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Fanfic: Pelo Vento (Kaze Ni Yotte) | Tema: Fim do mundo


Capítulo: Tudo começa pela terra

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By The Wind


20 de outubro de 2031, em terras inglesas


 


Está nublado e frio, acabo de acordar, minhas mãos estão congelando em pleno inverno britânico e como se não bastasse, uma brisa gelada entra pela minha janela, devo ter esquecido de fechá-la ontem a noite, sinto como se cada centímetro de meu corpo estivesse arrepiando. Ainda é cedo, porém tenho que ajudar nas preparações da cidade, me levanto e vou lavar meu rosto.


Está bem cedo, por volta de umas 6 da manhã, mas mesmo nesse horário parece que diversos de meus colegas já acordaram, era de se esperar. Mas ainda não a vejo, deve estar dormindo. Desço as escadas do dormitório central e me deparo com um banquete, o café da manhã está sendo servido. Sob a mesa, vejo dispostos em recipientes de prata diversos tipos de pães e bolos, há também uma variedade imensa de frutas e sucos, bules com uma grande variedade de chás e incontáveis tipos de café, tudo preparado por chefs da melhor qualidade para nos servir, não sei porquê tanta mordomia. Essa combinação de pratos deve estar emanando um forte e delicioso aroma, é uma felicidade poder senti-lo novamente. Uma fartura de alimentos que seria capaz de satisfazer uma grande quantidade de famílias está sendo cedida a um pequeno e privilegiado grupo, porém no rosto de todos parece estar estampado um único sentimento. As cabeças baixas, olhos mortos, bocas que parecem se esforçar para mastigar, todos parecem demonstrar a mesma feição, não só nós, mas acho que toda a população.


Afinal era hoje o dia, as memórias assombram-me como fantasmas do passado. “O Festival”, se é que pode ser chamado assim, é o aniversário do evento que marcou a humanidade para sempre, todos perderam algo nesse dia. Exatamente a 5 anos atrás, nesse mesmo dia, o mundo todo mudou, começando com aquele terremoto.


20 de outubro de 2026, no Japão, 12 horas antes do terremoto


 


Era uma manhã escura, o sol ainda não tinha nascido, estava tendo aquele mesmo sonho, novamente com a Yuri, minha amiga de infância: “Está chovendo, estávamos no verão e já havia começado a época de chuvas. Ela está de pé a poucos metros de mim, Yuri é muito bonita, cabelos longos e pretos, nem tão alta e nem tão baixa, olhos azuis, incomuns para uma japonesa e pele bem branca, magra, nada em exagero. Estava sempre usando o colar que a dei no último inverno, um presente de natal. Era um colar simples, de estrela, lembro de ter ido ao shopping alguns dias antes, junto com a minha irmã. é muito gentil e doce. seus cabelos balançam ao leve vento que sopra, vou então em sua direção:



  • Quer ir a algum lugar? - pergunto-a


    Ela parece parar para pensar:



  • Hmm, Acho que tomar sorvete!


Sua resposta já era de se esperar, apesar de estar frio ela ama sorvete:



  • Vamos naquela praça do centro então.


Ela acena com a cabeça sorrindo.


Assim poderíamos parar na mesma lojinha de esquina para poder comprá-los,  saímos então rumo a loja, o caminho é curto, cerca de seis quadras da escola, entramos na loja e tenho certeza que Yuri já sabe o que quer, ela sempre pega o mesmo picolé de blueberry de quando éramos criança, após pagar vamos sentar em um banco na praça central que fica logo na frente da loja, estou muito feliz de poder ficar do lado dela. Sempre dizem que formamos um ótimo casal:



  • Shin, você tem algum sonho? - ela me pergunta


    Paro um pouco, nunca pensei direito nisso, quando era criança sonhava em ser um bombeiro, parecia legal, porém eu sempre tive curiosidade sobre as estrelas, minha avó dizia que elas representavam o passado, ela estava sempre comigo, foi como uma segunda mãe pra mim, ela me ensinou muito sobre o mundo, vivia me falando sobre astrologia, me contava sobre as constelações e sobre outros planetas, era um mundo novo para mim tão vasto e enorme que quanto mais ouvia dele, mais queria conhecê-lo, um dia ela se foi e deixou para trás esse mundo gigante para mim:



  • Quero estudar as estrelas. 

  • Sério!? Um astronauta então? - disse Yuri com um sorriso no rosto

  • Acho que não, na verdade não me importo com o que vou ser, só quero saber mais sobre o que tem lá fora, acho que assim posso estar mais perto da minha avó.

  • Ela ficaria muito feliz. - falou

  • Mas e você? - perguntei

  • Os meus? Hmm, acho que quero ser médica, assim vou poder ajudar a vida de muitas pessoas, também quero viajar pelo mundo, ver o pôr do sol em uma daquelas lindas praias tropicais que aparecem nas fotos da internet, quero conhecer novas culturas e provar vários tipos diferentes de sorvete, e claro, tudo isso com você do meu lado! - terminou ela com um lindo sorriso no rosto


    Fico muito feliz dela ter tantos sonhos, conheci ela quando éramos criança, desde lá sempre estava ao seu lado, e quero sempre estar, o que mais me alegra é ela também querer estar comigo ao realizar seus sonhos.



  • Ah! Shin, acho que esqueci minha blusa na escola!

  • Certeza? Não está na sua bolsa?

  • Não, eu devo ter deixado na sala, vou lá buscar, não vou demorar.

  • Tudo bem, eu vou com você.

  • Não precisa, eu vou sozinha, é perto, espera aqui.


    Ainda insisti um pouco, mas Yuri sempre foi meio teimosa, o parque está meio calmo, a brisa gentil e suave traz consigo o forte cheiro da grama, as árvores balançam ao vento, tudo está perfeito, Yuri parecia radiante, acho que ela corou um pouco naquela hora, vou aproveitar para ler um livro. Uma hora se passa e ela não aparece, meio estranho, o caminho não levaria mais de trinta minutos, visto que a escola fica a apenas seis quadras daqui. Acho que vou procurar por ela, se eu caminhar de volta para a escola, caso ela esteja vindo vamos nos encontrar. Estou próximo já, parece que tem um tumulto no cruzamento ali na frente da escola, uma multidão está aglomerada e parece espantada com alguma coisa. Por algum motivo estou pensando no pior, sinto o suor frio começar a escorrer por minha testa, meu coração está batendo rapidamente, parece que não sinto meus braços e minhas pernas, estou sem força alguma para avançar por entre o aglomerado de pessoas, minha única motivação é chegar no meio e descobrir que não é ela, só isso que penso, estou torcendo para não ser ela, por favor, estou me enfiando no meio dessa gente quero saber o que está acontecendo, cada passo parece uma eternidade, rezo para que não seja ela, é angustiante, não consigo ouvir mais nada, a chuva aumentou e cai forte sobre a minha cabeça, derrubei meu guarda-chuva em algum momento quando cruzava essa parede humana, estou todo molhado, já consigo ver alguma coisa, vejo luzes, algo como um carro, pode ser um acidente, meu coração agora está querendo sair do meu peito, sinto um grande aperto, não deve ser ela, ainda vamos visitar todos aqueles lugares juntos, vou estar sempre ao seu lado, dizer enfim que a amo, porém a realidade não se importa comigo”. Nessa hora que eu sempre acordava, o despertador ecoando por todo meu quarto martelando minha cabeça enquanto tento esquecer desse pesadelo corriqueiro. Abri meus olhos com aquele sentimento de arrependimento no meu peito, nunca cheguei a dizer que a amava, lágrimas escorriam por meu rosto, jurava ainda poder sentir o cheiro da chuva, nunca consegui esquecer aquela cena. As marcas de pneu pelo asfalto, o pisca alerta do carro preto piscando loucamente, um homem desesperado, o barulho ensurdecedor da ambulância. Essa era a cena que passava diante dos meus olhos, uma cena digna de uma peça de teatro, tendo seu clímax no centro com um grande holofote iluminando a bela imagem de um anjo deitado em uma grande flor vermelha, as gotas de chuva entravam em harmonia com o resto do cenário. Essa poderia ser uma grande obra de arte, mas infelizmente a única emoção que essa obra passa é a tristeza, a amargura.


A polícia registrou o evento apenas como mais um acidente de trânsito, causado pela falta de responsabilidade, visto que o motorista estava bêbado. Porém, me sinto culpado até hoje, podia ter feito algo para mudar o que aconteceu, se a tivesse acompanhado, ido a outro lugar, lembrado ela sobre a blusa, milhares de coisas que eu poderia ter feito, mas não fiz. Tenho agora esse pesadelo que vez ou outra vem me assombrar, não consegui ir a seu velório nem olhar na cara de seus pais, na verdade, nunca mais os vi. Lembro ainda do sorriso doce dela quando dei o colar de presente. Ela sempre sorria então não era algo que eu dei importância. Mas me arrependo por não ter apreciado mais aquele sorriso, se tivesse a chance, gostaria de voltar e protegê-lo.


         Sequei minhas lágrimas e fui ao banheiro, apesar de tudo, precisava me acalmar, tomei um banho para esfriar a cabeça, coloquei as roupas da escola e fui para a cozinha. Minha casa era simples, um sobrado típico japonês, minha família não era muito rica, meu pai nos abandonou 10 anos atrás quando eu ainda tinha 8 anos, assim minha mãe teve que trabalhar duro para sustentar a mim e meus irmãos, porém  não passávamos por necessidades, meus trabalhos para revista de modelo ajudavam bem nas despesas domésticas. Descendo as escadas me deparo com minha mãe colocando a mesa, ajudei-a e depois fui acordar meus irmãos, Kai era um menino de 14 anos, gentil, estava sempre a ajudar pessoas na rua, a vizinhança o adorava, ia bem na escola, era estudioso, porém tinha poucas amizades, já que era bem tímido, e sua gêmea Yuu, era bem teimosa, como a mãe, sempre causava problemas na escola, gabava-se de seus muitos “seguidores”, era muito inteligente também, e apesar de tudo, era uma boa irmã. Todos nós tínhamos as 3 características padrões de nossa família Hagiwara, olhos castanhos claro, cabelos vermelhos e o característico olhar penetrante, este herdado de meu pai, minha mãe nunca disse porque ele teve de nos deixar, mas sempre o defendeu muito, estava sempre o elogiando e contando seus pontos fortes, diz ela que era muito alto e bonito, muito dedicado ao trabalho, mas apesar de tudo não tínhamos fotos dele guardadas.


    Sentamos todos à mesa para podermos tomar o café, simples comidas estavam dispostas sobre a mesa, nada demais. Porém, o cheiro que emanava era maravilhoso, o forte aroma do café casava perfeitamente com o odor suave das torradas, juntos pareciam dançar uma harmoniosa valsa de sensações. Como minha mãe estava atrasada tomou o café com certa pressa, saiu sem nem se dar o trabalho de despedir-se, meus irmãos também já estavam prontos, terminamos de comer e deixamos a louça para depois, saímos sem pressa, pois o ônibus ainda demoraria a passar, nós três caminhamos lentamente em direção à avenida onde o ponto ficava, o sol já estava raiando, os quentes feixes de luz iam iluminando a rua e gradativamente tocando nossas peles, a brisa era gelada, porém podia sentir cada centímetro do meu corpo aquecendo ao entrar em contato com os raios solares, os pássaros davam seus primeiros assovios, o cheiro no ar era suave como a cobertura de orvalho nas plantas, podia ficar ali sentado apreciando cada segundo daquela manhã, era uma pena ter que ir para escola em um dia como aquele. Chegamos então no ponto, esse não era o mais perto de casa, porém a outra rota passava no cruzamento da minha antiga escola, preferia então andar um pouco mais para evitar aquele caminho, poucas pessoas estavam esperando pelo ônibus, alguns alunos do primeiro e segundo ano de meu colégio, e ali também em pé ao fundo um antigo colega meu de classe que agora frequentava o primeiro ano da faculdade, ficamos lá esperando por cerca de 15 minutos. 


    Já no colégio, era só mais uma manhã normal, os clubes de esporte estavam em aquecimento, despedi-me de meus irmãos e fui em direção a minha sala, a escola era antiga e cheirava a mofo, costumava chegar cedo para poder sentar perto da janela, assim poderia observar os campos enquanto estudava, como de costume a sala estava vazia, fui para minha carteira e lá fiquei desfrutando de minhas músicas, fechei meus olhos e imaginei como seria ver o pôr do sol ao lado dela em uma daquelas lindas praias do sul, me perdi nesse meu mundo, pouco a pouco a sala vai enchendo, nem vi o tempo passar, quando me dei conta a aula estava pra começar.


    Enfim o último sinal soa, era o fim de mais um dia, oito horas de aula passam voando quando se está com a cabeça em outro lugar, eram três da tarde meus irmãos ainda estavam em atividades de clube e só sairiam as seis, precisava então passar meu tempo e me distrair, fui então para um fliperama que tinha ali perto, sempre gostei de jogos antigos,  no caminho ouço uma voz familiar me chamando “Ei Shin!” era Emi uma amiga, conheci ela quando estava no primeiro ano no fliperama, dois meses após o acidente da Yuri. Ela era bem legal, bonita, mas era meio baixa, se bem que pra alguém da minha altura a maioria das pessoas é baixa, cabelos loiros, olhos verdes, era quieta e não conversava com muitas pessoas, porém participava do clube de badminton, ela era muito boa e todos a admiravam, diziam que tinha um futuro brilhante no esporte, seus pais tinham um restaurante a duas quadras de casa, assim sempre nos víamos, foi legal encontrá-la. Perguntei-a sobre o clube, ela disse que tinham se classificado para o nacional no último fim de semana, fiquei muito feliz, sempre torci para que ela tivesse sucesso, então me perguntou para onde estava indo, disse que iria jogar um pouco, ela sorriu e sugeriu que fossemos juntos, eu aceitei, afinal éramos bons amigos. Ficamos lá por mais ou menos uma hora e meia, ela como sempre ganhou de mim em todos os jogos, uma típica viciada, apesar de tudo, foi divertido, falei se não queria ir a uma nova cafeteria que tinha abrido ali perto, ela novamente aceitou sorridente. Eu adorava as cafeterias, sempre com aquele forte aroma amadeirado do café que junto com o ambiente a tornava um lugar bem agradável para se estar, notei então como era estranho ficar com ela depois daquilo, era como se nada tivesse ocorrido, porém não conseguia esquecer do choque que tive ao vê-la declarar-se para mim, naquele tempo não podia parar de pensar na Yuri, não que já a tivesse esquecido, recusei formalmente, após isso ela passou uns meses afastada, dei um tempo pra ela, apesar de tudo era bem divertido estar com Emi, afinal ela que me acolheu quando eu mais precisava.


Foi nessa hora que aquilo ocorreu, como um raio em um dia claro e ensolarado, o alarme de alerta foi acionado, não entrei em pânico de imediato, pois era normal esses alarmes pelo Japão, terremotos vire e mexe aconteciam, porém quando todas as televisões foram sintonizadas no canal de notícias, o aviso não era nem um pouco tranquilizante, na verdade era bem assustador. A medida que ia ouvindo ficava cada vez mais paralisado, em letras enormes estava estampado “Meteoro gigante em rota de impacto com a Terra”, os jornalistas falavam que seu diâmetro era imenso e sua massa geraria um impacto que resultaria no maior terremoto já registrado em todo o planeta, nessa hora minha mente estava vazia, só consegui pensar em minha família, me questionava sobre se todos estavam bem, sai correndo rapidamente pela porta da cafeteria, fui esbarrando de pessoa em pessoa no caminho para a escola, a rua já estava um caos, pessoas correndo de um lado pro outro, engarrafamentos por todas as avenidas, os mercados estavam lotados de gente em busca de suprimentos, mal lembrei que havia deixado Emi, pensei se ela estaria com medo, era uma amiga muito importante, não poderia deixá-la a sós, porém meus irmãos certamente estavam desesperados, eram apenas crianças sozinhas, esse impasse acabou paralisando-me, estava tão perturbado que não prestei atenção ao meu redor, fui atingido diretamente por um carro em alta velocidade, provavelmente o motorista também estava assustado, nessa hora tudo foi passando em câmera lenta, vi Emi correndo para me socorrer, estava feliz por ela estar comigo, não havia percebido mas parece que estava a todo tempo me seguindo, dei uma piscada lenta e demorada, quando abri os olhos vi meus irmãos em prantos, Yuu acolhia Kai que não parava de chorar, todos nós estávamos no meio da rua, novamente pisquei, agora estávamos todos na ambulância, minha mãe se juntou a nós, o barulho dos carros e gritos me incomodava, decidi então fechar meus olhos por um momento, vi Yuri, ela sorria pra mim, poderia assim ao menos vê-la novamente, quando os abri o barulho do sensor cardíaco ecoava pelo veículo, já havia embarcado na ambulância, foi então que senti, tudo estava tremendo, não parecia nada com os terremotos que já havia presenciado, era como se a terra estivesse desabando, era possível ouvir barulhos de coisas caindo e quebrando, gritos por toda a parte se misturavam com as sirenes, mal conseguia respirar direito, mas pesadamente senti cheiro de fumaça no ar, era desesperador. Eu realmente iria morrer em um acidente de carro em pleno fim do mundo? Parecia até uma piada. Fechei então meus olhos, sabendo que provavelmente nunca iria abri-los de novo. Escutei então o sensor soar uma última única nota aguda. Finalmente, estava com saudades de você, Yuri.


 


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Autor(a): rainy

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).




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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 1



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  • dovecameronlover Postado em 14/07/2019 - 18:38:23

    Achei muito interessante, só acho que podia aumentar a quantidade de diálogos, mas isso é uma opinião própria ^^



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