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Fanfic: Criminal Holmes | Tema: Romance, Policial, Drama, Suspense


Capítulo: Tasha 06 Anos Atrás

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Tasha


Não era a primeira vez, a minha acomodação na sombriedade do salão provocava muita advertência. Geralmente, era um alívio o estrondo do som, sem o entendimento do que seria dito eu apenas acenava a cabeça. A última reprimenda foi vivenciada a poucos instantes. Eu nem entendia o porquê de se queixarem que eu não sabia sorrir. Sinceramente, eu objetivei zero carisma para esse trabalho. A forma menos trabalhosa de se envolver. A carícia desaprovada e o beijo, a primeira coisa que era rejeitada. Para surpresa, eu conseguia continuar mais tempo na boate. 


Entre um feixe de luz e outro, no estilo cromático as pessoas se tingiam na área rebaixada como moluscos e lulas flácidas com molejos bastante profissionais. A grande ostentação próxima ao bar sempre foi o lustre de cilindros. Eu transpareci um pouco de desânimo ao olhar em frente para o barmen se aproximando. 


- Irei confiar que você aprendeu dessa vez. - Exagero a súplica dele de se pôr de joelhos. - Na terceira banqueta, tem um cara que perguntou se havia alguma coisa fascinante na casa. Eu avisei que você dava problemas. Ele chegou recentemente de longe. 


- Tem a Vanessa para dar saudações de boas vindas. 


- Ela saiu desconexa do bar. Não faria sentido que eu substituí-se outra em seu lugar. Também a escolha foi dele. 


Não se tornou uma espera longa. Na minha prontidão, reconheci os passos se abeirando do quarto. Totalmente, a estrutura dele se enxertou no espaço. A minha reverência foi cruel de maneira invertida para a porta. Prensei ainda mais o assento sobre a cama com o alcance dele. Todo mecanismo de ar reformulei para sair agradável em diante, no reparo da mesa de canto o descanso da arma mixou uma série de sentimentos. 


- Ela não dispara sozinha. - Repensei sobre a repelência quando ele se sentou na cama. 


Pressagiei o cheiro químico e repugnante, o fumo já se espalhava sobre mim. 


- Qual é o seu nome? 


- Blue. 


- Então, Blue ainda estou esperando você fazer alguma coisa. 


Quase não existia um lugar certo para fugir, quando me levantei, ele se posicionou na captura como um obsessor. Dispensei a projeção da sua face dentro da minha. 


- É virgem?


- Não beijo. 


- Agora acredito que você é obstinada demais. - No desamarro do meu corpo, senti o alívio instantâneo vendo-o se realocar na poltrona da parede. 


- Ainda tem chance de pedi alguém de volta. - Me reposicionei na cama.


Teve um impacto na nossa exploração. De imediato, numa linha de trajetória, percorriamos em sentindos opostos na intenção evasiva e ele era grande para me deixar escapar. A natureza dele não existia neste planeta. Toda parte do corpo dele se conectava finalizando numa singular harmonia. Pontos vitais de sentidos do seu rosto delatava o trabalho final de toda obra. Esmiuçados, sensíveis e maléficos, também o portal para a sua natureza carnal. Homem que transitava do céu para o inferno e no descanso interespacial se entregava a infinda macieza, paz deleitava no mar azul esverdeado dos seus olhos. A transição para perversidade se achava nas sobrancelhas sendo arqueadas demais. O abandono do assento me fez reparar na ausência de cabelos longos, no mínimo o estilo agradável seria o raspado. Em vidas passadas seu couro cabeludo íntegro provavelmente deveria ser loiro. 


Inesperadamente, o salto oportuno no meu lado desembaralhou algumas notas do dinheiro. Ele reservou a carteira ao jeans. 


- Você pode sair se quiser. 


- Não aconteceu nada. 


- A gente finge que aconteceu, mas se isso feri o seu ego podemos demorar mais um pouco. De qualquer maneira, são as duas opções que você têm. - Um súbito de horror me atormentou pelo sorriso dele atrás da fumaça. 


- O que está propondo? 


- Um pouco de liberdade não vai envolver ninguém. 


Meus princípios foram dilacerados. Minha camuflagem tormentuosa perverteu todos os astrais. Transportada para um presídio sem a possibilidade de uma sentença algum dia, a minha carcaça se corroía na omissão de luz, de vida, de sustento. Eu deixei as trevas me agasalharem, igualmente um recém nascido, eu chorava, desejando talvez que a placenta e a dor da minha mãe fossem rompidas. Que eu nascesse novamente de uma outra forma. 


- Ainda é o mesmo motivo?


- Ela beijou um homem. - Vanessa não tinha coração. O repertório dela era uma maldição. 


- Ainda estou ouvindo vocês. Estava me sentindo muito bem no quarto. - Comprimi as carnes das minhas pernas em meio as cercanias das almofadas.


- Eu tranquei o quarto por não suportar a sua melancolia. Já basta as noites ouvindo você fungando. Imagina você namorando. - A xícara se despedaçaria com o impulso na mesa. 


- É bem pior. - Nanah renovou o riso. 


- Avisei para ir embora pensando nisso. O básico você não faz. Também estou me cansando de dar notícias suas, já fazem três dias que não aparece na boate. 


- Vou reaparecer algum dia, depois que eu me recuperar. 


Primeiramente, a minha coragem era pelo fim da semana. Nada me afirmava na segurança de nenhum evento recorrente. Eu sobrevivi bastante fora do quarto, a única modificação que fiz foi implantar a voz da Vanessa na minha mãe, mesmo sendo rude aquele cuidado era igual. Ainda por dentro, eu sentia a insatisfação das minhas carnes. Elas tentariam de toda forma expulsar o remendo na ferida, no entanto precisei me manter firme com elas, me reinventar como um potente imunossupressor. Em tudo não existia envolvimento, sem a presença e a satisfação, assim os meus afetos íntimos foram abandonados. Nas recorrentes recaídas, eu era transportada para uma UTI inventada. 


Novamente, deveria ser somente um dejavú. A aproximação do barmen seguida de um filme de terror psicólogico. 


- Não é nada igual a última vez. - Em alguma parte da sequência passada ele também ajoelhara. - Poderia ser apenas uma conversa. 


- Escolhe outra pessoa. 


- Eu não tenho bons métodos de mentira, sabe disso. Talvez seja a cor do seu cabelo que chama muito a atenção. 


O suspiro sucumbiu todo o cansaço da minha vida. 


- Tem certeza que é apenas uma conversa?


- Me comprometo a te observar. Qualquer suspeita, não estará disponível para o serviço. - Restaurando a estrutura, ele retornou se apressando para a bebida de um japonês. 


Quem sabe fosse apenas uma overdose pela a minha imunossupressão. Eu sabia que as carnes se atormentariam mais, numa disputa canibalesca a conexão dele com a outra parte do banco booth retrocedeu a minha alma com as primeiras dentadas. 


- Não gostou da última noite? - A opressão me impossibilitou de responder. - Quantos anos você tem?


- Não sou de menor. 


- Na última vez se pareceu como uma. 


- É um jeito de ninguém se envolver.


- Depende de nós dois. Eu te conheço apenas como Blue, poderia você gostar muito da cor azul. 


- A sua tentativa é insuportável. 


Ele repreendeu os resquícios de uma gargalhada. 


- Eu tenho uma sugestão de ser o seu único cliente, talvez assim você seria mais legal comigo. Eu só me chamo de Yuri. 



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Autor(a): merophe

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

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