Fanfics Brasil - Mordomo por um dia Desventuras no Dormitório Hirawa

Fanfic: Desventuras no Dormitório Hirawa | Tema: Comédia Romântica


Capítulo: Mordomo por um dia

407 visualizações Denunciar


Em um determinado sábado, Junichirou saiu para atender um pedido que Makino fez insistentemente, mas, precisamente, seria em Akihabara. Ela não havia contado sobre o que se tratava exatamente e apenas lhe entregou um bilhete com o endereço e que devia comparecer por volta das 15 horas. Ele chegou meia-hora antes do combinado, mas ao avistar a frente do prédio, verificou o papel novamente e estava no lugar certo.


— Por que ela não falou sobre isso desde o início?


O estabelecimento estava com uma placa dizendo aberto para o público em geral e era uma espécie de Maid Café, que é um estilo de cafeteria, criado no Japão, cujo objetivo é oferecer refeições com entretenimento para todos os seus clientes. Mas Junichirou estava um pouco nervoso sobre o porquê de Makino não contar nada a respeito e hesitou antes entrar.


— Ela sempre faz essas coisas. Se eu disser que não achei o endereço, é capaz dela me importunar com perguntas e mais perguntas. Que seja. Vamos lá.


O lugar parecia bem calmo e não havia clientes ainda.


— B-Boa tarde — ele falou ao entrar.


Depois disso, uma empregada de cabelos castanhos longos veio em sua direção para o cumprimentar.


— Seja bem-vindo, mestre. Gostaria de um pouco de chá gelado?


— Bem, na verdade, uma amiga minha me chamou aqui e...


— Por favor, sente-se que eu irei servi-lo.


— Mas eu só vim porque minha amiga chamou...


— Vou providenciar o melhor para sua estadia.


Não havendo maneira de contrariar, Junichirou resolveu fazer o que ela dizia.


— Espere um momento que já providenciarei o seu chá.


— Sim, obrigado.


“Onde será que eu fui me meter?”, ele pensou.


— Junichirou-kun, bem-vindo — Makino falou vindo por detrás dele.


Quando ele se virou para olhar, ela estava vestindo a mesma roupa que a outra garota que o atendeu primeiro, só que com uma meia-calça preta.


— Makino-chan? — ele falou admirado e sem saber como se expressar ao vê-la daquele jeito.


— Que tal? O que achou da minha roupa de empregada? — ela perguntou rodopiando e depois fez uma pose. — É linda, não é?


— Er... bom...


— Não ficou bom? — ela perguntou com olhos meio abatidos.


— Não é isso, digo, ficou muito bom, quer dizer, combinou com você.


— Que bom, muito obrigada — ela falou lhe dando um abraço apertado.


— Não foi nada — ele falou tentando se recompor de seu nervosismo e depois se sentaram um de frente para o outro. — Então, por que você me chamou para vir aqui?


— Não fique tão angustiado.


— Não estou angustiado, só surpreso.


— Bom, eu descolei um trabalho de meio-período porque preciso de um pouco de dinheiro para aproveitar as férias de verão.


— Mas não entendi o que isso tem a ver comigo?


— P-Para quem é o chá gelado? — Hina apareceu para trazer os pedidos e também estava vestida de empregada, mas suas meias-calças eram brancas. — J-Junichirou-senpai, v-você a-aqui?


— Hina-chan, se aproxime mais — Makino se levantou e a puxou pela mão. — Deixe-o te ver mais de perto.


— N-Não precisa.


— Eu insisto.


Makino colocou-a de frente para ele e a segurou pelos ombros por trás.


— O que me diz? Não acha que a Hina-chan ficou muito fofa nessa roupa?


— Não, imagina. Eu só... Eu só... — ela falou olhando para o chão envergonhada.


— Sim, tem razão — ele falou sorrindo e tentando ser gentil. — Ficou bem fofo.


Mas ele deixou o rosto de Hina mais vermelho ainda.


— Não é mesmo? Eu te falei que estava tudo bem.


— Voltando ao assunto, por que me chamou aqui?


Makino começou a fazer uma cara de quem estava com tudo planejado.


— Por que está me olhando assim?


*          *          *


Meio sem entender, Makino implorou muito para que Junichirou vestisse uma roupa de mordomo e para não causar uma confusão maior, ele só aceitou porque Hina lhe pediu também com os olhos suplicantes. No entanto, a roupa serviu perfeitamente nele e ele permanecia calado e envergonhado depois que se vestiu.


— Eu não falei? O Junichirou-kun ia ficar lindo nessa roupa! — Makino falou toda animada para Hina.


— Makino-chan. Poderia me explicar o porquê de tudo isso? Não sei o que está acontecendo?


— Não precisa ficar tão tímido.


— Explique-se.


— Ah, está bem — ela falou desanimada. — O funcionário masculino tirou o final de semana de folga e a gerente precisava de um substituto que fosse confiável. Por isso, indiquei você.


— Por que não me perguntou antes?


— Você ia responder sim, se eu pedisse?


— Acho que não.


— Por isso, não perguntei.


“Ai, ai, ai, essa garota ainda vai me dar muito trabalho”, ele pensou colocando a mão na cabeça.


— Mas espera aí. Por que a Hina-chan está aqui também?


— Ela queria adquirir mais confiança para interagir com as pessoas e lhe indiquei este lugar.


— Mas será que eu vou conseguir fazer tudo certo? — Hina perguntou.


— Não se preocupe! Pode contar sempre com Junichirou e eu.


— Você vai me ajudar, Junichirou-senpai? — Ela perguntou fazendo uma cara muito moe.


— S-Sim, vai dar tudo certo.


— Pronto, agora só tenho que explicar o que você precisa fazer.


Depois de uma série de recomendações, todos ficaram a postos para receber os clientes.


*          *          *


O movimento no Maid Café começou a aumentar pouco depois e Junichirou tentou ser o mais solícito possível, mas já que iria receber por isso, não considerou tão mal assim. Mas quando uma garota inesperada entrou, ele foi prontamente atendê-la.


— Bem-vinda, mestra — ele falou com uma pequena reverência. — Desejaria... Ah, Yumi?


— Ora, ora, o que temos aqui? Se não é o ser de escuridão — ela falou calmamente.


— Gostaria de se sentar e olhar nosso cardápio? — Ele perguntou para não chamar a atenção dos outros clientes.


— Claro, por que não? Me indique um bom lugar.


— Queira me acompanhar.


Makino cochichou com Hina por detrás de Junichirou quando ele ajudou Yumi a se sentar numa mesa.


— Será que Yumi-chan veio aqui porque eu a convidei? — Makino perguntou.


— Não sei.


— O que deseja primeiro? — Junichirou perguntou.


— Pernil de cordeiro.


— Não temos isso.


Ela fez uma expressão horrorizada e resolveu pensar em outra coisa.


Lapin à la moutarde.


— Também não temos isso.


Ela fez a mesma cara de antes e depois se virou embravecida.


— Então apenas um café serve.


— Entendido.


— Ah, e também quero alguns terrines e patês acompanhados com...


— Não temos isso.


Ela fez uma expressão mais aterrorizada ainda.


— É a primeira vez que a Yumi-chan vem a um Maid Café, não é? — Makino cochichou para Hina.


— P-Parece mesmo.


— Só o café é suficiente — Yumi encerrou o pedido.


— Obrigado, vou providenciar.


Depois de se servir, Yumi recomendou a Junichirou que não contasse a ninguém o que escutou hoje ou então algumas desgraças iriam acontecer. Ele balançou a cabeça para indicar que havia entendido e depois ela foi embora.


*          *          *


Durante o expediente, Makino dava mais algumas orientações para Hina enquanto os clientes saíam e entravam.


— Há tantos tipos de pessoas que vem aqui... — Hina comentou.


— Sim. Todo mundo gosta muito daqui porque é bom para se distrair e descontrair! É por isso que é divertido vir aqui. Olá, bem-vindos!


— Obrigado, gostaríamos de fazer um pedido!


— Vamos nos esforçar, Hina-chan!


Ela saiu e foi atendê-los sempre sorridente enquanto Hina acompanhava de longe.


“Que incrível... Quando a Makino-senpai conversa com as pessoas, elas sempre sorriem”, ela pensou distraída.


— Que foi? — Makino perguntou ao retornar para onde ela estava.


— É que... na verdade, estou com várias inquietações — Vitória falou olhando para o chão. — Sobre o que deveria fazer para interagir mais com as pessoas ou como posso deixar de andar tão cabisbaixa.


— Hina-chan...


Em seguida, ela começou a sorrir para Makino.


— Mas acho que essas ansiedades são pequenas, porque agora já sei o que fazer. Eu quero ser igual a você, Makino-senpai.


— É mesmo?


— Por favor, continue me ensinando como vem fazendo!


— Pode deixar! É pra isso que servem as amigas.


— Makino-senpai, posso te fazer uma pergunta?


— Claro.


— Você tem alguma inquietação?


— Tenho, sim.


— É mesmo?


— Tipo: “O que teremos para o jantar?”, “O que farei se errar uma questão que eu nem estudei?”, “O que vai ter para o café amanhã de manhã?”.


Hina ouviu isso e soltou uma leve risada.


— Ah, você riu de mim!


— Desculpe.


— Tudo bem, vamos continuar o serviço.


*          *          *


Ao final da tarde, enquanto Junichirou estava na cozinha lavando os pratos com a outra menina que lhe recebeu, Hina e Makino ficaram para fechar tudo, mas, antes que virassem a placa da porta, dois caras mal encarados entraram.


— Desculpe, estamos fechando.


— Quê isso, acabamos de chegar — falou o de cabelos ruivos.


— Ei, gatinha, me traga uma bebida — o de cabelos loiros falou segurando a mão de Hina.


— M-Me deixe ir.


— Ei, solte minha amiga.


— Calma, entre na nossa festa também — o ruivo falou e puxando Makino para perto dele.


— Garota, como você é cheirosa — o loiro falou cheirando os cabelos de Hina quando a puxou para sentar ao lado dele. — Acho que poderia até te dar um beijo.


— Hã? Isso, não — ela falou se levantado, mas ele não a deixou ir.


— Vem cá, só um beijinho.


— Pare com isso — Makino falou, mas não tinha como impedir nada com o garoto ruivo a segurando.


Quando o loiro estava prestes a dar um beijo, uma bandeja veio voando e acertou sua cabeça, fazendo-o soltar Hina.


— Quem fez isso? — O loiro perguntou tocando sua testa dolorida.


— Junichirou-kun, eles estão me assustando — Hina falou e se escondendo atrás dele.


Ele veio assim que escutou as vozes apreensivas das garotas.


— Não perdoarei ninguém que mexa com as minhas amigas.


— Quem é você?


— Não importa e saiam de perto de Makino.


— Está querendo bancar o durão, moleque.


O loiro partiu para cima dele, mas Junichirou o desequilibrou quando pegou o esfregão e o jogou de cara no chão.


— Ei, isso não fica assim — o ruivo falou soltando Makino, que o fez tropeçar e cair também.


— Ora, sua...


Mas ambos não tiveram tempo de revidar, já que ambos, Junichirou e Makino começaram a bater neles com os esfregões e os fizeram sair correndo.


— Está tudo bem, Hina-chan. Não tenha medo — Junichirou falou acariciando a cabeça dela depois que ela começou a abraçá-lo. — Desculpe por chegar tão tarde.


— Eu estava com tanto medo.


— Se eles aparecerem de novo, vou chamar a polícia — Makino falou embravecida. — Covardes, fizeram Hina-chan chorar.


— Entre em contato com a gerente sobre isso, quando puder. Não precisa se preocupar, Hina. Eu vou acompanhá-las até o dormitório.


— Obrigada — ela falou enxugando as lágrimas.


— Lembrem-se disso, caso tiverem problemas, não hesitem em me chamar. Eu farei o possível para ajudá-las. Farei qualquer coisa que me pedirem.


Ambas concordaram e, depois que fecharam o estabelecimento, retornaram para o dormitório com as duas pensando em algo que gostariam de pedir a ele.



Compartilhe este capítulo:

Autor(a): Richard F. Writer

Este autor(a) escreve mais 7 Fanfics, você gostaria de conhecê-las?

+ Fanfics do autor(a)
Prévia do próximo capítulo

Com a proximidade do Festival Cultural, Junichirou notou que as garotas do dormitório estavam andando um pouco distantes ou distraídas e pensou que seria só o nervosismo antes da apresentação que finalmente estava chegando. Como já havia sido combinado entre eles, fariam o último ensaio geral uma semana antes de iniciarem o ev ...


  |  

Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 0



Para comentar, você deve estar logado no site.


- Links Patrocinados -

Nossas redes sociais