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Fanfic: Felicidade Clandestina | Tema: texto FELICIDADE CLANDESTINA


Capítulo: Felicidade clandestina

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     Ela era  magra baixa,sardenta e de cabelos excessivamente lisos, meio arruivados .Tinha um busto enorme ,enquanto nós todas ainda éramos achatadas . Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa , por cima do busto ,com papel para pareçer maior . Mas possuí o que qualquer menina  queria uma mãe blogueira cheia de maquiagens.


      Pouco aproveitava . E nós menos ainda : para aniversário,  em vez de pelo menos um batonzinho barato , ela nos entregava em mão um cartão-postal da loja do pai . Ainda por cima era de paisagem do Rio de Janeiro mesmo , onde morávamos com o pão de açúcar mais do que vistos. Atrás escrevia com uma letra linda, palavras como "data natalícia" e "saudades".


      Mas que talento tinha para a crueldade . Ela toda era pura vingança , usando maquiagens lindíssimas.  Como essa menina devia nos odiar , nós que éramos imperdoávelmente feinhas , esquecidas,  altas de cabelo muuuuito crespos . Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sasismo . Na minha ansia de me maquiar com maquiagens de boa qualidade,  eu nem notava as humilhações a que ela me submetia : continuava a implorar-lhe emprestadas as suas maquiagens antigas.


Até que via para ela o magno dia de começar a exercer  sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía , uma paleta de sombra da Ruby Rose                                    Era uma paleta linda, cheia dd cores vibrantes,  meu Deus , era uma paleta para se ficar vivendo com ela ,comendo-a,dormindo-a . E completamente acima de minha poses. Disse-me que eu passase pela sua casa no dia seguinte e que ela me deixaria entrar para ver as coisas da sua mãe,  e me emprestaria a sua paleta de sombras. 


      Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria:eu não vivia , eu nadava devagar num mar suave , as ondas me levavam e me trasiam.


       No dia seguinte fui á sua casa , literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu , e sim numa mansão. Não me mandou entrar ,e a paleta ela tinha emprestado para outra menina , e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-la. Boquiaberta,saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pelasruas do Rio. Dessa vez nem caí;guiava-me a promessa de ver as coisas da sua mãe,e de ter em minhas mãos a paleta de sombra,o dia seguinte viria ,ks dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira , o amor pelo mundo ms espereva,andei:pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.


       Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha da blogueira era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu á porta de sua mansão, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma:a paleta ainda estava no seu poder,que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde,no decorrer da vida,o drama do "dia seguinte"com ela ia repetir com meu coração batendo. 


      E assim continuou. Quanto tempo?Não sei.


       Eu ia diariamente á sua casa ,sem faltar um dia sequer. Ás vezes ela dizia:poís a paleta esteve comigo ontem de tarde ,mais você só veio de manhã , de modo que eu emprestei a outra menina.


       Até qhe um dia,quando eu estava á porta de sua mansão ouvindo humildade e silenciosa a sua recusa,apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária  daquela menina á porta de sua casa. Pediu explicação a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco educativas. Ela não estava entendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou:Mas esta paleta nunca saiu daqui de casa e você nem quis usar!


       Ela se refez e disse firme e calma para a filhavocê vai emprestar a paleta agora mesmo e vai convidar ela para entrar,e nós vamos maquiar ela com as melhores maquiagens.


         Como contar o que se seguiu? Eu estava entonteada,e assim recebi a paleta na minha mão. Não , não sai pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava a paleta e sombra da Ruby Rose. Quanto tempo levei até chegar em casa , também pouco importava.


Chegando em casa, não a usei. Fingia que não a tinha,só para ter o susto de a ter. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. 


   As vezes senta-me na frente doespelho , com a paleta aberta no colo,sem tocá-la , em êxtase puríssimo. 


     Não era mais uma menina com uma paleta:era uma mulher com o seu amante.



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Autor(a): dandy_maus_

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