Fanfic: anti system | Tema: EXO, NCT, Red Velvet, Yaoi, Yuri, Chanbaek, Baekyeol, Yuwin, Seulrene, Woocas, Luwoo, Lucas, Yukhei,
Era tão injusto!
Yukhei achava tão injusto como as pessoas se fodiam do lado de cá, no surbúbio. Onde morava, onde sempre morou. Era ridículo a forma como as pessoas passavam metade de suas vidas sofrendo para depois, sem a menor condição, serem selecionadas para um sistema desnecessário que lhe dizia se era capaz de viver como alguém de verdade ou não. E quando as pessoas não conseguiam passar? Voltavam para o surbúbio onde eram negados pelas famílias que diziam que eram vergonhas ou estavam ali para procriar como animais.
Era pode. Chegava a lhe dar arrepios de ódio que sentia por centenas de pessoas se matarem para comerem um pedaço de pão e ao mesmo tempo colocarem nas suas cabeças que o sistema iria salvá-los. Eram poucas pessoas que viam a merda que realmente acontecia, e Yukhei era um desses.
Havia acabado de fazer vinte anos, morava sozinho devido a rejeição da sua própria família por não ter passado no sistema. Trabalhava fazendo bicos para algumas pessoas com situações financeiras melhores para comprar a própria comida. De fato, era uma vida que lhe fazia sofrer. Só não mais do que o sistema.
Ele precisava fazer algo para acabar com aquilo. Se não fosse pelo Suprem, nunca iria lhe faltar comida em casa e muito menos água para beber. E ele iria acabar, só precisava de um plano.
...
Andava pelas ruas despreocupado, afinal, todos ali naquele bairro novo não lhe conheciam direito. As crianças esperançosas corriam descalças de um lado para o outro, idosos passavam com baldes de água na cabeça e roupas rasgadas pelos esforços que faziam para conseguirem algo tão precioso. Yukhei sentia o ar quente batendo em sua cabeça, o sol quase queimando. Mas, por incrível que pareça, já havia se acostumado com aquilo.
Estava procurando algo muito precioso para se distrair tão facilmente quando o sol quente.
Com pouco tempo de caminhada, ele chegou. Era uma igreja abandonada, as portas pesadas de madeira velha estavam fechadas, mas qualquer um que chegasse e empurrasse poderia facilmente entrar. Suspirou com felicidade ao enxergar sombras de corpos se mexendo por entre as janelas sujas e empoeiradas. Estava feliz somente por conseguir chegar ali, então não esperou muito tempo ao empurrar as portas de madeira e encarar as pessoas ali paradas.
Haviam seis pessoas ali, parados em uma roda. Todos olharam para a sua face quando entrou. Sorriu.
— Mas que porra... - Um loirinho começou, lhe olhando com as sobrancelhas juntas.
— Boa tarde, meninos. - Começou, sorrindo como um louco ao se aproximar deles e ver armas ali. — Hm, armas na igreja, que feio...
— Quem é você e o que quer aqui, caralho? - O mais alto dali com orelhas grandes perguntou, rapidamente pegando uma das armas na mesa e apontando para o chinês. Ele riu. — Anda, fala logo se não eu atiro.
— Calma. Eu não sou uma ameaça. Pelo contrário. - Levantou as mãos em sinal de que estaria aberto a receber todos os tiros presentes sem nenhuma reação. — Procurei vocês faz três anos, estou querendo me juntar ao grupo.
E após um pequeno momento de silêncio, eles começaram a rir, olhando para Yukhei como se ele fosse a melhor piada do mundo.
A única garota do grupo ali estalou a língua após recuperar-se do riso, revirando os olhos e se levantando para caminhar até perto do chinês. Todos pararam de rir encarando a cena, ela era baixa, porém seus olhos pareciam pegarem fogos ao encararem o homem a sua frente.
— Você acha que isso aqui é piada, criança? - Perguntou rudemente. — Essa porra de grupo não existe, não estamos no ensino fundamental. Aqui a gente trabalha, faz planos, somos revolucionários.
— Eu sei. Por isso eu vim.
— Você tem noção onde quer se meter? - Apesar de ficar surpresa, continuou. — Nós somos contra o sistema, lutamos para acabar com a porra daquele Suprem. Invadimos, matamos e morremos. Éramos um grupo grande, só seis de nós restaram. E você ainda vem aqui e chama a gente de grupo querendo entrar como se fosse qualquer besteira.
— Eu tenho vinte anos. - Começou, olhando diretamente nos olhos da garota. — Toda a minha vida eu fui obrigado a acreditar na merda do sistema, e mesmo achando errado, eu nunca abri a minha boca pra falar algo contra. - Por um momento, desviou seu olhar para as outras pessoas ali, vendo como lhe encararam sério, prestando atenção no que dizia. — Como podem perceber pela minha idade, não passei no sistema. Mas não foi por eliminação, eu decidi não ir. Aquele mundo é podre, imundo. As pessoas de lá não merecem compaixão, nenhuma delas. Então eu decidi procurar os famosos Riot, para me juntar e fazer algo.
— E esse algo que você quer, é...?
— Acabar com a porra do sistema. Acabar com essa merda que só faz o subúrbio ficar mais alienado e sem opinião. Eles tiraram tudo da gente, TUDO. Até a vida. Não temos escolha a não ser ir contra todos, do lado de cá e do lado de lá.
Ficaram em silêncio por mais algum tempo, a garota virou-se para encarar os amigos com um sorriso no rosto. Estes que assentiram com a cabeça para ela, que logo voltou a encarar o chinês.
Estendeu-lhe a mão.
— Bem vindo ao Riot. - Apertou a mão que foi lhe oferecida com um sorriso. — Vamos acabar com aquela merda.
Autor(a): nct
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Já fazia horas que estava sentado ali, todos lhe encarando com o semblante sério. As armas continuavam na mesa, agora apontadas para si e com um acesso para que todos ao seu redor pudessem pegar se fizessem movimentos bruscos. Yukhei enfiou as mãos dentro do casaco desgastado e velho que fora presente da sua mãe no dia da seleção, i ...
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