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Fanfic: O Domínio Dos Mortos - Vondy | Tema: Vondy, Terror


Capítulo: Capítulo 74: Um Novo Amanhã Flagelado

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— “Está tudo sob controle — Responde Brian numa voz tensa e trêmula, mostrando claramente que nada está sob controle”.


KIRMAN, Robert. A Ascensão do Governador (pag. 126).


Capítulo 74:


Um Novo Amanhã Flagelado


Por volta das duas da madrugada, a antiga Madeireira, no interior da floresta que margeia a pista esquerda da Via-expressa Beach, se tornou uma espécie de matadouro sanguinolento.


Enquanto o tiroteio se seguia e os homens de Nico e Thomas falhavam em conter os mortos-vivos que se multiplicavam a cada minuto, atraídos pela comoção das armas sendo disparadas, Maite e Jake ainda se valiam do elemento surpresa para matar a sangue frio aqueles que sobreviviam às investidas dos cadáveres andejos.


Poupando munição, os irmãos esgueiravam-se sob a cobertura da noite convenientemente escura e disparavam de tempos em tempos, eram sempre tiros certeiros, que atingiam as cabeças dos homens e de algumas poucas mulheres lançando borrifos de sangue arterial na neve, como tinta fresca respingando na tela branca de um pintor.


Alguns poucos errantes tentaram se aproximar deles, mas foram facilmente abatidos, já que a maior parte ainda se arrastava de todos os modos e vindos de todas as direções rumo ao gigantesco galpão da madeireira, agora mais exposto do que nunca.


Maite havia acabado de descartar o terceiro pente de munição do fuzil russo e substituiu-o por um novo. Jake parecia bem à vontade com suas novas pistolas gêmeas. Se tivessem sorte, os irmãos planejavam furtar os cadáveres e pilhar o galpão assim que a alvorada os alcançasse.


— O que acha? — Jake perguntou à irmã, mirando-a de soslaio enquanto mantinha um olhar vigilante sobre o campo de batalha a alguns bons metros dali.


— Eu estou cansada desse joguinho de pique-esconde — Ela murmurou em resposta e puxou o cinto com a última granada restante, expondo suas intenções para o ruivo.


— Então vamos! — Concordou a contragosto porque pressentiu que não a faria mudar de ideia e jamais a abandonaria em um momento como aquele.


Juntos, eles deixaram o abrigo do dossel de árvores e revelaram-se sob a lua ínfima da lua. Trabalharam em conjunto para eliminar tanto os últimos homens quanto os errantes que se aproximavam pelos flancos. Ainda se movendo no mesmo compasso, eles alcançaram o caminhão baú tombado uma hora antes e usaram-no como escudo.


Maite rapidamente desprendeu a última granada de mão de que dispunha. Puxou o pino, mas não soltou a manivela, mantendo-a na mão.


— Me dê cobertura! — Ordenou para o caçula enquanto se inclinava para fora do caminhão, espiando o campo de batalha sangrento.


Jake, munido de suas duas pistolas, vigiou a retaguarda para a irmã, abatendo um errante no momento em que ele tentou se aproximar de ambos. Um tiro atingiu a lataria do caminhão, bem sobre a sua cabeça, cravando-se ali mesmo com um estampido estridente.


— Merda! — Praguejou, levantando-se a fim de vasculhar as imediações à procura de mais perigos.


Maite enfim localizou seu alvo. Mirou e recuou o braço, executando um movimento perfeito para lançar a granada. Em seguida, ela abaixou-se depressa e puxou o irmão consigo. Três segundos depois, uma explosão sacudiu o chão sob ambos, estrepitando no bosque ao redor e fazendo chover flocos de neve e grãos de terra sobre as suas cabeças.


Jake destampou os ouvidos, mas percebeu que um deles tinha um zumbido característico e enervante.


— Porra, Maite, essa foi perto demais! — Resmungou e recebeu como resposta um muxoxo da irmã.


Não teve tempo para repreendê-la novamente, pois no instante posterior a isso ela o puxava para cima e para longe do caminhão. Agora expostos ao olho nu, eles buscaram abrigo atrás de uma pilha de toras, trocando tiros com os poucos homens restantes. Maite disparou contra tudo o que se movia na escuridão e em certo momento percebeu ter atingido uma mulher de cabelo comprido e escuro, não na cabeça como objetivara, mas na garganta. Ela caiu sobre a neve, agarrando o próprio pescoço e sufocando com o sangue em sua boca.


— Eu estou começando a ficar sem munição — Jake resmungou para ela enquanto trocava o pente da sua Magnum 44.


— Eu cubro você — Ela garantiu, deixando o fuzil de lado, o Abakan AN-94, e puxou a Uzi Carbine do coldre em sua coxa.


Deixando o abrigo, mirou nos últimos errantes com a pistola-metralhadora e pressionou o gatilho, liberando uma saraivada de tiros que reverberou pela noite invernal, causando uma sucessão de estampidos abruptos e fortes. Com pulso firme, ela aguentou o ricochete da arma sem tremer, acertando as cabeças como alvos pintados, que explodiam num espetáculo de sangue coagulado e massa encefálica cinzenta.


— Vem comigo! — Ela ordenou, avançando contra os errantes e derrubando-os um a um como um rolo compressor.


Jake ajudou-a abatendo aqueles que se aproximavam pelos cantos e pela retaguarda, no intuito de cercá-los. Moveram-se rápido de novo, pois a Uzi Carbine de Maite causava uma comoção estrondosa ao ser disparada, o que atraía atenção tanto de vivos (se restasse algum) como de mortos.


A neve estava coberta com sangue, que sob a noite se tornara preto como piche.


Num instante, os dois se esgueiraram pela sombra imensa que o galpão projetava. Moveram-se com cautela, beirando as paredes altas em direção à única entrada: A porta de metal entreaberta.


Maite gesticulou para o irmão caçula, para que ele se movesse ao sinal dela. Quando contou até três, ela chutou a porta com força, escancarando-a e mirou a Uzi Carbine para o que quer que se movesse lá dentro. Mas sob as chamas dos latões dispostos ao longo do galpão, tudo o que encontrou foram duas silhuetas trôpegas avançando num passo arrastado na sua direção.


Ela notou que o primeiro tinha a cabeça pendida num ângulo estranho, decerto tivera o pescoço quebrado. Já o segundo estava com o rosto desfigurado e ensanguentado, um canivete ainda estava cravado na sua boca mutilada. Sem hesitar, ela mirou no errante de pescoço contundido e puxou o gatilho uma única vez.


Jake apontou sua Desert Eagle para o segundo e repetiu seu gesto, abatendo-o. Depois de averiguar o silêncio suspeito no barracão, ambos optaram por entrar e revistá-lo de uma vez. Não se separaram em nenhum momento, cobrindo a retaguarda um do outro, e, assim, verificaram cada canto.


Ficaram surpresos com a quantidade de coisas que encontraram: Comida estocada e durável, água potável, roupas, galões de gasolina, mas o mais impressionante sem dúvida foi o arsenal: Dentre as armas recém-conquistadas, Jake reconheceu a Ruger SRN1911 de Christopher, e Maite, a Glock 19 de Dulce. No entanto, não havia sinal de nenhum deles ou mesmo de Carlos.


— Eles não estão mais aqui. Certamente fugiram assim que iniciamos o ataque — Jake palpitou enquanto verificava uma coleção de facas militares dispostas num estojo de couro.


Maite não o respondeu, mas andou de um lado a outro, visivelmente nervosa.


— O que foi? Conquistamos o lugar; aqueles que sobreviveram já estão a quilômetros daqui. É tudo nosso agora.


O irmão comentou para tentar apaziguar seu humor, mas ela foi categórica ao respondê-lo.


— Jake, pegue tudo o que achar útil. Nós vamos atrás do Carlos.


— Por quê?


— Precisamos da cura — Alegou com azedume. — E para chegarmos à cura, precisamos do biomédico vivo.


— Você pretende tentar encontrá-lo agora? Está escuro lá fora e nós mal enxergamos um palmo diante do nariz.


Maite bufou impaciente. Apanhou uma mochila e começou a enchê-la com comida enlatada e água, além de peças extras de roupas para conseguirem suportar o inverno. Jake, de má vontade, passou a imitá-la. Enquanto estocava garrafas de água e enfiava o estojo com as facas no meio de uma muda de roupas ouviu-a murmurar:


— Eu não pretendo tentar encontrá-lo. Eu vou encontrá-lo custe o que custar.


Quando saíram para a noite fria, esgueiraram-se silenciosos para o local onde os veículos restantes estavam estacionados. Maite optou pelo caminhão militar. Estavam prestes a dar a partida e ir embora, com tudo que empacotaram já embarcado, quando Jake tocou seu ombro e a deteve.


Ele apontou para além da cabine do caminhão, para a neve platinada respingada de sangue. Ao longe, ela distinguiu um vulto arrastando-se sobre a neve com extrema dificuldade. Também notou que não se tratavam dos movimentos letárgicos de um dos errantes, mas talvez de um moribundo.


Calma, ela desceu da cabine e se aproximou da silhueta mortiça, reconhecendo-a como a mulher de cabelos longos e pretos que ela atingira no pescoço anteriormente. A mulher deteve-se assim que notou a aproximação de alguém, seu sangue empapava a neve sob o seu corpo.


Maite parou a poucos metros dela. A lua projetava sua sombra de uma forma medonha na neve. Tornava-a mais alta, mais esbelta, como um espectro vingador.


A moribunda olhou-a de cima, estremecendo com o sangue lhe enchendo a boca. O pensamento de abandonar a mulher ainda viva ali passou pela cabeça de Maite rapidamente, mas logo foi descartado. Daquele jeito que estava, ela provavelmente seria devorada de forma lenta e dolorosa pelos errantes que estavam a caminho.


Sem lhe dizer uma única palavra, Maite puxou a Uzi Carbine mais uma vez e disparou um único tiro seco e abrupto contra o crânio da mulher. A cabeça dela tombou para trás sobre a neve com o impacto. Os olhos vítreos e pretos focaram-se no céu vazio e um filete de saliva escorreu pelo canto da sua boca entreaberta.


Maite correu de volta para o caminhão depois disso, subiu na cabine e ocupou o banco do motorista. Fechou a porta com um baque e deu a partida no motor.


— Vamos embora — Disse para o irmão enquanto manobrava o veículo militar para longe dali, deixando para trás os corpos inertes na neve, banhados no sangue negro.


Entrementes, errantes ainda chegavam de todas as direções com seus passos machucados e ébrios, famintos e irritadiços, mas o festim já havia terminado. Apenas os corvos banqueteariam agora.


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Autor(a): Dulce Coleções

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 217



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  • ana_vondy03 Postado em 22/11/2020 - 11:50:50

    Aiiiiiii continuaaa amoreee S2

  • ana_vondy03 Postado em 18/11/2020 - 23:04:36

    Aí meu god! Continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 21/11/2020 - 23:44:27

      Continuando amore

  • ana_vondy03 Postado em 16/11/2020 - 08:13:16

    ... continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 18/11/2020 - 22:32:45

      Continuando amore

  • ana_vondy03 Postado em 12/11/2020 - 23:29:07

    Aaaaaaa poxaaa, n aguento mais chorar! Continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 15/11/2020 - 15:02:35

      Tristeza né amg

  • ana_vondy03 Postado em 06/11/2020 - 22:29:22

    Naaaaao, eu já sabia que isso aconteceria, mas parece q a ficha só cai qdo acontece, continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 10/11/2020 - 18:59:43

      É aquilo né, esperava mas doeu kkkk

  • ana_vondy03 Postado em 29/10/2020 - 22:17:44

    Aiii continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 05/11/2020 - 21:39:32

      Continuando amore

  • ana_vondy03 Postado em 25/10/2020 - 09:38:35

    Aí meu Deus! Continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 25/10/2020 - 12:06:24

      Continuando amore

  • ana_vondy03 Postado em 19/10/2020 - 21:55:37

    Aí meu Deus! Continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 22/10/2020 - 21:44:43

      Continuando amore

  • ana_vondy03 Postado em 11/10/2020 - 14:49:15

    Ai. Continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 15/10/2020 - 17:52:39

      Continuando amore

  • ana_vondy03 Postado em 07/10/2020 - 13:29:32

    Aí meu Deus! Eu juro q daqui a pouco eu tenho um treco! Continuaaa amoreee S2

    • Dulce Coleções Postado em 09/10/2020 - 18:49:10

      Morra ainda não amiga kkkk



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