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Fanfic: Até Sexta À Noite - Vondy | Tema: Vondy, Drama, Romance, Escolar


Capítulo: Você tem arrependimentos?

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CHRISTOPHER


Dulce foi para o quarto, quando começamos a assistir a fita do jogo da semana passada. Eu estava relaxado assistindo os jogos e falando sobre onde erramos e onde era necessário mudar quando eu senti falta dela.


Eu não tinha ido atrás dela, eu sabia que ela queria escapar. Eu poderia dizer pelo olhar em seu rosto. Ela só tinha ficado por mim.


Mas agora minha cabeça não estava mais no jogo. Eu estava pensando sobre o meu pai e o fato de que eu teria que ir daqui a pouco. Eu queria voltar para casa e verificar as coisas. Falar com ele, mesmo se ele não falasse de volta.


Eu descobri que não importava mais. Eu só precisava ficar perto dele.


O fim estava chegando, e não ia ser fácil.


Eu me levantei e caminhei até Alfonso e em seguida, sussurrei que estava indo para casa e disse-lhe para me mandar o número do telefone da Dulce. Os caras estavam tão envolvidos assistindo o jogo, que não perceberam ou disseram nada sobre eu sair cedo.


Eu ainda não estava na minha caminhonete quando meu telefone apitou. Alfonso tinha me enviado o número dela. Eu quase esperei que ele me dissesse para obtê-lo eu mesmo. Mas ele confiava em mim com ela. Eu não tinha certeza que eu merecia essa confiança.


Ajudava apenas saber que eu poderia chama-la e ouvir a voz dela se eu precisasse. E eu me perguntava se o som da minha voz a ajudava? Ela estava praticamente sozinha. Eu poderia ser para ela o que ela era para mim?


Abri a porta da caminhonete e olhei para a janela dela. Ela estava sentada no assento próximo a janela, com os joelhos dobrados até o queixo, me observando. Eu levantei minha mão para acenar e ela fez o mesmo. Então eu peguei meu telefone e coloquei na minha orelha e apontei para ela.


Só para ter certeza que ela entendesse, eu rapidamente enviei uma mensagem.


Sou eu. Alfonso me deu o seu número. Se eu ligar, você vai responder?


Eu pressionei enviar, em seguida, olhei para ela. Ela olhou para o seu telefone e eu a vi digitando algo. Quando seu rosto se levantou novamente para olhar para mim, meu telefone apitou.


Sim. Se você precisar de mim, eu vou responder.


Isso era o suficiente. Eu balancei a cabeça e subi na caminhonete para ir para casa e encarar a minha realidade. Eu gostaria de sentar e falar com o meu pai. Eu diria a ele como foi assistir ao jogo com os caras. E eu diria a ele sobre Dulce.


Ele gostaria dela.


Quando eu abri a porta da casa, estava tranquilo. O trabalhador do hospício já tinha ido. Tranquei e me dirigi para dentro. Havia um bilhete na mesa da minha mãe dizendo que ela tinha feito um sanduíche e deixado na geladeira junto com um litro de chá doce para mim. Papai tinha pedido, então ela foi deitar-se ao lado dele.


Eu não estava com fome. Eu tinha comido duas fatias de bolo antes, e agora sabendo que eu não iria falar com o meu pai hoje à noite, eu não estava com muita vontade de comer. Mas mamãe se preocuparia se ela viesse à geladeira de manhã visse o sanduíche lá. Então eu peguei um copo de chá gelado e o sanduíche e levei comigo para o quarto. Eu ia tentar comer alguma coisa antes de ir dormir. Se não, eu teria certeza de que ela não visse que eu não tinha comido.


Eu peguei a minha comida em seguida, caminhei silenciosamente até o corredor para ficar na frente da porta do quarto dos meus pais e escutar. Só havia silêncio. Meu pai costumava roncar, mas ele nunca mais tinha feito isso. Ele dormia muito silenciosamente agora. Eu costumava deitar na minha cama à noite, cobrindo meus ouvidos, querendo que ele parasse de ressonar para que eu pudesse dormir. Esses dias eu me encontrava desejando seu ronco. Só então eu saberia que ele estava respirando.


Meu coração se apertou com a ideia de que meu pai deixar de respirar. O pânico e a dor que veio com esse pensamento apertando minha garganta, tornando-se difícil de respirar. Afastei-me da sua porta e voltei para o quarto, assim eu não perturbaria minha mãe. Fechando a porta atrás de mim, coloquei as duas mãos na porta para me segurar e inclinei minha cabeça suspirando.


Eu iria perdê-lo.


Eu sabia disso, mas porra, isso dói tanto.


Toda vez que eu deixava que os fatos se a profundassem em mim, minhas emoções começavam a perder o controle. Senti meu corpo tremer enquanto as lágrimas turvavam meus olhos. Como iria viver sem meu pai? Eu precisava dele. Nós precisávamos dele.


Eu consegui inalar bruscamente, e tossi para limpar a garganta antes de sair da porta e caminhar até minha cama para afundar-me nela.  Meu telefone estava pressionado contra minha perna onde eu o tinha no bolso.


O rosto de Dulce entrou nos meus pensamentos, e sem pensar, eu puxei o telefone e procurei nos contatos o número dela.


Ela atendeu no segundo toque. "Olá." ela disse suavemente.


Estava tarde, mas eu sabia que os caras ainda não tinham saído da casa de Alfonso.


"Você estava dormindo?", Perguntei.


"Não. Eu ainda estou sentada exatamente onde você me viu." Ela respondeu.


Fechei os olhos e imaginei-a lá em cima na janela. Perdida em seus pensamentos. Em sua solidão. Ela tinha passado por tanto nos últimos dois anos trancada dentro de si mesma. Não falando com os outros. Eu não gostava de pensar nisso. A ideia de ela estar sozinha me machucava. Eu entendia isso, mas eu desejava ter sido capaz de estar lá para ela do jeito que ela estava para mim. Talvez agora eu pudesse ser esse amigo que precisava. Assim como ela era minha.


"Você já teve momentos em que você não podia respirar? Quando a dor era tão intensa, que apertava sua garganta e segurava firme?"


"Sim. É um ataque de pânico. Eu tinha muito. Eu não tenho desde que me mudei para cá, no entanto."


Então eu não estava perdendo minha cabeça.


Isso era normal.


“Como você lidou com eles?"


Ela suspirou. "Eu não fiz no início. Uma vez, eu desmaiei por não respirar. Mas eu aprendi a pensar em algo que me fazia feliz. Isso me dava paz. Eu me recusei a deixar que a dor me controlasse. E o aperto iria aliviar, e eu poderia respirar novamente."


Ela me dava paz. Ela era a única que tinha me dado paz em um longo tempo.


"Você tem medo de fechar os olhos à noite?" Eu perguntei a ela.


"Sim. Porque eu sei que o pesadelo virá. É sempre assim".


"Eu também. Tenho medo que ele não vá acordar de manhã", eu respondi.


Ela ficou em silêncio por um momento. Nós dois sentados lá e ouvindo o outro respirar. Estranho, mas era o suficiente.


"Um dia, é o que vai acontecer, Christopher. E vai ser incrivelmente difícil. Mas o que você pode fazer agora é tirar o máximo proveito do tempo que lhe resta. Fale com ele, mesmo que ele não possa falar. Segure sua mão. Diga-lhe tudo o que você quer que ele saiba. Então, quando ele for embora você não terá arrependimentos."


Sua mãe tinha sido tirada dela sem aviso. E seu pai com seu ato horrível. Ela tinha perdido tudo. Ela estava certa. Eu tinha tempo para me certificar de não ter arrependimentos.


"Você tem arrependimentos?", Perguntei, já sabendo a resposta. Eu podia ouvir em sua voz.


"Sim. Muitos", foi sua resposta suave.


Eu não poderia imaginar a doce Dulce lamentando algo. Ela era amável e gentil. Era difícil pensar nela sendo nada menos do que perfeita.


"Tenho certeza que você era a filha que toda mãe queria", eu assegurei-lhe. "Eu sei que ela estaria orgulhosa de você."


Ela não respondeu a princípio, e eu estava com medo de estar a fazendo falar muito sobre isso. Eu estava me concentrando em sua dor para esquecer a minha. Eu não era cuidadoso o suficiente.


"Duas horas antes de minha mãe morrer, eu disse que ela estava arruinando minha vida", Dulce disse, então soltou um riso amargo. "Porque eu queria ir a uma festa que minha amiga estava dando na casa dela, e minha mãe não queria que eu fosse por não ter um adulto supervisionando. Eu queria tanto ir. Eu pensava que ela não me deixar ir era o fim do mundo. A pior coisa que poderia me acontecer. Se eu soubesse que duas horas mais tarde eu iria perdê-la... Que eu iria descobrir qual era a pior coisa que poderia me acontecer."


Fechei os olhos e a senti se arrepender como se fosse eu mesmo. Ela era apenas uma garota de 15 anos que queria crescer. Ela estava agindo como todos os adolescentes faziam. Inferno, eu mesmo tive meus momentos. Era só o caralho de injusto que ela tivesse perdido a mãe desse jeito antes que ela pudesse consertar isso. Antes que ela pudesse pedir desculpas e fazer isso direito.


"Ela sabia que você não queria dizer isso," eu disse a ela, sentindo o quanto as palavras eram inadequadas. Mas eu não sabia mais o que dizer.


"Espero que sim. Mas será sempre o meu maior arrependimento.", ela respondeu.


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Autor(a): Dulce Coleções

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DULCE Eu acordei com o telefone no meu travesseiro. Então eu fiquei lá apenas olhando para ele durante vários minutos. Eu conversei com Christopher por mais de três horas na noite passada. Até que tinha adormecido. Ouvir minha própria voz quando eu sabia que ele precisava de mim para conversar não era tão difíci ...


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 92



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  • juliaf Postado em 27/05/2020 - 14:43:53

    eu amei o Tio Boone demais, achei ele muito sensato e o pai do Christopher também, só o Christopher perceber o que ele precisade verdade kkkkk continuaaaaa

  • ttm Postado em 27/05/2020 - 00:46:05

    essa Serena só serve pra atrapalhar KKK, continua amore

  • ana_vondy03 Postado em 26/05/2020 - 13:11:01

    Aí cara, ela conversando com os pais dele! Meu coração explode com tanta fofura! Continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 27/05/2020 - 00:11:32

      Ain*-* já conheceu os sogrinhos kkkk

  • biavondy15 Postado em 25/05/2020 - 23:30:37

    Estou amando! Continuaaaa

    • Dulce Coleções Postado em 27/05/2020 - 00:11:10

      Continuando amore

  • ttm Postado em 25/05/2020 - 22:44:30

    continua amore

    • Dulce Coleções Postado em 27/05/2020 - 00:11:00

      Continuando amore

  • dulaureliano Postado em 25/05/2020 - 21:41:24

    O pai e a mãe dele Shippa os dois, só falta ele deixar de ser cego kkkkk

    • Dulce Coleções Postado em 27/05/2020 - 00:10:51

      Os sogrinhos ela já conquistou kkkk

  • ana_vondy03 Postado em 25/05/2020 - 16:20:29

    Aí como eu amo esses dooooois! Continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 25/05/2020 - 18:58:06

      Tem como não amar kkkk, continuando

  • ttm Postado em 24/05/2020 - 22:46:39

    continuaaaaa

    • Dulce Coleções Postado em 25/05/2020 - 18:57:53

      Continuando

  • dulaureliano Postado em 24/05/2020 - 22:22:05

    Faz maratonaaaa

    • Dulce Coleções Postado em 25/05/2020 - 18:57:44

      Então vamos de mais uma mini maratona.

  • juliaf Postado em 24/05/2020 - 21:47:14

    aaaaaa continua, a dulce com ciúmes é tudo, sempre fico impressionada e extremamente envolvida com as suas fanfics kkkkk

    • Dulce Coleções Postado em 25/05/2020 - 18:57:24

      Aquela pequena cena de ciúmes básica kkkk, cm esses elogios irei querer colocar mais histórias de vez só não sei se vão conseguir dar atenção pra todas kkkk



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