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Fanfic: Pecados e Desejos *AyA*Ponny* | Tema: Ponny, AyA


Capítulo: Uma Decisão Importante

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— Mas era só diversão, para fugir da rotina com alguns turistas. Há meses meu único amante era Alfonso. Estava tudo tão bem... E de repente ele cai fora! Odeio isso! — ergueu os óculos escuros para o alto da cabeça, irritada. — Não consigo ficar sem sexo e saí com outros homens. Mas nenhum deles foi tão bom quanto Alfonso. Estou muito insatisfeita.


Eu não disse nada, mas sentia a reprovação me remoendo por dentro.


Não entendia como minha irmã podia trair assim, sem nenhuma culpa, e ainda ter a cara de pau de assumir.


Era egoísta e só se importava com sua satisfação pessoal.


O carro entrou no amplo pátio da fazenda, e parou em frente ao belo casarão azul claro de dois andares, com portas e janelas pintadas de um azul bem mais escuro e telhado vermelho.


Havia árvores floridas em volta da casa e um jardim bem cuidado. Plantações de videiras se estendiam pelas terras até se perder de vista.


Eu admirei a beleza de tudo.


Lembrei de como as uvas e o vinho produzidos ali eram saborosos.


Era um verdadeiro paraíso...


— Bem vinda, irmã. — Letícia sorriu, nem parecendo a moça emburrada que dirigira até ali. — Sinta-se em casa.


— Obrigada. — sorri de volta.


Talvez passar uns dias ali, naquele lugar maravilhoso, realmente me fizesse bem.


— Vem, vamos entrar.


Descemos do carro no momento em que um casal de meia-idade saía da casa.


A mulher era branca, roliça, com bochechas coradas e olhos claros brilhantes.


O homem era alto, magro, com cabelos e bigodes grisalhos.


Letícia apresentou-os como a cozinheira Elisa, e o jardineiro Matias, ambos casados e moradores da fazenda.


Eram simpáticos, sorridentes e me deram as boas vindas.


Logo Matias levava a minha bagagem e Elisa ia cuidar de seus afazeres.


Eu entrei, e o interior da sala era diferente desde a última vez que estive ali.


Letícia explicou que mudara a decoração para algo mais moderno e elegante.


Achei tudo muito frio, os quadros abstratos na parede parecendo sem vida, os móveis combinando mais com um apartamento em alguma grande cidade do que com uma fazenda.


Tinha perdido o aconchego dos móveis antigos e de madeira, dos tapetes macios. Mas eu não disse nada.


Enquanto íamos para o andar superior, minha irmã explicava:


— Separei uma ala inteira para Joaquim e as enfermeiras. Assim ele tem mais conforto.


— Posso cumprimentá-lo agora?


— Pode vê-lo. Na certa está desacordado. Mas venha.


Seguimos pelo corredor à esquerda.


Como médica, eu já fazia um quadro mental de Joaquim. Mas mesmo assim vê-lo na cama, tão magro e envelhecido, foi um choque.


Sua pele acinzentada e enrugada se colava aos ossos, os cabelos brancos pareciam palha, em nada lembrava o homem alto, distinto e elegante que eu vi pela última vez no Rio de Janeiro.


Só de olhá-lo dava para ver que era mesmo, o estado terminal da doença.


— Irene, esta é minha irmã Anahí. Irene Schulz, enfermeira de Joaquim. — Letícia apresentou-me à mulher robusta sentada em uma poltrona ao lado da cama, que devia ter uns quarenta e poucos anos.


Nós nos cumprimentamos.


— Como ele está?


— Acordou ainda há pouco, e falou algumas coisas, mas parecia estar sonhando, em um mundo só seu. Depois pegou no sono de novo.


Eu me aproximei da cama, condoída de seu estado.


Sempre tinha simpatizado com ele. Era um homem culto, agradável, inteligente.


Imaginei o quanto não vinha sofrendo por três anos com aquela doença degenerativa que afetava o cérebro e ia corroendo seu corpo aos poucos.


Apesar de estar acostumada com quadros semelhantes no hospital, nunca fui indiferente ao sofrimento alheio.


Acariciei sua mão esquelética sobre a cama, me surpreendi quando suas pálpebras tremeram e seus olhos nublados se abriram, encontrando os meus.


Sorri e falei serenamente:


— Oi, Joaquim. Lembra de mim? Sou Anahí, a irmã de Letícia.


Ele continuou a me olhar sem se alterar. Seus olhos pareciam vazios, aéreos.


Talvez nem me enxergasse naquele momento, sua mente perdida em outro lugar.


— Não adianta... — Letícia balançou a cabeça. — A maior parte do tempo ele permanece assim. Só às vezes se recupera e nos reconhece.


— Eu sei. — mesmo assim sorri para ele, apertei suavemente a sua mão e só então me afastei.


Era uma doença rara, mas já presenciei um caso daqueles no hospital.


A pessoa intercalava momentos de quase coma com outros onde embaralhava o passado com o presente. Também havia momentos de lucidez e nervosismo.


Até o coma, em estágio final.


Saímos do quarto e indaguei:


— Onde está Nate?


— Não sei. Deve estar na cozinha, se empanturrando de chocolate às escondidas. Eu o proibi de comer como um louco.


— Proibir será pior. Já procurou um psicólogo para ele?


— Besteira... O que faltou nele foi uma boa surra. — pegamos o outro corredor e ela abriu a porta para mim. — Joaquim mimou-o demais.


— E você Letícia? — entrei depois dela e a fitei. — Alguma vez o mimou ou é ocupada demais para isso?


— Nunca o estraguei com mimos, se é isso que quer saber. — ela estava irritada, encarando-me com cara de poucos amigos. — Mas ele comer como um porco não é culpa minha!


— E é de quem? Da doença de Joaquim?


— Com certeza.


O que mais me incomodava era não ver nenhum carinho ou preocupação da parte dela com o filho.


— Você dá atenção a ele? Deve entender que está sofrendo com a doença do pai.


— Onde você quer chegar, Anahí? Quer que eu diga que a culpa de tudo de ruim que está acontecendo é minha?


— Não é isso...


— Você é igualzinha a nossa mãe! Quando algo dava errado, a culpa era minha que puxei a papai! Você e ela eram perfeitas, frias, seguras, sem erros ou defeitos...


— E você está sendo injusta!


— Então pare de me lançar esses olhares acusatórios!


— Só quero que pense se está agindo do melhor modo com Nate, afinal, ele é só uma criança, e desde que cheguei não vi falar dele nem uma vez com carinho. Sei que a situação é difícil para todo mundo, mas...


— Você nunca ligou para a gente... Agora quer me dizer como criar meu filho?!


— Não estou fazendo isso. — continuei encarando-a, séria.


— Ótimo! — ainda com raiva, ela afastou os cabelos dos ombros e caminhou até a porta. — Esse é o seu quarto. Logo mandarei alguém para desfazer sua mala. Descanse um pouco, depois desça para o jantar.


— Obrigada, mas pode deixar que eu mesma cuido da minha bagagem.


Letícia deu de ombros e disse antes de sair:


— Mais tarde nos veremos.


Eu olhei em volta do quarto amplo e claro, mas nem reparei na decoração.


Pensei na discussão com minha irmã.


Estava claro que Letícia não queria ser contrariada.


Eu podia entender que para ela estava sendo difícil, com um marido doente e um filho problemático. Mas o que não conseguia compreender era sua frieza com Nate.


 


 


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Autor(a): Mila Puente Herrera ®

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 26



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  • emily.ponny Postado em 25/05/2018 - 15:32:34

    Estou faltosa aqui pq estou relendo os homens perfeitos kkkk dps volto pra cá dnv comecei quarta já finalizei se você fosse minha

  • ponnyforever10 Postado em 25/05/2018 - 12:03:19

    Anahi voltou lá kkkkkk. Que discussão hein :0

  • ponnyforever10 Postado em 24/05/2018 - 11:21:27

    Que atitude bonita do Poncho ele acabar com relação dele com Letícia por nate <33, estou começando a gostar dele kkkk *--*. Fiquei com dó da Anahi :(

    • Mila Puente Herrera ® Postado em 24/05/2018 - 23:20:51

      Sim :3 Calma, ainda vai desgostar :x Pq? Pelo que ele falou? Acredite, isso é bom...

  • ponnyforever10 Postado em 19/05/2018 - 12:04:29

    Finalmente se conheceram. Ai fiquei com raiva do poncho pq ele deixou nate irritado, pq tadinho do Nate ele deve odiar Poncho com razão aliás amante da mãe dele :/

    • Mila Puente Herrera ® Postado em 23/05/2018 - 23:18:47

      Sim :3 SIMMMM a gnt acaba querendo saber só do Nate :/ Tem mais por trás disso :x

  • emily.ponny Postado em 18/05/2018 - 15:03:00

    Que vontade de matar essa irmã de Anahí aff

    • Mila Puente Herrera ® Postado em 18/05/2018 - 23:56:55

      Cê ainda não viu nada...

  • ponnyforever10 Postado em 18/05/2018 - 12:02:14

    Anahi vai sair com Nate <33333.

    • Mila Puente Herrera ® Postado em 18/05/2018 - 23:56:19

      Vai *---*

  • ponnyforever10 Postado em 17/05/2018 - 11:26:19

    A Letícia ataca o nate como se ele fosse um adulto !!. Anahi com esses sonhos :0

    • Mila Puente Herrera ® Postado em 17/05/2018 - 23:47:16

      Ela ataca ele como se não fosse nada pra ela :/ Coitada, tá atormentada... KKKKKKKKKK

  • ponnyforever10 Postado em 16/05/2018 - 11:07:11

    Letícia é mt fria tadinho do Nate :(

    • Mila Puente Herrera ® Postado em 16/05/2018 - 23:29:12

      Você ainda vai sentir muita pena dele... :/

  • ponnyyvida Postado em 16/05/2018 - 04:44:58

    Aí como a Letícia é má com o Nate, tadinho :/ Posta maaais <3

    • Mila Puente Herrera ® Postado em 16/05/2018 - 23:28:51

      Você ainda não viu nada... :/

  • ponnyforever10 Postado em 15/05/2018 - 11:45:20

    Anahi veio de uma família conturbada coitada. Nossa a mãe dela mesmo gostando dela era bem dura né, Anahi cresceu achando que não era atraente por culpa dela :(

    • Mila Puente Herrera ® Postado em 15/05/2018 - 23:16:58

      Muito :/ A mãe dela nunca superou o abandono do marido... Ela não fez por mau, na visão dela, ela falava isso pra Anahí ver que era bom ser do jeito que era...


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