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Fanfic: Este Corazón | Tema: Rebelde Ponny


Capítulo: CAPITULO 48 - POV ANAHÍ

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Depois do episódio da surpresa inesperada de Ruth no dia das mães, Poncho não quis mais tocar no assunto e desviava de todas as minhas tentativas, e aquilo me machucava porque percebi o quanto ele ficou abalado e com muita raiva ao ver Ruth, que apesar de tudo, ela era a sua mãe e ele a amava.


O trabalho na taberna estava cada vez mais exaustivo, a barriga de seis meses de gravidez estava pesando como nunca, tia Mariana explicou que isso aconteceria devido ao crescimento dos órgãos da Cecilia, mas imaginava que seria tanto.


— Trouxe seu jantar. – Poncho entrava no quarto carregando uma bandeja. — Ada disse que você falou que estava cansada demais para descer as escadas.


Poncho colocava as mãos na cintura após colocar a bandeja no criado-mudo. E me encarava e não gostava daquela expressão.


— Aconteceu alguma coisa? – perguntei, posicionando a bandeja sobre o meu colo na cama.


— Fico me perguntando quando a sua teimosia vai passar. – Poncho andava dentro do quarto. — Vê o quanto os seus pés estão inchados de ficar andando de um lado para o outro a noite toda na taberna.


— Tia Mariana disse que é normal o inchaço a medida que a barriga vai crescendo.


— É, mas ajudaria bastante se você não tivesse uma rotina diária tão puxada, é o colégio, a ONG e a taberna, Annie, não tem necessidade alguma de você trabalhar durante a gravidez, já disse que posso te ajudar e teria o maior prazer em fazer isso.


— Se você vai começar com essa conversa de tentar me convencer a largar o emprego novamente, é melhor parar.


— Mas eu não aceito que você continue fazendo isso, porque caralho não me deixa ajudar? Eu sou o pai da Cecilia, e o seu marido, não tem absurdo nenhum nisso.


Meu coração queimava de alegria ao ouvi-lo falar desse jeito.


— Porque você não para de querer brigar o tempo inteiro, e me faz uma bela massagem nos pés.


— Annie estou falando sério, para de brincadeira.


— Mas eu também estou falando sério.


— Quer saber, não durmo mais com você até que você decida largar esse emprego idiota na taberna.


Arregalei os olhos com a chantagem escrota do Poncho e ele saiu do quarto batendo a porta com força.


**


O campeonato escolar começou tem uma semana e a taberna estava mais movimentada que nunca, Dulce me comunicou de que o dono contrataria mais funcionários, mas até agora não fez isso. Muito pelo contrário, ele quer praticamente dobrar os nossos turnos por um salário maior, me deixou alegre por receber uma quantia maior, mas não sei bem se vou suportar. A barriga está pesando demais e Cecilia fica muito agitada, como se soubesse de toda animação que ocorre fora da barriga.


Hoje mal vi o Poncho, hoje tínhamos a primeira disputa de hóquei e acredito que isso seja uma razão a mais para a taberna está ainda mais lotada.


Estava terminando de servir uma mesa de garotas e elas estavam bem agitadas comentando sobre os gatinhos do time adversário que acabaram de chegar a galeria. Ao subir o olhar ainda com a bandeja na mão ao terminar de servir, meu coração começou acelerar, minhas mãos suaram tão frio que a bandeja veio ao chão assustando as meninas e Dulce veio rápido em minha direção.


— Annie. – ouvia Dulce me chamar como se estivesse bem distante, mas ela estava ali, ao meu lado. — Anahí tá tudo bem?


Era ele, Alex Sirvent que entrava na galeria, estava ainda mais bonito do que me lembrava, seus olhos claros, cabelos loiros penteados espetados para cima, os óculos escuros redondo o deixavam ainda mais charmoso, sorria cumprimentando algumas pessoas, estava mais forte, com certeza andou treinando muito, já que hóquei era a sua vida praticamente.


E como pude me esquecer desse terrível detalhe? Como pude esquecer que o Malfatti sempre jogou contra o Anchieta. Dulce pegou a bandeja no chão ficou parada a minha frente.


— Annie. – bateu palma e meus olhos piscaram. — Por Deus, já estava começando a ficar preocupada.


Fiquei cabisbaixa tentando recuperar o folego.


— Melhor sentar um pouco.


Dulce me ajudou a sentar em uma das banquetas do balcão da área externa da taberna, e bebia o copo d’agua devagar acariciando a barriga. Era como se Cecilia soubesse que o pai estava por perto, ela não parava de chutar e dar pontapés fortes que me causavam uma certa agonia.


— Oh será que não tem ninguém aqui, que possa nos atender.


Aquela voz. Conhecia aquela voz abusada e estridente. Olhei de relance e era ela, Savannah. É claro que ela viria, jamais faltaria a um jogo do Alex. Sempre esteve em todos os jogos, ate bancou de minha amiga algumas vezes em alguns dos treinos.


— Annie, será que você pode...


— Não, não posso, Dul, me desculpa.


Sai da taberna em direção ao banheiro, precisava lavar o rosto e recuperar o ar que havia perdido nesses últimos minutos. Ao levantar a cabeça para me olhar no espelho, me assustei ao ver Savannah de pé ao meu lado passando gloss.


— Que foi? Os chifres voltaram a doer ao ver o Alex. – provocou me olhando dos pés à cabeça. — Depois de todo esse tempo você ainda não superou?


Umedeci os lábios e respirava fundo para controlar o choro.


— Precisou mesmo vir para tão longe, para conseguir esquecê-lo e vejo que não funcionou.


Talvez o avental tenha disfarçado um pouco a barriga e esperava verdadeiramente que Savannah não tivesse notado, porque seria mais uma razão para ela continuar a me provocar. As amigas dela começaram a gargalhar alto e brincar como se estivesse com dor de cabeça, tirei o avental jogando-o no chão do banheiro e as lagrimas desceram assim que sai correndo daquele banheiro.


Os degraus da escadaria da galeria nunca ficaram tão bagunçados, talvez porque meus pés estavam depressa demais. até.


— Oh garota, olha por onde anda.


Aquele sotaque. Aquele maldito sotaque que um dia tanto amei e admirei. Subi o olhar e Alex me olhava surpreso. Ele tirou os óculos.


— Anahí Giovanna. – disse sem sono, mas conseguia ler seus lábios.


E se ele soubesse o quanto aquela forma dele me chamar me causava anseia talvez não me chamasse mais assim. Os olhos de Alex piscavam rápido quando ele olhava para a minha barriga e antes que ele pudesse falar ou perguntar quaisquer coisas, sai correndo pelo estacionamento ate ver Poncho que parecia acabar de chegar.


— Meu amor, o que houve? 


Pulei no pescoço de Poncho abraçando-a fortemente e deixando as lagrimas molhassem a sua camisa. Poncho fazia caricias no meu cabelo e Christopher nos olhava sem entender nada.


— Annie. – Poncho me afastou, segurando meus braços com as duas mãos. — Você precisa se acalmar, está nervosa demais.


— Posso ir comprar uma água. – sugeriu Christopher.


Tentava recuperar a respiração e cessar o choro para conseguir explicar. Mas, Alex aproximou-se e Poncho olhou para ele, me soltando.


— Anahí.


A voz de Alex me chamando me fez fechar os olhos. Poncho juntava as sobrancelhas confuso.


— É por causa dele que está tão assustada. – Poncho disse entredentes. — O que porra você fez com ela, Sirvent?


Poncho deu um empurrão em Alex, que nada fez. E Christopher logo ficou entre os dois.


— Não vou brigar com você, Herrera, só peço que não se meta nisso.


— Como é que é?


Poncho ria irônico.


— Você nunca ouviu falar que briga de marido e mulher, ninguém mete a colher?


— Mas ela não é sua mulher, seu filha da puta.


— Calma, Poncho, calma! – pedia Christopher, segurando Poncho. — De onde conhece a Annie, Alex?


— Somos ex-namorados e devo ser, provavelmente, o pai dessa criança que ela carrega.


Me abraçava com os meus próprios braços cabisbaixa quando as lagrimas insistiam em descer dos meus olhos. Depois de dois minutos de silencio.


— Some daqui! – esbravejou Poncho, e voltei a olhar para eles.


Christopher não conseguiria segurar Poncho, ele estava explodindo de raiva e era tudo culpa minha.


— Qual é a tua Herrera?


Alex caminhava em direção a Poncho.


— Porque você não fica na tua e me deixa conversar com a minha mina.


Poncho empurrou Christopher e deu um belo soco na mandíbula de Alex, que não demorou muito para revirar o empurrão e um outro soco. Christopher tentava a separar os dois e o calor me atingiu, minha visão começou a escurar e tudo que me lembro de ter visto por ultimo fora Poncho e Alex se esmurrando no chão do estacionamento da galeria.




OH MEU DEEUUUUUUUS!!! TAVA TUDO MUITOOO BOOOM, NÃO É MEXMOOOO. 



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Autor(a): raissasampaio

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 45



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  • beatris_ponny Postado em 21/06/2021 - 17:17:31

    Espero que não esteja junto com aquele embuste

  • beatris_ponny Postado em 21/06/2021 - 17:17:14

    Cadê a Annyyy

  • beatris_ponny Postado em 17/06/2021 - 07:49:13

    Espero que esse 1 ano passe rápido

  • beatris_ponny Postado em 17/06/2021 - 07:48:43

    Meu deus que ódio desse povo atrapalhando nosso casal

  • beatris_ponny Postado em 10/06/2021 - 22:50:43

    esperando mais amando essa fanfic

  • beatris_ponny Postado em 10/06/2021 - 22:50:24

    esse familia da anny santa paciencia

  • beatris_ponny Postado em 10/06/2021 - 22:49:57

    posta maissss

  • Srª Von Uckermann Postado em 07/06/2021 - 21:38:13

    Posta maaaaaaaaaaaaaaaaaaaais

  • beatris_ponny Postado em 30/05/2021 - 20:18:33

    Pelo amor de deus posta mais está muito bom

  • gabie Postado em 24/05/2021 - 19:39:18

    To aqui no aguardo por mais amiga (sim, pq eu quero ser sua amiga, você que lute)


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