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Fanfic: A Garota Sem Passado | Tema: Caleb McLaughlin e Sadie Sink


Capítulo: Um Sonho Lindo

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Havia algo peculiar, que eu vinha simplesmente ignorando até meu ultimo encontro com Caleb.


Nossas mãos.


Tudo estava bem em frente aos meus olhos esse tempo todo. Fui até a biblioteca depois da aula. Para minha felicidade era um local pouco frequentado, mas repleto de fontes. Tive de subir em escadas para conseguir livros, em razão da antiguidade do local que possuía o teto tão alto quanto o prédio da escola.


Ao juntar uma pilha com mais de sete livros, diria assustadoramente difíceis de encontrar, segui até a ala de informática, e logo fui barrada por cachos castanhos. Gaten estava ali. Tinha com ele uma pilha de livros também, pesquisava algo no computador com cautela, parecia querer sigilo, assim como eu. Ter um parceiro nessa busca soava bem, eu pensei no primeiro e segundo instante. Gaten já havia demonstrado por demais que era digno de confiança, então me aproximei.


Silenciosamente segui até sua mesa e espiei seus livros "Mediuns no Século V" e variações equivalentes. Eram os mesmos livros que eu vinha procurando.


— Isso é assustador, mesmo vindo de você. – Gaten se vira me fazendo pular e derrubar os livros no chão. – Ah meu Deus. – Ele se levanta me ajudando a pegar os livros. – Você está bem? – Pergunta enquanto olha com tormento os meus livros, como fiz com os seus. – Posso perguntar por que te interessa isso?


— Posso perguntar o mesmo? – digo tentando me livrar.


— Que eu sou esquisito não é de chocar ninguém. – Ele joga os pequeninos ombros para frente. – Mas por que você?


— Uma curiosidade boba. – Desvio o olhar e vejo a tela do computador. – Se importaria em me ajudar? Parece ser bem mais ágil com tudo isso. – Aponto para a mesa repleta de livros abertos e o computador com guias.


— Só se prometer não contar para ninguém. – Me encara por um instante, parecia tão sério para ele quanto para mim.


— Para quem eu poderia... – Sou interrompida.


— Isso inclui Millie e Noah. – Gaten complementa.


— Estamos nessa juntos. – Toco seu ombro e sorrio.


Nos sentamos na mesa e não demorou muito a notar que nossos interesses eram sincronizados. Decidimos que enquanto Gaten pesquisasse com destreza no computador eu mergulharia em páginas amareladas sem fim e sem informações úteis.


— Sadie, – Gaten me chama. – Dê uma olhada nisso. – Ele dispõe um espaço ao seu lado para que eu pudesse ler o artigo.


Ao endireitar os óculos li com clareza e êxtase o título "Guardiões", e diretamente um tópico sobre as mãos. Respirei fundo e continuei a ler.


"Considerados os descendentes angelicais, os guardiões têm um dom peculiar. Capazes de diversos tipos de artes como guardar sentimentos, passado, futuro e até mesmo morte." Algo em mim despertou ao ler tais palavras, e particularmente relatando não era bom. "São designados a ocultar seus protegidos de tais. Geralmente, a ocultação acontece com o toque das mãos de ambos," Estas minhas que suavam frio enquanto calafrios percorriam todo meu corpo. Os gritos da mãe de Arthur era tudo o que inundava minha mente. "e assim os sentimentos, passado, futuro ou morte são reservados estreitamente ao guardião, o submetendo a mantê-los para sempre." Minha respiração estava descompassada, ao terminar de ler o artigo.


— Você acredita nisso? – Pergunto, completamente assustada a Gaten.


— Acredito que estamos perto. – Ele volta a se acomodar na cadeira. 


Não conseguia ligar os pontos naquele imenso trançado de fios. Estava fadada a guardar a morte de Arthur ou até de outras pessoas pelo resto da minha vida? O que poderia explicar as memórias que eu recuperava a tocar as mãos de Caleb? Eu tinha que estar sozinha para poder pensar direito, para poder conversar em voz alta com minha própria mente.


— Você está bem? – Gaten pergunta.


— Sim, apenas com frio. – digo ao notar que ele se referia as minhas mãos trêmulas. – Você pode imprimir uma cópia para mim? Preciso ir para casa. – Aponto para a saída.


— Eu posso te levar. – Ele ameaça se levantar da cadeira mas eu o empurro de volta.


— Nada disso, eu posso ir sozinha. Não tente discutir, eu sou completamente capaz. – digo enquanto me afasto lentamente. – E eu tenho uma jaqueta, não se preocupe.


— Quero ver. – Gaten indaga.


— O que? – Pergunto.


— Sua jaqueta. – Ele pede minha bolsa.


A entrego para ele.


— Você não tem jeito, cenourinha. – Gaten tira seu casaco e o entrega para mim, junto à bolsa. – Vá pela Chelter. – Indica. – E não se esqueça de me ligar assim que chegar, eu vou esperar. – Ele aponta para meu rosto como um pai responsável faria.


— Obrigado, Gaten. – Abaixo a cabeça e sigo até a portaria onde eu retiraria a cópia da pesquisa.


Ao deixar os trocados na impressora e tomar os papeis em mãos, arrumei meus óculos e parti. Fui pelo caminho recomendado, não que eu estivesse prestando atenção em outra coisa a não ser os papeis em minha mão. Os lia e relia na luz fraca dos postes de energia, não conseguia digerir muita coisa. Eram palavras breves, mas suficientes para me desnortear. Meus planos sobre recuperar minhas lembranças haviam decido por água abaixo. Havia certamente uma possibilidade de que quando eu tocasse novamente nas mãos de Caleb novamente eu pudesse recuperar minhas memórias, mas ainda mais as de eu prever sua morte.


Morte. Essa palavra me perseguia como minha própria sombra desde que acordei naquela clínica. Meus pais, Arthur e provavelmente a próxima pessoa a me tocar. Eu não podia fazer aquilo com ele, mesmo que grande parte de mim dissesse que nada aconteceria, a insegurança gritava por cima dela. Se o que Gaten encontrou fosse realmente verdade, eu teria que carregar o momento da morte de Caleb pelo resto da minha vida.


Eu poderia optar a escolha mais arriscada e mais recompensadora, a de tocá-lo novamente e continuar a recuperar minhas memórias.


Havia chegado na Chelter, quando de repente ouço uma buzina, quase sendo atropelada por uma caminhonete preta. Caio na a calçada com um tombo violento, felizmente a avenida estava pouco movimentada e quase não haviam carros ao redor. O motorista desce da caminhonete e corre em minha direção.


— Sadie? – Caleb pergunta se abaixando de frente pra mim, murmurando alguns palavrões. – O que está fazendo aqui sozinha? – Ele carinhosamente retira os fios que caiam sobre meu rosto e os esconde atrás da minha orelha. – Ah meu Deus. – Ele toca minha perna.


Só então eu noto o motivo de tanto afobo, um ralado com um tanto considerável de sangue.


— Me perdoe, mas eu preciso... – Caleb envolve minhas pernas e costas com os braços e me coloca no banco do passageiro da caminhonete.


— Cale, por favor. – digo o fazendo desistir de tornar aquilo uma situação grave. – É apenas um ralado.


Ele para por um segundo e encara meu rosto, com um sorriso crescente nos lábios. O milagre do qual eu esperava aconteceu, seus olhos se encolheram e brilharam como numerosas pedras preciosas, enquanto seus pequenos dentes brancos iluminaram seu rosto. Eu não pude evitar, soltei um pequeno suspiro. Era como se estivesse esperando aquilo por tanto tempo.


— Você... – Ele suspirou com a mesma sensação, mas logo chacoalhou a cabeça em negação. – Me desculpe, eu não sei porque...


— Está tudo bem. – Toquei seu rosto com minhas mãos o fazendo parar de se lamentar e me olhar.


— Não faça isso comigo, Sae. – Caleb murmura ainda abaixado em minha frente, eu me aqueci internamente ao ouvir meu nome daquela forma.


Ele deixou que seu rosto se acomodasse em minhas mãos por um curto instante, como se sentisse falta daquilo.


— Preciso te levar para o hospital.


— Hospital? Nada disso. – digo despertando do momento.


— Não discuta comigo, ruivinha. – Aponta para o cinto e fecha a porta.


— Não tem necessidade, é apenas um ralado. – digo, mas ele já havia ligado o carro.


— Eu causei isso, é o mínimo que devo fazer. – Caleb cobre o rosto com as mãos.


— Mas e meu tio? Ele vai precisar...


— Não se preocupe com isso. – diz sem tirar os olhos da estrada.


Encarando o painel de controle, eu notei algo. Bouvardias. Um lindo e majestoso buque de bouvardias, as mesmas flores que o doce Thomas me oferecera no dia em que nos conhecemos.


— Você gosta? – Caleb pergunta.


— Desculpe.


— Bouvardias. – Ele murmura, assinto embora as más lembranças elas tinham uma intenção bela. – São as favoritas da minha mãe.


— Eram as favoritas de Thomas. – Deixo escapar em voz alta.


— Ele era uma criança incrível. – Surpreendentemente recebo a resposta.


— Você conhecia Thomas? – Pergunto maravilhada ao mesmo tempo que espantada.


Caleb desvia o olhar, como se tivesse deixado escapar, como eu.


— Nós chegamos. – Ele estaciona o carro em frente a emergência do hospital e suspira aliviado por conseguir escapar do assunto.


Dando a volta no carro e abrindo a porta, Caleb se ajoelha ao lado do banco e toca meu joelho, um pouco mais roxo que alguns minutos atrás.


— Eu sinto muito. Você precisa de uma enfermeira urgentemente. – Ele ameaça me pegar no colo novamente mas eu o impeço.


— Nada disso, – Toco seu braço. – Eu ainda posso andar, sabia? – digo o mais gentilmente possível.


— Pelo menos me deixe...


Ele envolve meu braço direito ao redor de sua cintura e segura meu outro antebraço com o seu. Suspirei aliviada por ele não tentar tocar minhas mãos. Realmente, andar não era confortável com uma perna sangrando, mas eu ainda o fiz. Logo que sentei em uma cadeira, Caleb retirou o celular do bolso.


— Pode descer na emergência? – diz baixo. – Estou na emergência, a situação não seria diferente. Por favor, seja rápida.


— Quem era? – Aponto para seu celular.


— Não se preocupe, ninguém pode cuidar melhor de alguém como ela faz. – Ele se abaixa na altura de meu rosto.


Uma enfermeira passa pela porta como uma tempestade. Ela tinha o cabelo inteiramente trançado em box braids em diferentes tons de caramelo, pele em tom achocolatado e os olhos familiares.


— O que houve? – Ela pergunta, nos encarando aterrorizada enquanto se ajoelhava em minha frente. – Meu Deus, venha. – Envolve meus braços em seus ombros.


— Foi minha culpa, fico aérea com frequência, é quase um hobbie.


— Ah meu bem, eu conheço o filho que tenho. – Ela me senta sobre uma cama na enfermaria.


— Essa é April, minha mãe. – Caleb finge tirar um chapéu.


— E esse é Caleb, um garoto muito encrencado. – April diz furiosa. – Preciso que segure em algo, querida. Isso pode doer. – Ela me mostra uma gaze.


Caleb me estende a mão. Encaro-a por um segundo e volto para seu rosto. Desejei com todas as minhas forças simplesmente poder sentir a dor a ter que ver o inevitável e agarrei sua mão. Fechei meus olhos como se estivesse caindo de muito alto, como se não quisesse ver o fim eminente. Eu queria poder ver seu sorriso mais uma vez antes de ter que vê-lo em seu ultimo suspiro.


Estávamos deitados em um campo aberto e alto. Era claro ouvir o som de uma cachoeira e o sussurrar de sua voz. O sol estava se pondo, dando um filtro laranja estonteante a tudo. Olhei para o lado, Caleb me encarava de um modo corrente, como já havia o visto antes, parecia... apaixonado.


— Eu quero te mostrar uma coisa. – Sorrio para ele, com a contente ansiedade de uma criança. – Me dê sua mão. – Ao lado da minha cabeça a tomo na minha. – Está pronto? – Pergunto e Caleb assente com uma calma admirável, não tirava os olhos de mim por um segundo sequer, assim como eu não conseguia tirar os meus dele.


Mas assim que eu fecho meus olhos sou acordada. Olho para o lado, Caleb me encarava paralisado ao lado da cama. April colava o ultimo esparadrapo sobre a gaze.


— Se sente bem querida? – Ela toca meu rosto, como se fossemos acostumadas a fazer aquilo, e se não, ela aparentava não se importar. – Parecia estar até sorrindo.


Eu estava, estava sorrindo porque o pior não tinha acontecido, e um sonho lindo sim. Como se ainda estivéssemos naquele campo, eu sorri para Caleb, e ele sorriu de volta.


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Autor(a):

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

Prévia do próximo capítulo

— Você está procurando mesmo sem ter ideia de como ela é? – Noah pergunta enquanto revira uma das caixas tragas da minha casa. — Sei disso, – digo. – mas eu preciso dela. — Qual a necessidade de tanto desespero? – Noah pergunta desconfiado. – Por acaso tem alguma coisa que eu não deva ver nela? ...


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