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Fanfic: A Garota Sem Passado | Tema: Caleb McLaughlin e Sadie Sink


Capítulo: Você Ainda Não Sabe

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Estava sentada em uma pedra a beira da queda, mas minha mente certamente estava em outro canto. Gaten, Millie e Noah tinham uma conversa da qual eu não dava a minima a alguns metros dali, havia dado uma desculpa qualquer sobre mal estar para ficar sozinha, enquanto eu encarava minhas mãos. O que havia de errado com elas? Eu continuava me perguntando. O que havia de errado comigo, Caleb ou Thomas? Por que ele havia sido o único do qual eu lembrara o nome? Por que em um momento elas me faziam acreditar que eu carregava algum tipo de maldição e em outro simplesmente faziam o que deveria ser feito. As uni com desgosto, e me questionei o que estava fazendo encolhida no canto daquela arvore enquanto todos estavam no lago se divertindo.


Millie, Gaten e Noah não estavam com todo o resto, ficaram perto da mesa improvisada de bebidas, claramente estavam me vigiando, porém não eram os únicos. Sobre uma pedra, Finn e Caleb estavam exatamente ao lado oposto deles, aquilo começava a parecer como uma luta onde nenhum dava o próximo passo.


Então, entre os dois, no caminho completamente aberto surge Arthur. Sua imagem se assemelhava muito a de um anjo tanto no modo como seu abdômen forte ainda brilhava com a umidade e seu cabelo loiro reluzia no sol da tarde, como na sua atitude em me salvar daquele inferno próprio.


— Sadie, então está curtindo as folhas secas? – Ele aponta para as quais onde eu estava sentada em cima.


— São mais confortáveis do que você pensa. – digo e ele me estende a mão para que possa me levantar.


— Pensando em pular de mais algum lugar? – Arthur pergunta, enquanto tira o excesso de água no cabelo e claramente me chamava para um mergulho.


— Acho que uma vez foi suficiente. – Faço careta e esfrego meus braços precipitando a sensação da água fria na pele. – Eu agradeço, mas passo.


— Vamos lá, um pouco de água fria pode te livrar dessa tensão toda. – Arthur toca meu ombro.


— Está tão claro assim? – Me repreendo internamente.


— Dê só uma olhada, seus amigos estão espalhados por todo canto menos no seu, eu não sou cego. – Ele aponta discretamente. – Vamos, você precisa refrescar essa cabecinha ruiva. – Arthur mexe em meus cabelos.


Encaro apenas um dos lados. Caleb encara a cena tenso, sem se importar que eu fosse notar. Sigo para minha barraca sem dizer nada.


— Ei, onde você vai? – Arthur grita assim que me afasto.


Volto da barraca com uma toalha nas costas.


— Já é o suficiente para se responder? – Pergunto com um sorriso orgulhoso.


— Seu maiô é bonitinho. – Arthur aponta para o mesmo.


Não digo nada, apenas o sigo até algum ponto na beira da queda. Felizmente eu não escolheu o mais alto deles, qual eu quase havia caído na noite passada. Caleb não moveu um músculo se não para acompanhar eu e Arthur com o olhar. Eu não queria pensar sobre o que ele disse, mas suas palavras tocavam em minha cabeça como uma música triste.


— Quer fazer as honras? – Arthur aponta para a água.


O lugar escolhido estava vazio, todos estavam do outro lado embora o lago não fosse tão largo. Respirei fundo, não fiz questão de nenhum salto glorioso, apenas mergulhei fundo nas águas escuras. Por sorte, descobri que sabia nadar, não era algo tão difícil quanto pensei. Quando surgi ouvi um grito vindo de Arthur.


— Foi lindo. – Ele grita alto o suficiente para que eu pudesse ouvir do meio do lago. – Mas agora é a hora do grand finale.


Ele se curva com uma mão na barriga em agradecimento e se prepara. Afastou-se da borda, respirou fundo e correu até ela, ele parecia um acrobata no ar um segundo antes de desaparecer nas águas turvas, tal esse que durou demais. Olhei ao redor, mas nada emergiu da água. Não deveria estar preocupada, ele sabia se virar bem e eu sabia disso.


— Arthur. – Chamei por ele. – Meu Deus.


Eu não confiava que soubesse fazer mais do que permanecer pairada, mas ainda assim mergulhei. Não podia enxergar mais que um braço em frente ao meu rosto, mas continuei até que meus pulmões pedissem por ar. Antes que pudesse sair da água fui agarrada por algo. Por onde eu estava podia dizer que seria até mesmo uma cobra ou algo assim, mas eram apenas os braços de Arthur.


— Garoto, o que pensou que estivesse fazendo. – Eu segurei seus braços firmemente, tentando dar uma bronca nele, mas ao visto que não funcionou pois ele estava rindo. – O que tem de tão engraçado?


— Você quase não tem a metade da minha altura e queria me salvar. – Arthur continua rindo.


— Eu posso te impressionar. – digo brincalhona, pois sabia que era verdade o que ele havia dito.


— Já me impressionou. – Arthur sorri, mas seu tom não é mais tão bobo.


Só então eu percebo o calor de um de seus braços ainda ao redor de minha cintura e meus dedos cravados neles. Estávamos debaixo da queda, sozinhos. Me afasto e percebo na enrascada que me meti.


— Me desculpe, Arthur. – Me afastei dele. – Acho que eu vou voltar, devem estar procurando por mim.


Eu sentia que estava fazendo algo errado, que deixa-lo pensar aquilo não era certo. Que por algum motivo eu pertencia a outra pessoa.


— Espere, eu disse algo errado? – Ele perguntou mas deixei a pergunta para ele responder.


Nadei até a margem. Não havia algo errado com ele, Caleb ou mais ninguém, o problema era eu. Fui até a barraca e me enrolei em um cobertor. Tentei me segurar mas uma lagrima caiu sobre minha bochecha.


— Sadie. – Noah chamou do lado de fora da barraca. – Está tudo bem? – Provavelmente ouviu um gemido meu. – Posso entrar?


— Claro. – disse e enxuguei meu rosto com o antebraço.


Noah se sentou ao meu lado, envolveu o braço ao redor das minhas costas e me puxou para seu peito. Parecia saber que eu precisava daquilo, que perguntas ou desculpas não significariam nada.


— Noah? – O chamei.


— Sim.


— Você já se sentiu... – Procurava a palavra certa para descrever.


— Perdido? – Ele perguntou, me afastei de seu peito e o encarei. – Há alguns meses, quando Chloe e mamãe nos deixaram foi como se algo tivesse sido arrancado de mim.


— Você a viu outra vez? – Perguntei.


— Não. – Ele estava com o coração na mão, seus olhos entregavam toda a dor. – Mas então eu soube que você viria morar conosco, e eu tive certeza que eu não precisaria sofrer para sempre e que eu não estava perdido por inteiro. – Ele tocou meu rosto.


— Ela estaria orgulhosa de você. – digo e o abraço.


— Aw, que coisa mais linda. – Millie diz do lado de fora da barraca.


— Millie, a quanto tempo está aí? – Noah pergunta.


— Suficiente, Schnniper. – Millie diz. – Agora você pode deixar eu me trocar? Está ficando frio e vão acender a fogueira logo. – Ela aponta o caminho para ele.


Ao sair da barraca Noah puxa o cabelo dela.


— Eu ainda te pego, garoto. – Millie grita para ele.


— Vocês são tão fofos juntos. – digo.


— É, mas me parece que você está roubando meu espaço de irmã no coraçãozinho dele. – Millie diz enquanto meche em sua mochila. – Vai vestir esse maio com o cobertor?


— Está questionando meu senso de moda? – Ela me encara. – Ei, você. – Millie bate em meu braço.


— Só por conta disso eu vou escolher sua roupa.


Eu pensei por um segundo que fosse brincadeira, mas ela falou serio. Millie me fez usar um gorro vermelho, botas de inverno, uma jaqueta e um vestido florido, o que no final das contas não ficou nada questionável. Ela estava simplesmente magnífica com seu casaco, cachecol, vestido vermelho e coturnos.


Noah e Gaten nos aguardavam no mesmo lugar, já com dois galhos de marshmallows reservados.


— Garotas. – Gaten nos encara impressionado e depois nos cumprimenta como um cavalheiro antigo.


— São pra vocês. – Noah diz e ele e Gaten estendem os marshmallows para nós.


Nos acomodamos em algum lugar ao redor da fogueira e logo ouvimos ao lado acordes de violão. Eu não havia presenciado o suficiente da noite passada para saber o que aquilo significava até Arthur aparecer atrás de mim.


— Sadie. – Ele diz e eu me levanto. – Eu posso? – Arthur me estende sua mão.


Do outro lado da fogueira, eu notei casais dançando lentamente. Encarei Arthur mais uma vez.


— É apenas um pedido de desculpas, eu prometo. – Ele diz.


Encaro Millie, Noah e Gaten que rapidamente viraram os rostos fingindo não assistir a cena como se estivessem em um cinema.


Tomo a mão de Arthur e o sigo até o outro lado da fogueira.


— Posso? – Ele estende as mãos ao lado de minha cintura, assinto e ele me segura.


Forço um pouco meus braços para alcançar seus ombros mas ainda assim consigo.


— Escute, eu sei que fui um pouco rápido demais. – Arthur disse olhando em meus olhos. – E que eu abusei da sua inocência pensando que não soubesse sobre ele.


— Espere, o que? – digo confusa.


— Deveria ter deduzido quando os vi conversando na trilha pela manhã. – Arthur diz com remorso na voz.


— Do que está falando? – Pergunto repetidamente. 


— Você ainda não sabe. – Ele faz uma expressão de culpa assustadora. – Me desculpe, eu não deveria ter te contado.


— Arthur, espere. O que é tudo isso? – Pergunto preocupada.


Ele olha para um ponto fixo atrás de mim e em seguida diz:


— Eu preciso ir, me desculpe. – Arthur me deixa, assim como o deixei a se responder debaixo da queda.


— Arthur. – Grito seu nome mas eu pareço simplesmente inexistir para ele.


O que havia deixado Arthur tão assustado? E sobre o que ele falava? 


Procuro saber o que Arthur encarava, e inclinado sobre uma árvore, estava Caleb.


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Autor(a):

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

Prévia do próximo capítulo

Era o meu ultimo destino daquele longo dia. Estava guardando meus livros recentemente lidos em meu armário. Os olhares ambulantes da maioria dos alunos já haviam se dissipado durante as ultimas semanas, mas um ainda me assombrava. Não como um perseguidor de cada passo meu dentro da escola, mas em minha mente. Arthur Lee Dozier. Ele sabia de algo que todo ...


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