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Fanfic: Ps.Nunca Me Esqueça | Tema: vondy


Capítulo: 9°∆

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∆Conversas∆





Pov`s Christopher



Fazia menos de 24h que eu havia chegado em Toronto, para uma palestra na formatura dos meus antigos alunos de direito cívil, porém não parei quieto em nenhum segundo, devido ao fato de que antes da formatura, que seria amanhã pelas 19h, eu precisava organizar um discurso, checar se todas as audiências da semana estavam sendo bem planejadas e executadas pelos meus funcionários, como estavam os lucros da consultoría, quais as avaliações finais dos clientes para saber, junto dos meus outros dois socios, o que aprimorar ou deletar, e muitos outros assuntos, pois não importava se eu saia do trabalho, ele nunca saia de mim.


Estava no hotel onde me hospedaria por um dia e meio, e já havia tomado banho para almoçar, e dado o fato de já ser meio dia, Maite já deveria ter ido buscar Dulce no hospital, como combinado quando o médico dela me mandou um e-mail atestando que ela estava apta para ser liberada, e eu de imediato contactei Maite para que ela pudesse ir buscá-la, e levar para sua casa, até que eu voltasse e decidisse como prosseguir, que na realidade até aquele momento ainda não sabia.


Mas que verdade fosse dita, aquela jovem menina-mulher era encantadora.


Seus olhinhos e cabelos castanhos longos eram altamente sensuais, sua boca rosada, carnuda e bem desenhada me enfeitiçaram a partir do momento em que pôs os olhos neles, e a forma doce e casual com a qual ela disse o meu nome, quando me pediu para voltar a vê-la, chegou em meus ouvidos como um sussurro erótico e excitante, que me fizeram questionar minha sanidade quando em menos de cinco minutos de conversa tive intuitos de avançar sobre seu corpo frágil e indefeso naquela cama de hospital.


Por qual razão reagi a ela daquela forma?


— Pense, Christopher. Pense..— digo, comigo mesmo.


No fim, não cheguei em nenhuma conclusão, contudo sabia que aquela jovem menina, com corpo de mulher, me fascina de uma forma estranha.


Talvez por ser inocente, por nunca ter tido relações e aparentemente não lembrar que fora tocada por um canalha.


Quando recordava que o maldito infeliz tentou violentá-la, dentro de mim haviam instintos assassinos que gritavam por ver o sangue daquele desgraçado escorrendo de seu corpo sem vida. Mas eu me controlaria, se algum dia eu o visse. Não valeria a pena ir para a cadeia por conta de um verme — pensei.


— Acho que vou ligar para Maite antes de ir almoçar, e perguntar se já a buscou..é, vou ligar. — digo, comigo mesmo, parado na janela do quarto, e me viro procurando pelo meu celular.


Ele estava em cima da cama.


Eu me sentei na mesma e tentei ligar para a mesma, e nada dela atender. Liguei outra vez. Nada.


— Que diabos ela está fazendo que não atende este telefone? — me pergunto, procurando em meu celular o número de Christian. — Vamos ver se esse coelhinho consegue chamar a atenção daquela raposa..— digo, rindo de minha analogia, e ligando para o meu cunhado.


— Oi Ucker, qual foi a da vez?


— Oi cara, é que eu queria falar com Maite mas ela não atende o telefone, queria saber se ela já foi buscar Dulce no hospital.


— Há, vou ligar para ela aqui, já te respondo. — disse e me colocou em espera.


— OK..


Uns minutos depois ele me responde.


— Ei cara. Já estão saindo do hospital, e Maite me disse que iria levar a garota para almoçar, depois para nossa casa.


— Há bom. E olha, obrigado por acolherem ela.


— Que nada, mano. Será até melhor, eu preciso observar um pouco do comportamento dela e saber como deveremos agir. Mas até que eu consiga mais informações é bom matermos ela por perto. — explicou.


— Isso é. Mas, quando eu voltar, vou buscá-la ai. Tem quartos sobrando lá em casa e não pretendo atrapalhar a intimidade de vocês. Ela é minha responsabilidade e eu irei cuidar dela. — digo, determinado.


— Tem certeza que vai conseguir? Você nem sabe cuidar de você mesmo, vai cuidar de uma garotinha desmemoriada? Essa eu pago para ver. — riu.


— Ela não é uma garotinha. Com aquele corpo tá longe de ser.


— Aha! Eu sabia! Ta querendo pegar a garota, não é? Seu safado! — rindo.


Eu fiquei vermelho.


— Claro que não, seu babaca. — será mesmo? (Me questionei, porem afastei os pensamentos. Era óbvio que não.)— Eu só quero..cuidar dela. Gostei de conhecê-la e conversar com ela. Além do mais, ando meio sozinho lá em casa, seria bom uma companhia as vezes. — digo, me explicando.


Ele pareceu não comprar minha história.


Nem eu estava..quê? Óbvio que estava. Era a verdade.


— Ahan..sei. OK, vamos fazer de conta que eu acredite, isso sobre se sentir sozinho e querer companhia se aplica até que ponto?


— Como assim?


— Está se sentindo solitário em casa..ou na sua cama?


— Christian! Por Deus, acha que eu seria capaz de fazer isso com aquela menina, sabendo que ela quase foi violentada? Tá louco?! (Séria?).


— De todas as formas, não sei se vai ser uma boa ideia. Vai que ela é uma louca compulsiva por sexo, que fica com medo na hora e sai correndo? Ou quem sabe, uma assassina em série que seduz homens para matá-los..ou até mesmo os dois?! Já vi de tudo por aqui. — alertou.


— Não. Isso não tem fundamentos, e além do mais, Dulce é uma criatura muito amável e doce, como seu nome já diz. — sorri, ao recordá-la. — Ela não faz isso. Tenho certeza.


— Como pode ter tanta certeza, se nem a conhece direito?


— Não sei. Só sei que confio nela. Ela me pareceu tão frágil que me fez querer cuidar dela até vê-la bem. Não sei..foi estranho a forma que ela olhou para mim, mas foi extremamente confortável. — suspirei.


— Xiiih..já vi essa cena.


— Que cena?


— Nada não mano. Olha, vou desligar aqui, qualquer coisa me avisa.


— Tudo bem, mas antes que eu me esqueça, diga a Maite que vou depositar uma grana na conta dela, para que ela leve Dulce para fazer algumas compras. Depois quero que leve ela para fazer alguma coisa que lhe deixe entretida, ir ao cinema, não sei. Apenas diga isso. Tchau. — me despedi.


— Tchau. — desligou.


Relaxado por saber que Dulce estava sendo cuidada por Maite, eu decidi descer para almoçar e depois terminar meu discurso para a noite seguinte.


 


Pov`s Dulce..


 


Após deixarmos o hospital, Maite me levou para almoçar e depois para fazer compras.


Eu amei passar aquele tempo com ela, pois não recordava de ter amigas, mas agora eu meio que poderia dizer que eu tinha. — pensei, e sorri com a ideia.


Fui criada em uma fazenda, e educada lá, e não me lembrava o que havia feito depois, se havia ido para a faculdade depois de fazer dezoito, só sabia que em um momento para outro, me mudei para Seattle e que tinha um apartamento.


Não lembrava mais que até esse ponto.


Quando saímos do grande shopping central, ela me disse para entra no carro e entrei, no banco da frente, ao lado dela, e a observei entrar no do motorista, dando partida em seguida.


— Você vai ficar lá em casa por uns dias, até que Christopher volte de viagem, não é legal? — ela diz, animada.


— Sim, muito. — respondi, e então me atrevi a perguntar o que me encomodava. — E..você sabe para onde Christopher foi? — olho para fora, observando a paisagem para não olhar em sua cara. Estava envergonhada.


— Foi dar uma palestra para a formatura de uns ex-alunos da faculdade de direito. Ele foi professor, por um tempo, depois se apossou do cargo de advogado, ignorando um pouco os outros negócios da família, pelo amor à advocacia. Eu nunca entendi, até me formar em direito cívil.


— Sério? Que interessante! — comentei, querendo saber mais sobre ele, e também sobre ela. — E quais os outros negócios, que ele deixou de lado? Só se quiser contar, claro. Não é da minha conta..


— Deixe de bobeira, garotinha. — riu. — Você parece confiável, então vou te contar. — Parando no acostamento.—  Meus pais morreram há alguns anos, e deixaram muitos bens para trás, coisas que agora não tem muito valor, mas que se fossem bem administradas poderia crescer muito, eu insisto para que Christopher se interesse pela empresa de imóveis, pelas filiais do antigo banco da família, pelas terras da família da mamãe, que foram deixadas para nós, e enfim, muitas outras coisas, mas meu irmão diz que não tem tempo, e eu não levo jeito para isso, só sei ser advogada, mas ele não, ele sabe que tem potencial, só tem medo. — suspirou, cabisbaixa.


— Poxa. Eu sinto muito. Também perdi minha mãe, não sei há quanto tempo, só sei que é uma de minhas últimas lembranças, ir dormir, derrotada e chorosa, no quarto de hospedagem de minha tia, após o enterro da mamãe. — murmurei, olhando para minhas unhas feias.


— Oh querida. Eu sinto muito também, por você. — apertou minha mão, em demonstração de apoio. — Mas ela te deixou alguma coisa?


— Nós eramos muito simples, viviamos em um apartamento em meu nome, deixado pelo meu pai antes dele fugir com a amante, e uma casa de campo que só minha tia sabe onde fica, já que ficou responsável por mim após a morte de minha mãe, mas acho que ela não vai querer me dizer onde fica. E eu não sei nada de lá.


— Eu sou advogada civil, posso te ajudar a recuperar as suas coisas. — ela disse, meu dando um sorriso de apoio.


Eu gostaria muito da ajuda dela, mas não achava que ela fosse conseguir me ajudar, dada as circunstâncias.


— Não sei como, eu vim parar no México de uma forma que não me recordo, e estou sem meus documentos. Eu não lembro de nada antes de chegar no hospital, então não sei o que fazer para voltar a Seattle e recuperar minhas coisas. — digo, chateada e triste, por não saber o que fazer.


— Vamos dar um jeito, Christian, meu marido está envestigando o seu caso. Ele é o melhor investigador da Região. — disse, com um misto de orgulho e amor, que fez fazer um som de "Own".


— Eu acho tão lindo a forma com a qual você fala dele. Lá na loja e durante o almoço inteiro os seus olhos brilhavam quando falava no pai do seu bebê. Isso é tão lindo.— digo, encantada observando seu rostinho agora vermelho. Ela também ficava corada com alguns assuntos.


— Amo Christian, amo muito. — suspirou e tocou sua barriga. — Ele fez coisas por mim, que ninguém jamais fez. — riu, e continuou— Sabe quando alguém chega na sua vida, sem avisar, e invade seus pensamentos da maneira mais egoísta que poderia existir? Quando tudo que você consegue fazer é não resistir a todos os mistos de sentimentos que ele impõe em você? É assim que meu sinto em relação a ele. — fechou os olhos, com um sorriso, como se recordasse de algo.— Quando achei que não tinha nada, ele meu deu tudo, e olha que eu tenho mais dinheiro na contato bancária que ele, mas mesmo assim, tendo tantos bens materiais eu não teria nada se não fosse o amor que ele me dá todos os dias.


Eu sorri, mas ele não chegou aos meus olhos, e acho que ela percebeu, e me perguntou:



— Você já sentiu amor?


— Eu não sei mais o que é amor. Eu achava que sabia, mas Mamãe me fez ver que estava enganada, eu achava que quando amamos alguém nunca a deveríamos deixar só, e ela me deixou. — eu disse, sentindo as palavras saírem junto algumas lágrimas teimosas. — Desculpe. Eu ainda sou uma garotinha tola e chorona, mas você não precisa se importar com isso. — repeti, recordando as frases do meu pai. "Você não passa de uma garotinha tola e chorona, porém não poderei meu tempo com você".


Ela tocou minhas mãos e apertou, dizendo:



— Não querida, você só tem um coração inocente e enorme, com muitos sentimentos. Isso é bonito, não é nada tolo, e todos nós choramos, meu bem. 


— De qualquer forma, do que adianta? Ela me deixou..— suspiro, frustrada.


— Nós não escolhemos a morte, ela simplesmente nos encontra.


— Mamãe se matou. — eu disse, com uma frieza desconhecida.— Ela preferiu me deixar do que enfrentar seus problemas. Acha que foi um ato de amor?


— Bem..talvez ela ja estivesse morta por dentro de um corpo vivo, e achou que seria melhor assim.


— Acha que foi um ato de amor? — perguntei outra vez.


Ela demorou um tempo para responder, porém disse:


— Acho..


— Nem você acredita no que está dizendo. — alfinetei.


— Tem razão. Eu não acredito no que eu falei, mas eu falaria outra vez se eu pudesse voltar atrás.— olhando para a direção do sol.


— E por que?— fazendo o mesmo que ela.


— Porque quero que se sinta confortável. — sorriu, simplesmente.


Naquele momento, Maite Chávez se tornou a melhor pessoa que conheci.













Continua


Desculpem pela demora, fiquei indisposta de repente, mas aqui está o capítulo, e vou postar mais dois, no último respondo os comentários e dou a dedicatória do capítulo.


PS. Estou pensando em começar uma adaptação de cinquenta tons para vondy, oq vcs acham? Leriam?


Big kisses😘


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Autor(a): big_girl3

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 26



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  • rosasilva Postado em 14/08/2019 - 09:46:57

    Ok miga

  • bdulce Postado em 13/08/2019 - 18:26:45

    Amando!!! parabéns!

  • viciadaemfanfics Postado em 13/08/2019 - 13:48:59

    Meu Deus, eu não consigo acreditar no quanto a Dulce é trouxa, kkkkk. Continua!!

  • rosasilva Postado em 13/08/2019 - 11:23:46

    Sim nem problema com hot

  • rosasilva Postado em 13/08/2019 - 00:39:42

    Miga sua loc ponha o Pablo na história kkkk pro ucher aprender o que ele vai perder miga ....

  • rosasilva Postado em 13/08/2019 - 00:25:33

    Miga sua loca acho ele idiota sim em trancar com a bruaca sò não espero ela enventa que tá grávida pfff neh nega

  • viciadaemfanfics Postado em 12/08/2019 - 21:42:03

    Dulce é tão trouxa, aposto que vai sofrer muito! Continua!

  • rosasilva Postado em 11/08/2019 - 11:06:02

    Posta mais mais ele é um idiota esse ucher

  • viciadaemfanfics Postado em 06/08/2019 - 22:47:28

    Tinha achado tão bonitinha a iniciativa do Christopher em chamar Dulce para sair, agora que sei o motivo acho ele babaca. Tadinha da Dulce, tão entregue a ele e ele usando ela para fazer ciúmes na ex. Continua!!!

  • rosasilva Postado em 06/08/2019 - 09:42:59

    Aí que ódio do ucher fazer ciúmes para aquela azinha por favor só não me fala que essa altura a quela vaca engravidar do Cris isso não pff..... Quero que a Dulce faç o Ucherzinho sofrer se tornando umulherao e a pareça outro para ele sentir ciúmes dela



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