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Fanfic: The Silver Chain (+16) | Tema: Amor Doce


Capítulo: Capítulo 10

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Rosalya abriu o armário bufando de ódio e vasculhando as demais gavetas atrás de sapatos novos. A garota quando descia a escada de sua casa, tropeçou na calda do vestido e caiu por três degraus, machucando seu calcanhar e quebrando o salto. Lynn conseguiu amparar a amiga durante a queda, apesar da menina ter se ferido.


-Onde está guardado aquela caixinha com curativos amor? –Leigh perguntou retornando de um cômodo próximo.


-Está naquele dunquerque no quarto de visitas. –O namorado da jovem foi buscar a tal caixa enquanto ela continuava remexendo nos diversos pares armazenados em seu mini closet.


-O que é um dunquerque? –Armin questionou.


-É um móvel de um século passado que pertenceu a linhagem da minha família, ele vai passando de geração em geração, atualmente custa uma boa grana, mas explicar profundamente o que seja, eu realmente não sei.


-“Dunquerque” não é o nome de uma cidade? –Lynn indagou.


-Também. Talvez tenha se originado lá. –Rosalya respondeu analisando sua leve lesão com a unha.


-E com isso nós podemos concluir que visitar Rosalya também é adquirir conhecimento. –Armin inferiu, fazendo Rosa rir.


Após um tempo, Leigh retornou com uma bandagem e enfaixou o pé da namorada na qual sentou-se na cama para facilitar a sua assistência.


-Obrigada! –Agradeceu dando um selinho no amado.


-Por que você não usa uma sapatilha, Rosa? –Lynn sugeriu segurando alguns calçados.


-Não! Eu acho esse vestido tão elegante e na minha opinião não combinaria com uma sapatilha. -Asseverou exibindo sua veste delicadamente prateada com detalhes azuis.


-É a melhor opção amor. Assim você consegue aproveitar a festa sem se lecionar de novo. –Leigh insistiu.


Rosalya enrolou os amigos por alguns minutos até ser convencida a usar a sapatilha, ainda que não estivesse afim, porém, a jovem aceitou a decisão afim de se livrar daquele estresse.


-Vamos?! –Leigh enunciou entregando uma bolsa de porte pequeno para a namorada, ajeitando a gola de sua camisa e se dispersando em seguida na companhia do grupo.


Como o único ali que sabia dirigir e tinha o próprio carro era Leigh, o rapaz se ofereceu para levá-los a festa, o que agradou todo mundo, visto que, seria mais econômico que ir em qualquer outro transporte ou inclusive utilizar aplicativos. 


No automóvel, Lynn, Armin e Alexy dirigiram-se ao banco detrás, enquanto Rosalya acomodava-se ao lado do assento do motorista, e obviamente, Leigh ia como condutor.


-Meu bebê será nosso chofer esta noite. –Rosa proferiu passando os dedos sensualmente no peitoral do namorado.


-Então madame, qual vai ser o meu pagamento pelo serviço?


-Hmm... mais tarde eu lhe mostro qual será o pagamento. –A menina respondeu com uma voz sedutora, arrancando assovios dos colegas ao fundo.


-Olha a libidinagem no carro, heim! –Armin gritou.  –Nós temos duas crianças aqui. –Lynn e Alexy gargalharam abusando Armin de volta com novas provocações.


-Armin, pelo amor que você sente por mim, se controle. Não quero virar titio de um dia para o outro, não por agora. –Alexy implorou.


-Não se aflija irmão, eu sei me cuidar, no entanto, só para deixar claro aqui. Vocês todos são minhas testemunhas. Se eu tiver oportunidade de brincar de DJ com minha língua, ninguém vai me segurar.


-Ai que absurdo! Eu sou uma criança! –Lynn dizia tapando os ouvidos.


-Isso mesmo meu tesouro, não se misture com essa gentalha. –Rosa falou fazendo uma careta.


-Qual foi desse complô contra minha pessoa?


-Você foi o primeiro a chamar nossa atenção por libertinagem e agora está insinuando essas indecências aí.  


-Ei! Calma aí! Em relação a vocês dois eu me referia anteriormente com o carro, no meu caso, eu reafirmei em relação à festa. São locais próximos, só que totalmente opostos. 


-Armin, já que o Leigh vai deixar o carro destrancado, eu juro pela paixão que eu sinto por meus pais que se eu retornar aqui em algum momento e encontrar você transando com uma mulher, eu lhe espanco até com o meu rímel.


-E por que o recado é exclusivamente para mim? E eles dois?


-Foi para todo mundo. Escutaram? Nada de macho dentro do meu carro. Lá naquele terreno tem mato, tem quarto vazio, tem banheiro, tem tudo. A última coisa que desejo é que transformem isso aqui num motel, se por acaso transformarem, vão pagar uma taxa caríssima e eu ainda chamo a Peggy para expor vocês.


-Aliás, já que você citou sobre macho. Eu ainda estou abobada em como o Kentin abandonou você no shopping. –Lynn afirmou relembrando mais cedo a conversa tida com Alexy, no qual foi explicado todo o calhado no shopping.


-Pelo menos o Nathaniel lhe fez companhia. –Rosa declamou dando os ombros.


-Sim! Foi divertido!


-O Nath é uma gracinha! –Lynn manifestou-se evocando o comportamento educado e respeitoso do representante.


-Mas não esquenta com isso hermano, hoje vai ser o nosso dia, foda-se o Dake, o Dajan, essa noite vai ser quente para todo mundo. –Armin bradou formando um coro de comemoração.


-Usem camisinha! –Rosa implorou no meio do burburinho.


-E alguém trouxe? –Lynn inquiriu.


-Eu tenho de cereja, hortelã e morango. –Armin explanou retirando do seu bolso pacotes de preservativos.


-Meu Deus! –Alexy exclamou rindo juntamente com os outros.


-E aí... vão querer quais?


 


...


 


Após quase meia hora de viagem, para a dor de cabeça dos mesmos, o grupo enfrentou uma infeliz fila até conseguirem adentrar finalmente no estacionamento. O espaço onde ocorrerá a festividade é conhecido por ter um dos maiores terrenos em relação a largura e ao comprimento. Inclusive é considerado além de um dos mais caros, também um dos melhores da região. Por isso, Dake contratou vários seguranças para vigiar os automóveis dos convidados. Visou fechar contratos com marcas renomadas por conta de patrocínio e também engajou cozinheiros, garçons e bartenders das mais renomadas baladas e restaurantes do país.


A propriedade era conhecida e nomeada como “Bordelon Palace”, pois pertenceu a uma baronesa que se mudou da Inglaterra para França no século XVII.


Marie Bordelon foi casada com um barão da Itália que sofria por uma das mais temíveis doenças da época, a hemofilia. Em consequência desta enfermidade, seu marido perecera aos 24 anos devido a um fatal acidente. O que a deixou além de grávida, viúva.


Após o nascimento do seu primeiro herdeiro, Marie teria supostamente ficado louca. E em uma noite, durante suas crises noturnas, teria acordado todos os funcionários do palácio aos berros, declarando que recebera uma mensagem do além vinda do seu falecido esposo.


A partir deste devaneio, Marie dedicou o resto da sua vida para a construção do palácio Bordelon, na qual foi utilizado mais tarde como um bordel pelo seu filho, que fez muito sucesso entre a alta nobreza da época.


Eventualmente o lugar fora demolido, entretanto, um rico magnata em 1980 decidiu construir um hotel ali, e mais tarde, com o hotel já desativado, fora transformado em uma casa de festas. E em homenagem a viúva Marie, que de acordo com más línguas, assombra o lugar, o próprio milionário escolheu o nome do imóvel por influência dessa lenda. (Milionário este, que é o avô paterno de Dakota).


 


...


 


Assim que Leigh estacionou o carro, Rosalya reclamou ao constatar Peggy infiltrada entre os fotógrafos que trabalhavam na entrada do evento. Eram flashes de todos os lados e Peggy aproveitou a solenidade para trabalhar juntamente com a líder do grupo de jornalismo da “escola do morro”, apelido este no qual o instituto ficara conhecido entre os alunados da Sweet Amoris. O colégio ficava perto de um morro localizado quase na saída da cidade, e por este motivo, pouco se sabia sobre ele, já que a sua rota não muito utilizada pelos cidadãos.


Outrossim, Peggy alegara mais cedo em suas redes sociais que espalharia vários espiões na festa, visto que, ela e Tina, a comandante jornalística da escola do morro, almejavam obter uma vista completa da eventualidade.


-Eu estou me sentindo tão brega. –Rosa dizia arfando. -Meu Deus! Vai ser um mico aparecer dessa maneira na página do jornal da escola. Essa droga de sapatilha está distorcendo todo o meu look.


-Rosa, veja pelo lado positivo, se não fosse pela sapatilha você poderia cair na frente de todo mundo... de novo.  –Lynn sussurrou enquanto segurava a amiga pelo braço para não tropeçar.


-É verdade. –A garota concordou reforçando o batom. –Mas ainda assim eu estaria dando muito close no chão. –Respondeu ajeitando o cosmético dentro da sua bolsa.


-Galera, vocês não acham que o Dake exagerou não?! Por quê isso tudo? Parece até que estamos em um casamento. –Armin declarou analisando o ambiente e sua decoração externa.


-Quer dizer que vocês não souberam das notícias? –Rosalya disse cantarolando. –Mês que vem ele vai embora para terminar os estudos na Austrália. Essa festa aqui é uma despedida, por isso todo o luxo. Ai! Ai! Quem pode, pode. Quem não pode que nem nós, se sacode e dança.


-E por acaso ele conhece esse tanto de gente? Isso aqui está parecendo o metrô numa segunda-feira.


-No convite dizia que poderíamos levar um ou dois convidados. Talvez seja isso. –Alexy explicou.


-Eu sei, mas provavelmente ele chamou quase 1.000 pessoas.


-E chamou. –Rosalya atestou surpreendendo Armin. –Peggy conseguiu a cópia da lista e tinha o nome de estudantes até daquela escola que fica isolada nas imediações de uma floresta.


-E onde estava essa lista?  –Lynn perguntou.


-Ela publicou esses dias na página do jornal da escola que foi criada em abril no facebook. E gente, essa página é um babado, viu?! É administrado por ela e outra pessoa aí.


-Achei que ela fizesse apenas artigos impressos.


-Ela faz os dois agora. –Lynn assentiu compreendendo antes de Rosalya prosseguir com o assunto. -Ah! E o mais importante. Eu descobri coisas de pessoas que nunca vi na minha vida. Foi muito emocionante. Passei a noite inteira lendo os podres alheios e tomando sorvete.


-Ai que horror! –Lynn respondeu rindo.


-Desculpa, amiga! Mas eu amo uma fofoca... quando não é sobre mim.


-Falando em fofoca... quando que Castiel vem? Estou muito ansiosa para escutar a nova música dele.


-Só a música, né?! –Rosalya dizia com uma entonação diferente.


-Ele está vindo com Lysandre, Iris e Evan. –Leigh informou segurando a mão de Rosa. –Eles passaram o dia todo praticando e me disseram que virão no carro do Evan. Pode ser que eles demorem um bocadinho.


-Então vamos entrar logo que está começando a ficar frio por aqui. –Lynn aconselhou com a voz ficando trêmula na medida que um vento gélido passava por seu pescoço e suas pernas locomoviam-se em passos rápidos.


 


 


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Autor(a): RobertTheKiller

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Como a distância entre o estacionamento até a entrada era relativamente longa, foi necessário andarilhar mais um pouco, até que por fim, o grupo de amigos se dissipou pela entrada, onde foram recebidos, sem muitas surpresas, por vários flashes, principalmente vindas da câmera de Peggy. Rosalya e Leigh encontravam-se na frente, ao pass ...


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