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Fanfic: Te Amo Pela Segunda Vez | Tema: A rainha do gelo e o caçador


Capítulo: primeiro toque

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                            Capítulo 9                               


                          O PRIMEIRO TOQUE


Na manhã seguinte, acordo ouvindo o barulho que vem do jardim, dou um pulo da cama e levanto-me, o som do rastelo soa como música aos meus ouvidos, um sorriso brota em meus lábios, meu dia será mais do que incrível. Saber que nesse exato momento, ele está a poucos metros de mim, me deixa meio tensa. Fecho os olhos e solto todo ar retido em meus pulmões, eu tenho que tomar coragem e ir falar com ele, não posso ser tão medrosa. Mas infelizmente eu sou medrosa, eu sei que meu coração vai acelerar, minhas pernas vão tremer e vou dizer alguma bobagens.


— Merda! Eu preciso relaxar. — Falo indo até o espelho.


— Será que eu devo ir falar com ele? — Falo para a imagem refletida.


— Claro que sim, sua tonta, não vai ficar aí dando uma de difícil né?


— É, você tem razão. Eu vou lá seduzir aquele gato. Bom talvez eu não o seduza, mas vou fazer alguma coisa parecida.


— É isso aí garota! Você merece ser feliz! Falo fixando os olhos na imagem do espelho.


— É. Eu mereço ser feliz. Termino meu monólogo encorajador. Em poucos minutos visto uma roupa confortável, e deixo meu quarto, estou decidida a manter a calma, não quero parecer carente, muito menos desesperada.  Quero que tudo aconteça naturalmente, nada de forçação, nada de paranóias, não quero que ele pense “coisas” a meu respeito.


Enquanto caminho pela calçada, tento manter tranquilidade, mas não é nada fácil, é meio louco o que está acontecendo dentro de mim, a vontade de falar com ele é tão grande, que esqueço dos riscos que estou correndo. Ao vê-lo encostado junto a um arbusto, entreabro meus lábios. O que sinto por esse rapaz? Por que meu coração acelera quando o vejo?


— Oi! Saúdo-o. Trouxe meu pen drive?


— Sim. Está aqui. — Diz tirando o pen drive do bolso e me entregando.


— Obrigada.


— Baixei várias músicas, espero que você Curta... Caso não goste é só...


— Eu vou com você. — Falo o interrompendo.


— Onde? — Ele franze a testa.


— Visitar o senhor Antônio. — Eu não sou tão medrosa como você imagina.


— Eu não imaginei que você fosse medrosa.


— Não? — Pergunto arregalando um pouco os olhos.


— Lógico que não. Por que pensou isso?


— Não sei. Eu imaginei. — Dou de ombros. Ele senta-se sobre o monte de grama, eu continuo de pé.


— Talvez eu te ache um pouco criança; mas medrosa, não.


— Eu não sou criança, já tenho idade suficiente para fazer o que eu bem entender. — Falo sentando-me ao lado dele.


— E você faz o que bem entende?


— Bom... Nem sempre.


— Qual é o seu nome? — Pergunta me olhando.


— Beatriz.— Falo baixinho. — E o seu?


— Thomas! — Responde me puxando para que eu deite, eu não resisto, deito-me ao lado dele. Alguns minutos se passam, estamos tão muito próximos, que ouço a respiração compassada e o cheiro delicioso que ele emana. Penso em Rosa, ela não pode me ver ali com o jardineiro, faço menção em levantar, ele me segura pelo ombro, impedindo-me.


— Fique. — Pede com voz mansa.


Volto a me deitar, eu sei o risco que estou correndo, talvez ele não tenha noção do que pode acontecer, mas eu tenho, se minha mãe ao menos imaginar que eu estou sozinha com um empregado, e deitada na grama com ele... Nem sei do que ela seria capaz. Os minutos passam, o silêncio é total. Um gesto espontâneo, e nossas mãos se tocam, em seguida, nossos dedos se entrelaçam, ele aperta suavemente minha mão, eu mantenho os olhos fixos no céu; não sei como reagir ao toque. Eu devia fazer o que toda moça de dezoito anos faria, virar-me para ele e beija-lo, sim eu devia deixar rolar, mas não quero que ele pense que eu sou uma garota fácil ou coisa parecida. Então continuo parada como a estátua da liberdade.


— Quando vamos visitar o senhor Antônio? — Pergunto colocando fim na tensão.


Ele solta minha mão e bruscamente vira-se para mim, nossos lábios estão tão próximos que poderíamos nos beijar. Nervosa, afasto-me.


— Pode ser amanhã à tarde. O que você acha? Diz escorando-se no braço. Agora o rosto dele está meio que caído em minha direção, o que é bem perturbador.


— E o seu trabalho? — Pergunto baixinho.


 — Eu saio mais cedo, sua mãe não vai saber, a não ser que você conte.


— Prometo não contar nada, nem que ela me torture.


— Ok. Então está combinado, amanhã eu levo você para visitar o velho Antônio. — Diz segurando-me pelo queixo.


Ruborizo. Meus lábios estão entreabertos, ele passa o indicador e o anelar por sobre eles. Ai meu Deus! isso é tão romântico! Mas tão arriscado. Eu tenho que tomar uma atitude, pode aparecer alguém, isso seria o fim da minha vida. Num gesto rápido levanto-me da grama, Thomas também se levanta, e segura minha mão. Eu tenho certeza que não poderei impedi-lo, vai rolar nosso primeiro beijo.


— Já te disseram que você é linda? — Fala muito próximo a mim.


— Não... — Murmuro fechando os olhos e entreabrindo meus lábios.


— Nos encontramos amanhã à tarde! — Diz soltando abruptamente minha mão. Desconcertada, eu balanço a cabeça, demoro um pouco para falar.


— Está certo. Eu espero você em frente à rodoviária.


— Ok. Agora você pode ir. Eu tenho que terminar meu serviço. Você esparramou toda a grama. — Diz num riso.


— Eu? Foi você quem me puxou! — Reclamo.


— Vai. Eu não quero ser demitido. — Preciso desse emprego.


Trancada em meu quarto, penso em Thomas, sim agora sei que ele se chama Thomas, sei que é lindo, sei que tem um hálito maravilhoso. Quantos anos ele tem? Talvez vinte e dois, ou vinte e três, isso não importa. O importante é que ele é perfeito para mim.


À noite eu desço para beijar meu pai, o encontro na sala assistindo à televisão, papai é assíduo em assistir ao noticiário. Dificilmente ele deixa de assistir ao jornal. Aproximo-me, sem que ele perceba, abraço-o pelas costas, ele vira-se para me ver.


— Oi pai. — Falo beijando-o no rosto.


Ele segura minhas mãos. Impulsivamente salto por cima do sofá, e sento-me ao lado dele para continuar a conversar.


— Meu Deus. Quanta energia. Tem certeza que está estudando? — Diz em tom de brincadeira.


— Claro que sim. Realizarei o sonho da mamãe.


— Sua mãe pensa no seu futuro filha... Acho que ela é mais responsável do que eu.


— É. Ela é muito responsável! Eu já tenho dezoito anos e ela ainda me castiga! Isso é ridículo. — Desabafo.


— Você é uma moça educada, inteligente, sempre teve as melhores notas do colégio, então não podemos questionar os métodos que sua mãe usa.


— Pare de defende-la! Olha pra mim! Acha que eu sou feliz? — Falo torcendo os lábios.


— Filha, felicidade é um negócio bem complicado, você é uma adolescente, ainda está em formação, quando for mais velha, verá que sua mãe agiu corretamente.


 — Ai Deus! O bla, bla, bla, de sempre! Filha, você é muito nova, filha você não sabe o que é certo! Eu acho que o senhor não está do meu lado. — Reclamo.


         Nesse momento mamãe entra na sala, aproxima-se sem fazer barulho, penso que ela vai juntar-se a nós, não é o que acontece.


— O jantar está na mesa. — Anuncia, retirando-se em seguida.


— Já vamos Amália. Venha Beatriz.


Papai me ajuda a levantar do sofá, eu o abraço e juntos vamos para a sala de jantar.  Em nossa frente, mamãe caminha absoluta; sei que teremos mais um jantar bem maçante.


         Como sempre, eu estava certa, sentada junto a mesa eu presencio mais um jantar monótono e entediante. Ouve-se apenas o barulho dos talheres. Olho para minha mãe, ela segura um minúsculo pedaço de carne no garfo, demora alguns segundos para comê-lo, sorrio ao pensar que ela nunca saberá que a desobedeci, sinto um certo prazer nisso.


— Não quero risinhos a mesa Beatriz. Isso é falta de educação. — Diz num tom baixo, porém firme.


— Desculpa mãe; é que eu me lembrei de uma coisa engraçada. Não acontecerá mais. — Limpo a boca no guardanapo de linho branco, mamãe mantém a postura ereta, séria.


— Contenha-se. As boas maneiras se aprende em casa.


Não argumento, não quero debater etiquetas com Dona Amália, reviro os olhos, e volto a comer, eu queria ter coragem de deixar a mesa, e ir para o meu quarto, mas fazer isso, seria o mesmo que assinar uma sentença de castigo. É preferível fingir aceitar, que desafiar a dona da casa.


Na manhã seguinte, não posso ir ao jardim, minha mãe pediu a Rosa para ajudar Thomas a replantar algumas orquídeas, eu fico da janela olhando os dois trabalharem. Vez em quando ele olha para mim, e sem que Rosa perceba, ri e acena. Ele é lindo sorrindo.  


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Autor(a): vandalore

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 8



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  • vandalore Postado em 15/02/2019 - 12:04:22

    Galera, eu estou indo para a fazenda, e lá não tem internet, então, por alguns dias, eu não poderei postar os capítulos, mas assim que eu retornar, volta tudo ao normal. Ah! E obrigada pelas visualizações.

  • vandalore Postado em 11/02/2019 - 12:05:26

    OIEE!! Estou feliz com as visualizações, me ajudem a fazer essa fanfic bombar, amo escrever e quero fazer isso cada vez melhor, obrigada de verdade, e se puderem compartilhar o link, seria muito bom.

  • vandalore Postado em 11/02/2019 - 00:05:37

    Galera. muiiiiito obrigada pelos acessos!!!

  • vandalore Postado em 10/02/2019 - 13:29:00

    Uau! A cada dia mais inspirada! Que tal comentarem sobre a minha fanfic, dar uma opinião, falar sobre as personagens, sobre a narrativa... Querer saber sobre o espaço e outros elementos referentes a Te Amo Pela Segunda Vez.

  • vandalore Postado em 08/02/2019 - 19:45:34

    Amores! Amanhã eu posto um novo capítulo, tenho que trabalhar, alguém tem que pagar as contas...

  • vandalore Postado em 08/02/2019 - 17:44:58

    Amores, eu vou fazer um resumo da história da Beatriz e do Thomas, para que vocês se inteirem um pouco. Pelo que vocês já perceberam é uma narrativa sobre o romance entre Beatriz e Thomas, ela é uma garota rica, ele é um rapaz pobre, então é evidente que a família dela não vai aprovar o namoro, e eles terão que enfrentar muitos problemas se quiserem ficar juntos.

  • vandalore Postado em 08/02/2019 - 16:04:37

    Oi pessoas! Amores, eu queria que vocês comentassem sobre a história, não importa se a crítica é positiva ou negativa, o que realmente importa é sua opinião sincera. Estou aguardando ansiosa.

  • vandalore Postado em 08/02/2019 - 11:01:43

    Galera, eu agradeço a todos que estão visitando minha fanfic, to muito feliz com a receptividade, desculpem não postar os capítulos todos os dias, é que as aulas começaram e voltei a trabalhar, então vou postando na medida do possível.



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