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Fanfic: Aprendendo a Amar! | Tema: Rebelde; RBD; Ponny; AyA


Capítulo: Capítulo 53 – Eu estou apaixonada por Alfonso Herrera

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Música da cena: Beyoncé – Crazy in Love


 


– Eu quero sentir! – Digo com um arfar estrangulado, quando sua boca vem na direção da minha e as cola juntas, em uma explosão de... bem, já não sei mais como determiná-la.


 


Antes era puro desejo, aquele carnal em que só desejamos ter um pouquinho de prazer e depois a melhor sensação de todas, a do clímax, mas agora é diferente. Estou apaixonada e acabo de confessar a ele, então já não posso determinar o que temos apenas como sendo desejo.


 


Não.


 


É diferente... estou em um período em que estou descobrindo que o simples fato de que se eu ficar longe dele, já é o suficiente para que o meu coração já não bata da maneira correta, porque ele está na minha mente, no controle dela e sou uma completa escrava dos seus toques e dos seus beijos ardentes.


 


Até quando eu o provocava sentia que aquilo era só uma forma de chamar sua atenção para mim e, ao contrário do que cheguei a pensar, fico feliz em saber que eu estava apenas delirando em um mar de enganos e não prestava atenção ao que tinha no alcance dos meus olhos.


 


Eu estou apaixonada por Alfonso Herrera, o veterinário gostosão.


 


Suas mãos apertam minha nuca para que minha boca fique a mais próxima que pode dele e dos seus lábios. Faz um pequeno mapa de exploração, alternando entre chupá-los e adorá-los. Eu adoro isso! Mas não é somente isso que quero.


 


– Me faz sentir sua Alfonso. – Sussurro. – Duro e forte!


 


– Ah, Annie... você me deixa louco do juízo – Diz passando o seu nariz pelo meu, olhando nos meus olhos, absorvendo e umedecendo todas as minhas estruturas, quando um sorriso surge nos seus lindos lábios, que há pouco estavam coladinhos nos meus.


 


– É?


 


Aproximo minha boca da sua e, dessa vez, sou eu a tomá-la com um beijo que demonstra tudo de desejoso que existe dentro de mim, junto com a vontade de embriagá-lo da mesma forma que fez e faz comigo.


 


Sua mão vai em direção ao meu cabelo, onde invade meu couro cabeludo da nuca, puxando-os, apertando e deixando minha cabeça para trás, enquanto seu olhar vem para os meus lábios.


 


– Assim? – Ele pergunta e a minha resposta é um sorriso de lado, para logo em seguida, receber a sua boca na minha.


 


Esse não é um beijo comum, não.


 


É o nível mais elevado de todos, quando duas pessoas que se desejam e que estão queimando de paixão compartilham para receberem logo em seguida, o sex0 mais selvagem de todos. É o que espero, é o que quero.


 


Levo minhas mãos até seu corpo e começo a despi-lo. A camisa foi a primeira a parar em algum lugar longe do corpo dele. Minhas mãos exploraram seu peito e abdome, percorrendo até o botão da bermuda, abrindo-a. Minha mão então segue o caminho até o coques da bermuda e adentrei até encontrar uma das nádegas e apertá-la, fincando as unhas.



Ele gemeu.


 


– Marcando território. – Respondo sua pergunta contida nos seus olhos.


 


– É? – Assenti com um sorriso carregado de luxúria.


 


Sua mão vem em direção a minha bund*, onde ele deposita um tapa, que veio com ligação direta ao meu centro. Ele aperta minha carne e automaticamente, minha perna sobe pela sua, fazendo assim que eu deslize com perfeição o meu sex0, ainda sob a calcinha, na sua coxa. O meu interior implora para que ele mergulhe aqui dentro, os meus instintos gritam para que eu o arraste até aquela cama e, nela, o deite, para que eu tome a liderança da nossa situação que promete ser tudo, colocando em jogo, principalmente, o nosso prazer e excitaçã0.


 


– Minha? – Ele pergunta ao separar a sua boca da minha para descer os seus lábios para o meu pescoço, onde beija e o mordisca, fazendo-me colar ainda mais o meu corpo contra o seu.


 


Meus seios pesam para obterem a atenção, que ele está distribuindo somente para o meu pescoço.


 


– Sua. – Sussurro sentindo um sorriso leve contra a minha pele, para logo em seguida, sua mão descer para a carne da minha coxa, que permanece sob a sua. Tento respirar, quando o seu ataque ao meu pescoço aumenta e ele começa a depositar pequenos chupões, seguidos de mordiscamentos.


 


Eu estava tão concentrada no seu momento aqui no meu pescoço, sentindo o meu interior pulsar, que a surpresa banhou o meu corpo quando ele puxou minha cabeça abruptamente para trás para olhar nos meus olhos. Seu olhar sob mim está tão intenso que meu interior fica em chamas... aumentando mais quando ele sorri, após meu sutiã cair aos nossos pés.


 


Ele tirou e eu nem percebi.


 


O sorriso era tão safado, que sem conseguir segurar os meus próximos passos, mordo meu lábio inferior e então o seu olhar voa para os meus sei0s, levando-me a acompanhá-lo, para que assim, voltando seu olhar para o meu, ele baixe lentamente sua boca para os meus sei0s.


 


– Que saudade.. – Ele sussurra e eu fecho meus olhos, não conseguindo lidar com o peso que se instala nas minhas pestanas.


 


É o exato momento em que ele abocanha um seio, chupando-o com certo cuidado, fazendo-me arquear meu corpo para que ele tenha mais... para que tenha tudo.


 


Tudo que quiser de mim... tudo!


 


Gemo quando aqui embaixo, no meu sex0, as sensações começam a se intensificar enquanto mantenho minha atenção completamente no que ele provoca em mim.


 


Minhas mãos vão em busca do que já tive contra os meus lábios e dentro da minha boca. Está duro, do jeito que quero que esteja sempre que estivermos assim, juntos e insanos. Quando passa sua língua por meus mamilos, aperto-o ao redor da minha mão.


 


Passo a passo, empurra-me até que uma parede está contra a minha coluna e com o seu olhar quente no meu, ele estica a sua mão até a cômoda e abre uma gaveta, retirando dali, um pedaço de papel alumínio preto de uma camisinha.


 


Minha boca está seca, eu o desejo aqui dentro...


 


Ao passo em que ele desembrulha a camisinha, eu já estava descendo por essa parede, até que estou ajoelhada aos seus pés, olhando para os seus olhos e a sua boca entreaberta, quando o toco, após tirar a cueca. Abocanho-o, assim como ele fez com os meus seios. Invisto em meus movimentos, enquanto ele passa sua mão por meu cabelo, tirando-o do seu campo de visão.


 


Observo, quando sua pele adere um tom mais avermelhado, quando eu intensifico os movimentos de vai e vem no seu membro, que apenas pulsa na minha língua...


 


– Annie.. – Ele geme e, então, lentamente tiro a minha boca do seu sex0, deixando um pequeno chupão na sua pontinha avermelhada que não me decepcionou nos vários momentos que compartilhamos juntos.


 


Encaro-o, mantendo meus lábios em sua extensão, para então, sua mão agarrar uma boa quantidade de cabelo e o puxar para cima, fazendo-me ficar de pé, para então, quando já estou a sua altura devido aos saltos, ele cola a sua boca na minha, empurrando-me cada vez mais contra a parede.


 


– Boca gostosa. – Rosna separando a sua boca da minha, para então, trazer mais chama para o meu corpo, quando baixa o suficiente para agarrar minhas duas pernas, fazendo-me rodeá-las ao redor da sua cintura. – Eu amo tanto você, Anahí.. – Sussurra fazendo-me encará-lo, no exato momento em que ele começa a juntar nossos sex0s, causando ainda mais intensidade aqui dentro de mim.


 


Minhas mãos rodeando o seu pescoço, fazem com que ele rosne, tomando novamente os meus lábios, começando movimentos lentos, que me levam ao céu só em sentir que finalmente o tenho.


 


Minhas pernas ao redor da sua cintura, suas poderosas mãos em minha cintura enquanto nossos sex0s se uniam sem parar. Meu grito de prazer se perdeu na noite, ao ser totalmente preenchida por ele.


 


Rápido.


Forte.


Insaciável.


 


Era assim que eu me sentia, o desejo de semanas não podia ser satisfeito com um único orgasm0...


 


Na cama, contra a janela com as luzes da rua de pano de fundo, no chuveiro. As superfícies do quarto como testemunhas silenciosas da explosão cataclísmica que era estar com Alfonso Herrera.


 


***


Eu não dormi nada nessa noite.


 


Primeiro, porque eu estava mais que focada recebendo prazer deste homem e, segundo, porque não consigo fechar os olhos e dormir com uma visão tão maravilhosa como essa ao meu lado. Ele dorme com tanto relaxamento, que me sinto bem e relaxada em observá-lo.


 


Essa noite foi maravilhosa e para comprovar isso sinto uma pequena dor de cabeça chegando em mim, por conta do excesso de álcool da noite passada, mas nada vai me fazer fechar os olhos agora tendo bem ao alcance dos meus olhos seu rosto lindo, enquanto dorme.


 


Minha mão vai diretamente para o seu cabelo, onde fico o alisando e o massageando, para o sentir na palma das minhas mãos. Eu poderia ter dado um passo à frente antes, poderia ter evitado todo esse distanciamento e esse caos, mas não me arrependo de nada que nos aconteceu e da forma como se desenvolve.


 


Ele solta um pequeno ronronar o que me faz sorrir minimamente, enquanto vejo os olhos dele se abrirem lentamente, para que eu possa realmente sorrir largamente.


 


Os olhos semicerrados confusos e inchados me encantam de uma grandeza, que mesmo contra a minha vontade, inclino-me e selo nossos lábios juntos, dando-o o primeiro toque de acordar do dia. E adoro sentir como ele me corresponde ao entranhar sua mão no meu cabelo, trazendo-me para mais perto dele, nossos corpos nus roscando uns contra os outros.


 


– Bom dia. – Sussurra e pisca observando-me com um pequeno sorriso nos lábios. – Pensei que tudo fosse um sonho. – Diz com seus olhos atentos nos meus, sua boca movendo-se de forma tão bonita e encantadora. E eu não consigo não beijá-lo novamente, porque nesse momento, só quero fazer isso por horas e mais horas, enquanto tenho sua mão ao redor do meu corpo nu.


 


– Não é.


 


– Você disse que estava apaixonada por mim. – Diz com uma expressão marota em seus olhos.


 


– Sim, eu disse! – Sorrio com seu jeito de menino.


 


– Repete? – Sussurrou tirando mechas que caiam pelo meu rosto.


 


– Sério Poncho? – Ele assentiu todo bonitinho. Dou um meio sorriso. Ontem eu estava alta, ok. Mas o sentimento era o mesmo. E diante da expectativa dele eu as soltei sem peso algum. – Tudo bem. – Vou em direção a sua orelha beijando-a. – Eu estou apaixonada por você, Alfonso Herrera. – Sussurro em seu ouvido, mordiscando o lóbulo de sua orelha logo em seguida.


 


Poncho deixou um sorriso meigo aparecer em seus lábios e imediatamente procurei por sua boca quente e macia e senti sua língua se misturando com a minha em uma dança sedutora. Mordi seu lábio inferior e ele soltou um gemido. Terminamos o beijo com uma sequência de selinhos, acabamos rindo no final.


 


Alfonso me puxou mais para si, enquanto eu me realocava em seu tronco e entrelaçando nossas pernas.


 


– Nem acredito que posso te chamar de minha namorada… – Agora fiquei tensa. E ele percebeu pois me questionou em seguida. – O que foi?


 


– É que…. – Me desvencilhei dele e me sentei encostando na cabeceira da cama. Poncho fez o mesmo, mas ficou de frente para mim. – Precisamos conversar sobre isso…


 


– Ah não Annie… – Ele pareceu chateado. – Eu não vou ficar nessa de amizade com benefícios, eu não quero isso pra mim. Eu pensei que você tivesse entendido…


 


– Poncho eu entendi… – Digo me levantando sob seu olhar. – E não vim aqui pra isso… – Digo vestindo a calcinha e minha camiseta em seguida. – Eu não retiro nada do que disse ontem…


 


– Então por que ficou tensa quando falei de namoro? – Ele diz apreensivo e vou até ele me sentando a sua frente. Precisávamos conversar, colocar os pingos nos “is” por assim dizer.


 


– Eu sou uma mulher decidida Poncho, sou verdadeira, primeiramente comigo e depois com os outros. Por isso não acho justo começarmos alguma coisa sem você estar a par de tudo o que me envolve.


 


– Você está me assustando. – Disse apreensivo e eu revirei os olhos.


 


– Deixa de bobeira. – Dei um selinho nele, que sorriu mais aliviado.


 


– Desculpa. Pode falar.


 


– Então, como você bem sabe eu não sou de me apegar, namorar… em fim, ter um relacionamento. Não porque eu não acredito no amor e essas coisas, longe disso. Eu acredito afinal meus pais foram os maiores exemplos disso. – Ele assente me entendendo. – Mas o fato é que eu sempre tive medo de me “apegar” em alguém e esse alguém for tirado de mim devido as consequências do meu trabalho. – Ele franze o cenho em confusão. – Eu sou policial Poncho, atraio bandidos que clamam por vingança, meu pai vivia isso e minha mãe também sofreu dessas consequências… e eu não queria isso para mim. Ter alguém próximo ferido ou morto, ou até mesmo eu morrer e causar a dor da perda na pessoa que amo. Entende?


 


– Entendo. Mas não acho justo com você mesma… – Ele vem até mim e me puxa para encostar minhas costas em seu tronco. – Toda profissão tem seus perigos. Pessoas morrem a todo instante por variadas causas. Você não pode se limitar dessa forma.


 


– Eu sei… mas eu estava indo bem até você aparecer… – Digo e me viro para olhar em seus olhos. – Você mexeu comigo como nenhum outro. Eu fui criada pelo meu tio que não se apegava a nenhum relacionamento amoroso, me condicionei a isso, a fazer o mesmo… mas quando você apareceu… – Ele me solta um sorriso contagiante, de orelha a orelha. – Como resistir a isso… – Digo acariciando os lábios sorridentes. – Eu não sei lidar com essa nova situação: Namoro, trabalho, consequências… Eu não sei cuidar do coração de ninguém, Poncho. Mas, mesmo assim, eu não consigo me afastar de você.


 


Ele me aperta um pouco mais contra si. Ficamos alguns segundos em silêncio. Até ele cortar o mesmo.


 


– Não prometo que vou ser perfeito, por que tenho certeza que estou longe disso, mas prometo que farei de tudo para te ver sorrindo e feliz e estar ao seu lado nos momentos difíceis, ser aquele parceiro em que pode confiar. Tá? – Ele me pergunta e eu assinto atordoada com essa declaração. Ele sela nossos lábios num beijo carinhoso. – Você disse que não sabe cuidar do coração de ninguém… – Assinto. – Eu te ensino, se você quiser. – Diz fofo e uma lágrima rola pelo meu rosto enquanto aceitava sua proposta com um balançar de cabeça e um sorriso nos lábios.


 


– Eu sou uma ogra, então não sou tão boa com as palavras, mas prometo me esforçar pra dar certo. Eu não tenho dúvidas que é com você que quero dar esse passo. – Digo decidida. Olhamos um para o outro por alguns segundos antes dele colocar sua mão na minha nuca e cobrir minha boca com a dele. – Vem, vamos levantar, em uma hora tenho que está na delegacia. – Digo dando o primeiro passo para que possamos sair da cama, mas ao colocar meus pés no chão, seu braço vem para a minha cintura, puxando-me para retroceder esse passo. Distribui diversos beijos ao longo do meu rosto, por meu pescoço e ao longo das minhas costas e eu sorrio com essa distribuição de carinho. – Poncho, é sério… – Tento me desvincular dele que me prende com seu corpo.


 


 


– Não dá tempo nem de uma rapidinha? – Pergunta risonho enquanto ataca meu pescoço.


 


– Nem pensar… – O empurro e ele rola na cama ficando de barriga pra cima me vendo levantar. – Você chega no seu trabalho as 9h eu preciso estar as oito na delegacia. – Digo catando minhas roupas. – Não vai dar tempo nem de ir em casa pra me trocar e deixar a moto. – Digo subindo na cama de novo ficando de joelhos ao seu lado. – Por isso posso te pedir um favor?


 


– Já explorando seu namorado, senhorita Portilla? – Reviro os olhos e ele me puxa para si. – O que deseja anjo? – Diz enquanto volta a beijar meu pescoço.


 


– Bartô. – Ele solta um “Hum” enquanto beija atrás da minha orelha, ponto fraco. – Passe lá e cuida dele pra mim… hum delícia… – Gemo com as carícias. – Não vai dar tempo…


 


Em uma manobra rápido, ele me vira e me beija. Um beijo fogoso e arrepiante. Alfonso realmente sabia beijar e me incendiar, tanto que comecei a entrar no clima com sua ereçã0 roçando no meu sex0.


 


Mas o infeliz riu da minha cara e saiu de cima de mim como um raio. Ele estava nu e o vi todo glorioso, prontinho para mim. Meu olhar era puro desejo.


 


– Vai se atrasar anjo. – Disse e meu transe no seu p*au foi boicotado e meus olhos encontraram com os olhos brincalhões dele.


 


– Você não vai fazer isso… – Semicerrei os olhos em aviso.


 


– Sete e dez coração… – Dizia enquanto vestia a cueca que não escondia o volume monstruoso que ele sustentava. – ...se não correr vai se atrasar.


 


– Alfonso...!?


 


Ele estava saindo do quarto quando parou na soleira e me fitou.


 


– Farei seu café. E não se preocupe, eu cuido do Bartô.


 


Saiu.


 


Filho da ….


 


– AGHRRR!! – Taco um travesseiro na direção que ele foi de pura raiva por ele me incendiar e não apagar o fogo! – Desgraça!!!


 


Sentindo-me em brasa encaminho-me para o box do chuveiro, ligando-o para que a água escorra por meu corpo, trazendo um pouco de refresco para o meu interior.


 


Suspiro, pegando seu sabonete e o esfrego por meu corpo, criando espumas ao longo da minha pele. Retiro logo em seguida. Ao acabar meu banho, dirijo-me diretamente para buscar uma toalha e quando a tenho nas minhas mãos, rodeio-a por meu corpo. Ele abre a porta e me observa dos pés à cabeça. Morde o lábio inferior e sorri.


 


– Café puro e torradas com frios. Como gosta. – Diz me fitando por inteira. – Tem escovas extras no armário.


 


– Obrigada. – Sorrio, vendo-o se aproximar novamente do meu corpo, para me rodear com seus braços fortes e, logo em seguida, selar nossos lábios em um beijo que transborda desejo – Se você não for terminar, não comece. – Ele gargalha e assente, indo em direção ao vaso sanitário. – O que está fazendo? – Pergunto chocada com o que vejo.


 


– Vou fazer o número dois…


 


– O que? Alfonso eu estou no banheiro!!


 


– O que, que tem? – Quando ele senta eu corro dali.


 


Nunca na minha vida que vou compartilhar isso!!


 


Suspiro, voltando meu olhar para a cama do seu quarto com as lembranças da noite passada e de agora a pouco borrando a minha mente. Tudo aquilo parecia tão certo e tão bom, que parecia irreal de mais para mim.


 


Visto minha roupa e o salto, teria que trabalhar com eles, que não haja perseguições senhor!


 


Como consegui fugir daquele banheiro a tempo e com a pasta de dente na escova, busco pelo banheiro do corredor e término de me arrumar lá.


 


Desço e encontro a porta da sala aberta e Gabriel circulando pela sala com um boneco do homem-aranha na boca.


 


Sorrio.


 


Cachorro singular tal qual seu dono.


 


Deixo minha bolsa e capacete no sofá e vou até a cozinha. No balcão a cafeteira ligada com um café fumegante me chamando e um pacote de torradas da Balduco junto ao recipiente de manteiga e frios ao lado.


 


Alfonso é atencioso de mais.


 


Olho para o relógio, sete e trinta e cinco dava tempo de comer com um pouco de tranquilidade, já que de moto eu chegaria bem mais rápido no trabalho.


 


Asim que termino minha primeira torrada, Poncho aparece de banho tomado e vestido calça jeans, camisa polo branca e tênis da mesma cor.


 


– Sabia que namorados compartilham intimidades? – Diz se sentando ao meu lado pegando uma torrada e passando manteiga.


 


– Mas aquela eu dispenso, obrigada. – Ele sorri e levanta indo até a geladeira buscando leite e no armário uma lata de achocolatado. Vejo tudo isso com meu café em mãos – É mais saudável. – Diz como se explicasse pela preferência da sua bebida.


 


– Café é meu combustível. Não posso sair sem bebê-lo. – Ele assente enquanto prepara sua bebida após morder a torrada. – Preciso que me prometa uma coisa.


 


– O que? – Diz atento ao seu café.


 


– Que por enquanto, nosso namoro seja reservado. – Eu o observo com atenção e vejo o exato momento em que ele para os seus movimentos e me olha em confusão.


 


– O que?


 


– Que ninguém saiba do nosso namoro por enquanto…


 


– Por que isso? Pensei que estivéssemos nos acertado sobre isso.


 


– E estamos. Só que no momento estou em caso complicado na delegacia e não posso aparecer com um namorado agora.


 


– Mas o que o seu caso tem a ver com nosso namoro? – O café dele já estava esquecido, seu corpo todo estava voltado para mim. E eu precisava fazê-lo entender que aquilo era necessário tanto pelo meu trabalho tanto por ele por saber de um suposto envolvimento do pai dele em crimes.


 


– Poncho… – Me levanto da minha cadeira e vou até ele sentando em seu colo. Beijo seus lábios enquanto acaricio seu rosto com uma das mãos. – Eu preciso que confie em mim… – Digo encostando minha testa na dele, nossos olhares conectados. – Se tudo der certo em duas semanas esse caso termina e podemos curtir essa fase. Mas enquanto isso preciso que me prometa.


 


Ele bufa e revira os olhos. Fica parado por um momento enquanto eu arrumo seu cabelo esperando pela resposta.


 


– Manter um namoro em sigilo é não mandar flores a namorada no trabalho?


 


– Não. Nem pensar.. – Sorrio.


 


– Não andar de mãos dadas na rua?


 


– Não – Digo ainda sorrindo do jeitinho dele.


 


– Nem se pegar no cinema?


 


– Isso talvez. – Ele inclina a cabeça e dar um leve menear em concordância.


 


– Nem contar aos nossos melhores amigos? – Pergunta e faz cara de cachorro sem dono, pareceu até o Bartô.


 


– Só pro Chris, Mai e Dul.


 


– Vó Judith, por favor?? – Ele une as mãos em um sinal de oração. Gargalhei e não resisti e beijei o bico que ele fez.


 


– Tá bom. Só pra eles, ok?


 


– Ok anjo! – Diz em contentamento e me abraça me beijando em seguida.


 


– Hum… – Dou um selinho. – Preciso ir… – Mais um. – Não esquece do Bartô?


 


– Pode deixar, vou acabar aqui e vou lá. – Diz e eu saio do colo dele, levando minhas louças a pia. – Hoje é sexta, você não quer passar o final de semana aqui não? – Penso na sua proposta enquanto lavava a caneca e o prato.


 


Esse final de semana não teria plantão. Eu estudaria o caso para o encontro na quarta que vem com o Otávio. Eu estaria junto dele e não teria riscos maiores de sermos pegos por Viegas, o caguete filho da mãe. Então, não seria uma ideia ruim.


 


– Pode ser. – Digo me virando para ele. Alfonso mantinha um largo sorriso enquanto vinha em minha direção mordendo o próprio lábio.


 


Meus olhos foram direcionados imediatamente para o gesto, que entorpece a minha sanidade como uma poderosa droga.


 


O beijo era inevitável, eu só queria que ele fizesse logo.


 


E ele fez.


 


Puxando algumas vezes meu lábio entre os dentes, ele aprofundou o beijo logo depois. Eu o mantinha firme grudado em mim, enquanto ele passava as mãos por toda minha cintura, pela curva do meu seio, pelas minhas costas. As mãos grandes e quentes percorrendo minha pele e eu só sabia dar leves suspiros e me empurrar contra ele.


 


Com falta de ar, precisei percorrer os meus lábios pela bochecha dele, descansando-os em seu ouvido enquanto que ele aproveitava para deixar mais algumas provocações em meu pescoço.


 


– Tenho que ir – Sussurro.


 


– A noite você não me escapa anjo – Ele sorri, mostrando seus belos dentes brancos e alinhados, dando a sua boca um sorriso mais lindo que todos os outros. E eu aceno completamente enfeitiçada, observando-o se afastar e voltar para o balcão e para seu café, tranquilamente.


 


Como ele mantém esse autocontrole???


 


***


 


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Autor(a): lenaissa

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 354



Para comentar, você deve estar logado no site.

  • luananevess Postado em 22/01/2020 - 18:51:01

    Continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  • barbie Postado em 20/01/2020 - 10:06:44

    Estou amando a sua história, me desculpa o meu sumiço, mas estava viajando e onde eu estava não pegava internet e então fiquei esse tempo todo sem ler e sem comentar, mas agora estou de volta... Continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa plisssssssssssssssssssssssssssssss

  • Feponny Postado em 05/01/2020 - 16:44:16

    Quero só ver quando o álcool passar kkkk

  • ginja2011 Postado em 04/01/2020 - 23:01:00

    Nossa! é muito difícil pra alguém que se condicionou a vida inteira a não amar ter que admitir que está se apaixonando! POSTA MAISS....................

  • Nandacolucci Postado em 04/01/2020 - 17:29:43

    VC PRECISA POSTAR O PRÓXIMO CAP COM URGÊNCIAAAAAA ÁAAAAA MDS EU VOU SURTAAAAR, FINALMENTE eles vão se entender, esse momento é meu, é seu é nosso pfvr não suma .. CONTÍNUAAAAA

  • jhulya__ Postado em 04/01/2020 - 15:43:10

    Que sdd de vc...... Enfim ela confessou, mas será que eles vão continuar juntos?Que ela finalmente vai aceitar o namoro? Falta muito pra acabar né?fala que siim, por favooor

  • lenaissa Postado em 04/01/2020 - 14:53:49

    Boa tarde meus amoresssssssss Como foram de Natal e Virada de ano? Que 2020, seja um ano de realizaçoes para cada um de vcs!! Que o que ficou pendente no ano passado que esse ano se realize. E como presentinho de Natal e Ano novo um capítulo grandão e com A revelação!!

  • Feponny Postado em 18/12/2019 - 00:52:13

    O poncho deveria dar um gelo em Any agora

    • lenaissa Postado em 04/01/2020 - 14:47:39

      Pra ela acordar pra vida!!!!

  • Nandacolucci Postado em 15/12/2019 - 17:43:33

    Aaaa pq parou logo aí???? O momento crucial.. CONTINUAAAA

    • lenaissa Postado em 04/01/2020 - 14:48:25

      KKKKKKKKKKKKKKKKKK é pq vc não viu ainda onde eu parei nesse novo cap

  • pattyhd Postado em 10/12/2019 - 13:49:19

    Any fazendo Poncho passar vergonha coitado Hahahahahahahaahhahaahaha ri muito

    • lenaissa Postado em 04/01/2020 - 14:49:01

      Micaço!!!



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