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Fanfic: Beautiful Obsession [ Vondy ] Finalizada | Tema: DyC


Capítulo: Cinco

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                Pov Dulce



     


 


Minha cabeça doía quando eu acordei. Pela janela, notei o lado de fora ainda escuro e me virei para o relógio ao lado da minha cama. Eram 02h15 da manhã ainda.


Passei a mão pelos olhos e tentei voltar a dormir, mas não conseguia. Meu estômago roncava alto. Eu estava mais do que faminta e por um minuto me arrependi de ter negado o jantar de Christopher, até me lembrar de que ele era um monstro. A luz do quarto ainda estava ligada, como eu tinha deixado quando caí em meio à lagrimas e adormeci. Bufei e olhei ao redor, parando meu olhar num envelope branco à frente da porta. Franzi o cenho, estranhando e me arrastei até o envelope, pegando-o do chão. Estava lacrado com cera vermelha, o símbolo de um B cursivo e bem enfeitado fechando a carta. Analisei por um instante o tal simbolo, e logo depois procurei por nomes. Não havia nenhum, então dei de ombros e o abri.


A caligrafia na cor preta era bonita e elegante. Mesmo antes sem conhecer, eu já sabia quem tinha escrito. Até sua letra era singular, algo tão próprio, tão impossível de confundir com qualquer outro.


"Diga o que quiser, eu sei que está com fome. Quando quiser, pode descer e pegar qualquer coisa na geladeira ou armários."    


ass: Christopher


Revirei os olhos, colocando a carta na escrivaninha ao lado. Até por carta ele conseguia ser a pessoa mais desprezível e mandona do Mundo. Meu estomago roncou mais uma vez e eu decidi que iria ao andar debaixo comer alguma coisa. Provavelmente, Christopher já estava em seu quarto dormindo, então não o encontraria.


Fui até o closet, abrindo a primeira porta e pegando uma camisola qualquer em uma das gavetas. Era de seda e preta, com rendas embaixo e bem curta, aberta atrás. Eu não tinha nada para reclamar das roupas que Christopher tinha me dado, a não ser das roupas de dormir. Não havia pijama nenhum, muito menos de frio e as peças eram todas curtas e sensuais demais. Todas eram transparentes e terminavam um pouco depois da minha bunda. Talvez ele tenha mandado comprar quando ainda não sabia o meu número e pegou coisas pequenas demais para o meu corpo, esquecendo-se de trocar depois, ou nem se importando em trocar. Não havia outra explicação. De qualquer jeito, eu não reclamaria, até porque ninguém me veria daquele jeito a não ser os lençóis e eu mesma.


Coloquei uma pantufa que Anahí tinha trazido mais cedo e desci as escadas silenciosamente. A luz da sala estava ligada, mas não havia ninguém lá. Dei passos ágeis até a geladeira, me surpreendendo ao abrir a mesma. Não cabia absolutamente mais nada ali de tanta comida. Meus olhos brilharam, mas conti minha vontade de comer muito e de tudo, pegando apenas o leite e fechando a geladeira em seguida com uma dor no coração. "A casa não é sua, a comida não é sua. Contente-se em comer o suficiente, Selena." pensei, enquanto abria o armário a procura do achocolato. Da mesma forma da geladeira, o armário também estava completamente cheio de guloseimas e comidas. Achei o achocolatado rapidamente, e depois peguei uma colher na gaveta. Preparei o leite com achocolatado e comecei a beber. 


A sensação de que alguma comida ou bebida está finalmente entrando no seu estômago depois de quase duas semanas tomando água é a melhor possível. O doce gosto do chocolate em minha língua era prazeroso, assim como sentir ele deslizando por todo o meu interior, finalmente chegando ao meu estômago, antes vazio. Sorri imediatamente ao terminar o copo de leite. Ainda sentia fome, mas não peguei nada mais, colocando o copo e a colher na pia e indo em direção a escada novamente. Mas foi nesse momento que eu comecei a raciocinar. 


- Eu estou sozinha aqui. Christopher e Anahí estão dormindo e a porta está bem ali. Eu posso ir embora agora, enquanto eles não ouvem. - pensei.


Caminhei até a porta lentamente, apenas para abri-la e espiar lá fora querendo ver se haviam seguranças ou como eram os portões. Ao chegar perto, achei que a porta estaria trancada, é claro, mas mesmo assim tentei a sorte primeiro, para depois começar a procurar as malditas chaves. Para a minha surpresa, não estava trancada. Eu terminei de abrir a mesma, sentindo o ar gélido em contato com a minha pele desnuda. A maldita camisola era mais curta do que a que eu havia vestido antes, que já terminava bem acima dos meus joelhos. Essa terminava certinho no final da bunda e o ar gelado circulava por tudo ali, me causando arrepios de frio. Mesmo assim, saí, procurando observar mais o lado de fora. Andei alguns metros. Estava muito escuro e eu não conseguia ver muita coisa, mas podia notar os muros muito altos de concreto e ainda não tinha encontrado nenhum portão. Quando finalmente o achei ao longe e comecei a caminhar em sua direção, a voz rouca soou atrás de mim:


- Tentando fugir? - era Christopher


Me virei quase num pulo de susto. Meu coração batia acelerado e descompassado. Levei a mão ao peito, procurando me acalmar, mas era impossível com aqueles olhos dourados em cima de você.


- Eu... e-eu... - balbuciei


- Se vai inventar alguma mentira, é melhor pensar duas vezes. 


Christopher estava encostado no capô de seu carro, que estava estacionado na frente da casa. Ele estava de frente para mim, tragando calmamente o seu cigarro. Usava as mesmas roupas do jantar, exceto por ter tirado o terno e gravada, ficando com a camisa com alguns botões abertos. Era impossível não o achar completamente sexy, ainda mais do jeito que estava encostado, a pose de bad boy que ele nem forçava para fazer, embora fosse o mais sublime e verídico bad boy que eu já havia visto na minha vida. Era quase aceitável que essa expressão tivesse sido criada a partir do momento em que ele nasceu.


- Eu desci para comer. - respondi engolindo em seco


- Eu sei. - ele respondeu simplesmente - Não preciso destacar que esse simples copo de leite não vai matar fome alguma, preciso? 


- Como sabe o que eu comi?


- Isso não interessa. - ele soltou a fumaça - O tempo está congelante, ia fugir com essas roupas?


Olhei para o meu corpo, que já aparentava estar com uma coloração fria, azulada. Mas não pude confirmar, por conta do frio.


- Na verdade eu só ia... ver como era aqui fora. Um plano de fuga é melhor quando se conhece o ambiente.


Ele sorriu sarcástico, soltou a fumaça do cigarro e depois olhou fixamente para mim. Minhas pernas tremiam, mas eu não sabia bem se era pelo frio ou pelo seu olhar fixo.


- Eu sei de várias coisas sobre você. Tudo, praticamente. - ele pausou - Mas você acabou de me levantar uma dúvida. - ele soltou a fumaça mais uma vez - Porque quer fugir daqui? Gostava de apanhar naquele orfanato?


- Não. - respondi - Mas eu... - senti meus olhos arderem - sinto falta das crianças. 


Eu sabia que estava escuro, mas a ideia de que ele percebesse que eu estava a ponto de me desmanchar em lágrimas me incomodava mais do que profundamente. Se tinha uma coisa que eu nunca me deixaria fazer era chorar na frente de Christopher.


- Hm. - ele murmurou - Sinto muito, mas vai ter que se acostumar sem elas. Você não vai mais embora daqui, eu espero que entenda bem isso e coloque na sua cabeça. - "Veremos." pensei, mas não disse nada - Agora volte lá para dentro, me espere no sofá.


Sem pestanejar, continuei o meu caminho de volta. Já estava completamente congelada com o frio da madrugada.


- Ah, Fulce! - ele chamou


- Sim? - me virei


A resposta foi Christopher abrindo a porta do seu carro e pegando seu terno. Ele veio calmo até mim.


- Vire-se. - ele pediu


Me virei e ele levantou o terno. Nesse momento, um isqueiro caiu do bolso do mesmo. Comecei a me abaixar para pegar, mas ele segurou firmemente o meu braço.


- Não, eu pego. - soou mais como uma ordem


- Relaxa, eu pego - tirei sua mão do meu braço, mas Christopher pegou-o novamente, apertando-o mais forte agora


- Eu pego. 


Revirei os olhos e ele se abaixou, pegando a merda do isqueiro e colocando no bolso da calça.Qual era o problema? O isqueiro era de ouro? E mesmo se fosse, era óbvio que eu o devolveria. Qual o problema desse cara?


Christopher estendeu o paletó para que eu me encaixasse dentro dele. Ele me ajudou a por os braços e depois tirou delicadamente meu cabelo do lado de dentro, espalhando-o pelas minhas costas.


- Obrigada. - agradeci e antes que ele dissesse alguma coisa, segui para dentro, sentando-me no sofá e esperando Christopher enquanto sentia o seu cheiro deliciosamente embriagante e tentava me esquentar.






 


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Autor(a): Lene Jauregui

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                  Pov Dulce     Entrei na grande sala novamente e me sentei no sofá, ainda congelando de frio. O terno de Christopher serviu para me esquentar um pouco e, de quebra, ainda tinha seu delicioso e embriagante perfume em abundância ali. "Preferiria sentir enquanto estava perto de ...


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 49



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  • ana_vondy03 Postado em 17/04/2020 - 16:11:33

    Naaaao, estou triste que acabou! Mas me diz, vem história nova por aí?? Adorei poder acompanhar essa!!

    • Lene Jauregui Postado em 17/04/2020 - 22:25:54

      Vem sim amoré, logo logo estou de volta. Um beijo

  • biavondy15 Postado em 16/04/2020 - 20:58:36

    Essa fanfic é maravilhosa, estou simplesmente apaixonadaaa

  • ttm Postado em 16/04/2020 - 20:48:42

    continua amore

  • biavondy15 Postado em 16/04/2020 - 14:54:56

    Posta mais hoje, eu vou enlouqueceeeeeeeeeeer To amando!!!!!!!!!!!

  • ttm Postado em 16/04/2020 - 12:25:45

    continuaaaa

  • lariiidevonne Postado em 16/04/2020 - 12:07:30

    Mais, mais, mais e maaaaaaais! Posta mais PF haha :)

  • dada Postado em 16/04/2020 - 11:55:39

    Cont..

  • ana_vondy03 Postado em 15/04/2020 - 18:34:44

    Aaa continuaaa amoreee S2

  • lariiidevonne Postado em 15/04/2020 - 16:08:52

    Continua por favor :)

  • ttm Postado em 15/04/2020 - 13:45:28

    continua



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