Fanfic: The Sparkle of Your Eyes | Tema: Monsta X, Showho,
O som da sirene ecoava enquanto o carro se movia rápido. Hoseok, mais conhecido como Wonho, segurava sua arma já pronto para descer quando o automóvel parasse. Cinco anos na academia já lhe dava um pouco de experiência e o nervosismo já era mais controlado, diferente do novato Im Changkyun que tremia muito ao seu lado.
— Ei, vai dar tudo certo — falou tentando acalmar o menor.
Ele só balançou a cabeça positivamente sem falar nada, desconfiava que não sairia voz se tentasse dizer algo no momento, tentou se acalmar com as palavras do outro. Mas o nervosismo não diminuiu nem um pouco. O rifle que ele usava era segurado fortemente pelas duas mãos, já suadas.
— Você vai conseguir, ok? — Wonho tentou mais uma vez passar calma, tocando gentilmente em seu joelho — Vai estar seguro lá em cima, só terá que atirar caso precise, só isso — disse firme para ele, o olhando em seus olhos, aquilo de certa forma acabou acalmando um pouco o coração do mais novo
— Tá bom, hyung — ele finalmente consegue falar algo.
— Ótimo — o mais velho volta para sua posição e logo o carro para em seu destino.
Eles descem rapidamente e Changkyun procura uma abertura entre os prédios para subir alto, esperando o momento em que precisariam de sua mira. Ser atirador era seu sonho, mas a realidade era bem diferente da sua imaginação. Já Wonho se apressa para o grupo que havia chegado antes pedindo informações sobre o caso.
Em resumo, era um grupo de quatro sequestradores que invadiram uma loja de jóias, mas acabaram encurralados por que a segurança da loja era automática e eles estavam presos. Infelizmente eles tomaram funcionários e alguns clientes como reféns.
No momento a equipe policial esperava que alguém desativasse a trava que fazia as grades de vidro se abrirem para a S.W.A.T fazer o seu trabalho. Como o vidro era a prova de balas, que era pra trazer segurança para a loja, acabou sendo o pior aliado.
Mas o contato que conseguiram lá dentro sem que os ladrões percebessem estava disposto a tentar abrir o caminho. Hoseok estava a frente do estabelecimento blindado quando os sequestradores vieram para a frente, ainda protegidos com o vidro, com um cartaz na mão:
Se afastem ou todos vão morrer.
Como havia duas equipes da S.W.A.T muito bem equipadas, prontas para entrarem em ação, eles sabiam que seria fatal, mas ainda estavam sendo arrogantes, achando que conseguiriam escapar.
Estavam distraídos tentando intimidar os policiais, quando o portão de vidro começou a se abrir. Pegos de surpresa, buscaram as vítimas rapidamente, mas o primeiro a ficar fora da proteção foi atingido por um tiro na cabeça.
Changkyun foi certeiro, ele estava usando uma refém como escudo, e ao ver o companheiro caindo já sem vida, os outros três não souberam o que fazer quando o segundo se tornou alvo. Outro tiro que ceifou a vida do meliante. Os outros dois se atrapalharam tentando acompanhar o vidro que se movia com medo de morrer, e rapidamente os policiais entraram.
Wonho ia na frente e os demais o seguiram, com as armas apontadas para os dois, que seguravam uma mulher e um adolescente, com uma arma apontada para a cabeça de cada um.
— Soltem eles ou vão morrer aqui — Wonho comanda com voz firme.
— Quem garante? — o mais velho dos dois se pronunciou com a voz trêmula.
O medo estampado em seus olhos, ele segurava o adolescente com força, este que chorava temendo pela vida.
— Eu garanto, assim como garanti que aqueles dois morressem mesmo com escudo. Quer mesmo arriscar? — sua voz ecoou alto pelo recinto — Estou dando uma chance de sair dessa com vida, se não aceitar, terá o mesmo destino que eles — seu tom não teve uma alteração, seus olhos estavam frios enquanto ele mirava com sua arma ao que falava.
Os dois engoliram em seco, com medo do que poderia acontecer.
Eles sabiam quem ele era, Lee Hoseok era um dos capitães mais implacáveis e ele não era dado a enrolação, se quisesse matar em missão, matava e era aclamado como herói. A cidade era uma das mais ricas do mundo, mas acabou se tornado uma das mais violentas também.
Os ladrões vinham de outros países para roubar o que a cidade tinha de oferecer de mais valioso. Sem falar das gangues que comandavam o tráfico de drogas, de pessoas e tudo o que pudesse gerar dinheiro. Aprendeu que esse tipo de gente eram capaz de tudo para conseguir o que queria.
Wonho havia visto homens cometerem as maiores atrocidades em busca de ouro, dinheiro, prazer e poder. Então acabou tendo que tomar uma postura ainda mais violenta para combater o crime.
E em cinco anos, construiu seu nome pela violência fatal com quem tratava aqueles que se voltavam para o submundo da criminalidade. Seu nome fazia aqueles que tinham pendências com a lei estremecerem, pois para aquele homem, não havia brecha para compaixão por criminosos.
E se naquele momento ele estava dando uma chance deles saírem vivos, eles poderiam viver, já que ele também tinha fama de manter sua palavra. Então concordando entre si com um olhar, abaixaram as armas e soltaram os reféns que usavam como escudo.
Com um comando de dedos, Wonho viu quando abordaram os dois e darem voz de prisão enquanto verificava o resto do local, procurando os reféns e deixando eles serem atendidos pelos médicos que acompanhavam a operação.
Percebeu que havia tido algum confronto lá dentro, viu uma funcionária ensanguentada atrás do balcão, enquanto ainda estava amarrada. Ficou com medo de terem feito algo com a mulher e mandou cuidarem dela primeiro. Encontrou rastros de sangue que iam para uma porta e quando a abriu, encontrou uma pessoa amarrada em uma cadeira.
Se aproximou e viu a identificação no peito do homem que aparentava ter quarenta anos. Era o gerente e depois de ter verificado no pescoço, descobriu que estava morto. Provavelmente tentaram obrigar ele a abrir o escudo de vidro, mas obviamente deve ter se recusado. O que o fez acreditar que a mulher era a segunda vítima, e pareceu que ela também acabou se recusando.
Descobriu depois que quem os ajudou foi o adolescente, ele havia conseguido entrar em contato com os policiais e avisado tudo. Como ele foi pego como escudo de carne, essa era a explicação para a mulher machucada estar debaixo do balcão, ela havia se arrastado até lá e feito o serviço.
Depois de tudo verificado, a contagem no dia foi que um refém e dois assaltantes foram mortos. Um número baixo e satisfatório para o chefe, que havia pedido a Wonho que maneirasse, já que eram apenas assaltantes de loja. As reclamações de extrema violência estavam lhe dando dor de cabeça.
No fim de todo o trabalho concluído, resolveram comemorar a missão bem sucedida, e no fim da tarde todos se encontravam em uma lanchonete, comendo os lanches como se fossem o maior prêmio pelo dia.
Como estava mais quente dentro do estabelecimento, se livraram das jaquetas pesadas para terem mais liberdade na hora de comer. Até que alguém se aproximou, e sentindo um calafrio, Wonho e seus companheiros deram toda a sua atenção ao recém chegado. Um homem alto, de pele bronzeada, usando um sobretudo preto longo junto com a calça e sapatos preto, ambos sociais, parou ao lado do grupo.
Totalmente sério, ele observou Hoseok por longos segundos, sem esboçar nenhuma reação, seu olhar era penetrante. Seria considerado um homem muito atraente, se não fosse o caso de ele causar uma impressão um tanto amedrontadora. Mas ele resolveu se pronunciar, não queria ficar mais estranho do que já estava.
— Eu vim parabenizar os senhores pelo belo trabalho hoje — sua voz grossa foi ouvida, enquanto ele ainda encarava Wonho.
Changkyun e Minhyuk, que o acompanhavam na mesa, acharam tudo muito estranho, e o próprio sentiu um arrepio ao ouvir o timbre da voz do desconhecido, parecia estranhamente familiar. Mas ele acabou deixando isso passar, já que nunca tinha visto aquele homem na vida. Tinha certeza porque ele se lembraria, aquele rosto era difícil de esquecer.
— Obrigado — Wonho se pronuncia e dá uma mordida em seu lanche, imaginado que se não prolongasse a conversa, ele iria embora.
Então o homem olha para a mesa e os outros estavam comendo o mesmo que o companheiro. Parecia bom, apesar do cheiro ser um pouco duvidoso, acabou por ter curiosidade em provar aquilo que o outro comia com tanto gosto. E ao contrário do Lee, ele estava com vontade de ficar mais um pouco ali.
— Posso me sentar aqui? — pede com educação.
Os três se olham indagando se aceitariam ou não, mas Wonho acabou assentindo, e abrindo espaço na mesa, os dois amigos ficaram juntos de um lado enquanto o estranho sentava de frente para Wonho, que o observava um pouco curioso.
— Quero comer um desses também — falou enquanto observava Wonho segurando metade do hambúrguer na mão esquerda enquanto com a direita pegava o copo de refrigerante e bebia um gole.
Coincidentemente ele havia pedido um extra para si, mas daria para o moreno enquanto pedia para outro ser feito. Estendeu o hambúrguer para ele, que o pegou, sentindo que estava um pouco morno e o cheiro ficar mais evidente em seu nariz.
Sob os olhos dos três na mesa, que acharam curioso ele olhar fixamente para o lanche, o homem observava com estranheza o conteúdo em sua mão, parecia que nunca tinha visto um na vida.
Então depois de analisar, não parecia mais tão ruim. Enquanto ele ajustava o pão em sua mão para achar um lado bom para dar a primeira mordida, ouviu a voz do outro lhe chamar a atenção.
— Qual o seu nome? — Wonho pergunta enquanto depositava o copo novamente na mesa.
— Son Hyunwoo — responde olhando para o menor, esperando algum reação da parte dele, talvez seu nome lhe desse algum indício se ele se lembrava ou não.
Mas não aconteceu nada, talvez aquilo lhe deixou um pouco abalado. Ele não planejava ter algum relacionamento nem nada com o outro homem. Apenas naquele dia, de repente sentiu uma enorme vontade de vê-lo mais uma vez e foi o que fez.
Ia dar só mais uma olhadinha na reencarnação de sua amada, saber se estava bem, não tinha nada demais. Ele só não contava que acabaria sentando com ele em uma mesa, comendo junto uma comida estranha.
— Prazer, Lee Hoseok — ele responde com um pequeno sorriso, logo depois voltando a comer.
Pareceu simples, mas o gesto acabou se mostrando muito familiar ao deus, que sentiu uma pontadinha minúscula em seu peito, coisa minima, nada que influenciasse. Então afastando qualquer coisa que fosse, Hyunwoo voltou a encarar o hambúrguer, ainda pensando se comeria ou não.
— Acho que é melhor você morder antes que esfrie, o gosto é melhor que o cheiro, garanto isso — Hoseok falou rindo mais abertamente, para lhe dar confiança, e Hyunwoo talvez sinta um pouquinho de felicidade ao ver aquilo.
Encorajado pelas palavras e pelo sorriso do policial, ele acaba dando a primeira mordida. E ao sentir o gosto, realmente não era ruim, até sentiu satisfação no paladar. A comida humana evoluiu bastante desde a última vez que comeu algo da terra.
— Bom né? — Wonho perguntou vendo o moreno dar uma segunda mordida, dessa vez maior que a primeira, fechando os olhos suspirando porque tinha ficado ainda mais gostoso.
Então apenas confirmou com a cabeça enquanto mastigava.
— Quer um pouco de refrigerante? — ofereceu o copo dele para Hyunwoo.
Depois de ver como Wonho fez momentos antes, pegou o copo e chupou o líquido do canudo, absorvendo o refrigerante gelado. Ele sentiu a estranheza do gás e acabou fazendo uma careta involuntária, mas que depois cessou quando sentiu o doce da coca-cola.
Wonho riu mais largamente com as reações do maior, ele parecia de outro mundo, experimentando hambúrguer e refrigerante pela primeira vez, e a curiosidade bateu alto.
— Você nunca comeu isso antes? — perguntou.
Hyunwoo, que ainda mastigava, engoliu antes de responder.
— Não — respondeu dando outra mordida, estava quase terminando.
— De onde você é? — Wonho perguntou colocando resto do seu hambúrguer na boca.
Estava pensando em pedir mais, ele queria outro e sentia que o visitante iria querer também, e não tardou a fazer o pedido enquanto Hyunwoo esvaziava a boca para responder.
— Eu sou de fora — respondeu simples.
Não poderia dizer de onde realmente era.
— Fora? Mas você parece coreano — a curiosidade de mais novo sobre o outro homem estava ficando cada vez maior.
— Minha família é coreana — foi a melhor resposta que conseguiu pensar.
Os dois amigos de Wonho não se manifestaram durante a interação dos dois, talvez seja porque eles sentiram um frio estranho que vinha do homem, que intencionalmente fez isso mesmo.
Eles não sabiam o porque, mas obedeceram quando no dado momento do pedido dos hambúrgueres extras, Wonho se virou para a garçonete, e o maior se virou para eles com o dedo indicador indo até os lábios, uma ordem para permanecerem calados. O olhar dele deu calafrios nos dois que os fez ficar em silêncio por todo o tempo que ele esteve ali.
E enquanto conversavam, Shownu acabou por começar a observar melhor Wonho. O jeito que falava, se comportava, e claro, sua aparência física. Sabia quem em algum momento sua amada reencarnaria, mas jamais esperou que fosse em um corpo masculino. Apesar de ser muito bonito, ainda era um cara, e dos grandes.
Achava que era efeito da malhação da outra vez que se viram, mas agora, em uma situação normal, seus braços ainda eram muito grossos. O tronco não viu de fato, mas pela camisa justa, poderia contar os gominhos na barriga, e o peitoral era grande.
Os cabelos bem cortados por conta da profissão, pretos naturalmente, realçavam a pele branca. Wonho era totalmente viril, e com aquele relógio grande de ouro no pulso, ele estava muito charmoso.
Sabia que o homem tinha tudo para ser um brutamontes grosseiro, mas ao ver ele sorrindo abertamente algumas vezes ali naquele momento, enquanto os olhos fechavam lhe dando um eye smile perfeito, ele passou a ver sua doce Lira. Então seus pensamentos começaram a mudar.
Ele não sabia como procederia dali pra frente, a situação era completamente inesperada, mas mesmo que não fizesse ideia do que fazer, não poderia se afastar dela, no caso, dele. Agora estava se afeiçoando ao homem a sua frente, e dali pra frente, Hyunwoo acabou por visitar a terra com mais frequência. Mesmo que dissesse para si mesmo que era apenas para se certificar de que ele estava bem.
Notas Finais
Comentários? Alguém??
Autor(a): Slow Cif
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Era dia das bruxas, e naquela vez, para surpresa de todos, Wonho havia ganhado folga. O que não acontecia desde que ele havia entrado no departamento. Todo ano a segurança era reforçada e as equipes trabalhavam em dobro por conta do movimento nas ruas. Já Changkyun e Minhyuk lamentavam por não terem conseguido o mesmo. — Hyung, pede ...
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