Fanfics Brasil - 03 The Sparkle of Your Eyes

Fanfic: The Sparkle of Your Eyes | Tema: Monsta X, Showho,


Capítulo: 03

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Era dia das bruxas, e naquela vez, para surpresa de todos, Wonho havia ganhado folga. O que não acontecia desde que ele havia entrado no departamento. Todo ano a segurança era reforçada e as equipes trabalhavam em dobro por conta do movimento nas ruas. Já Changkyun e Minhyuk lamentavam por não terem conseguido o mesmo.


— Hyung, pede pra gente folgar também — Changkyun pedia choroso pela manhã.


Já havia terminado o horário de Wonho, que ficou o dia anterior e a madrugada trabalhando, enquanto o de Changkyun começava e Minhyuk estava na metade do seu turno. Apenas os três estavam no vestiário.


— Você acha que eu não tentei? — Wonho disse cansado, só conseguia pensar em sua cama.


— Eu não sei porque a dificuldade, serão só dois a menos — Minhyuk complementou o lamento — Você vai se divertir sozinho…


— Quem disse que eu vou sozinho? — Wonho retrucou se levantando depois de arrumar sua mochila com as roupas sujas, precisava lavar todos os uniformes, até os reservas. 


Faria em casa dessa vez enquanto descansava.


— Aquele esquisito vai com você? — Minhyuk pergunta entrando em alerta.


— Ele não é esquisito — rebate rapidamente.


Ele se sentia bem perto do outro, Hyunwoo estranhamente lhe causava paz e segurança.


— Ele me dá calafrios, hyung — Changkyun fala fingindo tremer — E te olha esquisito, só se importa com você. E ele faz a gente ficar calado, eu tenho medo dele — confessou mexendo nos dedinhos.


Nem parecia que era um dos melhores atiradores do esquadrão.


— Quê? — Wonho ri — Ele é só um cara normal, parece meio avoado e sempre vê as coisas como se fosse a primeira vez, mas ele não faz mal a ninguém. As vezes é até fofo — disse lembrando que da ultima vez que saíram, ele se sujou de molho quando comeram macarrão italiano.


Ele o levou para jantar para pagar os hambúrgueres que Hoseok pagou da primeira vez que se viram. Achou o gesto bem gentil de sua parte.


— Credo — Minhyuk fala — O cara parece um psicopata, mas te ver defendendo ele assim, parece que tá apaixonado — seu olhar era desconfiado para o mais velho.


Wonho paralisou por um segundo, e depois soltou uma gargalhada alta, assustando os dois. Ele não se sentia assim, era apenas uma amizade que surgiu de repente, só isso.


— Deixa de besteria, somos apenas amigos — respondeu simples.


— Não sei não, hyung. Só sei que tem algo muito estranho com ele — Changkyun reforçou.


— Vão trabalhar que vocês ganham mais, eu já vou indo porque estou com muito sono. Até o próximo turno — se despediu colocando a alça da bolsa grande no ombro indo em direção a porta.


— Tem cuidado — Minhyuk fala quando Wonho se afasta.


Eles estavam preocupados com aquilo, mas o que iriam fazer? Na realidade Hyunwoo nunca fez nada de errado, exceto soltar olhares gélidos para si e Changkyun. Suspiraram juntos e então voltaram ao trabalho.


 


.


 


Hyunwoo estava na janela, apreciando a visão que tinha do seu escritório. O Reino Celestial era muito bonito, e a frente do palácio era magnífico. Ele não era dado a contemplações, não depois de tudo que aconteceu, mas ultimamente se pegava refletindo sobre o que andava acontecendo em sua vida, desde que conheceu Hoseok. E isso o levava a relembrar o passado. 


Antes, as lembranças com a pessoa que ele tanto amou no passado lhe fazia feliz, mesmo que lhe trouxesse dor, tanto da perda quanto saudade. Mas agora ele andava se perdendo nas lembranças da nova vida que Lira tinha, tudo estava se misturando em sua mente.


Ele acreditava que dada o nova condição dela, que agora Wonho, não desenvolveria sentimentos românticos por ele, mas estava terrivelmente errado. Cada vez que encontrava o moreno, se via mais encantado. Passou anos com o coração trancado, envolto em dor e vingança, quando concluiu sua odisseia de ódio, pode descansar em paz. Bom, quase.


E a partir daquele momento, pode se dedicar inteiramente a reger os céus e concentrar sua atenção em apenas uma pessoa que ocupava seu coração.


Entretanto agora, a frieza que jurava ainda sentir estava sendo desfeita, pois quando ia de encontro ao mortal, seu coração batia mais forte. Ele sentia a essência da amada cada vez mais forte, e não importava o seu físico atual, agora estava se acostumando em ver ela como ele. 


Suspirou sorrindo leve quando relembrava do sorriso de Wonho. Era tão iluminado e bonito, que o contagiava e fazia seu interior se revirar, de um jeito bom. Não se importava mais com nada alem de que estar com ele, era a mesma coisa de sentir paz depois de tanto tempo vivendo na turbulência de pensamentos, se perguntando por quanto tempo mais esperaria por ela.


Seus pensamentos se voltaram para a última vez que se encontraram. Eles foram em um restaurante diferente, a pedido do outro que queria comer comida italiana. Claro que o jantar foi insistência de Hyunwoo, que sentia mal porque na primeira vez, Wonho quem pagou a refeição, pois o Deus Rei havia ido despreparado. 


Então para evitar que aquilo acontecesse novamente, ele conseguiu que Jooheon conseguisse dinheiro humano e coisas que ele precisava quando estava lá, como carro e cartão de crédito. Teve que treinar antes, não queria passar vergonha na frente do outro, o que rendeu um jantar com seu secretário.


Pela primeira vez, Jooheon viu o celestial tendo dificuldades com algo, agir como humanos era muito difícil. Porém, acabou que depois de anos trabalhando juntos tendo um relacionamento estritamente profissional, aquela experiência lhes deu uma chance de estreitar os laços entre si. Jooheon também era o único que sabia de Wonho, portanto sempre cobria o chefe quando ele descia para o mundo mortal.


— Majestade — ao ouvir a voz grossa e calma do rapaz, se virou, sinalizando para ele continuar — Está tudo pronto. Eu separei uma fantasia e a deixei no quarto de hotel, aquele da última vez.


Algumas vezes Jooheon ia para a terra preparar algo com antecedência, deixando tudo pronto.


— Fantasia? — perguntou sem entender nada.


— Ah sim, hoje é feriado de dia das bruxas na terra, e eles saem para celebrar nas ruas. Por isso a desculpa de dar folga a ele hoje foi perfeita. Eu achei que seria bom pra vocês terem um encontro diferente.


— Encontro? — perguntou com a sobrancelha levantada. 


— É assim que chamam aquela fase antes do namoro na terra — explicou numa boa até que percebeu Hyunwoo o encarar de forma estranha.


Apesar de admitir para si mesmo os sentimentos que tinha, ninguem mais sabia. Jooheon tremeu levemente. Ele não estava com intenções desse tipo com Hoseok?


— De onde tirou isso? — Hyunwoo questionou.


— E-eu… — gaguejou — Achei que vocês estavam tendo algo… — se curvou rapidamente — Me perdoe por ter tirado conclusões precipitadas.


O rei acabou rindo com o pequeno desespero do rapaz.


— Tudo bem — Hyunwoo levantou o rosto divertido — Não tem porque esconder, já que é meu fiel companheiro. Você está certo, eu pretendo ter um relacionamento com ele, só não sabia como se chamava essa fase antes de firmar algum compromisso sério.


Jooheon balançou a cabeça entendendo e respirou mais aliviado. 


No reino celestial ainda imperava o casamento arranjado, então esses rituais de encontros eram feitos após o casamento. A lua de mel era período de conhecimento do casal. E assim, em vez de pensar em um término no futuro, eles entravam no relacionamento cientes da responsabilidade que teriam para com o outro e tinham que se adequar ao cônjuge. 


Acabava que eles desenvolviam sentimentos românticos com a convivência, conhecendo defeitos e qualidades um do outro. A primeira coisa que se formava no relacionamento era confiança e companheirismo, depois vinha o amor. E de certa forma, funcionava. Claro que havia exceções, como em tudo nessa vida.


Hyunwoo deveria ter se casado antes de ascender ao trono, mas como estava no auge de sua fúria e vingança, quando chegou a época da coroação, acabou por quebrar esse protocolo, e ninguém ousou lhe contrariar. A crueldade dele aquela altura era conhecida por todos. Nem seu pai interviu, conhecendo o filho, sabia que era melhor lhe deixar em paz.


— Então, ele enviou uma mensagem mandando o endereço onde vocês podem se encontrar — estendeu o celular que era de Hyunwoo, mas que ficava mais em posse de Jooheon do que o verdadeiro dono, que aprendeu mais rápido sobre a tecnologia terrena.


— Você vem comigo — avisou e Jooheon ficou surpreso, mas feliz.


Ele amava descer a terra, era divertido e acabou viciando nos benditos hambúrgueres, assim como Hyunwoo, mesmo que este não admitia. E também, o motivo de levar o mais novo, era que acabou gostando da companhia dele, além de que precisava da sua ajuda, porque não fazia ideia do que fazer nessa comemoração.


— Deixe um aviso de que fui para minha casa de descanso e venho só amanhã — Hyunwoo ordenou.


 


.


 


A rua estava lotada e Jooheon tinha muito cuidado quando caminhava para não perder Hyunwoo de vista, ele ia na frente com o celular, seguindo o mapa com a localização que Wonho havia mandado. Pensou que seria fácil eles se encontrarem na longa rua que havia sido fechada para comportar os celebrantes, mas o mar de gente fantasiada ali formava um labirinto humano estava dificultando demais.


Jooheon, que não havia preparado uma fantasia, por não saber que ia, encontrou em uma banquinha algo que o deixou satisfeito em poder participar da comemoração. Comprou uma tiara com chifres de demônio, uma capa curta que amarrava no pescoço e um tridente pequeno, os três em vermelho vivo. Ele estava mais fofo do que assustador.


Já Hyunwoo estava com uma fantasia mais elaborada. Usava um colete de couro sem camisa por baixo, por cima um sobretudo longo, de tecido mais fino, meio acetinado, que balançava facilmente enquanto caminhavam. Embaixo estava com calças de tecido grosso e botas grande, também de couro. Todo o conjunto era preto, e por sua altura e imponência, ele chamava atenção por onde passava.


— Eu acho que o motivo para usar essa fantasia era porque não queríamos chamar atenção, então porque todos estão olhando para nós? — Hyunwoo indaga Jooheon, que só no presente momento percebeu que as pessoas olhavam mais demoradamente para o rei.


— É porque o chefinho tá bonitão — respondeu com um sorriso, fazendo Hyunwoo levantar a sobrancelha e Jooheon perceber que havia falado de modo casual demais.


— Digo — se ajeitou e fez uma reverência — Sua Majestade está magnífico e é impossível não olhar — falou com mais respeito.


O mais velho percebendo que as pessoas os olhava ainda mais, tossiu.


— Acho que é melhor deixar o chefinho mesmo — disse se aproximando mais — Vamos logo — estava se sentindo um pouco constrangido.


Jooheon assentiu e voltaram a caminhar, agora mais rápido. Até que avistaram Wonho, embaixo de uma árvore, com uma fantasia de policial, só que totalmente rosa. Ao chegar perto, Hyunwoo o olhou achando estranho ele estar vestido quase igual a roupa do trabalho.


— Eu sei, nada criativo, mas não tive muito tempo de procurar uma fantasia legal, então... - disse um pouco envergonhado — Mas eu gostei da sua roupa Hyunwoo, um vampiro hein — elogiou achando que combinou bastante com o maior, depois olhou para Jooheon — Ohh temos um diabinho! — disse animado e Jooheon acabou rindo gostando do elogio.


— Ficou bom, hyung? — ele perguntou só pra confirmar.


— Sim! Apesar de achar que você combinaria mais de anjo — disse porque achava Jooheon fofo e já havia deixado isso claro quando se encontraram antes.


O mais novo sorriu, mostrando as covinhas.


— Vamos comer? Estou com fome — Hyunwoo chamou, e era verdade, longe dele se sentir incomodado com a atenção que Wonho dava para seu secretário.


De fato, saíram do palácio e foram direto para o hotel, onde se arrumaram e foram procurar pelo local onde ia encontrar Hoseok.


— Vamos, tem uma barraca ali que desde cedo eu estou com vontade — Hoseok concordou.


Então o policial rosa os guiou pelo caminho, até chegarem em uma tenda com algumas variedades de comida, é logo começaram a comer. Jooheon amou o passeio que fizeram depois, pois além da comida deliciosa que ainda desfrutaram noite adentro, a variedade de fantasias e animação do povo terreno lhe deixava eufórico. 


Ele poderia facilmente se acostumar a morar na terra. Da outra vez que esteve entre humanos, foi por causa dos estudos, por isso acabou aprendendo a língua coreana. Pois estava se preparando para ser um emissário, isso antes de ser chamado para trabalhar no palácio e acabar sendo secretário do Rei. No fim, achou uma boa escolha.


Wonho e Hyunwoo o acompanhavam agora, como se fossem pais da criança elétrica, que ia na frente parando de minuto em minuto, olhando tudo com expectativa. Jooheon era muito fofo e tanto o deus quanto o humano apreciavam muito isso. Eles estavam agora em uma calçada, na beira da avenida, haviam percorrido todo o local que estava enfeitado.


— Vocês são parentes? — Wonho pergunta em certo momento.


— Não — o maior responde.


— Ele parece mais novo que você, como se conheceram? —  a curiosidade o levou a encarar o perfil do outro.


— Ele trabalha pra mim — responde voltando o olhar para ele, estavam parados enquanto Jooheon estava em uma barraca de sorvete esperando os pedidos.


Wonho não esperava a resposta, na verdade era engraçado, porque desde que chegaram, tudo que o mais novo queria comprar, Hyunwoo pagava. Então Jooheon foi até eles segurando três casquinhas do doce gelado, parecia uma criança tentando ter o máximo de cuidado possível.


— Aqui pra vocês — ele entrega primeiro para Wonho a casquinha com sorvete de creme — Aqui chefinho, acho que vai gostar do de milho verde — entregou o de cor amarela.


O dele era de morango. Lambeu o sorvete, apreciando o doce, Hyunwoo fez o mesmo com o seu, acabando por tomar gosto e acenar positivamente para Jooheon que o olhava com expectativa pra ver se ele gostava ou não.


Wonho achou adorável que eles não pareciam nada com chefe e subordinado naquele instante, mas sim um filho querendo a aprovação do pai, e Hyunwoo agia como um. Mesmo que fosse mais calado e não expressasse muita emoção, sorria levemente para Jooheon quando ele fazia algo fofo. 


Por um momento Wonho sorriu para os dois e Hyunwoo percebeu.


— O que foi? — perguntou curioso.


— Vocês parecem pai e filho — disse ainda sorrindo, externando o que pensava com bastante transparência.


Hyunwoo acabou por sorrir mais aberto com a afirmação do outro, mas foi mais pelo sorriso dele do que por qualquer outra coisa. Por causa das poucas vezes que sorria, Wonho ficou feliz por ver ele fazendo o gesto para si. Mesmo que negasse para os amigos, em alguns momentos sentia que havia algo um pouco estranho, ou melhor, obscuro no maior.


Às vezes, as expressões de Hyunwoo eram duras, quando via algo ruim enquanto estavam juntos, e tinha algo frio que ele sentia outras vezes. Mas nunca se importou de fato, apesar de tudo isso, se sentia bem ao lado dele, e pode perceber que Jooheon também, ao contrário dos seus amigos que desaprovavam demais sua aproximação com ele.


Jooheon ficou um pouco envergonhado com a constatação, ele não esperava isso, mas acabou por refletir um pouco. Desde que ele estivera ajudando o Rei acerca de Wonho e lhe cobrir quando descia a terra, o relacionamento dos dois havia passado por uma mudança.


Antes era apenas o secretário pessoal que mantinha a maior distância possível para não desagradar o soberano, e foi o único que conseguiu agradar o rei, que mudava de secretários como quem muda de roupa. E o mais novo estava há uns dez anos servindo a sua Majestade.


— Ultimamente ele anda me lembrando muito alguém — Hyunwoo falou olhando para o secretário, deixando um certo carinho transparecer.


Jooheon sorri mostrando as covinhas que tinha nas bochechas cheinhas. Ficou curioso sobre quem seria, já que ele nunca viu Hyunwoo com alguém que fosse parecido consigo. E quando tinha folga ou queria simplesmente esfriar a cabeça, ele se escondia em uma casa que ele tinha em um local longe onde ninguém ia. Só havia ido uma vez apenas para saber a localização, mas nunca chegou a entrar na casa.


Quando ia abrir a boca para perguntar, um barulho estranho foi ouvido, um carro desgovernado vinha pela avenida. Wonho estava bem na beirada, e o automóvel vinha em sua direção rápido, mas como estava de costas, não ia consegui desviar. Foi tudo tão rápido, que ele apenas se encolheu esperando o impacto.



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Autor(a): Slow Cif

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