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Fanfic: 8 Segundos (Adaptada Ponny, AyA) | Tema: AyA, Ponny


Capítulo: Pov Anahí

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–Mariana, me conta um pouco mais sobre o seu primo –pedi, mas nem sabia por que. Na verdade eu sabia, mas não deixaria que ela descobrisse que o caipira tinha me atraído.


–O que você quer saber? –ela me perguntou um pouco surpresa.


Me sentei em uma cadeira ao lado dela, e, antes que eu pudesse filtra-las, as palavras saíram da minha boca.


–Ele tem namorada?


Putz! Ela vai desconfiar.


Mariana me olhou confusa, e eu achei que ela não me responderia.


–Sim e não! –exclamou olhando para o nada.


Então o estado de confusão mudou de lado, e era eu que, estava perdida na história.


–Como assim? –continuei o questionamento.


–Alfonso não namora, mas todas as mulheres da região o namoram. –Deu de ombros.


Excelente! Esclareceu tudo. Mariana notou meu olhar perdido e continuou.


–É o seguinte: hoje à noite você vai descobrir por que nenhuma mulher viva, dos 15 aos 70 anos, consegue resistir ao Alfonso.


Senti que estava encrencada.


 


~~*~~*~~*~~*~~


 


Depois das palavras da Mariana fiquei ainda mais animada para aquela noite. Não estava muito interessada no que iria acontecer no bar, desde que Alfonso estivesse lá.


Comecei a me arrumar logo cedo, queria estar deslumbrante. Alfonso sentiria na pele o que tinha me feito durante a tarde. Eu ainda estava furiosa pelo quase beijo. Filho da mãe. Lavei meus cabelos e deixei que secassem ao natural. Tinha sorte de tê-los ondulados, assim eles ficavam bonitos sem precisar de muita coisa. Escolhi um vestido preto todo em paetê e sandálias altíssimas vermelhas da Manolo Blahnik. Uma bolsa de mão da Victor Hugo completava meu look. Ouvi uma batida na porta e previ que seria a Mariana, pois já estava no horário marcado. Eu não via a hora de estar cara a cara com o Alfonso novamente. Daquela noite, ele não me escaparia.


Abri a porta e causei a reação esperada. Ela ficou de boca aberta. Modéstia à parte, eu sabia me produzir.


–Onde você pensa que vai vestida assim? –perguntou apontando para minha roupa.


Dei uma volta para que ela pudesse apreciar melhor meu modelito.


–Mas nem a pau que você vai sair comigo vestida assim –ela disse assim que eu parei em sua frente novamente. Mari estava usando um jeans preto colado ao corpo, uma camisa xadrez em tons de rosa, e como sempre, botas. Estava até bonitinha, mas eu não entendi o que ela queria dizer com aquele comentário.


–Como? –perguntei confusa. Coloquei as mãos na cintura e fiquei aguardando uma resposta. Mas ela não me respondeu, pelo contrário: passou por mim e abriu as portas do armário. Fiquei de boca aberta com a audácia daquela garota.


–Serio? –ela levantou o olhar, me questionando. –nenhuma camisa, jeans, sapatilhas ou bota? –perguntou, tirando os meus saltos do armário.


Dei alguns passos em sua direçao e peguei as sandálias de suas maos. Guardei tudo de volta com muito carinho. Se havia uma coisa da qual tinha ciúme, era dos meus sapatos. Mexa neles que viro uma fera.


–Olha aqui, Mariana –eu disse virando para ela –esses sapatos são importados, então tome cuidado.


Ela ainda me olhava como se não acreditasse no que estava acontecendo e, em seguida, saiu do quarto resmungando algo que não consegui entender muito bem. Fiquei no mesmo lugar, aguardando o seu acesso de loucura passar.


Mariana voltou minutos depois, com algumas roupas na mão, e jogou tudo na cama. Levantei peça por peça. Primeiro uma saia jeans curta, depois uma baby look básica e, por último, um colete que imitava couro. Enquanto eu analisava as roupas, levei um susto ao ver a garota jogando um par de botas ao lado da cama.


–Você acha que eu vestir isso? –segurei o colete com as pontas dos dedos e ela me olhou com uma careta de dar medo.


–De preferência rápido, pois o Pedro já está nos esperando. –Respondeu balançando a cabeça. Então, cruzou os braços e ficou batendo o pé no chão, impaciente.


–Eu não vou vestir isso –tentei explicar, mas foi em vão. Mariana pegou as roupas que estavam na cama e empurrou nos meus braços.


–Te dou dois minutos –ela disse, já saindo e batendo a porta com força.


Fiquei alguns segundos olhando para a porta fechada até perceber que não tinha escapatória. Se não pode vence-los, junte-se a eles.


Tirei o vestido perfeito e o deixei na cama. Vesti a roupa que a Mari emprestou e me olhei no espelho. Tudo serviu bem, ela e eu tínhamos o mesmo tipo de corpo. Mas não tínhamos o mesmo tamanho; ou seja, a saia ficou muito curta, já que eu era alguns centímetros mais alta.


Abri a porta e a vi encostada na parede, me aguardando. 


–Satisfeita? –perguntei assim que sai do quarto.


Depois de dar uma boa verificada na minha roupa, ela assoviou. Revirei os olhos e desci as escadas antes mesmo que ela pudesse falar qualquer coisa. Ou eu saia logo ou desistiria de ir aquele maldito show, cover, circo, sei lá o que era.


Assim que sai pela porta de casa, dei de cara com um cara lindo. Serio! Se eu soubesse que tinha tantos tesouros assim na fazenda, eu já teria ido com minha pá escavar muito antes. Primeiro Alfonso e depois aquele deus grego.


Dei meu sorriso mais sexy, porem o cara passou por mim, me dando um sorriso amarelo, e subiu alguns degraus. Dei meia volta e percebi o motivo de ele mal ter me notado: o gatinho praticamente babava pela Mari, e eu pude ver pelo brilho dos olhos dela que ela era correspondido.


–Pedro, essa é a Anahí –ela me apresentou e eu o cumprimentei.


–Oi –respondi impaciente, pois sabia que daquele mato não ia sair coelho. Pedro apertou minha mão, mas praticamente nem me olhou. Seus olhos ainda estavam concentrados em Mariana. –Vamos? –completei.


Os dois saíram do transe e passaram por mim. Eu os segui até uma grande caminhonete –pelo menos ele tinha bom gosto para carro.


Realmente a cidade não era muito longe. Quando fui para a fazenda estava tão irritada com meu pai que nem prestei atenção na estrada e no tempo que levava até lá.


Chegamos ao bar e eu pude perceber que a Mariana não estava brincando quando disse que todo mundo estaria lá. O lugar está lotado. Eu podia ouvir a música alta mesmo antes de entrar. Confesso que o bar até que tinha o seu charme. O estilo era rustico e não me pareceu uma espelunca de interior. As portas da entrada me fizeram lembrar os filmes antigos de faroeste a que eu assistia com o meu pai quando criança.


Apesar de o lugar estar cheio, assim que entramos avistamos o Alfonso.


Mariana gritou seu nome e ele olhou em nossa direçao.


Meu deus! Eu estava virando uma tarada por homens com calça apertada, pois assim que eu o vi senti uma coisa estranha no meu estomago. Alfonso sorriu para uma loira periguete que estava do lado dele e caminhou em nossa direção.


–UAU! Mari fez um belo trabalho –ele disse apontando a garrafa de cerveja em minha direçao.


Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, um cara bateu em suas costas para cumprimenta-lo e ele virou para retribuir.


Puta merda! Minha mão estava coçando de vontade de pegar naquela bunda. Aquele jeans estava mais perfeito do que o que ele usava pela manhã. Modelava perfeitamente todo o seu corpo. Gostosinho demais!


–Anahí –Mariana chamou, me fazendo desviar os olhos para ela. –Vamos até o bar? –ela completou apontando para o balcão que ficava um pouco à esquerda.


–Claro –respondi, e caminhei com eles até o local. Alfonso ficou conversando com o amigo. De vez em quando, eu o pegava olhando em minha direção, mas logo ele virava o rosto tentando disfarçar. Te peguei, peão!


–O que vai beber, Anahí? –Pedro perguntou apontando para uma mulher atrás do balcão. A mulher era linda, uma morena de curvas estonteantes. Confesso que reparei em sua beleza com um pouco de inveja, queria ter aquela cintura. Como Pedro ainda me encarava, esperando minha resposta, fiz o meu pedido. Estava pronta para pedir um prosecco, quando notei que todo mundo bebia cerveja. Então, optei pelo mesmo, até porque duvidava que tivesse outra coisa naquele lugar.


Pedro me entregou uma garrafa de Budweiser –pelo menos era da marca a que eu estava habituada. Mariana ergueu sua garrafa e nós brindamos. Estava começando a gostar daquela garota.


Uma música animada tocava e eu não fazia a mínima ideia de quem cantava. Não estava acostumada a ouvir música country, mas tinha que confessar que a batida era legal.


–Vamos, Anahí! –Mari gritou por cima da música e saiu me arrastando pelo braço. Sem ter como protestar, me deixei ser levada até a pista de dança. Ela colocou as mãos na cintura e começou a fazer passos cruzando os pés e balançando de um lado para outro. Fiquei alguns minutos observando os movimentos e logo depois comecei acompanhá-la. Se tinha uma coisa que eu sabia fazer era dançar, mesmo não conhecendo o estilo. Dança é dança em qualquer lugar ou idioma. Comecei a me mexer e acompanhar os passos que ela fazia. Logo algumas pessoas começaram a se aproximar, inclusive muitos homens, alguns bonitos, outros nem tanto. Um carinha lindo estava ao lado da Mari e outro estava atrás de mim, acho que eles eram amigos.


O que estava próximo a mim colocou a mão na minha cintura e começou a seguir meus passos. Fiquei impressionada, pois ele dançava muito bem. O carinha que estava perto da Mari fazia a mesma coisa com ela, mas logo vi que aquela história não acabaria bem. Alfonso e Pedro caminhavam em nossa direçao com cara de poucos amigos.


–Acho que já chega, né, Rodrigo? –Alfonso gritou para o coitado que dançava com Mari. Que cara ciumento! Se eu não tivesse visto Mari e Pedro praticamente se comerem com olhos, poderia jurar que ela era mais que uma prima para o Alfonso.


–Cara, você tem que relaxar –o tal do Rodrigo respondeu para o Alfonso, com as mãos levantadas em sinal de rendição. O engraçado foi ver o olhar do Pedro na direçao do garoto: ele praticamente bufava. Não consegui segurar a risada e todos acabaram voltando a atençao para mim.


–E você, Henrique? –Alfonso estufou o peito em direçao ao cara grudado na minha cintura. –Acabou a festa. ele completou e me puxou para ele.


–Ei! Dei um tropeção e ele me segurou. Aproveitei para tirar uma casquinha do seu peito musculoso. Minha vontade era passar a língua por toda a extensão daquele corpo maravilhoso. Acho que estava com crise de abstinência. Não podia ver Alfonso que a palavra ‘’ sexo’’ piscava diante dos meus olhos.


Ele percebeu que estava muito próximo a mim e me soltou. Levou a boca à garrafa que segurava e terminou de beber a cerveja.


–Você não conhece as pessoas por aqui –ele disse, serio. –Então, segura a sua onda.


Eu não acreditava que estava recebendo um sermão dele, no meio de todo mundo. Olhei em volta, mas percebi que quase ninguem prestava atençao na gente. Menos mal!


Dei dois passos para a frente e me encostei no Alfonso novamente, passando a mão pelo seu peito e ficando na ponta dos pés para alcançar o seu ouvido.


–E como funcionam as coisas por aqui? –perguntei em um sussurro.


Senti todo o corpo dele tremer. Ainda encostada nele, deixei minha boca e deslizei a minha língua pelo seu pescoço. Alfonso envolveu a mão na minha cintura e colou o seu corpo ainda mais ao meu, o bastante para que eu sentisse sua ereção.


Adorei saber que eu mexia com ele da mesma forma que ele fazia comigo. Seu cheiro de caipira já estava ficando impregnado na minha pele.


–Temos um ditado aqui no campo. –ele se afastou um pouco e pude ver o desejo em seus olhos. –nunca provoque um peão: ele só precisa de oito segundos para te enlouquecer.


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Autor(a): fertraumadaponny

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

Prévia do próximo capítulo

Aquela garota queria me provocar. Droga! Ela estava conseguindo. Sua saia mal cobria a bunda e, para completar, as botas e o colete a deixaram com cara e potranca safada. Porra! Ela estava extremamente gostosa e era nova no pedaço, o que me intrigava mais ainda. Mas a personalidade da Anahí não me descia e eu não queria manter esse tipo de envolvi ...


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 6



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  • barbie Postado em 17/07/2019 - 11:06:01

    Continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  • barbie Postado em 09/07/2019 - 09:07:51

    Ansiosa e curiosa por mais capítulos... Eu vi que tem uma fic dessa Vondy, você sabe se a escritora que está postando ela vai voltar a postar ou desistiu dela? Seria legal ler essa fic versão Ponny e Vondy... Continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

    • barbie Postado em 17/07/2019 - 11:07:17

      Espero que ela não desista da web e volte a postar ia ser legal mas muito legal ler as duas versões.... Continuaaaaaaaaaaaa

    • fertraumadaponny Postado em 11/07/2019 - 17:48:48

      Oiie, seja bem vinda...e espero que estejha gostando da adaptação ponny! :) Eu particularmente amo essa história um dos motivos para eu adaptar a história ao meu casalzão da porra (ponny s2). Existe mesmo uma fanfic Vondy dessa mesma história, mas infelizmente nao sei dizer se a escritora vai continuar postando pois eu não conheço ela, mas vamos torcer para q ela continue postando vondy ^^ Postandooooo ^^

  • barbie_mesquita Postado em 08/07/2019 - 11:08:23

    Sou nova aqui na fanfic e estou amando a sua história... Continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

    • fertraumadaponny Postado em 08/07/2019 - 18:52:14

      Oiie, seja muito bem-vinda e espero que esteja gostando da história!! Bora para mais capítulos ^^



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