseguia dizer o que sentia sem dizer uma única palavra. Marcelo sabia me ler, era como se possuísse os mesmos instintos que minha mãe. Sabia reconhecer até quando eu queria gritar, ou quando preferia me manter calado.



Deixei uma lágrima escorregar sem vergonha alguma pelo meu rosto. Não me inibi, e nem me preocupei em limpar. A dor de saber a nova realidade era cruel e muito mais dolorosa do que qualquer outra coisa. Até mesmo chorar na frente de todos meus amigos, minha família e os vizinhos xeretas que saíram de suas casas por causa dos gritos estridentes de Anahí e o pedido de Ricardo para que esperasse. Pedido quase tão alto quanto os da minha branquinha, mas mesmo quase perdendo a linha, Ricardo tentava manter a pose.



Corri até Anahí que já estava virando a esquina, em direção ao ponto de ônibus mais próximos, e então a alcancei. Puxei seu braço direito com tanta força, que ela se virou bruscamente em minha direção, e nossos corpos foram colados levado pelo impacto. Any ainda tentou me empurrar, mas eu entrelacei meus dedos em seus cabelos e a puxei para mim, colocando sua cabeça em meu peito.



- Me solta – socou meu peito de leve,, enquanto ainda chorava desesperadamente. Eu não sabia naquele momento se doía mais vê-la daquela maneira, ou aceitar que não poderíamos mais sermos um do outro.



A prendi ainda mais em meus braços e me deixei soluçar, balançando meus ombros compulsivamente, não me importando do som que saia pelo choro. Era alto, doloroso, forte. Era som de desespero, um pedido inútil de ajuda. Um socorro para alguém. Qualquer mínima ajuda que fosse. Só precisávamos saber que aquilo era um sonho, e tudo ficaria bem assim que abríssemos nossos olhos novamente. Ricardo se aproximou receoso, passando a mão pelos cabelos de Anahí, que ainda permanecia chorando de olhos fechados, molhando minha camiseta completamente. Gritou, e me apertou mais contra seu corpo, como se quisesse entrar em mim, ou nos tornar finalmente um só.



- Você não tinha esse direito, Ricardo, não tinha – desencostou o rosto do meu peito e o olhou – Não tinha direito de fazer o exame – me olhou – Nem você. Seria mais fácil se eu não soubesse a verdade.
Engoli em seco e respirei fundo.



- Mai fácil para quem? Não saber o resultado concreto, não iria mudar nada, Anahí, não estávamos mais juntos, porque você simplesmente supunha que éramos irmãos. Acreditou na sua mãe – respirei fundo novamente – Já não éramos mais namorados. Mas, era nossa única chance. Não tínhamos mais nada a perder.



Seus olhos colaram nos meus, e vi dentro deles o mesmo pedido de socorro que havia nos meus. Como iria socorrê-la, se naquele momento, até eu mesmo precisava de alguém que me tirasse do abismo em que estava me perdendo. Me senti em uma arei movediça. Quanto mais me debatia para não afundar, mais me afundava.



- Vocês mereciam saber disso – disse Ricardo, controlando sua voz para que ninguém percebesse sua vontade de chorar. Mas sua missão estava sendo derrotada – Sua mãe deveria ter dito antes. Deveria! – engoliu em seco - Iria evitar tantas coisas.



Fechei meus olhos com força tentando novamente fugir daquela dolorosa e cruel realidade. Anahí não respondeu, repousou sua cabeça em meu peito e deixou suas lágrimas caírem mais e mais. Ficamos abraçados por cerca de cinco minutos. Abri meus olhos e virei um pouco a cabeça. Ricardo já tinha se afastado, e estava parado ao lado da minha mãe chorando, junto com os outros que estava da mesma forma. De repente Anahí se afastou abruptamente e abaixou, soltou um grito que com certeza a deixaria rouca mais tarde, quase os arrancando.



- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Quero morrer, preciso... – olhou para mim, erguendo sua cabeça – Eu quero morrer, sem você não tem vida. Não tem! – sentou-se na guia da calçada e juntou os joelhos, encaixando seu rosto neles – Eu odeio esse exame. Você não é meu irmão! Acreditar na mamãe doía menos...



Respirei fundo. Abaixei-me em sua frente e depositei um beijo em seus cabelos.



- Estávamos afastados por você acreditar na sua mãe, o que muda? – solucei. Anahí ergueu seu rosto e negou com a cabeça.



- Pode não mudar muita coisa, mas eu... Eu tinha esperança de que éramos apenas primos no máximo. Não ler a palavra “positivo”, me fazia acreditar que não éramos irmãos, Poncho. Doía menos.



Soltei uma gargalhada incrédula. Eu entendia o que ela queria dizer, embora soubesse que não fazia o menor sentido. Já estávamos sofrendo.



- E ia levar sua esperança até onde? Se pensava que era minha irmã, como ainda tinha esperança de ficarmos juntos? – funguei – Fizemos o certo. Foi doloroso sim ler àquelas palavras. Mas e se desse negativo? Iríamos jogar nossa felicidade fora.



Anahí concordou com a cabeça e continuou me encarando. Sustentei seu olhar por alguns segundos, mas não consegui manter-me forte. Estava sendo maduro demais, forte demais o tempo todo. Eu precisava dela pelo menos uma única vez. Precisava beijá-la, nem que fosse uma última coisa que faria na vida.



- Eu sempre vou te amar – acariciei seu rosto – Anahí fechou seus olhos e continuou chorando – Agora nós precisamos seguir em frente – disse, fazendo-a abrir seus olhos – Eu vou viver a minha vida, e você a sua. Iremos nos casar, teremos filhos e construiremos nosso futuro ao lado de outras pessoas. Nosso contato será apenas de irmãos, e... É isso que podemos ser um para o outro.



Anahí bateu na minha mão, que continuava em seu rosto, e se levantou abruptamente. Levantei junto e me afastei um pouco, dando-lhe espaço. Ela estava visivelmente irritada, e eu não a culpei por isso. Eu não queria ter dito nada daquilo. Seria bem melhor acolhê-la em meus braços e dizer que tudo ficaria bem com o passar dos dias. Tudo entraria novamente nos eixos, e seriamos felizes. Mas não era bem assim. Tudo se encaixaria sim e até poderia ficar bem, mas não seriamos mais felizes juntos.


Havia uma barreira agora entre nós. Um muro de concreto que não poderíamos ultrapassar. Em mim também estava doendo absurdamente, e não foi fácil ter que ser eu a dizer tudo aquilo, mas precisava ser dito por alguém. Só dei o primeiro passo.



- Não quero ser apenas sua irmã, e se é isso que vai acontecer, vou sumir daqui – limpou as lágrimas – Quero morrer... Estou morta já... Eu... – Anahí não terminou sua frase. Deixou no ar, e continuou a chorar alto, sem se importar com as pessoas vendo.



A abracei novamente, puxando-a completamente para o meu corpo. Ela afundou seu rosto em meu peito e passou seus braços pela minha cintura, voltando a me apertar com toda a força que tinha em seus pequenos braços. Eu queria poder dizer tanta coisa para acalmar seu coração, mas acho que naquele momento nada nos acalmaria. Nenhuma palavra que fosse. Nada.



- Vou te amar para sempre. Sempre – sussurrei em seu ouvido – Não importa o rumo de nossas vidas, você sempre será meu amor.



Anahí ergueu sua cabeça e me olhou nos olhos, sem soltar meu corpo.



-Eu te amo, minha vida! Sempre será meu amorzinho, sempre – soluçou – Você sempre será meu!
- Se eu sorrir, é por você!



Depois dessa frase, nada mais foi dito. Sob os olhares atenciosos de todos, a puxei pelos cabelos e colei nossos lábios com ânsia, querendo que o mundo se explodisse. Se era errado ou não, pouco me importava. Era isso que eu queria, aliás necessitava. Mesmo que fosse de despedida, para não voltarmos a nos beijar, eu precisava daquilo para matar a minha sede. Precisava muito.


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Autor(a): anyeponcho

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 246



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  • degomes Postado em 16/08/2019 - 07:06:00

    Contínua 🙏

    • anyeponcho Postado em 27/08/2019 - 11:29:34

      Continuei =)

  • AnaCarolina Postado em 11/08/2019 - 18:54:57

    Mas como assim gente? Me diz que esse exame foi alterado

    • anyeponcho Postado em 27/08/2019 - 11:30:28

      Será? Vamos saber o que aconteceu daqui a alguns capítulos... Só digo uma coisa: a história é AyA, então....

  • AnaCarolina Postado em 30/07/2019 - 09:17:33

    Aaaaah esse momento é todinho meeeeu Continua

    • anyeponcho Postado em 04/08/2019 - 16:52:08

      =) Foi pequenininho o poste, mas, mais tarde tem mais ;)

  • luananevess Postado em 28/07/2019 - 21:35:41

    Continua

    • anyeponcho Postado em 04/08/2019 - 16:51:23

      Continuando.... =)

  • AnaCarolina Postado em 07/07/2019 - 22:19:16

    Continuada <3

    • anyeponcho Postado em 18/07/2019 - 23:37:48

      Postei 2 vezes hoje &#128512;

    • AnaCarolina Postado em 07/07/2019 - 22:19:44

      Continua* hehehe

  • AnaCarolina Postado em 10/06/2019 - 18:36:10

    Caramba, que merda! Não vejo a hora de tudo se resolver de vez :'(

    • anyeponcho Postado em 14/06/2019 - 17:07:20

      Eu também :) Mas, infelizmente vai demorar um pouquinho pra acontecer

  • AnaCarolina Postado em 10/06/2019 - 13:59:58

    Oláaaa já já vou ler os capítulos e volto pra comentar <3

  • AnaCarolina Postado em 04/05/2019 - 00:05:27

    Cadê você?

    • anyeponcho Postado em 14/05/2019 - 20:49:51

      Volteiiiii!!! Passei por uns momentos ruins, mais agora estou de volta =)

  • AnaCarolina Postado em 09/04/2019 - 21:51:48

    Tadinha da Mai :(

  • AnaCarolina Postado em 31/03/2019 - 22:43:19

    Que bom que apesar de tudo o Ricardo entendeu e não demitiu ele... Continua



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