Fanfic: O Guardião | Tema: ( AyA )
Na manhã seguinte, em seu escritório, Henry pôs o copo descartável de café sobre a escrivaninha.
Henry: Então foi só isso? (Alfonso coçou a nuca).
Alfonso: Sim.
Henry: Você simplesmente foi embora?
Alfonso:Fui (Henry uniu as mãos e apoiou o queixo nelas. O normal seria ele implicar com Alfonso por não ter aproveitado a chance de convidar Anahi para sair, mas aquele não era o momento para isso).
Henry: Então deixe-me ver se entendi direito: você ouviu um comentário enigmático de Jake Blansen sobre Christopher que poderia não significar nada, mas lhe pareceu um pouco estranho, principalmente porque Jake se desviou do assunto. Depois descobriu que Christopher se aproximou da casa dela no meio da noite e ficou por lá Deus sabe por quanto tempo. E mesmo assim decidiu não dizer a ela que achou isso um pouco suspeito? Nem mencionar o fato de que talvez houvesse algo com que se preocupar?
Alfonso: Foi Anahi que me contou que Christopher esteve lá. Então ela já sabia.
Henry: A questão não é essa e você sabe (Alfonso balançou a cabeça).
Alfonso: Não aconteceu nada, Henry.
Henry: Mesmo assim você deveria ter dito alguma coisa.
Alfonso: Como? (Henry se recostou na cadeira).
Henry: Exatamente como acabei de fazer: falando o que pensava.
Alfonso: Você pode dizer isso assim, mas eu não ( observou Alfonso, sustentando o olhar do irmão) Anahi poderia achar que eu só estava fazendo isso por causa dos meus sentimentos por ela.
Henry: Escute, Alfonso (disse Henry, parecendo mais um pai do que um irmão) Você é e sempre será amigo dela, mesmo que aconteça algo entre vocês. Eu também sou amigo de Anahi, certo? E não me agrada a ideia desse sujeito rondando a casa dela no meio da noite. Isso é assustador, não importa o motivo que ele possa alegar. Christopher podia ter deixado o bilhete de manhã,
telefonado ou deixado um recado no trabalho... Que tipo de homem se veste, pega o carro e atravessa a cidade para deixar um bilhete às duas da manhã? Você não disse que Singer a manteve acordada durante horas? E se Christopher estivesse escondido por lá durante todo o tempo em que Singer ficou agitado? E se Blansen estivesse tentando de algum modo avisá-lo? Você não pensou em nada disso?
Alfonso: É claro que pensei. Também não gostei dessa história.
Henry: Então deveria ter dito alguma coisa (Alfonso fechou os olhos. Tinha sido uma noite ótima até ele saber daquilo).
Alfonso: Você não estava lá, Henry. Além do mais, ela não pareceu achar aquilo nem um pouco estranho, portanto não torne isso algo maior do que deveria ser. Tudo o que Christopher fez foi deixar um bilhete.
Henry: Como você sabe que foi só isso? (Alfonso começou a responder, mas a expressão no rosto de Henry o fez parar) Olhe, em geral eu o deixo fazer as coisas à sua maneira, mesmo quando você se estrepa, mas há limite para tudo. Essa não é a hora para começar a ter segredos com ela, principalmente desse tipo. Concorda? (Ele baixou o queixo na direção do peito).
Alfonso: Sim.
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Mabel: Bem, parece que vocês dois se divertiram.
Anahi Sim. Você sabe como Alfonso é. Sempre muito engraçado.
Mabel girou a cadeira vazia enquanto elas conversavam. Só havia clientes marcados dali a alguns minutos e as duas estavam sozinhas.
Mabel: A torneira ficou boa?(Anahi estava ocupada arrumando sua estação de trabalho e assentiu).
Anahi: Ele a trocou por uma nova.
Mabel: Fez isso parecer tão fácil que você ficou se perguntando por que precisou chamá-lo, certo?
Anahi: Sim.
Mabel: E você não detesta isso?
Anahi: Sempre (Mabel riu).
Mabel: Ele é mesmo um homem incrível, não é?
Anahi hesitou. Pelo canto do olho, viu Singer sentado perto da porta da frente, olhando pela janela, como se pedisse que o deixassem sair. Embora a pergunta de Mabel não exigisse resposta, havia algo de sério no que Anahi poderia responder, algo em que não conseguia parar de pensar desde a noite anterior. Não sabia bem por que os acontecimentos da véspera não lhe
saíam da mente. A noite não fora excitante nem mesmo memorável. Mas, com o luar entrando pela janela e mariposas batendo na vidraça, Alfonso tinha sido não só a única pessoa em quem pensou antes de adormecer como também a primeira em quem pensou pela manhã, ao abrir os olhos. A resposta de Anahi veio naturalmente quando ela se dirigiu à porta para deixar Singer sair.
Anahi: Sim, ele é.
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Henry: Alfonso. Você tem visita (Alfonso pôs a cabeça para fora do almoxarifado).
Alfonso: Quem?
Henry: Adivinha? (Antes que pudesse responder, Singer veio trotando para seu lado).
A tarde estava quase no fim quando Anahi entrou na oficina. De mãos na cintura, olhou para Singer.
Anahi: Se eu não o conhecesse, diria que isso tudo foi um plano para me fazer vir aqui (Assim que Anahi disse isso, Alfonso fez o possível para transmitir seus agradecimentos para Singer por telepatia).
Alfonso: Talvez ele esteja tentando lhe dizer alguma coisa.
Anahi: Como o quê?
Alfonso: Não sei. Talvez não esteja recebendo muita atenção ultimamente.
Anahi: Ah, ele recebe muita atenção. Não se deixe enganar. Singer é muito mimado.
Sentado, o cão começou a se coçar com a pata traseira, como se demonstrando sua indiferença ao que eles diziam. Enquanto conversavam, Alfonso e abriu os botões de pressão do seu macacão.
Alfonso: Espero que não se importe, mas caiu um pouco de fluido de transmissão nele e estou sentindo esse cheiro o dia todo.
Anahi: Deve ter dado onda, não é?
Alfonso: Não, só dor de cabeça. Não tenho tanta sorte.
Anahi o observou puxar o macacão para baixo, tirar uma perna de cada vez e depois atirar a roupa num canto. De jeans e camiseta vermelha, ele parecia mais jovem do que era.
Anahi: Então, qual é seu programa para esta noite?
Alfonso: O de sempre. Salvar o mundo, alimentar os famintos e promover a paz mundial.
Anahi: É impressionante quantas coisas uma pessoa pode fazer em uma noite, se estiver disposta.
Alfonso: Essa é uma grande verdade!
Alfonso lhe deu um sorriso travesso. Mas quando Anahi passou a mão pelos cabelos, ficou paralisado pelo mesmo nervosismo que sentira na noite anterior, quando entrou na cozinha.
Alfonso: E você? Tem algo empolgante em mente?
Anahi: Não. Preciso limpar um pouco a casa e pagar algumas contas. Ao contrário de você, tenho que fazer coisas pequenas antes de tentar tornar o universo perfeito.
Alfonso viu Henry encostado no batente da porta, examinando uma pilha de papéis e fingindo não prestar atenção neles, mas fazendo o possível para sua presença ser notada e o irmão não se esquecer do que lhe tinha dito. Alfonso enfiou as mãos nos bolsos. Ele não queria fazer isso. Sabia que era preciso, mas não queria. Respirou fundo.
Alfonso: Você tem alguns minutos? (perguntou a Anahi) Há uma coisa sobre a qual gostaria de lhe falar.
Anahi: Claro. O que é?
Alfonso: Podemos ir a outro lugar? Acho que preciso tomar uma cerveja antes (Intrigada com a súbita seriedade de Alfonso, Anahi não pôde negar que ficou feliz com o convite).
Anahi: Uma cerveja parece uma ótima ideia.
A uma curta caminhada, perto do centro da cidade, ficava o Tizzy’s, entre uma pet shop e uma lavanderia. Assim como o Sailing Clipper, não era limpo nem particularmente confortável. Havia uma televisão ligada com o volume alto no canto do bar, as janelas estavam esbranquiçadas de poeira e o ar, cheio da fumaça que subia em espirais das mesas. Para os frequentadores do lugar, nada disso tinha importância e meia dúzia deles quase moravam ali. Segundo Tizzy Welborn, o dono, o bar era popular porque “tinha personalidade”. Alfonso presumia que isso significava bebida barata.
O lado positivo era que Tizzy não ligava muito para regras. Os clientes não precisavam estar com sapatos e camisa para serem servidos. Tampouco se importava com o que traziam com eles. Ao longo dos anos, tudo, de espadas de samurai a bonecas infláveis, havia cruzado aquelas portas e, apesar dos rigorosos protestos de Anahi, era nessa categoria que Singer se encaixava.
Alfonso e Anahi se sentaram em dois bancos na ponta do bar e Singer deu uma volta antes de se deitar.
Tizzy anotou os pedidos e logo em seguida pôs duas cervejas na frente deles. Apesar de não estarem tão geladas, não estavam quentes, e Alfonso ficou grato por isso. Não se podia esperar muito daquele lugar. Anahi olhou ao redor.
Anahi: Isto é uma espelunca. Sempre acho que vou pegar algo contagioso se ficar aqui por mais de uma hora.
Alfonso: Mas tem personalidade.
Anahi: É claro que sim. Então, o que é tão importante para que me arrastasse para cá?
(Alfonso pôs as duas mãos ao redor da garrafa).
Alfonso: É algo que Henry disse que eu deveria fazer.
Anahi: Henry?
Alfonso: Sim (ele fez uma pausa) Ele achou que eu deveria ter falado algo ontem. Quero dizer, para você.
Anahi: Sobre o quê?
Alfonso: Christopher.
Anahi: O que tem ele? (Alfonso se aprumou no banco).
Alfonso: Sobre ele ter deixado aquele bilhete na outra noite.
Anahi: O que tem isso?
Alfonso: Henry achou um pouco estranho ele aparecer no meio da noite para deixar o bilhete.
(Anahi lançou-lhe um olhar cético).
Anahi: Henry estava preocupado com isso?
Alfonso: Sim, está.
Anahi: Hum... mas você não.
Alfonso: Não ( disse ele. Anahi tomou um gole de sua cerveja).
Anahi: Por que Henry está tão preocupado? Christopher não estava espionando pelas janelas. Se estivesse, Singer teria atravessado o vidro. E o bilhete dizia que era uma emergência, por isso talvez tivesse ido logo embora.
Alfonso: Bem... também houve outra coisa. Um dia desses uma pessoa que trabalha na ponte foi à oficina e disse algo estranho.
Anahi: O quê? (Enquanto passava os dedos pelos entalhes gravados no bar, Alfonso lhe contou
o que Jake Blansen dissera e entrou em mais detalhes sobre os comentários do irmão. Quando terminou, Anahi pôs a mão no ombro dele e seus lábios se curvaram lentamente em um sorriso) É muito gentil da parte de Henry se preocupar comigo.
Alfonso precisou de um momento para digerir a resposta.
Alfonso:Espere, você não está zangada?
Anahi: É claro que não. Fico feliz em saber que tenho bons amigos como ele, que se preocupam comigo.
Alfonso: Mas...
você é que não é capaz de fazer algo assim. Por que acha que gosto tanto de sua companhia? Porque você é um homem bom. Um homem gentil.
"Se esperar por este Casanova, ficarei tão velha que ele terá de me acompanhar de bengala".
eles realmente teriam um encontro) E o que ela disse sobre Christopher? (Alfonso esfregou as unhas na camisa e as examinou).
Autor(a): machadobrunaa
Este autor(a) escreve mais 3 Fanfics, você gostaria de conhecê-las?
+ Fanfics do autor(a)Prévia do próximo capítulo
Segurando uma sacola de compras e a correspondência, Anahi abriu a porta da frente e andou com dificuldade até a cozinha. Sem quase nada em casa, havia parado na mercearia na esperança de comprar algo saudável, mas, em vez disso, escolhera uma porção individual de lasanha congelada. &nbs ...
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Comentários do Capítulo:
Comentários da Fanfic 52
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leandroportinon Postado em 25/02/2023 - 01:32:43
dá andamento nessa tbm pfvr
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leandroportinon Postado em 25/02/2023 - 01:32:26
pq sumiu dessa fic aqui?
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leandroportinon Postado em 25/02/2023 - 01:32:12
postaaaaaaaaaaa mais pfvr
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leandroportinon Postado em 25/02/2023 - 01:31:57
Pelo amor de deus não abandona a fic não. Estou muito ansioso
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leandroportinon Postado em 22/01/2023 - 01:42:36
Voltaaaaaaa pfvr
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leandroportinon Postado em 22/01/2023 - 01:42:22
'-' não vai mais postar? sumiu daqui
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leandroportinon Postado em 15/01/2023 - 23:38:43
Quero saber a continuação!
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leandroportinon Postado em 15/01/2023 - 23:38:22
voltaaaaaaa
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leandroportinon Postado em 12/01/2023 - 15:02:14
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leandroportinon Postado em 12/01/2023 - 15:01:56
Estou muito nervoso, ansioso pra saber o que vai acontecer.