Fanfics Brasil - Tasha Dia 05 Criminal Holmes (+16, +18)

Fanfic: Criminal Holmes (+16, +18) | Tema: Romance, Policial, Drama, Suspense


Capítulo: Tasha Dia 05

326 visualizações Denunciar


Tasha


A temperatura da água fria foi a única coisa que me fez sair depressa do banheiro. A volta na noite passada na casa da floresta não me assegurou confiança, a minha desistência de retornar para a cidade tinha por motivo a letargia de Anton. O desembarque feito no final da tarde e a ligação dele pela intuição da chave da casa. No mínimo, eu repousei as pálpebras durante a madrugada sempre com a precaução no burburinho dos galhos. Meu atendimento não foi concedido pela passagem rápida do tempo, me levantei adiantada do nascer do sol. Espremi a toalha com os fios, na beira da cama nenhum respingo se soltou sobre ele na chicoteada. 


- Está com medo de morrer?


- Depois de você mentir, eu prefiro não te seguir de mãos dadas. 


- E vou continuar mentindo, você ainda está comigo. - A inquietação no lençol adiantou o esbarro do pé dele nas minhas costas.


- Explicar a situação daqui de fora era o mínimo. 


- Você que colocou isso na sua cabeça, por ter ficado apaixonadinha quando eu te beijei. - A distensão das minhas pontas era encontrada a causa nos dedos dele. 


Eu não tive a interpretação correta dos acontecimentos no início. Demorei a me desprender totalmente da decisão de Yuri, o emprego tinha favorecido a minha dependência nas mensalidades da faculdade e também mais ainda na ausência do relacionamento. "Eu acho melhor ter um tempo." Eu não abandonei a intuição dos meus erros, algo provia de mim para que eu não necessitasse de explicações. Num tempo tão curto e fatal, idealizei um vínculo irreal com o Anton. Eu justifiquei tarde o meu comparecimento no tribunal, a concretização do meu silêncio com a entrada dele encarcerado, eu acreditei num tormento sobre ele pela sentença. Em um cenário bastante contra a lei, havendo um momento para o romance, ele soube desgraçadamente me manipular. Talvez Yuri fez a questão de astutamente possuí-lo, nunca exatamente entendi quem desejava realmente a minha boca. 


- Fora isso não faz sentido te levar a sério, você já foi um canário mais tratado. 


- Eu nunca me considerei um pássaro.


- Acho que você já foi uma puta mais tratada. 


Eu sabia que nada entraria na minha cabeça, na realidade tudo se acumulava no meu sangue pisado. Tão cedo o coágulo de vocábulos me causaria uma insuficiência cardíaca. Sem a necessidade de um socorro, eu me deixaria morrer. Entenderia da forma mais dura que castigo materno, o erro de estender a vida de alguém. A minha invenção falível e vergonhosa, a presença física com o espiritual, eu tentei conectar dois corpos desiguais na busca de nunca haver a escassez dos sentimentos dele. Sem as asas completas de penas eu aprendi a voar lentamente, com cobertas tão miseráveis eu resisti ao frio, por um cuidador cruel eu corri como uma cadela com interesse de cio.


Não havia muito sombreamento no pátio, a quentura proveniente do meio dia me obrigou a retirar o casaco. No início da escada me estacionei para a passagem de um grupo técnico. Na minha segunda vez, eu já sabia me pronunciar na recepção, ainda no caminho do corredor me reforcei no mapa mental para procurar a sala correta. Não havia erro, mas na abertura do lado esquerdo existia somente o despovoamento. Nada se assemelhava a surpresas, porém o meu coração se espavoriu sem defesas. 


- Está procurando por mim? - Ele teve a cortesia de esticar uma parte da boca, antes de se encaminhar teleguiado no cercado do primeiro andar. - Eu quero dar um pouco de trabalho para eles. 


Não entendi a finalidade do abraço, mas o calor dele me deu a preferência de um sol assim. Sua estação atual de primavera. 


- Posso receber a minha alta o mais depressa. - Escoltei o andamento dele até o banco em frente a sala. - Estamos começando a sermos amigos? 


- Teve a intermediação do Aidan. 


- Ainda não entendi o que ele tem. - O enlaço dos braços enrugaram totalmente a vestimenta do hospital. 


- Ele tem se desgastado bastante com o trabalho. 


O fluxo de passos era constante no corredor. Lennon lembrou da enfermeira pequena que foi substituída no banho de leito e do médico que recusava atestar a liberação transmudava a simpatia dele. Detalhes e lembranças, até ele reparar o meu pulso recuperado. A conversa se extendeu, com toda a operação encerrada em Ventura a investigação se deslocou para Belgrado. Parecia que ele também não tinha muita simpatia pelo Anton, rapidamente ele me enunciou do retorno para o quarto. 


- Vou abusar da sua boa vontade novamente. - O manquejar justificava antecipadamente para um apoio nos meus ombros. 


Eu manejei o assentamento dele na cama, na encostada no travesseiro nenhum interesse me recorreu para além das vestimenta e da boxer azul. A marca negra e contrastada circulando o calcanhar direito identificava a aparência de um escorpião imperador, sob enfeite de uma tornozeleira trançada. 


- Moda de praia. É um esplendor de um surfista. 


- Achei muito pouco, poderia estar mais visível, talvez em seus braços. - Eu não tive preparo para olhares extensos de interpretações.


- Estou imaginando o seu bom gosto. 


- Não é bom gosto, tenho os meus desastres com isso de praia. 


- Gosto de ter amigos opostos. São os que mais me dou bem. 


- Está contrariando a sentença.


- Os opostos se atraem? 


Eu não me lembrava de sentir o ar condicionado resfriar. Talvez, no meio da nossa inércia sofremos um avanço no tempo, na época de uma amizade mais antiga. Ele puxou o cobertor, escondeu o escorpião imperador quem sabe com a aparência de arrependimento de adiantar um futuro cedo e incerto. 


- Gostei de te ver novamente. Ainda irei fazer alguma coisa pra sair daqui e eu vou conseguir o seu número.


O riso dele sofreu uma distorção rapidamente, eu não reconhecia a estrutura na porta. Branca e dessaborida de simpatia sem nenhuma disposição de encontrar a íris dos meus olhos. 


Ela mencionou a saudade do Jens e a ansiedade de vê-lo retornando para casa.



Compartilhe este capítulo:

Autor(a): merophe

Este autor(a) escreve mais 3 Fanfics, você gostaria de conhecê-las?

+ Fanfics do autor(a)
Prévia do próximo capítulo

Case 05         Criminal Profile C.I.F.D  ÚLTIMO NOME : Ivanov  PRIMEIRO NOME : Masha Na caminhada pouco longa o atalho serviria contra a penumbra da noite. A invernia interferindo na circulação das mãos, o bafejo aquecido estendeu uma paralisia rápida dos nervos. Próximo a curva, o encalç ...


  |  

Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 14



Para comentar, você deve estar logado no site.

  • tigremisma Postado em 07/06/2022 - 18:23:17

    O crush que eu quero ❤️❤️

  • rarinhabelha Postado em 07/06/2022 - 17:39:08

    Lennon as vezes chega a ser um porre. Viu.... Maxx, dio amo.

    • merophe Postado em 07/06/2022 - 19:12:42

      Kkkkkk

  • rarinhabelha Postado em 07/06/2022 - 15:59:55

    Linda amizadeeee desses doix

  • abacatiminha Postado em 07/06/2022 - 14:22:31

    Eu amo o japinha ^^

  • teleteti Postado em 07/06/2022 - 14:05:14

    Essa história é um novelo, todo mundo é enrolado um no outro. Não tem por onde correr pow. É a praga!

    • merophe Postado em 07/06/2022 - 19:11:46

      Gosto de enredo assim, todo mundo envolvido.

  • tigremisma Postado em 07/06/2022 - 13:17:25

    Eu gostei dessa mina. Ela é doidona demais.

  • rarinhabelha Postado em 20/05/2022 - 22:52:58

    Ooohh, mas o que é isso?! Maldade...

  • rebeccatwonty Postado em 14/05/2022 - 13:55:24

    Acidente do caramba!! Tô sentindo que as coisas vão ficar pior aqui.

  • mariandyn Postado em 13/05/2022 - 10:15:19

    A narrativa é perfeita.

  • mariandyn Postado em 13/05/2022 - 00:57:58

    É difícil de deixar de acompanhar a história, tem uma sequência de eventos muito boa.

    • merophe Postado em 14/05/2022 - 01:23:24

      Eu trabalho sempre duro pra isso.


- Links Patrocinados -

Nossas redes sociais