Fanfic: Aves de Rapina | Tema: Satray Kids, Interativa, romance, dominação, divórcio, hot, amor, Bang Chan, Christopher Chanm
Christopher Chan, chegou em casa as 18h de um domingo, após ter passado a noite fora, essa cena era muito comum, ele quase não dormia em casa, hora por ter que trabalhar em outra cidade, hora por simplesmente não querer voltar pra casa e se deparar com sua jovem esposa, S/N. Depois de jogar sua maleta em um canto da sala e se jogar em uma das poltronas ele notou sua esposa sentada em um sofá a beira da lareira lendo um livro.
- Boa tarde querido. - Ela lhe deu um breve sorriso, porém foi ignorada
Vendo a reação do marido, ela voltou a visão para o livro novamente. Já estava acostumada a ser ignorada por ele, não fazia diferença ele responder ou não. Porém, algo estava diferente Chan não parava de encara-la com seu olhos frios e zombeteiros, isso era novidade, ele quase nem a olhava.
- Está tudo bem ? - Ela perguntou devido o olhar insistente do marido
- Esteja pronta daqui uma hora, iremos jantar na casa do vovô. - Ele falou desviando o olhar
Aquelas lavras já a deixaram triste... Era mais um jantar extremamente cansativo na casa do matriarca Alan Chan, ou como gostava de ser chamado: vovô Chan.
Não que S/N não gostasse dos jantares, ela simplesmente não gostava dos convidados, fora vovô Chan, mais nem um integrante da família a tratava bem, nem mesmo seu próprio marido, e isso mexia demais com ela.
- Preciso mesmo ir? - Ela perguntou aflita
- Por mim tanto faz. - Ele disse - Mas vovô faz questão de sua presença... Sabe-se lá o porquê.
- Está bem... - Ela levantou-se cabisbaixa - Irei me arrumar...
S/N subiu as escadas extremamente chateada em ter que comparecer ao jantar. Sabia que seria julgada por cada movimento que fizesse, por cada palavra ou simplesmente expressão.
"endireite as costas!" Dizia Alana sua sogra
" Não está cuidando direito do meu irmão!" Dizia Sophia sua cunhada
"Olhe esse cabelo, está horrível" dizia a tia de Christopher a ela sem nem um pingo de consideração
E nada dizia seu marido para defende-la, ele simplesmente desviava o olhar, fingindo não ouvir o quão más as mulheres de sua família podiam ser.
A verdade é que todos consideravam S/N um grande fardo para a família, ela não tinha o sangue azul que eles queriam que ela tivesse, não era de fato uma Rapina como costumavam dizer. Christopher e S/N haviam se casado obrigados após serem pegos dormindo juntos seminus. Christopher jura de pés juntos que não se lembra de nada do que aconteceu aquela noite, e nunca se importou ou quis ouvir o que S/N tinha a dizer sobre isso. Foi seu avô quem os encontrou em um quarto de hóspedes em sua mansão após um jantar, onde a família Galli, família de S/N havia sido convidada a jantar, a garota sumiu, procuram por ela a noite inteira pela propriedades, a pela manhã ao ir acordar o neto vovô Chan os encontrou na cama.
A família Galli estava a beira da falência, o casamento entre Christopher e S/N com certeza favoreceu muito a família dela. O que sempre deixou todos acreditarem que havia sido uma grande armação entre S/N e sua família para recuperar o status que haviam perdido.
Christopher foi obrigado a casar com ela, e jurou no dia do casamento simples no cartório que a faria odiar cada momento em que estivessem juntos, e ele levou isso muito a sério, pois nunca se quer demonstrou afeto ou carinho pela sua pobre esposa. Muito ao contrário de S/N que sempre gostou de Christopher, mesmo quando mais jovens, ela tentou até hoje fazer seu casamento dar certo, mas seu marido nunca estava disposto a se quer tentar.
- Estou pronta... - Disse ela entrando no quarto do marido
Sim, eles não dormiam no mesmo quarto.
- hum... - Christopher murmurou tentando ajeitar a gravata
-Deixe-me ajudá-lo... - Ela falou soltando sua bolsa sobre um armário indo ao encontro do marido.
Os dedos finos e cumpridos fizeram um perfeito e delicado nó, Chan a encarava com certo rancor no olhar, esperou ela terminar de ajeitar sua gravata simplesmente para desfazer todo o trabalho e arrancar a mesma do pescoço.
- Prefiro ir sem. - Falou zombeteiro
Aparentemente, nada do que a mulher fazia era bom o suficiente para ele, nem mesmo ajeitar uma simples gravata.
S/N suspirou frustrada e deu um meio sorriso em aprovação. E essa foi toda a conversa que tiravam até chegar na mansão do vovô Chan, eles mal conversavam, as tentativas de puxar assunto com ele sempre acabavam em ele aumentando o volume do rádio, ou simplesmente a ignorando.
Na casa do matriarca Chan não era muito diferente, todos ignoravam até mesmo seu cumprimento de "boa noite". E só se dirigiam a ela quando achavam uma crítica para lhe fazer.
-Boa noite Sr. Chan. - Ela cumprimentou o matriarca da família
- S/N! Que bom vê-la! - O vovô se levantou da cadeira para cumprimentá-la - Como você está? Parece abatida!
- Estou apenas cansada Sr. Chan... Nada demais, garanto. - Ela sorriu para ele
- Não está cuidando bem de sua esposa Christopher? - Vovô olhou para o neto
- Do jeito que ela merece. - Christopher respondeu seco, voltando a falar com seus primos
- Hum... - Vovô murmurou - venha sente-se ao meu lado, converse comigo.
- Não sr. Chan... Fique com seus filhos, eu irei me sentar do outro lado.
- Não se preocupe querida, já falei tudo o que queria com eles. - Disse vovô puxando a cadeira para ela sentar, causando um pouco de inveja na filha e neta do matriarca
- Está bem então. Obrigada. - Ela deu a ele um sorriso iluminado
- Como você tem passado? Se alimentando bem? Parece mais magra e pálida do que antes... - Disse vovô
- Estou bem... E o senhor como tem passado?
- Estou bem... Mas quero saber quando você e Christopher me daram bisnetos? - Ele falou e todos até mesmo Christopher voltou sua atenção para o avô - Essa casa precisa de crianças para alegra-la está a muito tempo silenciosa.
S/N olhou para Christopher e notou a raiva em seus olhos, então ela sorriu para o avô e disse
- Está muito cedo ainda sr. Chan. - ela sorriu
- Bobagem. E já te disse para me chamar de vovô Chan. - Ele a repreendeu
Não que ela não gostaria de chamá-lo assim, mas na primeira vez que ela o chamou de vovô, ganhou um longo discurso do quão ela chamá-lo assim era imprudente de sua sogra, já que ela não era neta dele de verdade, e para ela trata-lo pelo seu sobrenome. " Sr. Chan e apenas assim, não seja insolente em achar que faz parte dessa família!" Lembrou as palavras da sogra. E para evitar conflito preferiu chamá-lo pelo nome.
O jantar fora calmo, e como sempre vovô Chan, foi o único quem dirigiu palavra a ela, ninguém gostava de critica-la quando estava perto do matriarca porque ela sempre era defendida por ele. Após a sobremesa vovô chamou Christopher para conversar em uma sala ao lado, negócios talvez.
Foi então que sua sogra Maredith foi ao seu encalço.
- Christopher está ficando magro, você não tem cuidado de sua alimentação? - Ela disse sem delongas
- Desculpe, se. Chan, mas Christopher não come em casa. - Ela falou
- Não come porque com certeza você não cozinha! Ou se cozinha deve ser horrível. - Ela falou a olhando com desdém
No início S/N gastava horas do dia fazendo jantares maravilhosos para o marido, mas ele nunca se interessou a se quer provar sua comida. Passava direto pela mesa de jantar posta e subia para seu quarto. Várias e várias vezes S/N se viu juntando tudo que tinha feito para o jantar com o marido e levando para o abrigo local da cidade, onde distribuía marmitas para quem precisava, e recebia elogios sinceros das pessoas que comiam.
- Sim senhora. - S/N falou apenas confirmando - Com licença, por favor. - Ela saiu de perto da sogra
Estar na presença dos Chan acabava com ela, ela sabia que todos menos o vovô a odiavam, e estar no meio de pessoas que te odeiam é horrível.
- Me diga Christopher, quando vai ter filhos com a S/N ? Não acha que está na hora? - Escutou o marido e o avô conversando pela fresta da porta onde ela estava perto
- Qual o sentido de ter filhos com quem não amo? - Christopher respondeu - Esqueça essa história de bisnetos vovô, S/N não será a mãe dos meus filhos, nem hoje nem nunca, ela se quer é digna disso.
S/N escutou aquilo com pesar, seus olhos se inundaram de lágrimas. Aquilo era rotineiro, ela sempre chorava sozinha, lidar com tanto ódio, tanto rancor vindo do próprio marido não era uma questão fácil, ela sempre chorava sozinha porque se negava a se mostrar frágil frente aos Chan's, sempre aguentou com um semblante complacente as investidas maldosas da família, mas ouvir que não era digna mexeu com sua moral. Seus olhos começaram a pingar sem ela poder controlar, ela tentou parar de chorar, mas não conseguia, deu alguns passos para trás e derrubou uma bandeja posta a mesa, o que chamou atenção do marido na sala. Sem querer ser pega "bisbilhotando" ela se enfiou dentro da biblioteca ainda tentando controlar as lágrimas. Mas a posta logo foi escancarada, e um homem bravo adentrou o recinto.
- Estava escutando nossa conversa S/N? - Christopher a segurou pelo queixo notando as lágrimas da esposa molhar seus dedos
Ela chacoalhou a cabeça negando.
- A estava sim... E é bom que tenha ouvido o que ouviu. Você nunca terá meus filhos. Aliás, nunca terá nada de mim se quer saber. - Ela sentiu o cheiro de álcool vindo da boca do marido, e seus dedos longos apertaram ainda mais seu queixo - E pare! Pare de fazer essas suas tramóias, pare de instigar meu avô a me por contra a parede! Essas suas tramóias nunca iram funcionar.
- Eu não... - Ela tentou falar
- Essas suas lágrimas falsas, não convencem nem a você mesma... - ele continuou a insulta-la
S/N olhou para ele surpresa, segurou com delicadeza a mão de Christopher que a apertava e com complacência a tirou do seu rosto. Olhou para ele ainda mais triste e apenas deu-lhe um aceno concordando antes de sair da biblioteca em direção ao banheiro. Christopher ficou surpreso com a reação, esperava que ela dissesse algo, ou que no mínimo demonstrasse o mínimo de agressividade, mas nem isso ela fez. Por um lado ele admirou o autocontrole que ela tinha, e deu alguns passos em seu alcance mas parou assim que lembrou do seu avô o instigando para ter filhos.
S/N por sua vez foi ao banheiro, limpou as lágrimas e com o que tinha na bolsa concertou a maquiagem... Saiu do banheiro, e com muita gentileza se despediu do vovô com a desculpa de estar muito cansada para continuar, tudo isso sem olhar para o marido que a vigiava para que ela não falasse nada comprometedor ao avô. Não pediu para o marido a levar para casa, porque com certeza ele não faria, então deu um boa noite a todos, que foi ignorado. E caminhou para fora da mansão... Christopher olhou pela janela e a viu caminhando para a saída da mansão, a pé, sem se quer solicitar um táxi. Chegou a pensar em levá-la, mas não valia a pena, apenas virou as costas e continuou a conversar com seus parentes.
S/N caminhava para casa, ela podia ter chamado um táxi, mas para pensar, resolveu caminhar, sua casa ficava a oito quilômetros da casa do Sr. Chan o que deu a ela muito tempo para pensar. Seus olhos cheios de lágrimas agora poderiam escorrer a vontade, nem um Chan veria. S/N foi criada para ser uma boa esposa, criada para agradar a todos, ser gentil independente do outro, e nunca demonstrar fraqueza, mesmo estando destruída, sua mãe sempre a ensinou ter autocontrole sobre as emoções. Ela tentou fazer o casamento dar certo, não queria decepcionar o pai, não queria voltar pra casa dele, mas como viver sem amor, respeito e sequer dignidade?
- Está na hora de desistir. - falou pra si mesma decidida
Ela chegou em casa branca de frio, pois o inverno estava chegando, tomou um banho e deitou-se em sua cama. Seus olhos estavam cansados de chorar, e seu coração partido.
- Eu tentei... Eu juro que tentei... - Falou pra si mesma.
Após dormir pensando no que fazer, meio da noite ela sentiu a cama afundar, e um cheiro de bebida invadir seu nariz, braços fortes a envolveram a puxando para perto e um lábio gélidos tocou os seu pescoço. Ela conhecia aquele cena, Christopher a procurava quando estava com desejo, quando a necessidade de sexo chegava ela servia para matar a vontade. Esses era o único momento em que ele demonstrava sentir algo por ela. E durante um ano ela aceitou que o único sentimento que Christopher tivesse por ela fosse tesão.
Christopher foi seu primeiro homem, ela nunca se quer namorou outra pessoa, sempre foi muito vigiada pela família, e na faculdade quando teve mais liberdade preferiu focar nos estudos, tanto que se formou com honras.
Quando o vovô Chan os encontrou no quarto de hóspedes de sua casa, tinha certeza que os dois haviam transado, mas isso não havia acontecido. Seu pai furiosos com a situação, não permitiu que ela fosse ao médico, e exigiu uma resposta adequada da família Chan, e o avô obrigou Christopher a casar com ela, afinal ele tinha a violado. Quando S/N casou, e se mudou para a casa de Chan, a primeira coisa que fez foi ir ao médico e ter a certeza que sua virgindade ainda estava intacta. Como depois de casados Christopher não podia buscar sexo em outro lugar, se forçou a ter relação com sua esposa. Ela tentou inúmeras vezes dizer a ele que ele não a havia violado, mas ele se quer quis ouvi-la. E após uma noite de bebedeira Christopher a tomou como mulher e S/N aceitou. Após alguns carinhos para apenas excita-la, Christopher se posicionou no meio de suas pernas...
- Christopher... Por favor eu nunca... Eu sou... Por favor vá de vagar... - S/N pediu quando ele estava se preparando para invadi-la o que não foi ouvido e ele a invadiu de uma vez só, a escutando gemer de dor...
No outro dia Christopher acordou e ao reparar nos lençóis, notou o sangue. Foi a primeira vez que demonstrou surpresa em relação a esposa, ela de fato era virgem. Ele sentiu certo afago por ela no momento, mas logo esse sentimento foi trocado novamente pela frieza. Ele pensou que realmente a cena dos dois terem sido pegos foi armada para parecer que ambos haviam feito sexo naquela noite, e sua ira pela esposa, aumentou ainda mais.
Enfim, no único lugar em que ele a procurava era na cama, e S/N aceitava isso. Até aprendeu a agrada-lo, sendo mais ousada na cama. Ouvir os gemidos do marido a instigavam, e dava a ela a esperança que no dia seguinte as coisas seriam melhores entre eles ... Pobre ilusão. Ela sempre acordava sozinha, e durante o dia, recebia dele apenas a frieza habitual.
S/N foi acordando, sentindo o marido investir seus desejos nela, pensou em afasta-lo mas estava decidida que aquela seria a última vez em que o teria e então, o agarrou, o virou na cama e ficou por cima, o beijou com vontade, rebolou sobre seu colo, gemeu contra sua pele, fez dele seu pela última vez. E quando ambos atingiram o ápice, ela o beijou ainda mais desejosa.
Após o sexo, Christopher estava levantando para ir para seu quarto quando á ouviu...
- Você não me ama não é? - A pergunta o pegou de surpresa mas ele logo a descartou
- No que isso importa? - ele respondeu
-Como posso estar casada com um homem que não me ama?- S/N perguntou com os olhos lacrimejados a Christopher seu marido que mantinha sobre ela um olhar frio e cheio de desdém
- Como eu poderia te amar? Fui obrigado a casar com você S/N! Isso não passa de um contrato que, sejamos claros, só beneficia você e sua família sanguessugas! - Ele respondeu frio, a magoando ainda mais.
S/N o encarou por alguns segundos sem saber o que dizer. No último ano mesmo sempre sendo mal tratada por seu marido, ela sempre manteve uma personalidade amorosa, carinhosa e até mesmo submissa ao lado de Christopher, pensou talvez que com o tempo ele iria ama-la e entender de uma vez por todas que ela não tinha nada haver com o plano perverso de seu pai, e que como ele, tinha sido mais uma vítima. Mas mesmo após um ano de subir ao altar, Christopher Chan ainda a tratava com uma frieza calculista, mortal e maldosa.
- Alguma vez se quer você se apaixonou por mim? mesmo que só o mínimo? - Ela insistiu com certa passividade na voz, como se um estalo tivesse soado em sua mente.
Eles estavam na cama, depois de uma fervorosa noite de sexo, o que parecia tristemente cômico, pois era o único lugar onde eles se davam bem, e fez S/N se sentir ainda mais uma mercadoria.
-O que você acha ? - Ele respondeu sarcástico
- Ok. Eu entendo. - Disse ela se levantando da cama. Seus olhos já não expressava sentimento algum, nem mesmo raiva após ouvir seu marido ser tão mal. Com o resto da dignidade que havia lhe sobrado, ela juntou suas roupas e as vestiu calmamente, sendo cuidada pelos olhos gélidos do marido. Olhou-se por uns segundos no espelho do quarto, parecia conversar consigo mesma, depois olhou para Christopher por mais algum tempo, encarando-o nos olhos e disse:
- Quero o divórcio!
....
Autor(a): lira_
Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).
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