Fanfic: Ajuda inesperada | Tema: Rbd, RBD, Aya
Poncho: Isso não é uma delegacia. - disse olhando ao redor.
Xxxx: Não! - ela virou ele e tirou as algemas, e se sentou em uma cadeira de várias de uma grande mesa. - Me fale melhor sobre o que aconteceu.
Poncho: Eu nem te conheço, eu nem sei onde estou! - disse nervoso.
Xxxx: Mas sabe que AINDA não está preso, e AINDA não aconteceu o pior, porque a pessoa que você não conhece está tentando te ajudar - sorriu forçada.
Poncho: Tá.. - ele colocou a mão na barriga e sentiu o pacote de leite. - Posso tirar? É o leite - disse ao vê-la colocar a arma na mesa, ele tirou o pacote de leite.
Xxxx: Vamos lá, meu nome é Anahí Portilla, sou delegada na 32°.. enfim, não sou conhecida por ser boazinha, mas sim por ser compreensiva.. me fala o que te fez furtar o leite? Drogas? - encarou ele.
Poncho: Se não estamos em uma delegacia, porque o interrogatório? - encarou ela.
Any: Não seja por isso - ela disse levantando e pegando a algema novamente.
Poncho: Não não não! Por favor, me perdoa! Minha vida está uma loucura ultimamente - disse limpando umas lágrimas.
Any: Se você demorar para falar, sua filha vai demorar para beber o leite não é? - encarou ele desconfiada.
Poncho: É, bom meu nome é Alfonso vou fazer 19 anos, tenho uma filha de 1 ano e pouco, Liz nasceu prematura precisa de alguns remédios, alguns para asma, e outros para o refluxo, e o leite faz parte do processo dos dois mais a alergia a alguma proteína do leite.
Any: Mas e a mãe dela? - disse ainda encarando ele.
Poncho: Eu estou trabalhando a noite, bom estava em uma lan house, e recebi hoje, daí comprei os remédio da Liz e deixei o dinheiro do mercado com ela, e quando eu cheguei Liz estava chorando com meu pai, e em casa não tinha nada, apenas um bilhete dela, dizendo que se cansou de viver assim, e de que arranjou outra pessoa. - disse começando a chorar, e nem havia notado que ela havia ido para o outro lado da sala, e agora estava do seu lado lhe entregando um copo de água.
Any: Existe outras formas, Alfonso, furtar não é a melhor delas - disse se sentando.
Poncho: Obrigada - se referia ao copo de água. - Você tem filhos? - ela negou. - Passamos por tanta necessidade ultimamente, o padrinho de Liz mandou um dinheiro para comprar as coisas para a festa de um ano dela, e eu comprei frauda, e o restante dei para a mãe da minha filha ir ao salão, comprar uma roupa, se sentir mulher, porque Liz não foi planejada, e assim como minha adolescência foi roubada a dela também foi, mês passado, vendemos nossa TV e meu celular para pagar a luz e a água para não cortar, o desespero Anahi, o desespero! Eu furtei por desespero! Eu faço loucuras por eles, sabe o que é estar a três dias sem comer para deixar o pouco que temos para meu pai e para a mãe de Liz que foi embora! - disse já chorando, Any apenas o observava.
Any: Certo! Você estudou? - olhou ele.
Poncho: Eu parei quando a Liz nasceu, faltou o final do terceiro ano.
Any: Bom, eu posso te dar um emprego, talvez você possa cuidar do jardim, e dos carros, das 07:30 as 15:00 hrs 1.700,00 reais mais 500 de vale alimentação e mais vale transporte, sendo que não tolero atrasos.. - ela disse olhando ele que a olhava boquiaberto.
Poncho: Sério? Isso é sério? - Disse sem acreditar.
Any: Sim! E você começa amanhã. - ela disse levantando, e abrindo um armário, virando para ele e tacando um telefone simples.
Poncho: O que é isso? - olhou ela.
Any: Aí tem meu telefone, caso precise de alguma informação amanhã cedo - disse olhando o relógio. - Vamos, eu te levo! - ela pegou a arma e se afastou fazendo ele ir na frente dela.
Ele mostrava o caminho
Poncho: Obrigada Anahi, de coração! - disse apontando a casa, e tirando o cinto, nessa hora João saiu para frente com Liz chorando, no colo.
Any: Amanhã você pode chegar depois de arranjar um local para deixá-la. - sorriu - Qualquer coisa me liga certo?
Poncho: Claro! Obrigada! - sorriu contente e antes de sair se aproximou rápido para beijar a bochecha dela em agradecimento, Anahi mais que depressa segurou o rosto dele.
Any: Respeito! - disse firme.
Poncho: Sim! Me perdoa. - disse descendo do carro.
João: Alfonso! Eu já não sei mais o que fazer! - disse entregando a menina.
Any: Alfonso! - ele se aproximou, e ela lhe entregou um dinheiro. - Do táxi de amanhã, e pede algo para você comer tá bem. - sorriu e saiu com o carro.
João: Programa? É isso? - João disse assim que entraram em casa, o que fez Poncho cair na risada.
Poncho: Não pai, por Deus! Eu fiz algo que não devia, ela me ajudou, e me deu emprego, amanhã começo.
João: E vai trabalhar do que? - disse olhando desconfiado.
Poncho: Jardineiro, e limpar os carros dela. - disse preparando o leite da filha.
João: Você não sabe nem o que é fotossíntese. - disse e Poncho riu.
Poncho: Pai! Confia! Eu vou conseguir, as coisas vão dar certo, a gente vai sair daqui, eu vou estudar e vou virar um delegado! Um grande e alto delegado - sorriu.
Autor(a): vilera.vick
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No dia seguinte, Poncho levantou as 05:30… foi até a creche perto da sua casa e conversou com a diretora, e colocou o nome de Liz na lista de espera, já que não era só chegar lá e deixar a criança, Poncho voltou para casa e conversou com a vizinha que aceitou ficar com Liz por 500 reais por mês. Depois foi para o servi&c ...
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