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Fanfic: Floresta das fadas | Tema: Fadas, magia


Capítulo: Capitulo III

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As vezes as pessoas acordam de belos sonhos, mas há outras vezes em que elas acordam dentro de sonhos. Era nessa segunda situação que Sirk se encontrava. Abriu seus olhos devagar, estava deitado na floresta das fadas, mas em um local diferente do que ele se lembrava. Era em uma área aberta coberta de grama e flores, os raios de sol banhavam tudo ao redor com sua luz dourada, deixando aquela floresta ainda mais bela, se é que isso era possível.


Ele estava deitado com a cabeça no colo de alguém. Quando Sirk fitou a moça sentiu que estava olhando para a mulher mais bela que existia. Era como se aquela mulher fosse a própria beleza personificada. Ela estava totalmente nua, seus cabelos ondulados eram de um dourado suave como um raio de sol e desciam pelas suas costas se espalhando no chão como um tapete dourado. A moça estava totalmente nua e acariciava o rosto de Sirk enquanto o fitava com um sorriso gentil.


Sirk sentia seu corpo mole, como se seus músculos ficassem dormentes com aquele toque divino. Sua mente estava turva e ele não lembrava ao certo quem era ou o que fazia ali, mas Sirk não se importava, nada importava. Ele tinha aquela linda mulher ao seu lado o que mais poderia querer?


- Finalmente acordou – a voz dela era como o som de água cristalina misturada a uma aconchegante brisa da primavera – dormiu bem Sirk?


- Sirk? – disse em uma voz lenta e desnorteada – sim... esse sou eu... – continuou achando que isso fazia sentido, mas ao fitar os olhos daquela mulher todo raciocínio que ele conseguira fazer se quebrou e Sirk não estava mais certo de suas conclusões, por isso perguntou confuso – certo...?


A moça perfeita não respondeu de imediato. Suas mãos acariciaram a barba de Sirk e ele sentiu cocegas e riu como uma criança. Ela se demorou naquele gesto e, se dependesse dele, ela poderia ficar ali fazendo-lhe carinho por toda a eternidade.


- Certo – disse com um discreto menear de cabeça. Ela o fitava seria e gentilmente – você era um soldado de renome no reino. Acha que pode voltar para lá? Voltar a servir no exercito real?


Ele demorou para se lembrar daquilo, mas a estranha mulher tinha razão. Ele fora um soldado, abandonara sua profissão para poder viver junto com Anna. O pensamento em sua esposa o fez sentir um leve incomodo, o tipo de incomodo que se sente quando se tentar lembrar de algo, mas não consegue.


Sirk se lembrava, embora não conseguisse ver sentido nisso agora, que Anna era especial para ele, uma mulher única. A única mulher especial no mundo era aquela estranha que lhe acariciava. Sirk tentou mover seus braços, queria toca-la, mas eles estavam tão pesados e sonolentos que Sirk mal conseguiu move-los.


- Como se chama? É tão bonita...


- Titânia – disse ela com uma certa impaciência, seu sorriso se desfez por um breve instante, mas logo ela voltou a fita-lo e seu sorriso sutil voltou ao rosto – não vamos falar de mim. Lembre-se de minha pergunta. Acha que pode voltar para lá?


- Por você eu iria até a floresta das fadas – começou a dizer, então se lembrou que era exatamente ali onde estava e, em um lampejo de raciocínio disse, embora em um tom mais de duvida do que de afirmação – você... é uma fada... não é?


A mulher parecia ignorar todo o amor nos olhos de Sirk, ela parecia até mesmo impaciente com ele, mas procurava ser gentil. Titânia parou de acaricia-lo e levou uma das mãos aos próprios cabelos, afastando uma mecha de seus fios loiros para trás.


- Como é irritante ter que controlar minha magia para fazer vocês terem o nível desejado de lucidez – disse mais para si mesma do que para ele e, quando Sirk fez uma expressão confusa ela o respondeu sem disfarçar a irritação em sua face, embora ainda continuasse a ter uma expressão dócil – sou a rainha delas. Bem, chega, melhor ir logo com isso – ela o olhou irritada e disse – siga-me.


Apesar de não ter asas Titânia era realmente a rainha das fadas e Sirk teria achando isso estranho se tentasse raciocinar dois segundos a respeito. Titânia se levantou e Sirk fez o mesmo, mas suas pernas pareciam não ter forças e ele cambaleou e caiu no chão. Titânia o lançou um olhar do mais gentil desprezo e ficou esperando que ele se levantasse de novo. Sirk o fez com dificuldade e cambaleou na direção da fada.


- Onde estão suas asas? – disse ainda com um fio de consciência do mundo a sua volta, mas logo esse fio se perdeu e ele esqueceu-se da pergunta - é tão bela... eu... eu... casaria com você...


- Siga-me – ela ignorou suas palavras e começou a andar. Sirk a seguiu proferindo mais palavras de amor as quais Titânia não deu a menor atenção.


Os dois caminharam pela floresta, algumas fadas voavam por ali livremente, mas elas se pareciam com fadas normais e não tinham o tamanho humano como Titânia. Logo chegaram a um campo aberto aonde muitas pessoas, homens e mulheres, estavam andando sem rumo certo, se movendo em círculos. Eles sorriam sem um motivo aparente.


Haviam pessoas das mais variadas ali, desde crianças até adultos. Todos estavam extremamente felizes como se problema nenhum os importunasse e a vida ali na floresta, sem fazer nada em particular, fosse o suficiente para saciar todos os seus desejos.


Sirk não estava como eles, mas o encanto das fadas o dominava e ele tinha apenas um pouco de lucidez, o suficiente para formular raciocínios simples e conversas breves. Ele andava como um zumbi seguindo Titânia. Reconheceu uma garota ruiva com um sorriso deslumbrante no rosto e algo em sua mente lhe dizia que ele já a havia visto antes, mas depois de pensar um pouco no assunto Sirk abandonou esse pensamento.


Titânia parou em frente de uma moça de cabelos escuros e a segurou pela mão trazendo-a para perto de Sirk. O soldado fitou a moça com suas roupas de camponesa, suas feições tão familiares para ele. Era a mulher que ele havia se casado e viva junto já a quatro anos. Sirk não conseguia entender o porque de ter passado tanto tempo com aquela mulher, ela era magra demais, sem graça demais, sua beleza jamais chegaria aos pés da rainha das fadas.


- Sua esposa está comigo, se a quer de volta terá que fazer algo por mim – disse Titânia, Anna a olhava com adoração, como um crente na frente de um deus. Ela abraçou a rainha das fadas de lado, mas essa a repeliu com um gesto e depois voltou sua atenção para Sirk – existe uma mulher na companhia da princesa de Amelia. Uma dama de honra pelo que dizem. Quero que se infiltre no castelo. Você já foi um soldado de confiança e um herói de guerra, com certeza ninguém irá suspeitar de seu retorno. Fale que sua esposa sumiu e você se sente sozinho e desolado, por isso decidiu voltar para sua profissão como soldado. Se infiltre no castelo, você tem um certo destaque lá. Seja um homem modelo, se torne alguém digno de confiança, um cão leal que obedece qualquer ordem. De seu jeito. A única coisa que quero é que mate a mulher que acompanha a princesa e que está a lhe sussurrar palavras perigosas em seus ouvidos. Se fizer isso eu lhe devolverei sua esposa com sua mente restaurada, caso falhe... melhor nem voltar aqui.


As palavras adocicavam os ouvidos de Sirk. Ele não se importava com Anna, tudo que queria era agradar a Titânia. Faria tudo que ela mandasse, mataria até mesmo o rei se isso a fizesse sorrir.


- Não me importo com minha esposa. Farei o que me manda... eu... eu... – sua mente se tornava turva e ele se perdia ao fitar a rainha das fadas -... mataria a princesa...


Titânia estava impaciente, Anna voltava até ela carente, ansiando por seus toques e sua atenção. A rainha lhe deu um breve olhar, encantou-lhe com um lindo sorriso e acariciou o rosto da moça.


- Pode fazer uma coisa por mim querida? – sua voz era amável como o badalar de mil sinos – porque não vai brincar um pouco entre as flores? Ou com seus iguais? Eu logo, logo irei até você.


Anna moveu a cabeça em um sinal positivo como uma criança obediente. Ela se afastou e foi até onde as outras pessoas estavam, rindo sem razão e andando em círculos. Titânia voltou sua atenção para Sirk, sua expressão voltando a ficar séria.


- Pouco me importo com a princesa – disse com desdém – é a mulher que a acompanha que quero morta. Você não se importa com sua esposa agora, mas quando sair dessa floresta e o efeito de minha magia passar ira se importar e, pelo que percebo e espero, fará exatamente o que lhe mandei fazer ou morrera tentando.


Sirk sorria para ela, um sorriso apaixonado, fruto do encanto da fada. Titânia desprezava aquele humano, não só ele como todos de sua espécie. Mesmo usa-los para conseguir seus objetivos era desprezível, como se precisasse utilizar ferramentas sujas e podres para realizar um trabalho. Ela fez um gesto e uma fada pousou em seu ombro. Era uma pequena fada femea de asas em tons amarelos, laranjas e vermelhos. Os cabelos de um vermelho muito escuro, se assemelhando a sangue, estavam soltos e cobriam seus minúsculos seios.


- Creneia, leve o humano para fora da floresta... – ela não queria mais se ocupar com Sirk, ele, como todos os humanos, a cansavam, lhe davam enojo-o.


Creneia deu de ombros, mas era tão pequena que era preciso uma pessoa prestar muita atenção para notar esse gesto. Ela também não gostava de humanos. Exatamente por isso adorava manipula-los.


- Acha que ele vai conseguir? – perguntou a ruiva – mata-la não é fácil além do mais... nem sabemos se ela é quem pensamos ser.


Titânia concordava com as duas coisas, mas que escolha ela tinha? Até mesmo para ela, que conseguia assumir a forma humana, era perigoso sair da floresta. No fundo ela desejava que a mulher que mandara Sirk matar fosse quem estava pensando pois, se não fosse, ela teria duas inimigas poderosas ao invés de uma.


- Vamos ter fé que ele consiga – disse a rainha tentando não pensar nos perigos que poderiam acontecer se o humano falhasse.


Creneia riu gostosamente, um riso cínico e cheio de deboche, mas que nem por isso era menos encantador e se espalhou pela floresta como a melodia de um pássaro.


- A grande Titânia colocando fé em humanos? – provocou maldosamente – não estou te reconhecendo.


Titânia virou sutilmente o rosto para fitar a fada em seu ombro.


- Não coloco minha fé nos humanos Creneia, seria perda de tempo. Coloco fé no amor que aquele humano tem pela sua esposa.


E ao ouvir isso Creneia se calou e voou do ombro de sua rainha. Ela rodopiou algumas vezes ao redor de Sirk e o envolveu em seu encanto. Logo começou a segui-la docilmente enquanto a fada saia dali em direção a saída da floresta.


Titânia sabia que por mais desprezíveis que os humanos fossem eles sabiam amar como qualquer ser vivo. O maior problema deles era que amavam as coisas erradas, dinheiro, poder, sexo... coisas tão fúteis. Mas aquele humano estava apaixonado e Titânia sabia, tão bem quanto qualquer fada, que a paixão era a maior das motivações.


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Autor(a): utsugi

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