Fanfics Brasil - Treinamento e convivência Black Bullet: Days of Dark Future

Fanfic: Black Bullet: Days of Dark Future | Tema: Ação, Aventura, Drama, Sobrenatural


Capítulo: Treinamento e convivência

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Naquele mesmo dia, depois do pequeno almoço e de descansarem, à tarde, Senzo deu as algumas últimas orientações sobre as tarefas da casa, contou que o treinamento iniciaria no dia seguinte pela manhã, com algumas explicações teóricas e depois prática para Akio. Também pediu muita atenção e empenho da parte dele e que Keitarou não devia descuidar só porque havia mais de uma pessoa agora. Enquanto isso, Keiko escutava tudo em silêncio atrás do irmão e não querendo encarar Akio ainda.


— Alguma pergunta? — Senzo perguntou.


— Onde o Akio-san vai dormir? — Keitarou perguntou.


— Pode ser no seu quarto junto com Keiko.


Então ela começou a puxar as roupas do irmão e a olhar de relance para Akio que percebeu a mudança na cor dos olhos dela e depois ele levantou a mão.


— Posso dormir no chão do tatame do dojô?


— Por quê? — Keitarou perguntou.


— Pode ser um bom início de treino rigoroso, por enquanto. Não concorda, sensei?


Senzo entendeu o que ele quis dizer e completou:


— Tem razão. Acho que pode contribuir de alguma forma.


— Eu vou me esforçar.


Os olhos de Keiko voltaram ao normal, mas ela havia se surpreendido com as palavras do recém-chegado.


*          *          *


Durante o jantar daquele dia, eles dividiram o pouco de comida de que dispunham, mas quando Akio notou que ela estava de olho no seu prato, apenas o empurrou para a frente dela que recusou balançando a cabeça. Keitarou e Senzo contornaram a situação dizendo que estava tudo bem em aceitar. Ela pegou o prato e comeu devagar. Terminado o pequeno jantar, todos se recolheram.


Akio se dirigiu para o tatame do dojô, se deitou no chão e passou alguns minutos acordado refletindo sobre tudo até ali. Estava frio, mas ele não se importava. Mesmo que eles não soubessem quase nada sobre ele, ainda assim, o acolheram.


— Será que tudo foi perdido mesmo? — Ele se perguntava com as mãos atrás da cabeça. — Parece que tive um pouco de sorte por não está lá quando explodiram tudo, mas ainda quero entender o que realmente eu sou — em seguida, começou a contemplar sua própria mão. — Como fui capaz de fazer aquilo? Será que poderei usar de novo? O que aconteceu para eu não lembrar de nada? Parece que ainda há muito o que investigar.


— Está acordado? — Keitarou perguntou ao se sentar ao seu lado.


— Hã?


— Foi mal, não queria te assustar.


— Onde está sua irmã?


— Ela dorme rápido e...


— O que foi?


— Desculpe pelo medo dela.


— Está tudo bem. O sensei me contou...


— O ojii-san te contou sobre ela!?


— Calma, está tudo bem — ele se sentou e continuou. — Não precisa se preocupar, eu entendo que não tenha me contado. Afinal, já percebi em tão pouco tempo que você a ama. É isso que importa.


— Escondi algo importante de novo.


— Não tem problema. Você não tinha que me contar, se não quisesse. Só fiquei surpreso que o sensei tenha me contado. Ah, e contei toda a verdade também.


— Tão rápido.


— Ele falou que eu tinha que ser sincero e me sentir confortável em contar. Você tem um bom ojii-san, Keitarou.


— Eu sei, mas não se preocupe que minha irmã vai se acostumar com o tempo.


— É melhor você ir dormir. Acho que o treinamento amanhã será bem intenso. Boa noite!


— Boa noite!


Depois de um aperto de mãos, Keitarou voltou para o quarto e Akio deitou novamente no tatame e, pouco depois, pegou no sono.


*          *          *


Quando Akio acordou cedo no dia seguinte, estava coberto com um lençol, mas ele não havia pegado nenhum.


— Um cobertor? Quem foi... Por que tive a impressão de que vi alguém quando estava meio sonolento? Deve ter sido o Keitarou, acho.


Ele se levantou e dobrou o lençol. Ainda estava quieto e a porta do quarto de Keitarou e Keiko estava aberta e estavam dormindo. Na ponta dos pés, pôs o lençol em cima de uma mesa e saiu para se alongar no lado de fora.


— Hoje vai ser um dia puxado — ele falou esticando os braços para cima. — Não sei quanto tempo estive parado, então acho que já cumpri minha cota de sono.


Senzo apareceu e lhe chamou para lhe ajudar a fazer o chá antes que os netos acordassem e pediu para fazer isso todas manhãs como forma de adaptação. Pouco depois, todos se serviram com o que havia, Keiko voltou para o quarto enquanto os três foram para o dojô. Depois que se sentaram no chão, Senzo iniciou sua explicação enquanto Keitarou ficou treinando sozinho até terminarem.


— Muito bem, Akio-san. Hoje eu vou lhe ensinar sobre a ciência das artes marciais.


— O que quer dizer com ciência das artes marciais, sensei?


— As artes marciais oferecem um meio de treinamento, pois colocam a mente, o corpo e o espírito juntos em uma completa harmonia.


— Entendi.


— O que vou lhe ensinar se chama “Wushu Ninjutsu”.


— Como assim?


— Há mais de quinhentos anos, meu ancestral aprendeu as artes marciais de origem chinesa e japonesa e fez delas uma só técnica própria e começou a ensiná-la a seus sucessores.


— Algo as diferencia?


— O Wushu oferece ao ser humano mais do que habilidade para combate, é uma prática muito saudável e que trabalha o desenvolvimento pessoal. Ela focaliza disciplina, persistência e respeito, equilibrando corpo e mente. Já o Ninjutsu, além de colocar corpo, mente e espírito juntos, que além de desenvolver o ser humano, também serve para deixá-lo em harmonia com a natureza, derrotando seus defeitos e melhorando suas capacidades, buscando assim desenvolver uma técnica de luta ou uma ciência marcial cheia de estratégias capazes de enfrentar todo tipo de combate corporal ou com armas, seja no solo, à distância, usando armas de fogo ou causando torções no adversário.


Depois de mais algumas explicações e perguntas, chegou o momento de colocar tudo em prática. Senzo demonstrou alguns movimentos e Akio os repetiu junto com Keitarou. Depois pediu que ambos continuassem até a hora do almoço.


*          *          *


Depois do pequeno almoço, Akio agradeceu Keitarou pelo cobertor na noite passada e que não precisava se incomodar com isso, Keitarou achou estanho, mas apenas concordou e sem revelar que não havia sido ele e, provavelmente, nem seu avô, então...


*          *          *


Durante a tarde, Senzo e Keitarou foram dar um jeito de arranjar mais comida para o jantar, enquanto Akio ficou treinando atrás da casa num pequeno pomar. Mas num determinado momento, ouviu um ruído no meio de uma das árvores e depois uma voz miúda. Então ele se aproximou curioso para verificar e percebeu a pequena Keiko se segurando fortemente para não cair de um galho.


— Não consegue descer? — Akio perguntou olhando para cima.


Ao vê-lo, ela apenas balançou a cabeça negativamente.


— Pule que eu te seguro.


Ela fez o mesmo gesto sem hesitar.


— Vamos lá, antes que... CUIDADO!


Ele se jogou rapidamente quando o galho partiu e Keiko veio caindo no chão. Ela acabou caindo nas costas dele e não se machucou, mas, rapidamente, se levantou com um pouco de medo. Ele se virou de barriga para cima aliviado e percebeu que ela o olhava fixamente, mas as cores dos seus olhos estavam normais.


— Você está bem?


— S-Sim, o-obrig-gada — ela respondeu com o rosto corado.


Foi a segunda vez que conseguiu dizer algo para ele.


— Que bom, fiquei preocupado.


Depois ela tentou tocar em seu cabelo castanho, mas hesitou depois.


— O que foi?


— C-Cabelo d-diferente.


— Está tudo bem, pode tocá-lo.


Ela começou a mexer no cabelo dele e ele sentiu que sua mão era bem delicada e macia.


— F-Fez frio ontem, né?


— Hã?


— T-Trouxe um cobertor.


— Foi você?


— S-Sim.


— Obrigado.


“Então não foi o Keitarou”, ele pensou.


— Por que me trouxe?


— P-Pelo jantar.


— Ah, entendo. Gostou do meu cabelo? — Ele perguntou, pois ela continuava a tocá-lo.


— D-Desculpe — ela retirou a mão em seguida.


— Não se preocupe. Espero que possamos nos dar bem.


— P-Posso pedir algo?


— Claro.


— Pode não contar que quase cair da árvore? O ojii-san e o onii-chan vão ficar preocupados.


— Não contarei. Isso é segredo. Ah, espere um minuto.


Ele se levantou, subiu na árvore, apanhou algumas frutas e entregou a ela.


— Não vá se machucar de novo — ele falou tocando no cabelo dela. — Vou continuar treinando.


Ela ficou corada e depois que o viu voltando para onde estava antes, ficou pensando se seria certo dizer que o cheiro que ele possuía era um pouco diferente.



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Autor(a): Richard F. Writer

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