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Fanfic: Destinado (3ª temporada) (Adaptação - Vondy) | Tema: Vondy, Romance, Adaptação


Capítulo: Capítulo 89

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Maite: Papa! — Maite deu palmadinhas em meu rosto.


Christopher: Sim, meu amorzinho?


Percebendo que ela queria ir para o chão, eu me abaixei com cuidado. Ela engatinhou para baixo da mesa de centro e retornou com um brinquedo na mão.


Um cavalo de madeira que Gomes entalhara para ela no mês anterior.


Maite: Oite, papa! — Ela me entregou o brinquedo.


Christopher: Não me diga que já quer um só para você.


Maite: Pocó!


Acabei rindo.


Christopher: Verei o que posso fazer, em... dois ou três anos. Que tal começarmos com um bonito pônei?


Gomes, parado pouco atrás de mim, tentou disfarçar o riso com uma tosse.


Christopher: O que foi? — perguntei a ele.


Sr. Gomes: Suponho que sua senhora não vá gostar da ideia.


Christopher: Mas o que pode ser mais natural para uma menina do que ganhar um pônei, não é, Maite?


Ela não prestava atenção. Arrulhava uma sucessão de pocó-pocó-pocó-pocó enquanto batia o cavalo de madeira no assoalho.


Sr. Gomes: Por que sua camisa está suja de sangue, senhor? — Gomes quis saber, tentando manter a fachada austera, mas falhando. — Está ferido?


Olhei para as manchas vermelhas que eu não notara até então.


Alexander.


Perguntei-me se um dia viria a saber o que fora feito dele. E se eu descobriria o motivo de estar tão intrincadamente envolvido no caso de Elisa. Provavelmente não.


Christopher: Não, senhor Gomes. Eu... humm... ajudei um rapaz que havia se ferido.


Sr. Gomes: Virgem Santa, senhor Uckermann! E ele está bem?


Christopher: Espero que sim, Gomes. Realmente espero. — Passei a camisa pela cabeça.


Não queria minha filha perto daquele sangue.


Gomes a pegou antes que eu pudesse jogá-la no ombro.


Sr. Gomes: Vou providenciar seu banho e mandar alguém até a vila para contar as novidades.


Christopher: Obrigado.


Maite empurrou o cavalo de madeira em minha coxa e esfregou os olhos. Ela estava cansada.


Não pude evitar sorrir.


Christopher: Vamos lá. Vamos fazer você dormir. — Eu a peguei no colo e imediatamente sua cabeça pendeu em meu ombro. Comecei a cantarolar.


Não percebi que Gomes se retirava até me dar conta de que estava sozinho com minha filha. Dancei com ela pela sala toda, embalando-a e me sentindo tão grato por ter a chance de fazer aquilo mais uma vez que um nó se formou em minha garganta e fui obrigado a parar de cantar e apenas murmurar sua canção preferida. Maite adormeceu em pouco tempo, mas custei a soltá-la. Permaneci ali, com ela em meus braços, a mão espalmada em suas costas, sentindo as batidas rápidas de seu coraçãozinho, o sobe e desce de seu peito, enquanto fitava tudo o que me cercava. Por um instante, com o asfalto sob meu corpo, pensei que tudo estivesse perdido para sempre. Que jamais voltaria a pôr os olhos na casa onde nasci, na família que deixei para trás.


Christopher: Obrigado — murmurei para o nada, abraçando minha filha com mais força, esperando que de alguma forma Alexander pudesse me escutar.


Beijei a testa de Maite e lentamente atravessei a casa até chegar a seu quarto.


Mantive-a no colo enquanto ouvia a movimentação do preparo da banheira no quarto ao lado. Quando tudo se acalmou, eu a coloquei no berço com cuidado e fiquei observando-a. Dulce me encontrou ali. Ela me abraçou pela cintura, beijando meu ombro nu, e também ficou admirando nossa menininha. Perdemos a noção do tempo, velando o sono de Maite por quase uma hora, e eu teria ficado ali a noite inteira se não tivesse percebido o esforço que Dulce fazia para se manter de pé. Ela, porém, não reclamou uma única vez e parecia mais do que contente com o desconforto.


Christopher: Vamos — eu disse a ela. Dulce pegou a mão da filha e depositou um beijo em sua palma antes de deixar o quarto.


Fechei com cuidado a porta de ligação entre os dois aposentos. A água da banheira já esfriara, e o vapor que exalara mais cedo deixara o ar saturado.


Uma sensação muito parecida com o que ocorria em minha cabeça. Eu não dormia direito havia muito, e toda a confusão em que nos metemos começou a pesar em meus ombros.


Christopher: Como está Anahí? — perguntei a ela, começando a esvaziar os bolsos sobre a cômoda.


Dulce: Chateada. Ela está com medo que o Alfonso tenha ouvido os boatos e acreditado neles.


Eu me detive.


Christopher: E ele acreditaria nisso porque... humm... — tive de pigarrear — há essa possibilidade?


Dulce: É claro que não, Christopher! A coisa mais ousada que a Anahí já fez na vida foi sucumbir a um beijo! Mas ela tá com medo de que o Alfonso acredite nos boatos, que pense que ela tinha um amante.


Coloquei sobre o móvel as notas de dinheiro que já não me tinham serventia alguma, assim como os brincos que comprara de volta no antiquário.


Christopher: Falarei com ele, meu amor. Explicarei o que aconteceu. Em parte, pelo menos. Mas antes vou falar com Anahí e me assegurar de que ainda sei o que ela quer.


Dulce colocou as mãos em minhas costas, virando-me.


Dulce: Como assim?


Christopher: Não posso forçá-la a se casar se não for isso o que ela deseja.


Dulce: Não pode? — E suas íris castanhas cintilaram.


Christopher: Não. — Procurei mais nos bolsos da calça apertada. Meus dedos esbarraram na caixa de remédios que eu tinha comprado para Christian e nunca tive a chance de entregar. Eu a joguei sobre a cômoda também. O celular veio a seguir.


Dulce: Mas e quanto às fofocas? À reputação de Anahí? — ela quis saber.


Christopher: Não importa, Dulce. Podemos pensar em alguma coisa. O que não posso é condenar minha irmã a uma vida infeliz. A escolha será dela.


Ela ficou boquiaberta. Aproveitei para atravessar o quarto e remover da parede o quadro de Dulce, revelando o cofre. Girei a catraca até destrancá-lo e joguei ali aquela coisa. Eu era o único que conhecia a senha. Estaria seguro, ao menos até que eu tivesse tempo para me livrar dele.


Dulce: Andei pensando, Christopher. Você não hesitou — ela murmurou atrás de mim.


Detive-me por um breve instante antes de fechar a porta e girar a trava. Ela prosseguiu, embora não fosse necessário. Eu sabia bem do que ela estava falando. 


Dulce: Esta noite, na rua. Quando pegou o celular, você não vacilou. Não me perguntou se era isso mesmo que eu queria.


Christopher: Não, eu não perguntei. — Pendurei o quadro, mas me mantive de costas para ela.


Dulce: Porque tinha medo da resposta?


Christopher: Eu... — Esfreguei o rosto, esgotado demais para mentir para ela. — Agora que tenho minha memória de volta, percebo uma coisa. Você não usou seus equipamentos tecnológicos, a menos quando foi necessário, como no caso da copiadora. Havia uma TV em sua sala, mas você não a ligou uma única vez. O mesmo vale para o micro-ondas de que você tanto falava. Então, estou aqui tentando me convencer de que não hesitei, pois eu sabia qual seria sua resposta. Mas com você eu nunca sei, Dulce. E sempre pensei que, se fosse preciso abrir mão de você para que fosse feliz, eu abriria. Mas não sou capaz. Não sou capaz de deixá-la ir, mesmo que você queira. Sou mais egoísta do que você pensa.


Dulce: Christopher?


Inspirei fundo antes de me virar, esperando ver a decepção estampada em seu rosto. Em vez disso, vi Dulce parada ao lado da banheira com o coração nos olhos.


Dulce: Nada do que havia naquele apartamento me importava. Exceto o homem que acordava sem memória todas as manhãs. — Sua voz estava repleta de amor e, se eu estivesse entendendo direito, alívio. — E eu também sou egoísta pra caramba. Não sou capaz de viver sem você. E estou pouco me lixando se é isso o que você quer — ela brincou.


Em duas passadas largas eu estava junto dela. Passei os braços por sua cintura e me inclinei, encostando a testa na sua. Meu rosto estava tão perto do dela que nossa respiração se tornou uma só. Era apropriado.


Christopher: Você está com algo que me pertence — murmurei, fitando-a.


Dulce: Eu... não sei do que... Ah! — Entendendo, ela levou a mão à nuca e soltou o fecho do longo colar. Trazendo-o para a frente, fez minha aliança deslizar pela correntinha até cair em sua palma. Guardou a corrente com o pingente de minha inicial no bolso da saia e de lá retirou seu anel e sua aliança. Eu os peguei e me afastei apenas o suficiente para tomar sua mão esquerda.


Christopher: Eu soube que estava perdido no instante em que pus os olhos em você. — Deslizei a aliança por seu dedo. Seu olhar se inflamou, fazendo meu peito arder. — Naquele momento, eu entendi por que parecia que eu estivera prendendo o fôlego desde sempre. Eu esperava por você, Dulce. Eu a amei no primeiro olhar. Eu a amei no primeiro sorriso. E no segundo, e no terceiro, e em todos os que vieram depois. Todo dia eu acordo e penso que é impossível amá-la mais do que já amo. E todo dia eu descubro que me enganei. Eu a amo cada dia mais, a cada dia de uma maneira diferente. — Empurrei o anel de safira até ele se juntar à aliança. E então trouxe sua mão para minha boca e beijei seus dedos e os elos que simbolizavam nosso comprometimento. — E será assim por toda a vida, pois eu nasci para amar você.


Os olhos marejados de Dulce estavam nos meus quando ela pegou minha mão esquerda e encaixou a aliança na ponta do meu anular.


Dulce: Não existe nada mais extraordinário do que encontrar alguém que nos ama da maneira que somos. E você sempre me aceitou do jeito que sou, sem jamais tentar me mudar. Eu ultrapassei obstáculos, medos e inseguranças, o mundo todo, para poder estar com você. E faria tudo de novo. Porque eu te amo. — Ela encaixou a aliança em meu dedo. — Amo seu sorriso, o jeito como olha para mim, como se eu fosse a coisa mais bonita que você já viu, e então seus dedos começam a se mover como se você estivesse me desenhando mentalmente. Amo como você se importa com o problema de todos e tenta ajudar. Amo o pai que você é para a Maite. Por muito tempo eu me senti só, completamente desamparada. E então você entrou no meu coração, e agora eu sei que nunca mais estarei sozinha. Existem amores que foram feitos para durar a vida toda. O nosso, eu sei, é assim. Porque eu também nasci para amar você, Christopher.


Tomei seu rosto entre as mãos e me inclinei, colando minha boca à sua, selando nossos votos. As emoções que me dominavam faziam meu peito doer, se aquecer, querer explodir.


Eu estava finalmente em casa.


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Autor(a): delenavondy

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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 108



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  • vondy_dulcete Postado em 03/11/2021 - 15:06:00

    O Ucker é um verdadeiro príncipe ♥️ quase chorei com ele

    • delenavondy Postado em 04/11/2021 - 18:20:56

      <3

  • vondy_dulcete Postado em 03/11/2021 - 15:05:21

    AFF que perfeito sua fic&#9829;&#65039; amei amei amei

  • taianetcn1992 Postado em 02/11/2021 - 07:53:42

    Aí meu deus, ameiii essa maratona, já quero mais como sempre &#128584;

    • delenavondy Postado em 02/11/2021 - 21:13:50

      Que bom <3 Vou terminar hoje os últimos capítulos

  • mandinha.bb Postado em 29/10/2021 - 14:22:04

    Estou megamente ansiosa por mais, sinto que logo eles encontram a Any, ainda mais agora que o Ucker recobriu a memória e acho que o cara que estava preso com o Ucker tem algo no meio, esse amigo dele deve estar com a pessoa que está com a Any, muito estranho o comportamento dele... Continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa plisssssssssssssssssssssssssssssssssss

    • delenavondy Postado em 30/10/2021 - 00:24:37

      já já posto mais...

  • taianetcn1992 Postado em 28/10/2021 - 05:32:47

    ansiosa pelos proximos

  • taianetcn1992 Postado em 28/10/2021 - 05:32:36

    quero mais

  • taianetcn1992 Postado em 28/10/2021 - 05:32:28

    voltaaaaaa

  • taianetcn1992 Postado em 28/10/2021 - 05:32:21

    kd vc ?

    • delenavondy Postado em 29/10/2021 - 00:17:17

      Desculpe, estou meio ocupada esses dias. Mas amanhã trago mais capítulo ok !

  • taianetcn1992 Postado em 28/10/2021 - 05:32:09

    pelo amor de deus

  • taianetcn1992 Postado em 28/10/2021 - 05:32:01

    mais mais mais


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