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Fanfic: Eternamente Usted | Tema: RBD portinõn


Capítulo: Capítulo dez

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Anahí empurrou as portas vai-e-vem com certa força para passar, incerta sobre estar mais com raiva ou mais preocupada. Ela devia saber que aquilo acabaria daquela forma, como fora tão estupida para não perceber? Dobrou a esquerda entrando em outro corredor menor, porém não menos claro. Na parede o quadro da mulher pedindo silêncio quase falava com ela, como se estivesse irritada com o barulho do salto alto fino contra o piso branco. Continuou seu caminho, parando por fim à frente de uma porta bege com os números 301 dourados pendurados na parte de cima.


Abriu a porta e a fechou antes mesmo de olhar para dentro do cômodo, repetindo para si mesma que aquela não era a hora certa para brigas. Ao avistar a pessoa deitada na maca não pôde evitar um suspiro de desgosto. A mulher tirou os olhos da TV e olhou para ela incerta de como agir.


“Eu espero que tenha noção da gravidade do problema em que se meteu.” A mais velha disse depois de colocar a bolsa vermelha em cima do sofá de visitas. “Eu nem devia estar aqui, eu nem sei porque vim...”


A outra soltou um resmungo cansado. “Sermões logo a essa hora?” Seus olhos se fecharam enquanto outra vez ela se sentia fraca. “Eu não acho que consigo suportar isso agora...”


“Pois devia!” A outra falou com raiva. “Será que por um sequer momento você pensou verdadeiramente sobre a besteira que estava fazendo? Você quase morreu Dulce Maria! Você quase matou essa criança dentro de você! Você perdeu o juízo? Ou simplesmente não se importa com a própria vida, com a vida do seu filho?”


“Eu já disse que não quero essa criança Anahí! Será que não posso decidir por mim mesma? Não posso ter controle sobre meu próprio corpo?”


A mão de Anahí bateu com força contra o colchão e sua voz aumentou um tom. “Você NUNCA mais fala isso! Uma criança é uma benção, é um presente e ela não tem culpa de ter sido gerada graças a uma burrada de sua parte! Se não quisesse ser mãe que tivesse pensado antes de dormir com o seu baterista, porque agora já está feito e eu NÃO VOU deixar que NADA aconteça com esse bebê, está me ouvindo?” A encarava furiosamente.


A mulher estava muito mais pálida que o normal, era uma consequência da hemorragia segundo o médico. Parecia quase um milagre que Dulce estivesse viva depois da quantidade de sangue que perdera. Era surpreendente que a criança ainda vivesse depois da tentativa falha de aborto.


“Será que essa discussão pode ficar para depois?” Dulce quase implorou enquanto sentia-se enjoada outra vez. “Acho que preciso de um médico aqui...”


Anahí passou a mão pelo rosto tentando se acalmar. Recuou alguns passos e da porta pediu que algum médico viesse atendê-las. Sentou-se na poltrona do acompanhante e ficou olhando Dulce. Mais pálida, muito mais magra, mais abatida e cansada do que lembrava tê-la visto. Devido ao pouco peso a camisola do hospital ficava enorme em seu corpo, e assim a pequenina saliência na barriga não aparecia.


Ela pensou sobre o quão irônica era a situação, ela protegendo a criança que era fruto da traição de Dulce. Mas que culpa o pequeno tinha sobre os erros da mãe? Jamais poderia deixar que a outra tirasse o direito daquela pessoinha viver.


Arrancando-lhe de seus devaneios, o médico entrou no quarto apressado. “ O que temos aqui?” O homem foi até o pé da maca pegando o prontuário de Dulce e lendo rapidamente. “Como está se sentindo?” Ele olhou para a mulher que tinha a cabeça apoiada nos travisseiros e fechava os olhos com certa força. “Não muito bem... Estou muito enjoada.”


“Isso é normal, além do enjoou da gravidez, está enjoada com o remédio de cicatrização que estamos te dando. Quanto mais cedo o seu colo do útero e seu endométrio voltarem ao normal, maiores as chances do bebê sobreviver sem sequelas. Tanto você quanto a criança ainda estão fracos, ela é como uma extensão do seu corpo, portanto é preciso muito cuidado nessa fase. Para me certificar de que tudo está bem vou chamar a enfermeira para fazer um ultrassom em você. Agora você precisa descansar e comer! Soube que não comeu seu almoço e isso me preocupa então vou mandar sua comida novamente, tudo bem para você?”


Dulce olhou para o médico sem a mínima vontade de responder, será que ele não havia visto o motivo de ela ter vindo parar nesse lugar?


“Claro Dr. Russo, estaremos preparadas.” Fora Anahí quem respondera. “Ótimo, ela estará aqui dentro dos próximos vinte minutos.” O médico gorducho de cabelos e olhos claros, acenou como despedida e saiu do aposento.


“Eu espero sinceramente que você coopere.” A mais velha falou após algum tempo. “Eu não vou desgrudar de você daqui para frente.”


“Pelo menos terei um bônus...”


“Não se iluda Maria, não estou fazendo isso por você, estou fazendo pela...”


“Criança.” A mais nova a cortou com a voz cansada. “Sim, eu já entendi.” Bufou enquanto se virava encarando a paisagem da janela do quarto: lá embaixo a rua estava agitada, os carros e as pessoas passavam de um lado para outro. “”Você não ficaria se fosse para cuidar de mim.” Antes que a outra pudesse responder, uma enfermeira loira e alta entrou no quarto trazendo o ultrassom portátil.


“Senhorita Savinõn?” A mulher virou a cabeça em sua direção. “Sim?” A de uniforme chegou mais perto. “Vim fazer o exame do seu bebe.” Ela indicou o aparelho. “Tanto faz.” Disse Dulce dando de ombros fazendo Anahí revirar os olhos com raiva.


“Preciso fazer algumas perguntas antes, tudo bem?” A mulher assentiu. “Data da última menstruação?”


“15 de fevereiro.”


“Já fez ultrassom antes?”


“Não, só o exame de sangue.”


A de uniforme fez as devidas anotações no prontuário e chegou o aparelho para mais perto da cama. “É bom que eu avise antes, o procedimento vai doer um pouco porque seu colo do útero ainda não está no local certo como devia estar.”


A enfermeira preparou o bastão de exame colocando o gel lubrificante e a camisinha nele. “Esteja preparada.” Devagar a mulher colocou o bastão e Dulce que urrou com a dor. “Para, para, para!” Uma lágrima escorreu de seus olhos enquanto apertava os finos lençois da cama.


“Está tudo bem? O que houve?” A mais velha levantou preocupada e pegou a mão de Dulce entre as suas. “Você está bem?” Outra lágrima correu o rosto da mais nova que balançou a cabeça negando e fazendo careta.


“É normal que ela sinta essa dor.” A loira falou. “Ela tentou abortar utilizando dilatadores para que tivesse dilatação e assim pudesse aspirar o conteúdo do útero, porém nessas clínicas clandestinas eles não se importam muito e acabam machucando o local pois ele fica muito frágil e fino durante a gravidez e é isso que causa a hemorragia, o que na maior parte das vezes mata as mulheres. Quando por sorte a mãe e a criança sobrevivem é doloroso fazer exames nessa região e mesmo depois o local fica fragilizado trazendo consequências sérias e de risco.”


Anahí ouviu tudo atenta e apertou a mão da ex-mulher querendo deixá-la mais segura, querendo deixar a si própria mais confiante. “Que tipos de riscos?”


“Necessidade de transfusão de sangue, útero mais sensível, possibilidade de esterelidade, gravidez fora do lugar e principalmente partos prematuros.”


Anahí olhou para Dulce que estava de olhos fechados enquanto lágrimas silenciosas corriam de seu rosto, em seu interior o medo predominava porque mesmo depois do que a mulher fizera, mesmo depois de mais de dois meses longe, mesmo que agora ela carregasse no ventre a prova literalmente viva da traição que cometera, ela a amava e sempre amaria, essa era a verdade. Se preocupava e não podia nem imaginar o que aconteceria com ela se um dia algo mais grave acontecesse à mais nova, se um dia ela não existisse mais.


Porém sua atenção foi desviada quando um som de um coração batendo rapidamente preencheu a sala. Seu olhar foi direto ao monitor de 10 polegadas e imagem em preto e branco. Ela sabia o que viria a seguir, a imagem do filho de Dulce. E por mais estranho que parecesse, escutar aquele barulhinho que ela sabia vir de dentro da ex-esposa encheu seu coração de alegria e uma lágrima escorreu de seus olhos.


“Esse é o coraçãozinho do bebê.” A enfermeira foi mexendo o aparelho procurando captar alguma imagem e quando achou, congelou a tela. “Esse aqui” Ela apontou. “É o feto.”


Anahí olhou mais atentamente para tela encontrando uma mancha minúscula um pouco mais escura que o resto, porém era possível ver uma cabeça e uma coluna e ela se maravilhou com o fato. “Dulce é ele!” Se virou para a mulher que continuava de olhos fechados. “Você não vai ver?” Sua voz soou insuportavelmente triste, o que fez a outra abrir os olhos e olhar para o monitor tentando entender o que significava tudo aquilo.


Um sorriso tímido brotou no rosto da mais velha, feliz que Dulce também estivesse vivenciando aquele momento.


“Eu não estou entendendo nada.” Disse a mulher realmente confusa.


A loira explicou para a mais nova onde estava a criança e deu detalhes sobre seu estado de saúde, batimentos cardíacos e parou para medir o crânio, a coluna, o volume do endométrio e o tamanho do bebê. Desligou o aparelho e retirou bastão de Dulce logo em seguida, deixando a mulher muito mais a vontade.


“Então senhorita Savinõn, o volume do seu endométrio está abaixo do ideal, o que traz riscos de aborto espontâneo, então se sentir qualquer dor nesse local, se houver qualquer sangramento avise-nos. O feto está bem, o coração está um pouco acelerado o que pode indicar algum tipo de estresse em função do que aconteceu. Tem 3 centímetros e é compativel com uma gestação de 10 semanas, porém a margem de erro é de um pra mais ou para menos, ele deve pesar cerca de 4 gramas e o tamanho craniano é normal para idade, o que significa que fora os batimentos acelerados tudo está bem. Se me permitem, preciso ir,”


A enfermeira foi embora levando o aparelho e deixando as duas mulheres sozinhas.


“Agora, oficialmente eu posso dizer que há algo dentro de mim.” Disse Dulce num tom pensativo.



***********


fernandaayd : Olha o capítulo aí.


 


 


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Autor(a): portisavirroni

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 10



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  • raylane06 Postado em 22/04/2018 - 12:33:15

    Que massa elas juntas de novo..

  • raylane06 Postado em 17/04/2018 - 12:54:50

    Poxa... imaginar o que passa na cabeça dul, mais isso não e motivo pra abortar um bebe. a annie tem que ajudar a dul. continua.....

  • fernandaayd Postado em 16/04/2018 - 23:47:09

    Dulce negando o filho, porra!! Entendo que está passando por situações difíceis, mas calma guria. Annie está agindo como um ser humano lindo que ela é. Continua..

  • fernandaayd Postado em 15/04/2018 - 20:45:34

    Priciso urgentemente do próximo capítulo.

  • fernandaayd Postado em 12/04/2018 - 20:01:32

    Que capítulo hein! Muito triste o que aconteceu, mas ninguém é perfeito e relacionamentos não são perfeitos, mas elas se amam e é o que importa.

  • siempreportinon Postado em 12/04/2018 - 11:01:02

    Nossa! Já tá no capítulo sete e eu só vi sua ficha agora. Vou começar a ler mas já pode continuar kkk

  • fernandaayd Postado em 10/04/2018 - 17:58:13

    Ótimo capítulo! Parabéns. Bom, Dulce percebeu e admitiu seu erro e pretende contar para Anahi, isso já é um começo. Sinceridade pode ajudar ela, não que ter traído seja certo mas...

  • fernandaayd Postado em 09/04/2018 - 22:49:11

    Completamente chocada! !

  • fernandaayd Postado em 08/04/2018 - 22:34:11

    Elas são muito fofas juntas S2

  • fernandaayd Postado em 07/04/2018 - 19:21:15

    S2 estou gostando muito da levada da história até aqui. Parabéns, continua S2


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