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Fanfic: The Silver Chain (+16) | Tema: Amor Doce


Capítulo: Capítulo 9

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A movimentação do shopping naquela manhã estava razoável se comparada aos finais de semana. Por ser uma manhã de sexta-feira, muitas pessoas estavam trabalhando ou estudando por aquele horário, assim sendo, o dia para os meninos seria bastante tranquilo.


Alexy havia chegado no shopping meia-hora antes do combinado e passeava admirando diversas peças de roupas expostas nas vitrines das lojas.


Por alguns instantes considerou adquirir algumas destas peças por conta da festa, porém lembrou-se das vestimentas novas nas quais ele e Armin receberam dos seus parentes que moravam em outra cidade, portanto, o garoto tratou de esquecer essa ideia, apesar do seu bolso babar por conjuntos novos.


Enquanto permanecia inteiramente distraído na sua mente consumista, o menino sentiu alguém encostar no seu ombro, e para sua surpresa, era Nathaniel, que segurava uma sacola de compras e bebia um suco.


-Olá! –O loiro disse cumprimentando-o


-Nathaniel? O que está fazendo aqui? Veio com sua família?


-Não! Por incrível que pareça eu vim sozinho. Não estou com paciência para aguentar Ambre em um dia de compras. –Alexy riu com o comentário do colega e acrescentou:


-Acredita que Armin diz a mesma coisa sobre mim? –Desta vez Nathaniel que sorriu.


-Mas sua presença é mais agradável que a da minha irmã, acredite. Nem mesmo você aguentaria um dia de compras com ela. E ti? O que faz aqui sozinho?


-Vim encontrar Kentin e Lynn, vamos ao cinema.  


-Ah!... E será que eu poderia ir junto? –Perguntou visivelmente sem graça. -Eu vim aqui para fugir um pouco do estresse lá de casa. E ficar sozinho é um pouco chato. –Nathaniel ruborizou ao fazer aquele pedido, afinal, temia ser rejeitado ou criar algum tipo de clima desconfortável. Alexy ainda que não se incomodasse com a presença dele, refletiu por uns segundos antes de aceitar o pedido, de certa forma, ele gostava da companhia do amigo e quem sabe com a participação dele o clima ficaria mais convidativo, visto que, o azulado sentia-se indiferente quanto ao “encontro” com Kentin. Ademais, desde a conversa na noite anterior com seu irmão, ele não tirava da cabeça o que Armin sugeriu sobre seu amor por Castiel, entretanto, o mesmo acreditava que esse encontro serviria como uma válvula de escape para este assunto inoportuno.


-É claro que pode. Será divertido!  -Nathaniel agradeceu e os dois caminharam por algum tempo até se sentarem numa mesa da praça de alimentação para conversar.


-Eu posso lhe pedir um conselho? –O presidente do grêmio postulou acanhado.


-Pode. Sobre o que é? –Alexy perguntou observando ao seu redor e prestando atenção caso Kentin apareça, já que o cinema ficava ao lado da praça de alimentação e era o local combinado de encontro.


-Eu estou gostando de uma pessoa, só que eu não sei como posso demonstrar que estou interessado nela sem deixá-la sem-graça.


-Hmm... –Alexy suspira antes de responder. -É uma questão bem intricada, pois varia de pessoa para pessoa. Eu particularmente acho você um rapaz muito educado e essa qualidade é o que lhe dá um charme pessoal. Apenas seja você mesmo!


-Obrigado pelo elogio! Er... eu estou pedindo o seu conselho porque você é amigo dela. E seria mais fácil para mim saber como abordá-la com delicadeza ou me comportar ao seu lado escutando uma pessoa que seja próxima de nós dois. –O louro prosseguiu, ainda avermelhado.


-Você pode ir falando, eu estou lhe ouvindo. –Alexy disse ajeitando-se na cadeira.


Nathaniel sorriu e prosseguiu sua fala após finalizar o suco de morango que havia comprado anteriormente.


-Bem... eu fui percebendo gradualmente que estava ficando afim dela. A minha aproximação começou faz algumas semanas. Foi a partir de conselhos pessoais, orientações com os estudos, conversas nos corredores... só me toquei mesmo quando estive doente e ela foi me visitar, daí pude compreender exatamente a existência dos meus sentimentos.


-Awwn... isso é tão fofo! –Alexy afirmou fazendo Nathaniel sorrir mais vez.


-Nós não conseguimos escapar do amor. –O representante dizia amassando o copo de plástico entre seus dedos. -É um sentimento que nos consome inesperadamente e corrói o nosso coração. –A frase dita por Nathaniel fez com que Alexy contemplasse toda aquela circunstância em volta de Castiel. Seria possível ele estar apaixonado pelo delinquente que sua melhor amiga amava? Ou aquilo era marmelada do seu irmão?


-Tenho que concordar. –Alexy comentou inerte em seus pensamentos e quase dormindo acordado. -O amor é realmente como uma arma mortífera.


-De fato.


-E afinal... de quem você gosta? –Nathaniel mordeu o lábio inferior entre um sorriso caloroso e desembuchou constrangido.


-Eu gosto da Íris. –A revelação pegou Alexy de surpresa. Ele já havia visto Iris e Nathaniel estudando juntos e papeando pela escola, mas nunca passou por sua cabeça a possibilidade de existir um interesse amoroso de Nathaniel por ela, afinal, ele orientava outros estudantes também, da mesma maneira como fazia com ela.


-Não vou mentir, isso me pegou de surpresa. –Nathaniel riu visivelmente agitado.


-Então... você tem algum conselho para me dar? –Alexy cruzou os braços e matutou por uns instantes. Ele e Iris mantinham uma relação amigável, contudo, eles raramente conversavam sobre namoros ou o que atraía um no outro em um homem, ademais, Alexy sabia que se Nathaniel mantivesse a conduta espontânea dele, havia uma forte chance de Íris correspondê-lo.


-É como eu falei antes. Seja você mesmo. Íris gosta de caras autênticos e que a façam sentir-se respeitada e acolhida. E você me passa essa imagem.


-Certo... –Proferiu ajeitando o cabelo. –Desculpe! Eu fiquei nervoso falando sobre isso, pelo menos você me fez repensar um pouco mais e agora sei como agir em torno dela. Obrigado!


-Espero que dê tudo certo. –Alexy expressou-se claramente feliz e torcendo pela formação do futuro casal.


Por fim, a dupla passou um tempo dialogando sobre temas que geralmente não explanavam quando estavam no colégio. Alexy descobriu opiniões de Nathaniel sobre assuntos que eles nunca falaram antes, assim como também teve a oportunidade de conhecê-lo mais e tirar de si a imagem padrão que ele ainda tinha do “garoto que fica na sala do grêmio estudantil”.


Durante o papo, Nathaniel confirmou que não iria na festa de Dakota porque irá ajudar um tio que está doente e que ele pretendia investir em Íris o mais rápido possível, já que a formatura sucederia daqui a poucos meses e ele tinha receio de acabar se afastando dela quando entrasse na faculdade.


-Em compensação minha irmã irá por causa do Castiel. –Esclareceu ao retornarem ao tópico da festa. Alexy pressentia que a presença de Ambre seria letal para Lynn, posto que, elas não se bicavam desde que Lynn adentrou no instituto.


À medida que se distraiam debatendo sobre gêneros literários, o celular de Alexy vibrou com uma mensagem de Lynn avisando que Kentin havia confirmado sua presença em frente ao cinema. Quando o azulado o procurou, avistou de longe o rapaz em pé totalmente distraído.


-Kentin chegou! –Informou em voz alta e apontando para que Nathaniel conseguisse vê-lo.


Os dois garotos caminharam tranquilamente até Kentin, que sorriu ao avistá-los.


-Achei que ninguém vinha. –Contou sentindo-se aliviado.


-Perdão. –Alexy falou ao dar-lhe um aperto de mão.


–Não sabia que você viria. –Kentin enunciou dirigindo-se para Nathaniel.


-Eu também não. Vim aqui de intrometido. –Riu abusando Kentin com um soco falso.


-Ah! Lynn me pediu para avisar que chegaria atrasada, então... o que vocês querem fazer antes de comprar os ingressos?


-Que tal darmos uma passada na livraria do piso superior? –Nathaniel sugeriu empolgado. Kentin não escondeu sua expressão de desgosto, então brincou com Nathaniel puxando-o para um falso golpe de chave-de-braço.


-Eu irei se você prometer ir no fliperama mais tarde.


-Fechado. Cadê o contrato? –Kentin levantou a camisa exibindo sua barriga definida.


-Pode assinar. –Nathaniel agarrou Kentin pelo pescoço e fez um forte cafuné em seu coro cabeludo, ocasionando uma explosão de risadas vinda do trio.


E como recomendado por Nathaniel, o grupo direcionou-se para o segundo andar afim de passar um tempo na livraria. O lugar era espaçoso e repleto de mesas extensas onde os clientes poderiam utilizá-las para uso pessoal, inclusive era recomendado por uma placa que evitassem emitir qualquer barulho ou ruído que pudesse incomodar os respectivos visitantes. Houve um caso em especifico que Armin fora expulso por usar o seu PSP dentro do estabelecimento, e desde então, Alexy evitara retornar ali devido a vergonha que passou juntamente com a sua família.


Nathaniel ao entrar foi rapidamente caçar alguma obra na sessão de romance policial, enquanto Kentin vasculhava as estantes de revistas em quadrinhos.


Com a intenção de intentar descobrir seus verdadeiros sentimentos, Alexy acompanhou todos os passos de Kentin, discretamente.


-Você também gosta de quadrinhos? –O garoto questionou Alexy.


-Eu lia com uma certa frequência quando era menor, confesso que fui influenciado por Armin. Hoje em dia raramente ando lendo. Eu deveria né?!


-Ah! Ler livros é divertido, só que eu prefiro algo mais fantasioso que realista sabe? Principalmente se envolver poderes sobrenaturais, mutação genética, esse tipo de coisa. Minha preferência por quadrinhos cresceu quando estive na escola militar, eu lia com bastante frequência para passar o tempo. Alguns internos me zoavam por conta disso, todavia, eu sequer me importava.  


-Eu sou uma pessoa mais ligada à música. –Alexy falou analisando um desenho do Batman na capa de uma revista jogada por ali.


-Dá para reparar já que você nunca larga aqueles fones de ouvido na escola.


-Ah! É preciso fugir um pouco da realidade, não é?! –Assegurou rindo. –A realidade pode ser muito estressante.


-Não lhe julgo. O semestre está piorando a cada dia que passa. Minha paciência está se esgotando. Eu invejo o Nathaniel que consegue estudar em qualquer lugar e em qualquer momento. Pode estar uma tempestade lá fora e ainda assim o cara não perde a concentração.


-É o costume. Ouvi falar que a família dele é exageradamente rígida.


-Neste caso a Ambre deveria ser como ele, não?! –Alexy assentiu ruminando na medida que revirava algumas páginas de revistas, até que parou e novamente concordou, só que silenciosamente.


Kentin havia abordado um ponto significativo ali, afinal, muitos consideravam bizarro o jeito como os pais de Nathaniel e Ambre os criavam, que era uma forma evidentemente desarmonizada. Ademais, o representante nunca se abriu a respeito disso, e em consequência, ninguém o indagava devido a apreensão de serem julgados como intrometidos, logo, a questão caía no esquecimento do povo.


-Aff... cansei! –Kentin explanou jogando de lado desleixadamente um dos livros. –Não gosto de ser estraga prazeres, mas eu prefiro ir num boliche ou fliperama que ficar nesse lugar chato.


Kentin conduziu Alexy até Nathaniel, na qual não estava muito afastado dos dois.


O loiro lia em completa quietude, encostado numa prateleira, uma das obras literárias da autora ‘Agatha Christie’. O mesmo notara a aproximação dos colegas e guardou o livro no lugar na qual tinha pego e direcionou-se tranquilamente a eles.


-Vamos comprar os ingressos?! –Kentin sugeriu. -E se sobrar tempo, podemos ir no fliperama. Vai! Você prometeu! –Kentin implorava como uma criança mimada puxando uma das mangas da blusa de Nathaniel.


-Que chatice! Não ficamos nem 10 minutos aqui.


-Se você for, eu lhe ajudo com o seu pedido para Íris ir no baile de formatura contigo.


-Mas gente... o baile é daqui a 2 meses e vocês já estão pensando nos pares?!


-Alexy, quando se tem tempo, não se pode perder oportunidades. –Kentin alegou com exatidão. –E você? Com quem pensa em ir na formatura?


-Não sei... –Alexy respondeu cismático. –Eu creio que tenho preocupações maiores agora do que ficar sonhando sobre meu par.


-Certo. Certo. Vamos! –Nathaniel declamou fazendo gestos engraçados e se convencendo.


Caminhando de volta ao primeiro andar, Kentin inquiriu Alexy durante o percurso sobre a presença de Lynn, pois ele tinha intenção de comprar imediatamente os ingressos, temendo que os melhores assentos fossem tomados.


-Eu vou ligar para ela! –Kentin expressou-se agoniado.


E como o decidido outrora dentre Alexy e Lynn, ela inventou uma desculpa afirmando estar com um problema familiar, todavia, Alexy sabia que a garota estava passando o dia na casa de Rosalya.


Kentin desligou claramente descontente e narrou os fatos aos companheiros.


-Não fica triste não cara. –Nathaniel falou fazendo carinho nas costas de Kentin.


-É que faz tempo que nós não usufruímos um tempo juntos, como os velhos tempos.


-Poxa! Pensa pelo lado positivo! Vocês se encontrarão na festa do Dake!


-É... –Kentin respondeu sem ânimo.


-Você ainda não superou ela? –Kentin arregalou os olhos e encarou Alexy que o fitava com curiosidade.


-Eu já superei, beleza?! Acontece que ela fez tantas coisas boas por mim, esteve ao meu lado quando sofri bullying, essas coisas... eu só estou sentindo saudades dos nossos dias de curtição como bons amigos. Naquele momento, Alexy teve certeza de que seus sentimentos por Kentin não eram mais os mesmos, já que não sentiu nenhuma emoção negativa ao escutar aquilo saindo da boca do mesmo, além do mais, todos sabiam que Kentin estava se esforçando para superar o fora que recebeu de Lynn no dia dos namorados.


Nathaniel constatando o clima pesado exalando de Kentin, mudou ligeiramente de assunto, puxando-o pelo braço com intenção de verificar os filmes em cartaz.


Alexy andarilhou sossegadamente discutindo com Nathaniel sobre qual filme eles iriam assistir, quando inesperadamente, Kentin informou que não tinha mais interesse de ir ao cinema.


-Por que não? –Nathaniel perguntou apoquentado, visto que, entre os três, ele era o que mais estava entusiasmado para assistir algum filme.


-Perdi o interesse.


-Perdeu o interesse? Mano, nós fomos na livraria, você não quis ficar mais lá, viemos comprar os ingressos que você queria e de repente você muda de ideia sem mais nem menos. Qual foi?!


-É isso que você ouviu Nathaniel, ou melhor, senhor meritíssimo, nem tudo gira em torno de você e das suas sábias decisões. –Gritou aborrecido, chamando a atenção de um aglomerado de pessoas.


-Ei! Por quê está gritando comigo?


-Porra! Eu estou dizendo que perdi o interesse, já não basta ter me forçado a entrar naquela desgraça de biblioteca fuleira e agora vai me forçar a assistir um filme contigo? Volta para os seus romances que calado você é um grande poeta, seu imbecil. –Nathaniel não revidou nenhuma das ofensas vindas por Kentin, porém, o exaltado rapaz sentiu-se envergonhado, abaixou a cabeça, deu meia-volta e foi embora sem falar mais nada. Alexy encostou no braço de Nathaniel, que o fitou com um olhar triste.


-Não se aborreça, mais tarde ele estará melhor! –Alexy disse confortando-o.


-A culpa foi minha. Eu toquei na ferida dele sem pensar duas vezes.                 


-Ei! –Alexy pronunciou encostando no ombro de Nathaniel. –Eu ainda estou aqui, não estou? –O loiro sorriu para Alexy que prontamente escolheu um filme austríaco de aventura chamado “Além da Lua”, na qual chamou a atenção de Nathaniel pelo enredo futurístico.


-A sessão começa daqui duas horas. O que quer fazer até lá?


-Hmm... sabe que eu gostei da proposta de Kentin? Que tal uma ida no fliperama? Que tal dar uma de Armin por um dia? –Alexy riu e aceitou o pedido do colega.


Juntos. A dupla se encaminhou para o terceiro piso, onde haviam inaugurado ano retrasado um fliperama que trazia uma vibe anos 80 e 90. Fliperama este, que Armin ia constantemente com os amigos do antigo curso de inglês.


Alexy e Nathaniel dividiram os preços das fichas que serviriam para as máquinas, máquinas estas que os fizeram relembrar clássicos jogos de suas respectivas infâncias, desde “Pac-Man”; “Tetris”; “Galaga”; “Mortal Kombat”; “Contra” e até um “Dance, Dance, Revolution”, em que os garotos passaram uma maior parte do tempo dançando.


Antes de irem embora, Nathaniel se ofereceu para instruir Alexy num brinquedo que consistia socar um “Punching Ball”, comum no esporte do boxe.


-Você tem que deixar suas mãos desse jeito. –Dizia por trás de Alexy, orientando-o com ponderação. Quando o azulado se encontrava na posição perfeita, Nathaniel pediu que o garoto socasse com toda sua força, e assim o fez.


Como resultado, o brinquedo expeliu diversos tickets alaranjados que os rapazes apressadamente cataram e juntaram com os anteriores, na qual foram utilizados para comprar alguns brindes do estabelecimento, desde uma arma que atirava mini-patos até uma galinha de pelúcia.


-Meu Deus! Vamos nos atrasar! –Alexy dizia ajeitando seu bichinho de pelúcia enquanto Nathaniel escolhia o último brinde disponível para eles.


Os garotos chegaram há tempo na sessão, inclusive puderam comprar uma pipoca grande acompanhada de um refrigerante médio, que foi compartilhado entre os dois por um canudo.


Ao final do longa-metragem, eles se retiraram do shopping debatendo sobre a película e Nathaniel se ofereceu para acompanhar Alexy até o ponto de ônibus, onde ambos se despediram.


-Hoje foi um dia sensacional. –Alexy disse sorrindo.


-Sim! Incrível! Nunca me diverti tanto.


-Da próxima vez repete essa dose com a Íris, só que com um pouco mais de romance.


-Quer dizer que eu não fui romântico o suficiente?


-Na verdade, esteve no ponto certo. –Alexy brincou.


-Ufa! Ainda bem! –Riu verificando a sacola de compras que foi utilizada para guardar as prendas do fliperama.


-Ei! Nós ficamos o dia inteiro aqui e você nem me mostrou o que comprou. Ficamos segurando a droga dessa sacola a manhã inteira.


-Ah! É uma camiseta. Comprei para meu primo que chegará amanhã. É o aniversário dele.


-Sério?! Quantos anos?


-7


-Que gracinha! –Nathaniel consentiu avistando o coletivo que levaria Alexy embora abeirando-se até eles.


-Então é isso... foi um dia legal!


-Legal?


-Está bem... muito mais que legal! E eu sinto muito que o Kentin tenha ido embora, não foi minha intenção causar esse alvoroço todo.


-Não tem problema. O Kentin tem uma personalidade forte e ele pode ser impulsivo. –Alexy alegou ordenando alguns dos seus pertences no bolso da frente.


-Verdade. Ele é bem impulsivo! –Nathaniel admitiu mordendo os lábios inferiores.


O transporte público rapidamente estacionou para que os passageiros pudessem entrar. Uma fila extensa formou-se, fazendo com que Alexy se revoltasse e soltasse um baixo palavrão.


-Ei! Obrigado de novo por hoje! –Nathaniel agradeceu puxando-o para um abraço.


-De nada. –Respondeu intensificando o contato entre eles.


-E me prometa uma coisa.


-O quê?


-Cuida da Íris na festa por mim. Está bem?


-Pode deixar. –Alexy subiu sem brusquidão e acenou para Nathaniel que se afastou casualmente para pegar um táxi.


Assim que o garoto se sentou perto de uma das janelas, ele fitou sua galinha de pelúcia e avistou Nathaniel antes de ir embora falando com um taxista.


Após um tempo, seu celular vibrou exibindo na tela de bloqueio uma mensagem de Rosalya perguntando como foi o encontro, e foi a partir daquele momento que Alexy teve a certeza que não se importava mais com Kentin, e que talvez Armin tivesse razão...


Pois cada segundo gasto com Nathaniel, Alexy almejava por Castiel.


E foi aí que seu coração lhe deu uma resposta concreta...


Ele estava apaixonado.


 


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Autor(a): RobertTheKiller

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

Prévia do próximo capítulo

Rosalya abriu o armário bufando de ódio e vasculhando as demais gavetas atrás de sapatos novos. A garota quando descia a escada de sua casa, tropeçou na calda do vestido e caiu por três degraus, machucando seu calcanhar e quebrando o salto. Lynn conseguiu amparar a amiga durante a queda, apesar da menina ter se ferido. -Onde está gua ...


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