Fanfic: The Sparkle of Your Eyes | Tema: Monsta X, Showho,
Voltei, será se tem alguém curioso pela História? Espero que sim :)
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Ouvia o som melodioso que saía da boca da mulher a sua frente que sorria muito fácil, a tarde estava quente e ela corria a beira do lago, enquanto o rapaz ia atrás, numa brincadeira simples e inocente. As águas ao seu lado brilhavam refletindo os raios do sol que lhe tocavam conforme o astro rei descia pelo céu.
As folhas espalhadas na grama verde enfeitavam ao redor, que continham flores de diversas cores deixando a paisagem ainda mais bonita, e quando se cansaram, pararam um de frente para o outro. Os cabelos longos estavam soltos depois de tanto correr, mas a bela dama não se importava de eles estarem esvoaçando ao sopro do vento.
Hyunwoo agora a admirava, como pode alguém poder ser tão completamente perfeita? Era o que se perguntava sempre que sentia aquelas borboletas no estômago, estas que eram capaz de lhe fazer esquecer todo o resto do mundo. Principalmente as cobranças que vinha recebendo do palácio.
Não apenas por suas obrigações como príncipe herdeiro, mas também a guerra que ainda era travada com o reino dos demônios, esta que permanecia a séculos. Haviam dado uma trégua, entretanto sabia que logo eles voltariam a guerrear, o que para si era sem sentido.
E além de viver nessa expectativa ruim, ainda havia os perigos que rondavam o palácio celestial. Sabia que alguém estava tentando lhe derrubar, mas ainda não sabia de onde vinha.
Só que naquele momento, não ligava para nada disso, tudo que era importante estava ali, o sorriso mais belo que já contemplou em sua vida era direcionado a si naquele instante e não iria desperdiçar o precioso tempo que tinha com qualquer outra coisa que não fosse ela.
A tomou em seus braços, as cores de sua roupa, um pouco mais rusticas que ele estava acostumado a ver, por ela ser uma camponesa, não lhe prejudicavam em nada a sua beleza e graciosidade. Os olhos negros como a noite mais escura, assim como os cabelos, tinham um brilho que parecia abrigar todas as estrelas do céu.
E Hyunwoo amava aquela mulher com todas as suas forças, não entendia como isso era possível. Tudo era esquecido, deixado de lado, se tornava banal perante aquela que estava em seus braços. Antes não compreendia o porquê de tal sentimento ser tão superestimado, principalmente pelos humanos, mas agora entendia perfeitamente.
Sentiu ela o abraçar pelos ombros, ainda sorrindo, e isso lhe dava confiança suficiente para acreditar que ela também o amava. Esperou ela se aproximar mais, ficando nas pontas dos pés para lhe alcançar, mas continuava baixa, o que a deixava ainda mais adorável. Ele curvou a cabeça, indo de encontro a ela, tocando os lábios rosados com delicadeza.
Sem pressa alguma para aprofundar o toque, ele sentiu a maciez dos lábios fartos daquela que lhe tirou do seu próprio mundo e o trouxe para o seu.
Logo depois, não contente mais com o singelo toque, ele a abraçou pela cintura e os lábios se abriram, a convidando a fazer o mesmo. E então quando o interior das bocas se conectou, tudo se tornou ainda melhor. Sendo invadidos pela sensação prazerosa do beijo trocado.
A sensação de completude que sentia por amar alguém, de sentir que estava vivo era indescritível. Apertou Lira em seus braços e sentiu sua nuca ser segurada com força, a reciprocidade de desejo inebriava a ambos naquele momento, e Hyunwoo deseja não acordar, não ainda.
Mas como sempre lhe acontecia, quando percebia que estava em um sonho com ela, ou melhor tendo uma lembrança, sua mente não conseguia se manter nele, e então tudo se desfez e ele acordou. Ainda de olhos fechados suspirou, a intensidade do conflito que sentia entre odiar aqueles sonhos e os esperar todas as noites era insana.
Apenas sonhar com algo que aconteceu há muito tempo, com alguém que perdeu de forma tão repentina e brutal, era doloroso, mas ainda assim era o único alívio que tinha para se manter são. Suspirou mais uma vez quando sentou na cama, para então espantar aquela dor a angústia que o acompanhava todas as manhãs desde o fatídico dia.
De certa forma já estava acostumado a ela, lhe deixava ciente de que tudo aquilo havia sido real, e sentia que nunca mais amaria alguém daquela forma.
Levantou, indo direto para seus afazeres matinais, como trocar de roupa e fazer os exercícios diários que o deixava em forma. O sol já nascia iluminando a terra celestial, e depois de um bom tempo gastando energia, tomou um banho e se vestiu para tomar café da manhã e em seguida ir para seu gabinete.
O reino imortal não acompanhava a modernidade humana, que nos últimos 100 anos passou por uma transformação surpreendente. Mas em seu próprio ritmo ia trazendo algumas mudanças. No caso, Hyunwoo trazia essas mudanças.
Depois de umas visitas nos últimos anos acabou adquirindo o modo mais simples de vestimentas. Aderiu a simplicidade de usar apenas uma calça, uma blusa e algum sobretudo, que dependendo do tamanho ou estilo, eram bem bonitas e confortáveis. E se quisesse usar em alguma ocasião mais formal, haviam peças bastante finas e bem elaboradas.
Sem falar que a capital do reino não tinha um clima quente, então se livrar das várias camadas de roupa que era obrigado a usar era libertador.
Usar uma calça de tecido mais grosso, mas não menos elegante, uma blusa de linho branca com uma abertura sobre o peitoral e botas de cano alto o deixava até mais jovial do que antes. Eram itens do mundo mortal, mas bem feitas. Até mesmo adotou o corte de cabelo humano, curto com uma franja, que às vezes alternava entre esconder ou mostrar a testa.
Havia espantado os lordes e ministros quando decidiu mudar o guarda roupa, mas quem era ousado o suficiente para o questionar? Ainda mais os antigos que o acompanhavam desde antes da coroação, esse sim eram temerosos, por terem presenciado sua vingança cruel e sangrenta.
Enquanto que os mais novos acabaram por lhe seguir na nova moda.
Como não teria encontros ou audiências durante o dia, se dirigiu para o escritório. Que também foi algo que fez inspirado na terra. Era cansativo ter que fazer tudo no grande salão, quando não, em seu quarto. Acabava tudo bagunçado e ele não gostava de ter trabalho onde dormia, então aos poucos ele também vinha fazendo mudanças em seu palácio.
Mas a grande massa dos seres imortais ainda preservavam os costumes milenares. Desde que que não o confrontassem, todo mundo viveria do jeito que quisesse.
Quando já estava concentrado com seus inúmeros papéis sobre a mesa, alguém bateu na porta e abriu sem esperar resposta. Pode visualizar o Rei dos Demônios, entrando com sua roupa completamente negra e pesada, os cabelos um pouco bagunçados, mas que o deixavam charmoso. Havia aderido a moda de cabelo mais curto, mas não tanto quanto Hyunwoo, ele conservava um pouco longo, quase alcançando o ombros.
Os olhos avermelhados o encaravam e um sorriso de lado adornava seu rosto. Ele tava com duas bolinhas cor prata abaixo do olho direito, era algo que tinha visto no mundo dos humanos e acabou fazendo também. Uma das mãos estava no bolso do sobretudo e a outra fechou a porta.
— Majestade — cumprimentou enquanto se aproximava da mesa.
— Não avisou que viria — Hyunwoo disse sem rodeios.
— É porque eu não vinha — respondeu simples, sem se importar com a falta de cordialidade do outro.
Eles não tinham que fingir etiqueta de tratamento quando estavam a sós.
— E porque está aqui, Jaebeom? — questionou com uma sobrancelha levantada, encostando as costas na poltrona confortável.
— Estava com saudades — respondeu sentado em uma poltrona a frente do rei dos céus, de modo casual.
— De mim ou de um certo alguém que chegou ontem em meu palácio? — provocou outro que sorriu amarelo.
Jaebeom usava a Hyunwoo e sua cidade para seus encontros com seu namorado, já que os sogros não haviam aceitado muito bem que o filho namorasse um demônio, e pior, que fosse o rei deles.
— Dos dois — respondeu sorrindo divertido — Mas você é mais frio que o meu Jae, mesmo ele morando no Norte que é mais frio que o próprio gelo — fingiu tremer — E ele é quentinho — dizia com o fechando os olhos, lembrando do amado.
— E porque está aqui comigo e não com ele? — perguntou o óbvio.
— Porque queria olhar pra essa sua cara feia um pouquinho — retrucou — Ainda tão amargo meu querido — lamentou exagerado — Acho que está precisando de uma namorada, ou namorado — disse meio confuso — O que te agradar — terminou sorrindo sacana para o amigo monarca.
— Isso não é da sua conta — fechou os olhos pressionando os dedos nas têmporas, Jaebeom mal havia chegado e já estava lhe irritando.
— Mas é claro que é! — rebateu como se tivesse com toda a razão — Não gosto de ver meu best friend forever alone… — misturou as frases com uma língua terrena que ele conhecia pouco, mas que conseguiu entender.
Um dos setores que o reino demoníaco cuidava era localizado na América do Norte. O antro de perdição chamado Las Vegas era a sede. Hyunwoo sorriu pequeno, apesar de o outro soberano o irritar todas as vezes que se viam para arrumar alguém, Jaebeom era um dos poucos que ele considerava amigo, era um dos que podia conversar informalmente consigo.
Na época que Hyunwoo ainda era príncipe, e os dois reinos ainda eram inimigos, durante a trégua citada anteriormente, Hyunwoo aproveitou para cuidar de sua vingança pessoal. E nessa época, acabou conhecendo Jaebeom, que o ajudou na caça aos traidores. Aproveitou que ele não tinha limites para fazer o que fosse preciso e firmou parceria com o príncipe do reino rival, já que as regras demoníacas que regiam seu povo eram poucas. Ao contrário do reino celestial que seguia código de conduta e tudo mais. Nesse quesito, os demônios eram mais livres para fazer o que quisessem, e matar era uma delas. A partir daí a amizade surgiu.
Tempos depois, devido a questões internas, o pai de Jaebeom acabou morrendo e ele assumiu o trono, fazendo com que as negociações para findar a guerra fossem mais fáceis. Um acordo que beneficiou ambos foi fechado. Enquanto, o Reino dos Demônios pode adquirir as terras que precisavam, porque era por isso que eles lutavam, o Reino Celestial teve paz e voltou a prosperar, agora junto com o outro reino.
Foi difícil os imortais conviverem entre si durante as primeiras centenas de anos, mas finalmente se acostumaram a outra raça. Obviamente foi mais por temor que tinham em relação a Hyunwoo do que qualquer outra coisa, então acabou que aceitaram tudo. Morrer era fácil se ele se irritasse ou fosse contrariado, algumas sabotagens contra a aliança foram severamente punidas, a morte era pouca.
E com isso, Jaebeom acabou seguindo a mesma linha de intolerância em seu reino, que nesse caso, Hyunwoo foi inspiração para o outro acerca de impor sua liderança. E os dois acabaram por se tornarem aliados com uma laço praticamente inquebrável.
— Jaebeom, não preciso de ninguém, estive bem sozinho por todo esse tempo. Não é agora que vou precisar — o rei celeste responde, entediado.
— Errado, todo mundo precisa alguém, não por dependência de outra pessoa, mas porque gostamos de pertencer a alguém — insiste, agora de forma mais séria — Você já sentiu uma vez, sabe como é.
— Não começa, Jaebeom — Hyunwoo disse também sério — Apenas uma pessoa eu quis nessa vida, e ainda quero. Mas ela não está viva, se não for ela, não será mais ninguém.
— Isso já faz séculos, cara. Está na hora de superar — o rapaz de olhos avermelhados gesticulava com a mão, ainda insistindo no assunto.
— Não quero.
O outro revirou os olhos, às vezes o amigo parecia uma criança mimada. Quando ia rebater, alguém bateu na porta duas vezes e esperou uma resposta.
— Entre — Jooheon, secretário do rei, abriu a porta.
— Majestade — fez reverência quando entrou — Tenho algo urgente para lhe falar — disse parado, não queria interromper os dois, mas sabia que não poderia esperar para contar aquilo.
— Fale — respondeu seguro para ele, sentindo que ele temia falar na frente do outro homem.
Mas confiava no monarca para falar qualquer coisa, os últimos anos eram de paz e os problemas que surgiam eram coisas corriqueiras e normais.
— É-é que Jackson, d-do setor de reencarnação, mandou uma mensagem — respondeu gaguejando, ainda indeciso, mas a informação fez Hyunwoo desencostar suas costas da sua cadeira.
Desde que começou a trabalhar para Hyunwoo, este contato com o setor sagrado era de total confidencialidade. Por isso o receio de falar naquele momento.
— Não acredito — Jaebeom exclama chamando a atenção dos outros dois — Está esperando por ela? — A surpresa em sua voz era exagerada, mas não mentirosa — Sério Hyunwoo?
O Deus Rei o ignorou e voltou sua atenção para o mais novo no recinto.
— Traga — pediu e foi obedecido, tendo entregue em suas mãos um papel de cor branca dobrado no meio.
O abriu e logo seus olhos aumentaram de tamanho, sua face perdeu a cor, a mãos que seguravam o papel tremeram e o Son só não caiu porque já estava sentado. Mas sentiu as pernas fraquejarem e aquilo preocupou o Rei dos Demônios.
— O que foi? — Jaebom perguntou apressado, se levantando indo para mais perto.
— Lira reencarnou — disse estático.
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Três celestiais entraram junto com Jaebeom no estabelecimento estranho, que estava parcialmente movimentado. Graças ao dom de Hyungwon, um celestial que foi convocado por Hyunwoo, estavam ocultos a olhos humanos, o que facilitou para não se importarem muito com mais nada além de desviar dos mortais e ir onde realmente interessava.
Um homem estava de joelhos com as duas mãos ocupadas puxando uma corda metálica para baixo enquanto ele estava de frente para o espelho. Os dois braços trabalhavam juntos, subindo e descendo, o esforço era grande por causa do peso que puxava.
As veias saltando dos braços e parte do peitoral e ombros que estavam a mostra por causa da regata preta que usava, junto de um short da mesma cor. Soltava gemidos entre arfares e o rosto fazia leves caretas. O homem treinava duro e o suor escorrendo pela testa, rosto e o resto do corpo evidenciava que ele estava há bastante tempo ocupado naquilo.
Os quatro ficaram boquiabertos olhando o tamanho dos braços que estava inchados.
— Tem certeza que é a sua garota? — Jaebeom perguntou com a voz fraca, ainda incrédulo com o que via.
Involuntariamente começou a apertar os próprios bíceps notando a enorme diferença, soltando um muxoxo.
— Jackson alega que sim — Hyunwoo responde olhando novamente o papel com o nome e o endereço.
Jooheon havia vindo antes para procurar saber tudo direito antes de Hyunwoo ir vê-lo pessoalmente, mas também estava incrédulo com o que via.
Sua amada era um homem que não lembrava em nada sua doce e bela Lira. A sorte não estava a seu favor e nessa vida, ele não iria ficar com ela.
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Notas Finais:
E então, está bom? Desculpa os errinhos que passaram...
Logo volto com o próximo.
Autor(a): Slow Cif
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O som da sirene ecoava enquanto o carro se movia rápido. Hoseok, mais conhecido como Wonho, segurava sua arma já pronto para descer quando o automóvel parasse. Cinco anos na academia já lhe dava um pouco de experiência e o nervosismo já era mais controlado, diferente do novato Im Changkyun que tremia muito ao seu lado. — Ei, va ...
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