Fanfics Brasil - Prólogo Simplesmente Mentira

Fanfic: Simplesmente Mentira | Tema: Ponny


Capítulo: Prólogo

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     Seus olhos paralisados, com medo, medo da morte, mas enquanto vivo esse sentimento parecia tão distante da sua realidade. Ele era meu herói, e por mais que eu não soubesse tudo sobre meu pai, minhas veias pulsaram ao ver ele caído em um chão frio e cheio de esperanças, lá era o lugar onde ele brincava comigo, no meio da sala com seu programa favorito na televisão foi assassinado. Meu coração bate acelerado, sinto calafrios que me sufoca ao ponto de saber qual é o sentimento da morte. Eu não sabia o que fazer. Tudo passava rapidamente em minha mente. Eu estava sozinha?


...


     Eu só tinha onze anos quando tudo isso aconteceu, já fazem dez que você se foi e todos os dias levo uma flor branca em seu tumulo, desde aquele dia nunca consegui seguir minha vida normalmente. Fazem dois anos que planejo uma vingança por cada lágrima que tive que engolir, e por sua morte. Como de costume estava lá deixando a última rosa, pois a partir daquele momento a minha vida não seria mais um luto.


- Papai, farei por nós – cheirei profundamente a rosa enquanto pressionava contra meu corpo, de olhos fechados conseguia sentir ele, mas prometi para mim mesma que nunca mais choraria. Suspirei e deixei a rosa cair lentamente sobre a sepultura. Logo senti uma mão em meu ombro, me virei rapidamente e era a pessoa que me criou por todos esses anos. Alonso Herrera.


- Novamente Anahí – mexeu a cabeça negativamente – Você sabe o que penso sobre... – o interrompi antes que terminasse a frase dizendo que estava pronta. Ele deu um sorriso de canto e caminhemos até seu carro. Imediatamente o motorista abriu a porta quando nos avistou, ele tinha medo, todos tinham.


...


     Encostei minha cabeça no vidro enquanto ele falava sem parar, mas não dei atenção para nenhuma palavra. Alonso foi um senhor muito bom que me adotou, trabalhava com meu pai, disse que foi a pedido dele para que cuidasse de mim como uma filha. Parecia que sabia que iria morrer, mas nunca demonstrou nenhuma tristeza diante a isso.


     Durante todos esses anos a minha vida não foi normal, descobri que Manuel Puente, meu pai, fazia parte de uma máfia que comandava toda a região do interior do México. Dentre suas funções a dele era comandar os roubos junto com o sr. Herrera. Mas, a ganancia dos dois era tão enorme que queriam expandir os negócios e realizar vendas internacionais de drogas, mas nem sempre dava certo, porém nunca caíram já que utilizavam de jovens. E após a morte da minha mãe no parto as dividas começaram a crescer, e como somente um vendedor ambulante nada estava dando certo até que seu amigo de infância o fez uma proposta. 


    Tudo mudou. Tudo mesmo. Lembro de quando era somente uma criança normal, onde ninguém sabia quem era meu pai. Eu tinha amizades, e a principal delas foi a primeira a se virar contra mim, Alfonso, não me recordo direito de seu sobrenome mas lembro de seu sorriso que destacava as maçãs do rosto. Todos os dias a gente brincava no parquinho perto da minha casa, mas sua mãe se revoltou após o assassinato de Manuel, diversas notícias saíram nos jornais locais sobre sua ligação a crimes, e ao mesmo tempo eu fui interligada a tudo isso, sem culpa, só uma criança que queria brincar com as outras.


     Em minha escola os pais proibiram seus filhos de se aproximar de uma marginal, minha vida nunca mais foi a mesma. Logo Herrera chegou como um anjo na minha vida, e ao mesmo tempo como um demônio. Eu comecei a ter tudo, roupas, brinquedos, uma educação cara, e sempre pensava: se eles trabalhavam juntos por qual razão meu pai não tinha a mesma qualidade de vida?


 



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Autor(a): Eve Lyliih

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