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Fanfic: Todos Caminhos Me Levam a Você | Tema: Personagens Originais, Drama, Romance, Lime. Assassinato.


Capítulo: Capítulo 47

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-E isso é tudo. Voltamos para o hotel e continuamos a encenar o casal apaixonado até o dia seguinte, quando fizemos o check out e partimos. Voltamos para Toronto e depois para casa. Missão concluída. Fim do relatório. -Scarlet encerra.


Adrien olha de um para o outro, desconfiado. Analisa suas expressões e gestos, mas não consegue descobrir o que estão escondendo. Com os dois sozinhos e tão distante de todos, Adrien acreditava que algo pudesse acontecer entre eles. Só não via os indícios de que algo realmente tenha acontecido.


-É isso mesmo! -Shen confirma.


-Certo! Então, parabéns pelo sucesso. Vou relatar a conclusão da missão para a vovó.


Shen e Scarlet assentem e depois saem do escritório.


-Não se preocupe amor, não vou contar nada para ninguém. -Shen diz com um sorrisinho debochado no rosto.


-Contar o que? Não aconteceu nada! -Scarlet responde áspera.


-Oh! É verdade! Nada aconteceu. É por isso que está tão brava, amor? Você realmente queria, não é mesmo?! Sinto muito por aquilo.


Shen diz com muito sarcasmo e sai rindo. Scarlet o encara, tentando reprimir sua frustração. Dessa vez ela não podia negar e nem argumentar. Shen estava certo, ele sabia, ela sabia e estava completamente arrependida do que aconteceu. Ou melhor, do que não aconteceu, mas poderia se não fosse por ele.


Depois que Shen terminou de saquear o dinheiro dos golpistas recém-executados, os dois estavam em seu caminho de volta para o hotel. Porém, precisariam de um álibi para o caso da polícia procurá-los. Existe uma lacuna de tempo muito grande desde a hora em que saíram da festa, até o horário de sua chegada ao hotel. Se inventassem estar em um local público teriam que pagar uma falsa testemunha, e isso daria trabalho, custaria dinheiro e seria muito arriscado. Porém, havia outra opção.


Eles interpretam um casal jovem, cheio de vigor e muito apaixonado. Algumas marcas aqui e outras ali, combinado com uma dose a mais de afeto, seriam o suficiente para despertar a imaginação alheia. Quando chegaram ao hotel, Scarlet estava um pouco ruborizada e fingindo uma leve embriaguez. Shen a abraçava pela cintura, muito intimamente. As vestimentas de ambos apresentavam alguns traços de desordem. Por ser início da madrugada de um Sábado, as áreas comuns do hotel estavam bem movimentadas, inclusive o saguão de entrada e os corredores de acesso aos apartamentos.


Scarlet e Shen foram vistos por muitos funcionários e hospedes. Muitas testemunhas de seu amor ardente e quase incontrolável. Ele a segura com muita firmeza pela cintura, enquanto esperam pelo elevador. Ela se prende ao pescoço de seu marido e não se intimida com os olhares em sua direção. Deposita alguns selinhos no pescoço e no queixo de Shen. Ele acaricia as costas desnudas da esposa, com uma das mãos. Os outros, que esperavam pelo mesmo elevador, logo notaram algumas marcas visíveis de chupões e arranhões no pescoço, costas e nuca de ambos. Alguns ficam um pouco constrangidos com toda aquela demonstração pública de afeto entre os dois, mas eles não percebem nada e nem ninguém ao seu redor. Nesse momento, estão em seu próprio mundo.


Quando o elevador para em seu andar, Scarlet e Shen descem e andam pelo corredor ainda naquele clima quente e apaixonante. Havia mais espectadores para seu show de amor, e nesse caso, quanto mais pessoas testemunharem, melhor seria para consolidar seu álibi. Mas essa encenação toda acaba assim que entram em seu apartamento e fecham a porta atrás de si. Shen a solta rapidamente e troca a expressão de marido amoroso para a de um homem exausto e com sono.


-Vou tomar uma ducha. Não se esqueça de trancar a porta. -Ele avisa sem olha-la. 


Scarlet assente e faz como ele disse. Enquanto Shen toma banho, ela aproveita para se livrar dos acessórios, do vestido e do sapato, dentro do closet. Veste um robe de cetim e aguarda. Shen logo sai do banheiro e ela entra na sequência, evitando olhá-lo seminu. Scarlet estava um pouco atordoada e eufórica. Seu corpo havia reagido estranhamente aos beijos, mordidas e as pegadas que precisou trocar com Shen dentro do carro, antes de retornarem ao hotel. Deixou a água escorrer por seu corpo, tentando apagar a sensação dos toques dele, mas não funcionou. Ainda conseguia sentir o ardor em todos os lugares onde Shen a tocou. Onde as mãos grandes deslizaram em sua pele, a tocando e apertando com muito desejo, ou por onde os lábios dele a beijaram e sugaram no pescoço e clavícula. Sua pele toda queimava em brasas e ainda podia senti-lo claramente, explorando e saboreando cada pedacinho dela disponível.


Scarlet não consegue resistir ao ímpeto de deslizar a própria mão pelo corpo, acariciando-se até chegar em sua intimidade. Ela precisa acalmar esse desejo abrasador que sente. Enquanto se toca, Scarlet pensa em Ryan e em seus beijos delicados e apaixonados, no cuidado e carinho com que ele sempre faz amor com ela. Mas sua mente traiçoeira, logo a leva para aquele homem musculoso e cheio de tatuagens, com um sorriso cínico e debochado, de dedos longos e finos, de um olhar feroz e selvagem. Incapaz de redirecionar seus pensamentos para o namorado, ou de parar os movimentos de seus dedos, Scarlet por fim chega ao êxtase do prazer.


-Droga! -Ela diz para si mesma, ofegante.


É claro que se sentiria culpada, pois mesmo que em pensamentos, traiu seu namorado. Coloca a cabeça debaixo da água do chuveiro tentando aliviar a própria culpa. Depois de um longo tempo, Scarlet sai do banheiro, vestida com seu pijama baby doll, e tenta disfarçar o impacto que sente ao vê-lo sentado na beira da cama, fumando um cigarro e, novamente, usando apenas uma cueca boxer. Porém dessa vez, diferente da primeira noite em que dormiram juntos, ele não estava atento a outra coisa que não fosse ela. Shen a encara, com olhos estreitos, uma expressão séria e analítica, de cima a baixo.


-Por que demorou tanto? -Ele pergunta com sua voz preguiçosa.


-Eu... Estava tomando banho. -Scarlet desvia o olhar ao responder.


Shen franze ainda mais os olhos.


-Eh?! Todo esse tempo no banho? -Sorri. Apaga o cigarro e se levanta.


Scarlet o vê caminhando em sua direção e procura por uma rota de fuga, mas ele logo a alcança. Shen se inclina levemente, ficando com o rosto muito próximo ao dela.


-Não me diga que estava se divertindo sozinha ali dentro, enquanto eu estava aqui esperando por você, mon amour! -Ele diz pausadamente, quase sussurrando.


Scarlet abre a boca para responder, mas não consegue. Aquele pequeno momento de auto prazer não foi o suficiente para acalmar os desejos de seu corpo. Ela ainda queria mais. Na verdade, ela desejava, ansiava, por algo específico: os beijos e toques de Shen. Ele sorri, satisfeito com a expressão entregue da ruiva. E dessa vez, campainha nenhuma o impedirá de devorar os lábios macios de Scarlet. Ela também não consegue resistir e retribui àquele beijo com a mesma voracidade e intensidade com que recebe.


Shen a levanta facilmente e Scarlet logo trança as pernas ao redor da cintura do moreno. Ele caminha até a cama e senta, deixando-a em seu colo. Scarlet não consegue controlar suas mãos, explora cada pedaço do corpo dele que consegue alcançar. Shen é como um animal selvagem, indomável e extremamente sedutor. Desde que ele voltou de Paris, tem mexido muito com a cabeça da ruiva. Mas agora, depois de tocá-lo, beijá-lo e o sentir assim, tão próximo e tão avidamente, Scarlet não pode mais negar que seu corpo o deseja.


Os dois se tocam com urgência enquanto se beijam ardentemente. Estavam tão entregues àquele momento, que pareciam ter sido dominados por forças invisíveis. Não conseguiam retomar o controle de si. Shen se vira, deitando-a na cama. Deita-se por cima de Scarlet e pressiona sua genitália contra a dela. Scarlet arfa de prazer ao sentir o membro rígido a tocando. Shen aproveita a posição para tocá-la em partes que não conseguia antes. Desliza a mão acariciando o seio e o abdômen de Scarlet. Desce até a coxa, apertando com luxúria, levando a mão até a parte interna. Roça levemente com o dedão na virilha, fazendo-a arfar novamente, ansiosa.


-Você quer? -Ele sussurra no ouvido dela. -Responda, você quer? -Exige.


Scarlet arfa outra vez com a provocação.


-Sim! -Responde fracamente.


-Então, termine com ele.


Scarlet retesa.


-O... O que?


-O filho do chefe de polícia. É só terminar com ele e isso aqui, -pressiona seu membro contra ela -será todinho seu.


Shen se afasta e se levanta.


-Até lá meu amor, você ficará só na vontade desse corpo aqui. Achou o que? Que eu me daria assim, facilmente, como um prostituto? Eu sou difícil mon amour, e me valorizo muito. Não aceito nada pela metade e nem ser a segunda opção de alguém. Sou exigente e gosto de exclusividade. Pensou que me usaria para satisfazer seus desejos e depois voltaria para os braços daquele seu namorado? Pois se enganou!


Shen termina seu discurso, senta na beira da cama, acende um cigarro e fuma tranquilamente. A ignora completamente, como se nada tivesse acontecido.


Scarlet fica chocada e totalmente sem reação. Demora alguns minutos para conseguir levantar e deitar rapidamente no seu lado da cama, ficando de costas para Shen. Ela não queria vê-lo, estava com muita raiva e muito envergonhada. Ficou muito frustrada por ter sido provocada e depois rejeitada. Não podia nem sequer discutir ou questionar, estava se sentindo como um desses cafajestes que usam e se aproveitam das mulheres, e depois as descartam sem se importar com seus sentimentos.


Scarlet mal conseguiu dormir a noite toda, ficou se remoendo em arrependimentos pelo que aconteceu. Ou melhor, pelo que não aconteceu. O pior de tudo foi ser rejeitada por Shen, sendo que quem deveria parar aquilo tudo era ela. Sentiu-se extremamente culpada por ter cedido aos desejos de seu corpo, e tentou se convencer de que aquilo tudo só aconteceu, pois sentia muito a falta de Ryan. Já fazia uma semana que não conversava com o namorado, já que estava sem seu celular.


No outro dia de manhã Scarlet ainda se sentia muito envergonhada, mas Shen agia normalmente. Desceram para o desjejum e ficaram atentos às conversas ao redor. Precisavam saber se haveria algum boato sobre Antony e Ana, mas parece que a notícia de suas mortes não chegou até ali ainda. Circularam pelas áreas sociais, aproveitaram para fazer algumas atividades de casal e, após o almoço, estavam prontos para partir quando finalmente foram notificados sobre o assassinato dos dois golpistas. A polícia apareceu no hotel e, como esperado, Shen e Scarlet foram interrogados. O investigador não fez muitas perguntas, apenas quis saber a quanto tempo os conheciam, se sabiam de algum inimigo, ou alguém que quisesse machucar o casal. Mas os recém-casados não tinham muitas informações, já que os conheciam a menos de uma semana. Obviamente foram questionados sobre onde estavam e o que faziam no horário da morte das vítimas. Scarlet enrubesceu e Shen se mostrou um pouco constrangido.


-Ah, sim! Minha esposa e eu saímos da festa e estávamos voltando para o hotel, mas resolvemos parar e... Nos casamos a cerca de dez dias, estamos em lua de mel e nos amamos muito. Acontece que acabamos nos empolgando um pouco, sabe. Sei que cometemos uma infração, mas... Sentimos muito por isso. -Shen explica.


-Amor! -Scarlet esconde o rosto no ombro dele.


O policial não havia compreendido até notar uma marca de chupão no pescoço pálido de Scarlet, a timidez dela e o constrangimento de Shen.


-Oh! Entendo. Bem... Não acho que alguém possa confirmar sua história, mas... Enfim! Muito obrigado pela colaboração. Se lembrarem de alguma coisa, não hesitem em ligar.


O policial entrega um cartão de visitas para Shen e se despede do casal. Com o final da tarde chegando, os dois finalmente encerram a estadia no hotel e partem para o aeroporto. Voltam para Toronto e se desfazem de suas caracterizações. Shen descolore novamente os fios, voltando à cor prateada de antes, e Scarlet apenas remove a peruca. Guardam as roupas usadas para a missão e voltam a vestir-se com suas vestimentas habituais. Shen suspira aliviado após vestir uma calça jeans slim, coturnos e sua jaqueta de couro. Era como se finalmente voltasse a ser ele mesmo. Scarlet ri do jeito que ele se porta ao voltar com sua aparência normal. Para ela não foi tão ruim, mas ainda assim aquelas roupas fofas e delicadas não combinavam muito com a sua verdadeira personalidade.


No dia seguinte, voltam para o aeroporto de Toronto e embarcam no avião rumo à Los Angeles. Após relatar os detalhes da missão para Adrien, Scarlet vai para o quarto e vasculha em todos os cantos em busca de seu celular. Mas não consegue encontrá-lo. Já estava desanimada pensando que teria que comprar um novo e pedir para Hei reinstalar o último back up. Ligou o notebook e começou a verificar suas redes sociais, se reinterando com as novidades sobre seus amigos. Por último, verificou os e-mails recebidos durante esses dias e se animou ao descobrir que havia derrubado o celular no carro de Ryan, naquele Sábado quando ele a deixou em casa.


Como ele não tinha outros meios para comunicá-la, decidiu enviar um e-mail e aguardar até que ela retornasse de viagem para devolver o aparelho. Por ser uma tarde de Segunda-feira, Ryan estava na faculdade. Scarlet teria que esperar até o horário dele sair para encontrá-lo.


Ela fica extremamente contente ao ver que seu novo carro finalmente chegou. Pega as chaves e dirige, muito animada, até a universidade do namorado. Ryan fica muito surpreso e feliz ao vê-la nos portões, o esperando. Larga o grupo de amigos e vai direto até a namorada, recebê-la com beijos e abraços.


-Por que não me avisou que tinha voltado? Quando chegou? -Ele pergunta.


-Cheguei no começo da tarde. Você já estava na aula. Eu estou sem celular, você lembra?


-Ah! É verdade. Eu não sabia que você viria, então não trouxe seu celular. Está na minha casa.


-Tudo bem! Não tem problemas. Depois eu pego.


Os amigos de Ryan se aproximam e Scarlet cumprimenta aqueles três que já conhecia e é apresentada aos outros, incluindo a prima dele: Noemi. Scarlet sentiu uma certa hostilidade vindo da garota, mas ignorou. Ficou sabendo agora que eles estavam saindo para um bar ali próximo, muito frequentado pelos universitários. Scarlet aceitou o convite para juntar-se a eles e então foram até o local.


Ela estava se divertindo muito e matando as saudades do namorado. Os amigos dele a tratavam amigavelmente. Tudo estava perfeito. Tudo havia voltado a ser como antes. Deixaria aquela viagem e os acontecidos para trás.


-Nossa! Você está com uma marca no pescoço. Se machucou? -Noemi questiona com seu melhor tom inocente.


Scarlet toca no pescoço, havia se esquecido completamente das marcas que Shen fez por causa da missão. Ryan tenta olhar, preocupado, mas ela esconde.


-Não. Foi um pernilongo.


-Pernilongo? Em New York? -Ele pergunta divertido.


-Não... Eu tive que ir para Quebec. Num evento de um cliente. Era numa região um pouco afastada, então...


-Que estranho! Parece com a marca de um chupão. -Noemi diz ingenuamente. -Ah! Não me diga que... Foi você primo?


O grupo de amigos começa a zombar de Ryan e Scarlet, com piadinhas e brincadeiras. Eles se deixam levar, mas sabem que não foi Ryan quem fez aquela marca. Noemi também sabe.


-Que mosquitinho impertinente. -Um dos rapazes zomba.


-Sim! Um mosquito muito impertinente, inconveniente e desnecessário. -Scarlet responde sugestivamente, encarando Noemi friamente.


-Não ligue para eles. Vai ser pior. Apenas ignore. -Ryan sussurra para ela.


Scarlet assente e sorri para o namorado. Os dois ficam por ali mais algum tempo até decidirem sair. Noemi se levanta para ir com eles.


-Eu estou de carona. Se não chegar em casa com o primo, meu pai vai ficar bravo comigo! -Ela responde aos pedidos para que ficasse e deixasse o casal a sós.


-É verdade! Meu tio é muito protetor. Vamos Noemi, eu vou levá-la para casa. -Ryan defende.


Noemi sorri e o abraça apertado.


-Você é o melhor primo do mundo. Te amo! -Ela o beija no rosto, muito carinhosamente.


Scarlet se incomoda profundamente com aquela intimidade toda, ainda mais na presença dela. Ryan não demonstrou incômodo ou desconforto, pelo contrário, parecia bem habituado a tais situações. Scarlet decidiu engolir sua frustração. Não daria uma cena de ciúmes na frente dos amigos dele, por causa da prima do namorado. Pela primeira vez, se arrepende de ter saído de casa em seu próprio veículo. Se tivesse vindo com Javier, poderia ir no carro junto com Ryan e a prima. Como estava dirigindo seu próprio carro, os dois combinaram de ela esperá-lo em frente a casa dele. Scarlet estaciona duas casas ao lado para não causar algum conflito, caso os pais dele apareçam. Ryan logo chega, recolhe o próprio carro na garagem, entra em casa e poucos minutos depois volta. Scarlet vai até a frente da casa, ao vê-lo saindo.


-Seu celular. -Ryan devolve o aparelho para ela, assim que entra no carro.


-Obrigada! -Ela agradece.


Scarlet começa a dirigir e logo os dois optam por um passeio noturno ao ar livre. Então ela vai até um parque local.


-Eu sinto muito pela Noemi. Ela fala algumas coisas, mas não é por maldade. Não leve para o coração.


-Ela é bem impertinente. E parece saber exatamente o que está fazendo.


-Não! Ela é bem inocente. É muito ingênua, não entende as coisas da vida. Meu tio a mima de mais. -Ryan justifica.


-Ah meu amor, me desculpe! Mas sua prima não é boba não. Bobos são vocês que são enganados por ela.


-A Noemi não é desse jeito. Você está julgando de forma equivocada. Ela só é desatenta e diz coisas sem perceber.


-Ah claro! Ela também foi bem ingênua quando ficou te agarrando na frente de todos. Na minha frente. Inclusive, você não pareceu nem um pouco incomodado. Deve ser acostumado a essa agarração com sua prima.


Ryan ergue a sobrancelha.


-É sério isso? Você está fazendo cena de ciúme por causa da minha prima? Prima! Entende. E quanto a você e essa marca esquisita no seu pescoço. Será que não foi um mosquito de cabelo prateado quem fez isso aí?!


Scarlet o olha chocada, mas não podia negar.


-Acho melhor eu voltar para casa. -Ele diz por fim.


-Eu vou levá-lo.


O clima entre os dois fica bastante tenso e mal conversam durante o trajeto em retorno para a casa dos Jones.  


-Sinto muito. Eu não quero discutir com você. Me perdoe pelo o que eu disse. -Ele se desculpa assim que Scarlet para em frente à casa dele.


-Eu também, Ryan. Não gostei dessa discussão. Não foi legal. Me desculpe!


Os dois se beijam amorosamente.


-Vamos... Vamos para um hotel? -Ele pede.


-Hoje não! Eu acabei pegando um resfriado em Quebec. É melhor esperar alguns dias. -Scarlet se obriga a recusar, pois havia algumas marcas, difíceis de explicar, pelo seu corpo.


Ryan a olha intrigado, não viu sinais de resfriado.


-É. Eu sei. Não parece. Eu estou com o nariz levemente trancado, espirrando e não sou alérgica a nada. Em Quebec durante o dia é bem agradável, mas à noite é muita fria. E pra piorar ainda mais, o carro estragou no meio do caminho e eu peguei uma chuva daquelas.


-Nossa! Quantos dias você ficou por lá?


-Um. Apenas um. E aconteceu tudo isso. Não quero voltar tão cedo para aquele lugar. Fiquei traumatizada. -Scarlet força uma risada.


Ela nunca pensou que algum dia precisaria forçar um sorriso para Ryan, mas aconteceu. São tantos segredos que precisa manter, as mentiras que precisa contar e todas as coisas que precisa esconder. Não tem como não ficar com a consciência pesada. Ryan não merece isso. Não merece nada disso e mesmo assim, ela é incapaz de romper esse relacionamento. Ryan aceita a explicação, apesar de não estar totalmente convencido. Os dois se despedem, ele entra em casa e ela vai para a dela.



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Autor(a): Scarlet

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

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Com o retorno de Scarlet e Shen, Charlotte não queria mais esperar para voltar à França. Sentia muita saudade de casa, dos pais, da irmã e, por mais que se esforçasse ao máximo para disfarçar e manter as aparências, estava cada vez mais difícil olhar para Adrien e ter que lutar contra os próprios sentimento ...


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