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Fanfic: O Jogo Da Mentira- Trendy/Vondy | Tema: Dulce, gemeas


Capítulo: Estremecimentos, Traição E Ameaças, Oh, Deus!

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– Onde está a Gabby? – grita Lili quando o trem passa chispando.


Eu me viro, verificando freneticamente os trilhos. Planejei tudo com tanto cuidado... É impossível Gabby ter rolado para baixo do trem, não é?


Então, Taylor se afasta alguns metros e aponta um dedo trêmulo para uma silhueta caída perto das paredes curvas da passagem subterrânea. É Gabby. O cabelo cobre a maior parte de seu rosto. Sua mão pálida está espalmada, seu iPhone cravejado de cristais, virado sobre o cascalho.


– O que aconteceu? – grita Belinda.


– Gabby! – berra Lili, correndo até ela.


– Gabby? – Estou parada ao lado do corpo imóvel. – Gabs?


Um estremecimento repentino começa nos dedos de Gabby, indo até os ombros.


Pontinhos de saliva cobrem seus lábios, e depois seu corpo inteiro entra em convulsão. O trem continua passando, fazendo meus dentes baterem e soprando meu cabelo. Gabby se agita com mais intensidade e rapidez. Seus braços e pernas têm vontade própria, sacudindo-se em direções aleatórias. Seus olhos se reviram como se ela fosse uma espécie de zumbi.


– Gabby? – grito. – Gabs? Pare com isso! Não tem graça!


De repente, um homem negro com um cavanhaque cuidadosamente aparado e um brinco em uma das orelhas me tira do caminho. Vejo de relance um macacão azul com um emblema que brilha no escuro. PIMA COUNTY – PARAM ÉDICO. Eu nem tinha me dado conta de que uma ambulância chegara, mas ali está ela, um grande veículo branco com luzes vermelhas rodopiantes em cima.


– O que aconteceu? – pergunta o paramédico, agachando-se ao lado de Gabby.


– Não faço ideia! – Lili me empurra, colocando-se a minha frente. Sua boca é um triângulo, seus olhos estão arregalados de desespero. – O que está acontecendo com ela?


– Está tendo uma convulsão. – O paramédico aponta uma luz para os olhos de Gabby, mas eles não têm cor, são apenas duas esferas semelhantes a bolinhas de gude brancas. – Isso já aconteceu antes?


– Não! – Lili olha em volta freneticamente, como se não acreditasse no que estava acontecendo.


O paramédico rola Gabby para o lado e coloca a orelha perto de sua boca para verificar se ela está respirando, mas simplesmente a deixa deitada ali, se sacudindo.


Ela se move como um daqueles personagens de desenho animado que tocam um fio desencapado e se acendem como árvores de Natal, exibindo esqueletos brancos através da pele. Sinto vontade de desviar os olhos, mas não consigo.


– Você não pode fazer alguma coisa por ela? – grita Lili, puxando a manga do paramédico. – Qualquer coisa? E se ela estiver morrendo?


– Vocês precisam se afastar – vocifera ele. – Preciso de espaço para cuidar dela.


Carros passam por nós na autoestrada. Alguns motoristas desaceleram e observam, curiosos por causa das luzes da ambulância e da garota deitada na passagem, mas ninguém para. Lágrimas rolam pelo rosto de Lili. Ela se vira para mim com os olhos em brasa.


– Não acredito que você fez isso com ela!


– Eu não fiz nada! – grito com a mandíbula contraída.


– Fez, sim! Isto tudo é culpa sua!


O apito distante do trem abafa as palavras de Lili. Não vou me sentir culpada por isso. Eu nem sequer queria que as Gêmeas do Twitter viessem. Como ia saber que Gabby ficaria apavorada a ponto de ter um ataque convulsivo? De repente, me sinto tão cansada das gêmeas que mal consigo respirar.


– Eu não queria que vocês viessem – digo entredentes. – Sabia que vocês não iam aguentar.


As luzes vermelhas e azuis da ambulância riscam o rosto de Lili.


– Você podia ter matado todas nós!


– Ah, por favor. – Fecho os punhos. – Eu estava no controle o tempo todo!


– Como íamos saber disso? – guincha Lili. – Achamos que íamos morrer! Você não pensa nos sentimentos dos outros! Você só... Nos trata como brinquedos, você faz o que quer, quando quer!


– Cuidado com o que diz – aviso a ela, atenta aos paramédicos a nossa volta.


– Ou o quê? – pergunta Lili, virando-se para Belinda, que está um pouco afastada, com uma expressão vazia. – Você concorda comigo, não é, Belinda? – pergunta Lili. – Roberta usa as pessoas. Acha mesmo que ela se importa com os nossos sentimentos... Com os sentimentos de alguém? Olhe como ela brincou com seu irmão! Ele foi embora por causa dela!


– Isso não é verdade! – grito, indo na direção de Lili. Como ela se atreve a tocar no nome do Alfonso?! Como se tivesse a mínima ideia do que havia entre nós!


Maite me segura antes que eu consiga atacar Lili. Mais paramédicos se aglomeraram ao redor de Gabby e começaram a debater se vão removê-la ou deixá-la onde está. Lili vira as costas para nós e olha para a irmã por cima do ombro do paramédico. Um vento opressivo e quente começa a soprar, levantando pedaços de lixo do chão. Uma guimba de cigarro rola perigosamente para perto de uma das mãos dela.


Um som baixo e agudo ressoa a distância: mais uma sirene. Todas nos endireitamos quando percebemos que é um carro da polícia. Meu coração dispara, e o suor começa a escorrer por meu corpo.


Pigarreio e volto-me para minhas amigas, com a voz baixa e firme.


– Não podemos contar o que aconteceu aos policiais. O carro enguiçou de verdade, OK? Foi apenas um acidente.


Belinda, Maite e Taylor parecem meio enojadas, mas o problema de Gabby as enfraqueceu. Elas não querem mais me desafiar. E, mesmo que eu tenha violado o código sagrado do Jogo da Mentira, existe outro princípio rígido que seguimos: se um dia formos flagradas em um trote, ficamos juntas.


Quando Taylor quase foi pega mexendo na árvore de Natal de mais de três metros do La Encantada, tínhamos jurado por Deus e o mundo que ela estava em casa conosco. Quando Belinda quebrou o pulso fugindo da segurança no final de semana em que jogamos as mesas da biblioteca na ravina, dissemos a seu pai que ela caíra durante uma caminhada.


Elas vão me perdoar por invocar falsamente o código de segurança. Vamos superar isso. Sempre superamos. Mas Lili me olha como se eu estivesse louca.


– Espera mesmo que eu minta por você? – Ela põe as mãos nos quadris. – Vou contar à polícia o que você fez!


– A escolha é sua – digo calmamente. – Mas seja lá o que esteja acontecendo com a esquisita da sua irmã, não tem nada a ver comigo, e você sabe disso. Se contar à polícia... Se contar a qualquer pessoa... Vai se arrepender.


Lili arregala os olhos.


– Isso é uma ameaça?


Meu rosto se endurece, virando uma máscara de pedra.


– Chame como quiser. Se contar, não teremos mais motivo para sermos amigas. As coisas vão mudar para você, muito, e vão mudar para sua irmã também. – Eu me aproximo tanto de Lili que sinto seu hálito quente em meu rosto. – Lili... – digo devagar, para que ela entenda cada palavra. – Quando Gabby acordar perfeitamente bem e descobrir que você transformou as duas nas maiores fracassadas do Hollier, acha que ela vai lhe agradecer por ter feito a coisa certa? Acha que vai considerá-la uma heroína?


Todas ficam em silêncio. Atrás de nós, Gabby está sendo presa a uma maca. Minhas amigas parecem inquietas, mas sei que não estão surpresas. Já fizemos isso antes. As narinas de Lili se dilatam e se retraem. Seus olhos ardem de ódio. Eu sustento seu olhar. Não vou ceder primeiro de jeito nenhum.


Ainda estamos nesse impasse quando a viatura chega, levantando uma nuvem de poeira do deserto. Dois policiais, um forte com um bigode fino e o outro ruivo e sardento, saem do carro e vêm em nossa direção.


– Senhoritas? – O ruivo retira um bloco do bolso. Seu walkie-talkie solta bipes com intervalos de segundos. – O que está acontecendo aqui?


Lili se vira para encará-lo e, por um instante, tenho a impressão de que ela vai mesmo contar tudo. Mas então seu lábio inferior começa a tremer. Os paramédicos passam por nós, levando Gabby para a ambulância.


– Para onde a estão levando? – pergunta Lili quando eles passam.


– Oro Valley Hospital – responde um deles.


– E-Ela vai ficar bem? – pergunta Lili, mas o vento abafa sua voz trêmula. Ninguém responde. Lili vai até eles antes de fecharem as portas traseiras da ambulância. – Posso ir com ela? É minha irmã.


O policial pigarreia.


– Você não pode ir ainda, senhorita. Precisamos de seu depoimento.


Lili para com os pés virados para a ambulância e o corpo voltado para nós.


Diversas emoções passam por seu rosto em uma questão de segundos, e praticamente vejo seu cérebro turbilhonando enquanto ela analisa as opções que tem. Finalmente, ela dá de ombros, uma bandeira branca de rendição.


– Elas podem falar por mim. Aconteceu a mesma coisa com todas nós. Estávamos todas juntas.


Eu solto o ar.


O policial assente e se vira para Belinda, Maite e Taylor e começa a fazer perguntas. Logo depois que Lili entra na ambulância e se afasta, sinto uma


vibração em meu bolso. Pego meu telefone e vejo uma nova mensagem sua na tela.


SE MINHA IRMÃ TIVER ALGUM PROBLEMA, SE ELA NÃO SOBREVIVER, EU MATO VOCÊ.


Que se dane, penso. E aperto APAGAR.


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Autor(a): Dulce Coleções

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 293



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  • ttm Postado em 27/07/2020 - 15:20:43

    deve ser horrível desconfiar de quase todos ao redor, continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 03/08/2020 - 13:49:40

      Já pensou passar por algo assim, é foda

  • ttm Postado em 23/07/2020 - 15:04:25

    continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 27/07/2020 - 13:50:47

      Continuando amore

  • ttm Postado em 21/07/2020 - 16:48:49

    ok, por essa eu não esperava de modo algum kkkkkkkkkk continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 23/07/2020 - 14:22:04

      Hahaha acho q bem esperava

  • ttm Postado em 19/07/2020 - 22:46:34

    continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 21/07/2020 - 14:53:42

      Continuando amore

  • ttm Postado em 17/07/2020 - 16:05:48

    PUTA MERDA, continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 19/07/2020 - 17:44:05

      Continuando amore

  • ttm Postado em 13/07/2020 - 18:36:59

    continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 17/07/2020 - 12:15:51

      Continuando amore

  • ttm Postado em 11/07/2020 - 22:07:43

    acho que a Taylor pode estar envolvida, mas também não tenho certeza hahahaha, continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 13/07/2020 - 17:31:13

      Várias teorias kkkk

  • ttm Postado em 09/07/2020 - 19:13:31

    continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 11/07/2020 - 16:12:27

      Continuando amore

  • ttm Postado em 07/07/2020 - 18:25:30

    a resposta da Belinda pra Bethany KKKKKKKKKKK amei, continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 09/07/2020 - 15:45:09

      Resposta foda kkkkk

  • ttm Postado em 05/07/2020 - 17:38:03

    continuaaaa amore

    • Dulce Coleções Postado em 07/07/2020 - 12:11:48

      Continuando amore



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