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Fanfic: De repente babá - Vondy | Tema: Vondy; DyU


Capítulo: Capítulo 88 — Dulce

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Saímos do quarto depois de um banho demorado — em que nada aconteceu, porque se eu tivesse mais um orgasmo, acabaria dormindo —, eu com aquele velho sorriso tosco na cara, e Christopher se recusando a largar a minha mão.


As crianças já tinham ido tomar seus banhos, então fomos para a cozinha esperá-los para darmos a notícia. Só esperava que eles me aceitassem. Uma coisa era que eu fosse a namoradinha do pai deles, outra bem diferente era ser a esposa. Eles tinham perdido a mãe, não queria que eles pensassem que eu estava lá para ocupar o lugar dela. Sophie era, e sempre seria a mãe deles.


— O que houve, querida? — Christopher afagou minhas costas enquanto eu tomava água. Encarei-o, confusa. — Você está com cara de paisagem. Pra alguém que acabou de ser pedida em casamento, você não parece muito feliz.


— Claro que eu estou feliz. — sorri genuinamente, roçando os lábios nos dele. — Ainda não caiu a ficha. Só isso... — limpei a garganta. — Você disse que precisava conversar comigo. Era sobre o casamento? Conversou com o seu pai?


Ele suspirou, passando as mãos pelos cabelos. Sentou ao meu lado, pegando a minha água e esvaziando o copo.


Isso não devia ser um bom sinal.


— Meu pai vai se divorciar. — sua voz não apresentava repreensão ou desgosto, mas também não parecia confortável com a situação.


Graças aos céus. Eu podia ser uma merda de pessoa, mas ninguém merecia conviver com uma pessoa como a Nancy. As coisas que essa mulher fez com Sophie, e as merdas que eu tive que escutar dela só provavam o meu ponto de vista: Nancy Uckermann era mesquinha! Ponto.


— Você está mal por isso? — não consegui disfarçar a surpresa na voz. Eu achava que ele apoiava a decisão de George. Em pouco tempo com a família, já tinha visto que o casal era... Conturbado. Então, por que aquela cara?


— Meu pai me disse algumas coisas... Sobre ele. Nunca conheci ninguém da família dele, e só agora entendi o motivo.


Engoli em seco. George tinha falado tudo para Christopher? Da gangue, de Tampa, do casamento arranjado, do padrinho dele — que era líder de uma gangue pesada... Tudo mesmo?


— Tudo o quê? — perguntei, cautelosa.


Christopher abriu a boca para responder, então fixou o olhar em mim, estreitando os olhos.


— Você sabe de alguma coisa, Dulce? — virou o corpo para mim.


Parabéns, Dulce. Que vacilo.


— Eu? — arregalei os olhos, pensando em várias desculpas para conseguir me salvar, mas nada me vinha à mente. — Eu? — repeti, atordoada.


Seus olhos estreitaram ainda mais, e comecei a me estapear mentalmente. Como eu fui dar um vacilo desses? Pelo amor de Deus!


— Gente, vocês tinham que ter chegado a tempo de brincar. Foi muito legal. — Adam apareceu, e voltei a respirar normalmente.


Encarei o garoto que estava radiante. O rosto estava levemente queimado pelo sol, os cabelos molhados entregando o banho recente.


— Onde estão seus irmãos? — Christopher perguntou, ainda sem tirar os olhos de mim.


— Devem estar tomando banho. — deu de ombros, sentando de frente para mim. — O que tem pra comer? Dulce, você não vai adivinhar! — vibrou, me encarando eufórico. Acabei abrindo um sorriso só por vê-lo daquele jeito. — Tinha um olheiro na minha apresentação, e fui convidado pra um programa infantil na Julliard.


— Julliard? — indaguei, perplexa. — Em Nova Iorque? — ele assentiu com a cabeça, um sorriso enorme nos lábios. — Querido, estou tão orgulhosa de você.


Abracei-o, mas a voz de Christopher cortou a nossa bolha feliz.


— Ele não vai.


Pronto. Acabou a alegria.


Desvencilhei-me de Adam, e vi que seus olhos estavam tristes. Christopher provavelmente já tinha falado sobre isso com ele, mas tudo o que eu enxergava era a oportunidade maravilhosa que Adam iria perder por pura teimosia do pai.


— Como é? — acabei rindo de nervoso, encarando-o incrédula. — Por que não?


— Não posso levá-lo, Dulce, e não vou deixar o meu filho sozinho naquele lugar bagunçado. Já pensou em como seria para os outros com a dor de cabeça pra se adaptarem em novas escolas? — seu semblante estava impassível, mas a faísca em seus olhos era o que entregava que ele não iria ceder facilmente.


— É um programa de férias, pai. — Adam retrucou, ofendido.


— Você não vai, Adam. Eu já disse! — encarou o filho, trincando o maxilar.


Adam encarou o pai, e quando seus olhos lacrimejaram, um pedacinho do meu coração ficou machucado. Eu sabia o quanto a música era importante para o garoto, e perder uma oportunidade dessas seria horrível.


O pequeno levantou e começou a sair à medida que Daniel e David entravam.


— Adam, querido... — chamei-o.


— Perdi o apetite. — ele nem se deu ao trabalho de virar para me responder, apenas saiu.


Que vontade de quebrar aquele rostinho bonito do Christopher. Ele nem parecia perturbado com a reação do filho. Como ele conseguia? Até eu tinha perdido o apetite.


Fiquei encarando Christopher, que trabalhava muito bem em me ignorar. As crianças foram chegando. Até Emma chegou — sem o Ákos — e nada de Adam voltar.


As crianças comeram e ficaram conversando, e fiz questão de manter a mão direita no colo o tempo inteiro, para que não vissem a aliança. Se Adam não estava ali, não teria anúncio nenhum. Christopher ainda tentou começar a falar, mas passei por cima de todas as suas tentativas, fazendo-o me olhar irritado, deixando claro quão desgostoso ele estava com aquela situação.


F-O-D-A-S-E!


Saí logo depois de Tyler, com alguns salgados e um copo com suco. Adam com certeza estava com fome, e eu não deixaria que ele dormisse com fome. Sem chances. Eu sabia o que era passar fome, e não queria isso para o meu garoto nem em momento de birra.


A porta estava fechada, e tive dificuldades em abri-la. Adam estava sentado na cama, já com o pijama, olhando a janela. Me encarou brevemente, mas logo voltou a atenção para a vista do lado de fora.


— Por que ele não me deixa fazer nada, Dulce? — ele sussurrou, e eu juro que queria colocá-lo num potinho para que nada de ruim chegasse até ele.


Me aproximei e coloquei o prato na cama, cutucando-o para que ele comesse, entregando-lhe um copo em seguida. Ele comeu em silêncio, e fiquei observando. Ele tinha os mesmos olhos de Christopher, assim como o nariz arrebitado, como se o mundo pertencesse a ele.


Adam terminou de comer e colocou o copo e o prato no criado mudo ao lado da cama. Levantou e escovou os dentes, enquanto eu pensava no que poderia dizer a ele.


Seu pai é escroto, mas te ama.


Ele age como um imbecil às vezes, mas faria tudo por você.


Por fim, ele deitou na cama e ficou me encarando. O cobri, e segurei suas mãos, pensando no que poderia dizer. Nada parecia bom o suficiente.


— Tyler queria participar do programa também, só que em pintura. Depois que o papai me proibiu de ir, ele perdeu a coragem de pedir.


Ouch!


Mais uma facada no peito.


— Tenho certeza que o seu pai só está pensando no que é melhor pra você, meu amor. Ele não quer ficar longe.


— Quando eu for grande, vou estudar na Berklee, e não vou mais visitar o papai.


— Adam... — engoli dificilmente. Eu sabia que ele estava falando isso da boca para fora, mas não deixava de ser ruim. Adam nunca — nunca — falou daquele jeito.


Adam me abraçou, deu um beijo na minha bochecha e se virou, fechando os olhos.


Parece que alguém não quer conversar.


Dei um beijo na sua cabeça, sussurrei um boa-noite e saí do quarto com o coração em pedacinhos. Já tinha visto Adam chateado, mas nunca daquele jeito.


Passei de quarto em quarto. Emma estava na sala vendo filme, os gêmeos já estavam dormindo, assim como Valentina.


Será que todos eles um dia sentiriam essa mágoa por Christopher? E por mim?


Mandei uma mensagem para Alfonso, dizendo que passaria a noite com Christopher, mas que no dia seguinte estaria lá para garantir que ele estava tomando os remédios.


Fui para o quarto e encontrei Christopher apenas de calça moletom, sentado na cama e mexendo no celular.


— Por que Adam não pode fazer o curso? — perguntei, fechando a porta.


— Não vou deixá-lo sozinho, Dulce. — respondeu sem me olhar.


— Podemos ir todos. Eu sempre quis conhecer Nova Iorque. — Times Square, Broadway, 5ª Avenida, Central Park. Ele não respondeu. — Tyler pode fazer pintura também, pensou nisso?


— Você pensou em me responder o que sabe sobre a minha conversa com o meu pai?


Claro que ele não esqueceria. CLARO!


— Não sabia do divórcio. — sussurrei.


Ele me encarou. Muito. A ponto de me deixar desconfortável. Deixou o celular na cama e se levantou, se aproximando lentamente.


— Sabia do passado do meu pai? — perguntou, ainda se aproximando. Assenti com a cabeça. — Da família dele? — assenti novamente. Isso estava ficando perigoso. Minhas mãos começaram a suar. — Do casamento dele com minha mãe. — Ih. Assenti. Ele assentiu também. — Do Drew?


Essa foi difícil de concordar. Assenti com a cabeça, relutante, encostando as costas na parede. Ele ficou com o corpo praticamente colado no meu, nossas respirações se misturando com a proximidade dos rostos.


Se era errado ficar excitada naquele momento, já foi, porque eu fiquei.


— Você sabia. E. Não. Disse. Nada. — acusou com os dentes trincados.


— George pediu pra eu não contar nada. — sussurrei, e ele riu secamente. — Isso é coisa de vocês, Christopher. Não podia me meter.


— Você escondeu a porra da minha história, Dulce. — acusou, aumentando o tom de voz. Suas mãos foram para cada lado da minha cabeça, e ele me encarou furioso. — Não se esconde esse tipo de coisa.


— Eu não tinha o direito d..


— Foda-se. — grunhiu, se afastando. — Você tinha que ter me falado. Porra, meu pai era de uma gangue. Como nunca passou pela sua cabeça me falar isso? — começou a andar de um lado para o outro, puxando os próprios cabelos.


— Ele me contou no hospital, Chris. Pediu pra eu não contar. Ele só me contou porque achou que era uma forma de me fazer te perdoar.


Ele parou de caminhar e me encarou, mais nervoso ainda. Comecei a me desesperar, pensando no que eu tinha dito de errado.


— Você voltou comigo por causa do meu pai? Do que ele disse? Por que de alguma forma, nós somos parecidos? — perguntou tão baixo que achei não ter entendi isso mesmo. No entanto, ele repetiu mais alto.


Por que ele sempre misturava as coisas? Pelo amor de Deus, alguém para esse homem.


— Não tem nada a ver, Christopher. O que está fazendo? — perguntei ridiculamente enquanto ele vestia a camisa e calçava uma sandália. — Pra onde você vai? — tentei me aproximar, mas a olhada que ele me deu, me fez parar quietinha no lugar.


— Não vai adiantar conversar agora. Estou com a cabeça quente. Puto. Nada do que você disser vai adiantar. Vou dormir no quarto de hóspedes a amanhã a gente conversa, ou vou acabar fazendo alguma coisa que posso me arrepender depois. — olhou rapidamente para a minha aliança, passando por mim.


— Christopher, para com isso. — implorei, tentando pará-lo. Ele fechou a porta num baque, e fiquei ali, sem saber o que fazer. Tentei não entrar em desespero, mas olhando ao redor do quarto, foi inútil.


Que merda tinha acabado de acontecer?


 


GENTE DO CÉU!




Postei e saí correndo (literalmente). Hoje tem dois gifs porque Christopher SURTOU! Tô entendendo nada.


Amorecos, não vou conseguir postar amanhã. Por quê? Porque eu tenho um noivo em recuperação que precisa de atenção, uma sogra que me detesta e que tá só esperando a brechinha pra fazer alguma bosta e EUZINHA tenho fisioterapia, então o dia vai estar beeeeeeem conturbado. 


Estou lendo todos os comentários de vocês, mas ainda não estou conseguindo responder. Deve ser algum bug, mas também já estou resolvendo isso. Tanto que se vocês olharem, eu consigo postar, mas o meu perfil ainda não aparece (bizarro).


Então, OBRIGAAADA PELAS BOAS VINDAS, AMORES! Eu estou muuuuuito feliz em estar de volta. 


E o mozão tá bem, na medida do possível. Pelo menos agora ele não vai ser mais idiota de querer reagir a um assalto. Nós dois estamos de repouso (ele ainda absoluto), mas vamos sobreviver, hahahaha.


Agradeço mil pelas boas energias, orações, rezas e tudo o que vocês me desejaram. Vocês são o máximo.


Até sexta,amores!


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 969



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  • raylane06 Postado em 13/09/2018 - 09:29:11

    Cadê vc continua... Espero q esteja tudo bem..

  • dulcete.vondy Postado em 01/09/2018 - 00:35:09

    posta maissss

  • Camilinha-Ponny Postado em 31/08/2018 - 12:26:38

    Poxa vc nunca mais postou, desejo que esteja tudo bem com vcs

  • thaissantospinto43 Postado em 20/08/2018 - 10:24:59

    Cade voce? Posta logo

  • carla_ruiva Postado em 17/08/2018 - 22:54:59

    Cade vc mulherrr

  • Tia_Olaf Grey♥ Postado em 07/08/2018 - 21:27:48

    Venho aqui divulgar minha primeira adaptação, se chama: No limite do seu desejo - Mal sabe Anahi que nesta casa há entre os filhos um misterioso moreno de olhos verdes sedutores, tatuado, arrogante e controlador, que segue sua vida conforme traça seus desejos. O Advogado Criminalista Alfonso Herrera será sua perdição e a fará viver dentro de seus limites. Mas será que Anahi terá amor e forças suficientes para conseguir viver no limite de seu desejo? Link: https://fanfics.com.br/fanfic/58362/adaptada-no-limite-do-seu-desejo-aya-18-anah i-alfonso-aya

  • Manuzinhaa Postado em 03/08/2018 - 22:02:34

    Alguém manda um e-mail p elaaaa aaaah, tô com saudades já

  • lukinhasmathers Postado em 31/07/2018 - 08:53:47

    Eu estou achando que Rute foi abduzida! Eu realmente não queria acreditar nessa teoria, mas é a mais provável. Por favor, se algum OVNI a levou, devolvam ela, para que ela possa terminar a história, já que está em seu final!

  • Anja Candy Postado em 29/07/2018 - 14:20:58

    Garota, eu sou uma leitora sua que reativou a conta agora e putz eu amo mesmo essa fanfic. A forma como tudo ocorre é tão dinâmico que deixa qualquer um louco. Espero que você volte logo pra eu poder comentar muito. bjs!

  • lukinhasmathers Postado em 28/07/2018 - 09:20:46

    rute volta logo por favor


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